Chega de Correr Atras
eu não corro atrás de mais ninguém, quer ficar do meu lado otimo, quer ir embora vai e faz o favor de nem tocar mais no meu nome...
A diferença de quem volta atrás para quem começa de novo é que quem volta atrás se prepara para cometer os mesmos erros do passado na expectativa de quem sabe, corrigi-los.
Tenho um pé atrás com pessoas que estão sempre de bem com a vida. Já vivi o suficiente para saber quando alguém está querendo enganar a si mesmo enchendo as frases com adjetivos exagerados e excessivos pontos de exclamação. Conheço artistas que perderam o brilho nos olhos depois de anos se obrigando a achar tudo legal, dando tapinhas nas costas de cada colega, paparicando cada fã. São gente finíssima, fina camada, verniz superficial sob o qual já não existem.
O outro pé também tenho atrás: com pessoas que estão sempre de mal com a vida. Já vivi o suficiente para saber que o fim do mundo não pode ser todo dia. Profissionais do máu humor apocalíptico não me convencem. Conheço artistas que perderam o brilho no olho depois de anos se obrigando a odiar tudo, dando punhaladas nas costas de cada colega e virando a cara para cada fã. Grosserias, sob grossa camada de gelo, estes caras já não existem.
A virtude está no meio termo. Mas o meio termo a gente nunca sabe onde é, né? E William Blake disse que "o caminho do excesso leva ao castelo da sabedoria"! Ah, aforismos são o band-aid do pensamento: só servem para cortes superficiais. Ih, acabei de criar outro aforismo, né?
"Não tenha medo dos obstáculos que a vida lhe impõe, siga em frente. A fila lá atrás é grande e por mais que torçam por sua vitória, sua luta e satisfação é pessoal."
-Aline Lopes
Há algum tempo atrás nem sonhava em te amar tanto assim como te amo hoje . Até o belo dia em que você olhou em meus olhos e disse me amar , naquele exato momento comecei por você me apaixonar.
Não corra atrás de tudo e todos que tagarelam coisas livrescas e vestem um manto de faquir. Analise, julgue e, então, admire. Examine a conduta diária deles, suas motivações, perspectivas e a coordenação entre o que dizem e fazem.
Quando eu quero eu vou atrás
Assim que é!
Não sou capacho!
Falo grosso, cabra macho
Honro a minha palavra e tô pronto pro que vier!
Sempre ao te ver
Sinto os sentires de tempos atrás
Mão gelada
Coração aflito
Pensamento no infinito
E o corpo inteiro querendo você
Me deixo envolver
Fico inebriada com a tua face
e com o toque suave da tua mão
Sou a confusão dos teus pensamentos
mas é impossível esquecer nossos momentos
e das vezes que nos entregamos sem medo
Deixemos de lado essa coisa de racionalidade
vamos banir de vez a saudade
e a distância que descontenta o meu coração
O caminho da fulga de nada nos adiantou
Ao contrário, sempre nos reaproximou
Quero me deixar levar, pensamentos, fazeres e quereres
Cansei de esconde esconde
E agora só te quero onde
Você e eu possamos ser outra vez, nós
Como ser mulher é difícil. Um tempo atrás me senti o último ser da face da Terra, vi o “amor da minha vida” com outra mulher, meu mundo parecia que iria desabar. Me senti feia, gorda, burra.. tudo de ruim! Na hora fiquei com vontade chamar ela disso tudo, mas eu não poderia chama-la disso, porque na hora só quem se sentia assim era eu. Ela estava com a coisa que eu mais queria no mundo, ele.
Então decidi não fazer isso comigo, não me martirizar tanto, e resolvi fazer tudo para me tornar mais bonita, mais magra e mais inteligente que ela.
Resolvi tratar minhas espinhas, cortar meu cabelo, colocar uma tinta nele, fazer a sobrancelha, usar roupas mais marcantes, ser mais mulher caprichar na maquiagem, todos os dias! Comecei a caminhar e fazer academia, pra ficar com um corpo bem lindo e gostoso. Comecei a ler livros, pesquisar sobre coisas que eu não entendia, que eu não sabia, me tornei alguém mais culta.
Conheci novas pessoas, fui pra lugares mais descolados e diferentes.. E aos poucos fui me sentindo melhor, e todo dia me olhava no espelho e me sentia mais linda e pensava “Ele vai ver como sou linda e mereço o amor dele, ele vai ver que aquela lá não é nada perto de mim”. E assim fui vivendo durante meses e meses.
