Cecilia Meireles Poemas Sonhei com Voce
Quatro coisas tornam a religião um comércio profano:
1. Engano espiritual (narrativa)
2. Falsas promessas de salvação e poder (promessa)
3. Mercantilização da fé e das almas (produto)
4. Multidões seduzidas e manipuladas (público)
A última besta do Apocalipse será uma renovação do antigo Império Medo-Persa, com uma nova roupagem de “religião militar” nos tempos do fim?
Gênesis 16:11-12 | Daniel 2:32-33, 39 | 7:5, 8, 20-21 | 8:9-12, 23-25 | 11:2-5, 36-38 | Apocalipse 13:1-2 | 17:1-18
Regra De Ouro:
Sempre tratem os outros como vocês gostariam de ser tratados; pois isso resume o ensino da Lei e dos Profetas, disse Jesus Cristo.
Mt 7.12
Mais assustadora
do que a lenda
da Missa do Dia dos Mortos
é a sua cara feia,
Para ficar correndo atrás
de casamento,
não nasci com tal paciência.
Pior do que a sua própria
cara sou capaz de ficar
quando estou de mau humor,
aconselho não se arriscar,
Sobre a guerra dos sexos
nunca vou me interessar,
Se nasci para ser Tia Velha
não faço nem questão de lutar.
Das versões mais
convincentes da Mula Sem Cabeça,
sou aquela que não se casa
e deixa até o padre em paz;
E assim aqui está escrito o poema
da solteirona sem dilema.
O encontro das Cheganças
vem rompendo o silêncio
desta cidade romântica,
As pessoas pouco a pouco
estão aparecendo acenando
das janelas das suas casas,
Estas Cheganças nascidas
da fé e do nosso inspirado
povo que compõem
saudações ao Padroeiro
trazem o condão e a poética;
Um olhando para o outro
cumprem do mesmo jeito
o gostoso efeito de festa,
porque nossos corações
fazem música de orquestra,
e deixamos nos envolver por
este amor que a gente venera.
Escrever silêncios,
registrar dias e noites,
tempestades e calmarias
amores e desencontros
descrever o inexprimível.
Concretizar delírios em realidades
apagar sois e esperanças.
Poderia ser Rimbaud
ou Vinicius de Morais
Paul Verlaine ou Neruda
mas sou sou poeta.
....um ponto final na poesia,
.....a morte da musa, o grande poema.
.........suspenso na eternidade
.................o silêncio irreprimível,
............entre ecos do acaso...
...........a fuga do poeta...
.....enigma inconfessável.
“Ode ao amor
Queria não ter lido
nem estudado Vinicius de Moraes
para escrever algo original
sobre o amor e a falta dele.
Mas algo assim só seria possível
se Vinicius não tivesse lido Neruda
com tanto espanto e reverência
ou se Neruda não tivesse lido Rimbaud.
Queria cantar o amor
em sua primorosa essência
como Ricardo Reis à Lídia
como Dante à Beatriz.
Inexoravelmente nasci atrasado
atras de todos estes
mas o amor ainda me inspira
loucura e lucidez...
para compor poemas
tão simples como este.
É o amor que sempre nos guia
ao fundo do copo e ao cerne da vida
ao topo do mundo e ao fim da tragédia
é amor que nos conduz ao abismo da perda
e ao encanto da luz da conquista
mesmo que não seja original
é o amor que dá alma ao artista.
Luz e Treva
Da luz à escuridão
da escuridão à luz
tanto faz ida ou vinda
a distância é amesma
a se percorrer...
Feliz o homem que conheceu
os dois caminhos
este não terá dificuldade
para entrar e sair das trevas ou da luz
para resgatar os inexperientes
destas duas escolhas...
Depois do farto banquete
onde a carne, o sangue
e vinho são recíprocos,
tenho a tua língua
amarga como
sobremesa...
na despedida..,,
A poesia agoniza
Enquanto poetas sangram as vísceras
a desenvolver cânceres ou úlceras hemorrágicas,
em busca de sentido e de palavras relevantes,
para encontrar o tom ideal pra sua lira,
com intuito nobre de explicar
as injustiças e a estupidez dos homens,
os motivos das guerras santas e carnais.
Tentando expressar da maneira mais justa
a sua agonia, a de viver entre os mortais
tendo ainda que escutar de alguns tolos,
verborragia inútil, sinônimos de dicionários
que com frases desconexas insistem em recitar Homero
dizendo para o mundo ser Bocage...
A poesia agoniza nesta fogueira santa
de eternas vaidades!
Enigma lírico
Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível
Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...
A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...
Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.
Para o poeta, a rima é uma possibilidade, não uma necessidade!
Não é poesia aquilo que a rima obriga, por linhas melódicas, mas a soma das duas essências, poeta e poesia.
Evan do Carmo
A SEDE DO PORVIR
Sempre será necessário,
que o hoje se vá
e que o amanhã renasça.
Em cada pôr de sol
há uma despedida
e um sopro de esperança.
É a poesia do talvez
que mais nos fascina
e nos inspira.
Imprescindível é o partir
para que o novo nos surpreenda.
A poesia humana reside
na sede de infinitos
na dolorosa ansiedade
do porvir.
Evan do Carmo
Ecce homo
A vida sem causa
a poesia sem musíca
o assombro do caos
discussão platônica
Eis o poeta perdido
entre palavras
entre luz e escuridão
entre passado e futuro.
A musa que se perdeu
no tempo, no descuido
do afeto e da língua
no fim de tarde chuvosa.
Ecce homo, no vendaval
de retóricas, entre o mito
e o misticismo da beleza
morta, esquecida no espelho.
Evan do Carmo
“O homem e o rio”
Um homem se depara com um rio em sua frente
O homem caminhava sem pressa,
Não pensava em rio nem em mar.
De repente, surge um rio
E a decisão de o atravessar,
Ou de voltar atrás, em busca de um atalho,
De outro caminho,
Por onde possa alcançar seu destino,
Sem rio, sem água, sem mar,
Apenas caminho de terra seca!
Mas o rio está lá, em sua frente,
Impávido, colossal, o rio de Heráclito.
O rio de sua aldeia, o rio que o ameaça,
Que lhe aterroriza, o rio que lhe pergunta:
“ Tu és um homem ou um verme?”
Disse, certa vez,
alguém muito perspicaz,
que são os defeitos
quem, talvez
nos mantêm vivos.
Creio nisso, pois sem o vicio
não haveria alegria
contudo, nem sempre
somos isentos de pagar a conta
pelos erros, defeitos,
mas que seja assim
que os nossos bons vícios
sempre nos socorram
nas horas mais difíceis
e, neste caso, eu cito
como providencial
o vinho, o amor, e a poesia.
SOMBRAS DO AMANHÃ
Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...
Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.
Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.
Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.
Assim deve viver todo poeta.
"Quanto a mim
já me livrei das garras da morte
tenho apenas os pés calejados
de esperança
que ainda caminham
rumo à eternidade da espera
... não sofro mais de ansiedades."
DA JANELA
Tive olhando hoje
pela manhã,
pela janela
do mundo
as pessoas,
as ruas
os postes
as calçadas...
Tudo me pareceu
concreto..
não havia flores
nem jardim
nem animais
nem crianças
coisa abstrata indefinida
tudo muito frágil.
Dia chuvoso
no hemisfério sul
sem névoa ou neve
também sem sol
tudo na rua
parecia morte e medo
de tanta calma
vida concreta
gente sem alma.
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