Certas Coisas
Devemos nos ater ao mundo sensível
Se tentamos explicar as coisas intangíveis como fé, Deus e espiritualidade, caímos no vazio das contradições. A razão, quando entra em conflito com os sentidos inexplicáveis perde sua função, e tudo se reduz a nada, diante da nossa imensurável ignorância do todo.
Não podemos compreender o todo, somos parte de algo imenso, inconcebível ao ser humano, tão pequeno e frágil. A nossa concepção de mundo não pode sair do campo sensível. Podemos até sentir, e o sentido nos faz muito bem, mas quando tentamos explicar, o benefício de sentir nos foge, então surge o abismo da ignorância.
Como poderíamos explicar a origem e a criação do universo, quando apenas intuímos parte deste universo. Mesmo vivendo milhares de vidas jamais alcançaríamos o entendimento de apenas uma galáxia, desta onde fica nosso maravilhoso planeta terra. Precisamos admitir que não temos respostas para tudo, menos ainda para as coisas que intuímos, como fé, espiritualidade e Deus.
Conservamos ideias tribais dos nossos ancestrais, com respeito às crenças. Fizemos Deus à nossa imagem e semelhança, e não raro persistimos neste erro - o de achar que somos donos da verdade, com isso reduzimos a nada as outras crenças de pessoas tão incapazes de compreender o todo, assim como nós. Concluímos que eles não sabem a verdade sobre a nossa verdade concebida ou herdada dos nossos pais.
Apesar de pequenos e imperfeitos temos um grande privilegio. Não sabemos a razão, mas somos dotados de consciência, que nos ajuda a entender e discernir entre bem e mal, e isso, por si só, se formos humildes, humanos e inteligentes reconheceremos como nossa maior virtude.
Portanto, de posse deste conhecimento seremos capazes de viver e evoluir sem causar danos a nós mesmos nem ao nosso próximo.
O Peso do Mundo
A medida das coisas, o peso do mundo,
abismo profundo onde o mar se desfaz.
As costas do homem, forjado do barro,
o medo da morte, açoite voraz.
A busca insalubre nas ondas do vento,
sonhos abortados, perigos sangrentos.
A paz, utopia no vasto existir,
a sorte que foge, um monstro a engolir.
Davi e o gigante, um conto farsante
que não se refaz.
No campo terreno, a luta se perde,
o forte e o fraco bebem o mesmo veneno.
Tael fita o céu
Escrevo coisas sérias.
Assuntos profundos.
Negando a metafísica —
enquanto Tael, meu gato,
fita o céu pela janela.
De cima da cama onde me sento,
ele me observa, vez ou outra,
com aquele olhar entre o espanto e o escárnio.
Tenho a impressão de que zomba de mim.
Seu silêncio parece conter uma sabedoria que me falta.
Olha as estrelas com um assombro calmo,
como quem já conhece os segredos que eu jamais saberei.
E quando me encara,
sinto uma tristeza piedosa naquele olhar felino,
uma espécie de compaixão muda,
como se dissesse:
"Tu ainda buscas o que não se encontra."
Tael está pleno.
Sem desejos.
Sem ansiedade.
Sem angústia pelo tempo ou pela eternidade.
E eu aqui —
racional, pensante, errante —
buscando uma resposta invisível que não existe.
O que tenho de superior a ele, talvez,
seja apenas essa razão
que pergunta se a razão é necessária.
Dá medo. Contar pra todo mundo coisas que eu não tô pronta pra saberem.
(Hannah)
Enquanto falas em preconceito, em lutas e tantas outras coisas, esqueces que o mundo está girando. Esqueces que um coração bate, uma vida nasce e outra morre. Esqueces que o amor pulsa em algum lugar de uma forma que não conseguirias controlar e nem entender.
Batalhei e lutei para que as coisas fluíssem da melhor maneira possível. Hoje, nada mais me afeta. Nada mais importa. O que ficou, ficou muito distante.
Estou a cada dia mais permissiva. Ando me doando à vida. Doando-me ao amor. Permitindo que coisas novas entrem. Novas aventuras, novas experiências. A felicidade tem estado ao meu lado diariamente.
Vivemos correndo atrás das coisas que consideramos importantes e esquecemos de viver o momento. Este, nos traz a realidade que muitas vezes não conseguimos enxergar.
Não quero me apegar a nada, porque as coisas um dia acabam e eu não quero sofrer por aquilo que ficará para trás.
Levamos um tempo para entender que vivemos correndo atrás de coisas insignificantes e o mais importante está inserido dentro de nós.
Desperdiçamos tempo demais com coisas banais e não conseguimos entender e nem encontrar o que nos trouxe aqui.
Com o tempo, vamos percebendo que muitas coisas foram ficando para trás. O que parecia importante, hoje, são insignificantes e as pequenas coisas passam a ser relevantes.
A dor da transitoriedade das coisas
Tende a nos massacrar e nos torturar.
Entendamos, o sofrimento é construtivo
E nos elevará ao patamar máximo da vida.
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