Chega de Correr Atras
Chega um momento
que tudo o quê foi dito
a quem merece ouvir
não precisa ser repetido,
é melhor deixar o tempo
se encarregar de fazer
o papel de educar,
para que gente assim
não se sinta empoderada
para fazer ainda mais mal;
e a dor existencial
de ser ela própria não
castigar ainda mais
a quem não merece.
O anjo nas finas linhas
do destino ao povo assim
escreveu: "Não
esqueçamos
dos presos de consciência,
Não existem presos
de consciência de primeira
ou de segunda.
Todos sofrem o rigor
de pagar com a sua
liberdade de discordar
por suas idéias,
frente ao status quo;
quem não compreende
vai contra a história,
sobram os exemplos.
Lutemos pela LIBERDADE.".
Por saber que anjos
existem continuo a escrever os meus
poemas para lembrar que
as mil prisões políticas ainda
nesse século ao tempo resistem.
A madrugadinha
É uma felicidade
- Minha e tua -
Logo chega o logo
Bem de manhãzinha
- Manhosinha -
Depois da madrugadinha
- Carinhosinha -
Completamente tua e minha.
A tarde chega lentamente,
Exorcizo os fantasmas,
Desocupo a mente,
Dou abertura à poesia,
Ela que me acompanha
Sempre carinhosamente.
O mar alisa a costa,
Sei o que você gosta,
Faço perder a hora,
Rasgo todas as normas,
E você nem se importa,
Assim sou a tua aurora...
Sempre hei de ser tua,
Subversiva e rebelada,
Assim existo para você,
Eu sou a tua amada,
Em versos flamejantes,
Sou o mais lindo dos brilhantes.
No compasso do coração
A orbe poética gira
É o amor que chega anunciando
Sou poeta e poetisa
Liberta
É vitória do Bem contra o Mal
O amor ousa no astral
Ele experimenta, se intensa
Se supera e espera
Sensacional
No compasso do coração
Nada é fugaz
É lindo o amor que você traz
Somos paz
Celestiais
O amor pulsa e se intensifica
Ele se entrega
No compasso do coração
Somos sinfonia
Festa
Na cantilena do coração
Nada é em vão
Quando duas almas viram uma
Amar sempre vale a pena
Nada se apequena
Vira poema
Inspiração
Você chega junto com o meu canto, Desejo que os meus beijos não te bastem, E que essa paz que só vem de nós - permaneça com encanto.
Sabemos que o amar jamais é tardio, E que o amor quando chega é para florescer o que aparentava estar desértico - vazio.
Não existe amor perfeito, O amor chega do jeito dele, O amor sempre será guiado pelos olhos da loucura, Quando ele chega não tem mais jeito.
I
Não existe tempo
para o amor,
Ele sempre chega
no seu próprio
tempo de amor;
Para uns como
um Ichiyo,
Florada julgada
como tardia
na Lua certa
no mundo da pressa.
Cerejeira tardia...
II
O amor vem,
e por ele coloco
as minhas duas
mãos no fogo;
A Lua absoluta
jamais nos trai,
Te garanto que
o amor vem,
Só quando for
para o seu bem.
Tardia cerejeira...
III
A formosura
da querida Lua
se confundiu
com a florada
da Jugatsuzakura,
E alguém disse
que eu é que
fiquei distraída
sonhando com você.
Cerejeiras tardias...
Não importa como acontece,
Ele chega bem de mansinho,
De um jeito que te aquece;
Não importa, ele acontece.
Essa liberdade que se solta,
E que te prende,
Cantarola de dia,
E de noite suspira...;
Ao poeta sempre inspira.
Não importa, mas é assim,
Ele vem de forma indescritível,
Cheio de si, e sublime em mim;
Não importa, mas é incrível.
Essa prisão que não é prisão,
E que te deixa livre,
Só com o teu violão,
Espera, crê e confia;
Fazendo bagunça no meu coração.
E aí chega uma determinada fase que falar cansa, como se estivéssemos anestesiados do tempo, então começamos a prestar mais atenção aos murmurinhos inaudíveis de nossos pensamentos e a gente percebe que apenas num simples cantar do pássaro em nossa janela ao despertar do dia é uma sinfonia vinda dos anjos para falar com nossos ouvidos surdos da vida...
Chega um certo momento da vida que a maturidade nos ensina que confabular com nosso silêncio nos faz ouvir a voz de Deus e só assim o tempo paralisa e cala.
Trovões e raios rasgando o céu, e ela chega vestida de guerra e a chuva com ela já vem lavando minha alma e invadindo o meu pensamento, então ela sopra ao vento a minha solidão...enquanto entrega meu coração...
Chega um momento que sentar-se a sombra de seu coração e apenas sentir o pulsar de sua vida, começa ter outro sentido pois o barulho do mundo lá fora perde a importância quando você desperta um novo tempo dentro de si e em silêncio observa e cala-se...
Chega um período que você estende sua alma em letargia no varal da vida e aí sente a chuva que molha e o sol que a seca, e enquanto isso seu corpo fica hibernando numa cadeira de balanço observando essas oscilações do tempo...
Chega uma fase em nossa vida que o céu é nosso teto...
Mistério!
Com pés descalços pisar em solo árido é nosso chão...
Calos do destino bate em compasso no coração!
Como abrigo de nossa alma uma armadura que aos poucos se desprende no ar...
Deus em nosso silêncio nos soprando a Paz!
DEUSA DO VENTO...
Trovões e raios rasgando o céu, tambores, danças, transe. E ela chega com com o vestido bordado em fitas coloridas. Incorpora no meu pensamento. Então rodopio exaustiva e sorridente em êxtase por esse mundo que vivencio só na minha imaginação. Solidão? Sorriso solto. Coração pisado no chão. Vida perdida que fica e volta pela saudade do tempo de outrora que se esvaiu. Arrepio. Olho pra essa realidade será verdade? Desacoplo desse contentamento e o que vejo? – Uma alma fadigada e triste mas que para a Deusa do Vento não existe.
A melhor fase da vida é na infância que a gente brinca de viver, porque quando chega à fase adulta a gente olha pra trás, finge que é criança e brinca apenas pra sobreviver...
Chega um momento da vida da gente em que só temos um caminho avançar sempre sem temer, quanto mais depressa andarmos mais livres e leves chegaremos. Não recue. Feche os olhos, tape os ouvidos e não olhe pra trás. Respire fundo e siga!
