Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Somos o amor que a gente dá...somos o amor que a gente multiplica.. somos o amor que a gente soma...somos o amor que a gente emana, exala, somos amor porque amor é o que mora e nós
Fui fraco quando acertei o seu amor de todas os males que mim assombrou a vida inteira você é bem pior se te arranco pelo pé seus galhos inda gera os brotos
Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza.
"Guarde para o amor, a amizade e os momentos felizes os maiores espaços de seu coração e memória, porquanto absolutamente todas as dificuldades que enfrentamos no dia a dia, por maiores que possam vir a parecer momentaneamente, assim se resolvem tanto pelo seu descortinar quanto pelo seu esquecimento."
As maiores lições de amor-próprio nós aprendemos com os gatos. Gatos amam, mas não se deixam dominar; gatos são animais livres, independentes e não permitem serem manipulados ou aprisionados. São companheiros, fiéis e, sobretudo, sinceros, se recebem amor ficam, se não recebem vão embora.
"Entre os combustíveis indispensáveis da ação estão o amor, a resiliência, a obstinação e o método, mas ainda tão importante quanto eles, a esperança, que é o dínamo conformador da razão, é como a pequena faísca que acende a chama que põe em movimento todos os demais.
Ter fé no porvir faz do seu hoje um lugar melhor."
"Bom é descansar na graça d'Aquele que primeiro nos amou e assim, também por amor ao seu conhecimento confiar na resolução dessas coisas que a primeira vista possam parecer impossíveis de serem superadas, mas sabidamente não o são quando entregues sob o cuidado de nosso Pai."
Desde do momento em que tudo se tornou disputa de ego, o amor nunca mais pisou ali. Competiam o desinteresse, abraçavam o desapego, perdiam os sentimentos fingindo não senti-los. Quem via a casca dura do caramujo, não sabia o quanto era mole, até que a morte o recebesse.
Quando semeamos amor, o universo envia chuva de corações e os sentimentos bons que há em nós florescem.
Tempos escuros virão, juntei-vos, sejam iluminados pelo amor à pátria e pela ética. Não se confundam no meio da batalha. Desistir não se enquadra em nossa realidade.
Quando nos sentimos protegidos pela legitimidade do amor, o ciúme torna-se um sentimento absolutamente desnecessário.