Até que chegou um dia que eu me senti tão linda, tão magra e tão inteligente que decidi encarar ele, passar por ele como se ele não fosse nada…
Vendo ele com ela me senti tão mal, o que aconteceu? Fiquei tão mais linda, mais gostosa, mais magra, mais inteligente e culta que ela, qual o problema comigo? Tantos homens me querem, porque só ele não? E fiquei tempos e tempos me martirizando, pensando porque na mesma hora que ele me viu ele não saiu correndo pra implorar meu amor? A verdade é que não havia problema algum comigo, o problema era com ele… Ele havia se apaixonado, e nada que eu fizesse mudaria ele, eu teria que tentar reconquistá-lo assim como já havia conquistado uma vez. Me aproximei dele, mostrei pra ele tudo que eu era, como eu havia mudado, mas em nenhum momento parei minha vida por ele, continuei saindo, beijando muito, aproveitando muito minha vida… Até que chegou um dia que ele brigou com ela, e veio diretamente me procurar, fiquei com ele e me senti feliz, mas não a felicidade de ter meu amor novamente como eu queria no começo, mas sim uma felicidade de ter conseguido o que eu queria, que ele me quisesse novamente, me desejasse novamente. No outro dia senti como se nada tivesse acontecido, e a cada dia que eu ficava mais com ele, mas eu via que tinha algo errado. Eu não tava feliz por estar com ele, sentia que ele não conseguia me fazer feliz como outros haviam feito, a partir daquele momento eu descobri que eu tinha me tornado linda demais, inteligente demais, gostosa demais e culta demais pra ele, e que ele não me bastava mais… Foi aí que eu percebi que o que realmente me fazia feliz era me sentir linda, inteligente.. Me fazia feliz sair com meus amigos, aproveitar minha vida e ter outras pessoas, me apaixonar por outras pessoas. E ele virou só uma pagina de um livro que perdeu a graça de ler. E eu, uma enorme enciclopédia!
Quero deixar ele com a pulga atras da orelha... todo curioso.. só pra ver ele sonhar comigo.. querer provar meu gosto.. querer tocar meu corpo.. só pra ver ele sonhar comigo.. pensar na hipótese de me possuir gostoso... e me sentir de carne e osso.. como a realidade manda...
Todos nós deixamos para trás algo ou alguém que nos fez bem
Atrás dos meus sonhos me tornei moribundo
Sentir falta de tudo e todos e não conhecer ninguém
É como se deixássemos um pedaço de nós
E é difícil viver sem ele nesse novo mundo
É complicado ver que acabou e que já não nos pertence aquilo que tanto amamos
Antigamente a solidão era o meu momento de glória
Como tudo pode mudar assim tão rápido?
O que me dava força hoje me agonia e da minha base me tornei história
É difícil acordar e saber que não haverá aquele sorriso
Que não sentirei aquele perfume e não terei aquele abraço
Que aquele brilho no olhar hoje nem existe mais
Foi tudo tão feroz e conciso
Eu preciso acordar e aprender a viver esse novo capitulo
Seguir em frente e não lembrar do passado
Pois para ele eu sou um simples titulo
Sei que vou sobreviver e que muito vai acontecer
Afinal nessa vida eu já sou bem mais versado
O nosso “pra sempre” foi avassalador
E eu nunca ouvi nada demais de você
Amor deveria significar dor, angústia e rancor
Pois no final são esses os sentimentos que prevalecem
Esses sentimentos pagam todos aqueles momentos felizes
E com o final você sabe se foi ou não amor
Não corra atrás das borboletas porque assim elas vão continuar fugindo de você. Se queres que elas pouse no seu ombro, basta se distrair e tudo acontece naturalmente.
O Assalto
Quando a empregada entrou no elevador, o garoto entrou atrás. Devia ter uns dezesseis, dezessete anos. Desceram no mesmo andar. A empregada com o coração batendo. O corredor estava escuro e a empregada sentiu que o garoto a seguia. Botou a chave na fechadura da porta de serviço, já em pânico. Com a porta aberta, virou-se de repente e gritou para o garoto:
- Não me bate!
- Senhora?
- Faça o que quiser, mas não me bate!
- Não, senhora, eu…
A dona da casa veio ver o que estava havendo. Viu o garoto na porta e o rosto apavorado da empregada e recuou, até pressionar as costas contra a geladeira.
- Você está armado?
- Eu? Não.
A empregada, que ainda não largara o pacote de compras, aconselhou a patroa, sem tirar os olhos do garoto:
- É melhor não fazer nada, madame. O melhor é não gritar.
- Eu não vou fazer nada, juro! disse a patroa, quase aos prantos. – Você pode entrar. Pode fazer o que quiser. Não precisa usar de violência.
O garoto olhou de uma mulher para outra. Apalermado. Perguntou:
- Aqui é o 712?
- O que você quiser. Entre. Ninguém vai reagir.
O garoto hesitou, depois deu um passo para dentro da cozinha. A empregada e a patroa recuaram ainda mais. A patroa esgueirou-se pela parede até chegar à porta que dava para a saleta de almoço.
Disse:
- Eu não tenho dinheiro. Mas o meu marido deve ter. Ele está em casa. Vou chamá-lo. Ele lhe dará tudo.
O garoto também estava com os olhos arregalados. Perguntou de novo:
- Este é o 712? Me disseram para pegar umas garrafas no 712.
A mulher chamou, ocm voz trêmula:
- Henrique!
O marido apareceu na porta do gabinete. Viu o rosto da mulher, o rosto da empregada e o garoto e entendeu tudo. Chegou a hora, pensou. Sempre me indaguei como me comportaria no caso de um assalto. Chegou a hora de tirar a prova.
- O que você quer? – perguntou, dando-se conta em seguida do rídiculo da pergunta. Mas sua voz estava firme.
- Eu disse que você tinha dinheiro – falou a mulher.
- Faço um trato com você – disse o marido para o garoto – dou tudo de valor que tenho na casa, contanto que você não toque em ninguém.
E se as crianças chegarem de repente? pensou a mulher. Meu Deus, o que esse bandido vai fazer com as minhas crianças? O garoto gaguejou:
- Eu… eu… é aqui que tem umas garrafas para pegar?
- Tenho um pouco de dinheiro. Minha mulher tem jóias. Não temos confres em casa, acredite em mim. Não temos muita coisa. Você quer o carro? Eu dou a chave.
Errei, pensou o marido. Se sair com o carro, ele vai querer ter certeza de que ninguém chamará a policia. Vai levar um de nós com ele. Ou vai nos deixar todos amarrados. Ou coisa pior…
- Vou pegar o cinherio, está bem? disse o marido.
O garoto só piscava.
- Não tenho arma em casa. É isso que você está pensando? Você pode vir comigo.
O garoto olhou para a dona da casa e para a empregada.
- Você está pensando que elas vão aproveitar para fugir, é isso? – continuou o marido. – Elas podem vir junto conosco. Ninguém vai fazer nada. Só não queremos violência. Vamos todos para o gabinete.
A patroa, a empregada e o Henrique entraram no gabinete. Depois de alguns segundos, o garoto foi atrás. Enquanto abria a gaveta chaveada da sua mesa, o marido falava:
- Não é para agradar, mas eu compreendo você. Você é uma vitima do sistema. Deve estar pensando, ” Esse burguês cheio da nota está querendo me conversar”, mas não é isso não. Sempre me senti culpado por viver bem no meio de tanta miséria. Pode perguntar para minha mulher. Eu não vivo dizendo que o crime é um problema social? Vivo dizendo. Tome. É todo o dinheiro que tenho em casa. Não somos ricos. Somos, com alguma boa vontade, da média alta. Você tem razão. Qualquer dia também começamos a assaltar para poder comer. Tem que mudar o sistema. Tome.
O garoto pegou o dinheiro, meio sem jeito.
- Olhe, eu só vim pegar as garrafas…
- Sônia, busque suas jóias. OU melhor, vamos todos buscar as jóias.
O quatros foram para a suíte do casal. O garoto atrás. No caminho, ele sussurrou para a empregada:
- Aqui é o 712?
- Por favor, não! – disse a empregada, encolhendo-se.
Deram todas as jóias para o garoto, que estavam cada vez mais embaraçado. O marido falou:
- Não precisa nos trancar no banheiro. Olhe o que eu vou fazer.
Arrancou o fio do telefone da parede.
- Você pode trancar o apartamento por fora e deixar as chaves lá embaixo. Terá tempo de fugir. Não faremos nada. Só não queremos violência.
- Aqui não é o 712? Me disseram para pegar umas garrafas.
- Nós não temos mais nada, confie em mim. Também somos vitímas do sistema. Estamos do seu lado. Por favor, vá embora.
A empregada espalhou a notícia do assalto por todo o prédio. Madame teve uma crise nervosa que durou dias. O marido comentou que não dava mais para viver nesta cidade. mas achava que tinha se saído bem. Não entrara em pânico. Ganhara um pouco da simpatia do bandido. Protegera o seu lar da violência. E não revelara a existência do cofre com o grosso do dinheiro, inclusive dólares e marcos, atrás do quadro da odalisca.
O amor não correspondido é o tipo de amor que não exige luta, nunca corra atrás de alguém que não daria um passo por você . Se você ama alguém que não lhe corresponde, que não demonstra e que não se importa com seus sentimentos. Se liga! Ame quem ama você, não se esqueça do amor próprio. Valorize-se!☝😉
Charlie Brown: Dizem que a força da gravidade é 13% menor do que era 14,5 bilhões de anos atrás.
Lucy: De quem é a culpa?
Charlie Brown: Culpa? Não há culpa
Lucy: O que você quer dizer “Não há culpa?” Tem que ser culpa de alguém! Alguém tem de tomar a culpa! Encontre um bode expiatório!
(des)conhecer
Se eu pudesse desconhecer você eu faria isso.
Se eu pudesse voltar atrás jamais teria permitido vê-lo naquele dia.
Teria evitado esperança. Amarga ilusão.
Quero te desconhecer, vou fingir que nem existe, pode ser que minha memória te esqueça.
