Casa Velha

Cerca de 58 frases e pensamentos: Casa Velha

Lá na velha faculdade de direito da UFMG, a nossa querida vetusta casa de Afonso Penna, onde eu estudei e acabei até por ser presidente do caap e membro da congregação da própria escola e sinceramente até hoje eu não sei dizer como, mas o que interessa é que na cantina do CAAP, tínhamos na verdade um boteco com mesa de sinuca e muita cerveja e os alunos daquela época, pelo menos uma boa parte, não mediam esforços para uma cerveja entremeadas de tacadas e papo furado. Como já deve ser óbvio para os caros leitores, eu era um daqueles que sempre estava na sinuca ou pedindo a uma das meninas da cantina para trazer mais uma e por certo sempre chegando atrasado nas aulas. As meninas da cantina, tinham todas mais de 60 anos e haviam sido contratadas em 1964, pelo Nilson Naves, que era secretário geral do CAAP e depois se tornou Ministro do STJ, mas só as chamávamos de meninas, mas depois eu conto algumas histórias com elas como personagens principais.Tinha eu nas segundas e quartas o professor Manoel galdino, que vendo a turma sempre chegar atrasada, tanto na primeira aula ou na segunda, sempre nos presenteava com uma bala de hortelã, para vocês verem como eram as coisas, mas isto é outra história e divertidíssima, eis que o Galdino, era de uma ironia fina, rara nas pessoas hoje em dia. mas isto é mais uma outra história para um momento de públicos mais adultos, digamos assim. Entre estes alunos tinha o Eugênio, que era funcionário público e que por diversos motivos, só bem mais tarde escolheu direito, pois seu irmão era professor na casa e digo que um dos mais cultos e conceituados do direito civil, aquela época. Mas vamos lá: Íamos fazer uma prova de teoria geral do estado e a matéria do professor não tínhamos como criar e ou tergiversar sobre os temas, pois era decoreba pura. O Eugênio, com aquele seu jeitão de bad boy, foi logo dizendo: eu sei toda a matéria, por óbvio que não sabia nada como eu, mas uns dois ou três confiaram e se sentaram perto dele. Pois bem, eu não sabia nada e sentei-me perto do Gomes, pois ele tinha a feição de que sabia tudo e tal se confirmou, pois anos mais tarde se tornou Juiz e professor brilhante de nossa escola. Eu tinha resolvido o meu problema e pelo que vi, todos os outros "sinuqueiros" também.Mas no meio da prova o Professor, que pusemos o apelido de rolhinha e só para os íntimos eu explico o porquê, gritou desvairadamente: O que é isto? - Você está colando e eu não admito.
o nosso herói Eugênio, levanto-se e lhe disse fulminando seus olhos. - Eu não estou colando. - E o Professor furioso: - Como não Você está copiando direto do caderno para a prova e o Eugênio, entre a raiva, espanto e a ironia. - não estou colando! Como não? replicou o professor com um ar de incredulidade. - O Eugênio, com uma postura de liberal raivoso, respondeu: - Quer dizer então que você deu cola o semestre inteiro é por isto que esta faculdade tá atras da USP, os professores ao invés de darem aula, dão cola. Assim não dá. Foi uma gargalhada geral, teve mais prova e o Rolhinha saiu bufando em busca de salvação com o diretor da época. Ele não voltou para dar suas aulas horrorosas e todo mundo, pelo menos da sala d, passou com conceito máximo.

Inserida por robertoauad

Já tinha fechado as janelas da minha velha casa
para não ver quem fosse por ela passar.

Mas ao ouvir o som dos teus passos tímidos
olhei pelas frestas
e vi os teus pés
espalhando pétalas pelo caminho.

(Então te escrevi aquela carta de amor
em que eu te dizia
que a minha letargia paralisara os ponteiros.)

Hoje, meio-dia de um dia inteiro:
tempo de deixar as portas destrancadas,
me debruçar na janela
e te esperar.

Inserida por biahs

Deposito das almas
Um belo dia um sábio homem se prostou a sentar no banco de sua velha casa então a filha de seu vizinho veio correndo lhe pedir conselhos:
Sábio:-Olá Eva! (Cumprimenta a moça)
Eva:-Sábio, Estou com dificuldades em meu relacionamento.(Diz olhando para as rosas que estava murchando)
Sábio:-Diga me do que se trata (Diz curioso)
Eva:-Além de meu noivo gosto de outra pessoa (Diz com a voz trêmula e com as mãos suando)
Sábio:-Eu perdi meu grande amor na mesma situação(Diz relembrando de seu passado)
Eva:-O que houve?
Sábio:-Eu era um homem que dormia com muitas mulheres mas quando conheci minha amada e falecida esposa eu me apaixonei mas demorei dez anos para conquistar a confiança dela.
Eva:-Isso tudo?
Sábio:-Sim.Mas durante os trinta e cinco anos de casados eu a traía com a mulher que ela mais odiava.
Eva:-O que?
Sábio:-O amor da minha vida morreu de desgosto, Ela era a mais bela que já vi e a perdi quando ela me viu com a minha amante na cama ela correu e foi para a rua e o carro a atropelou. Depois a levamos ao hospital e ela ficou paralítica, eu a trouxe para nossa casa mas como eu não podia ter relações íntimas com ela minhas necessidades masculinas eram muito grandes, Até que eu trouxe a minha amante e dormi com ela na frente de minha esposa que não falava, não andava e nem respirava sozinha as lágrimas saiam dos olhos dela, Até que no outro dia ela morreu de desgosto.
Eva:-Como pode fazer isso?(Se levanta totalmente indignada e chorando)
Sábio:-Eu fui ferido no passado antes de conhecer lá e não acreditei no amor dela até sua morte as últimas palavras dela foi um simples e singelo "Eu te amo". (Diz com a voz trêmula e limpando as lágrimas de seus olhos)

Moral da História:
Se está ferido jamais quebre o coração de alguém.
Livro:O Amor
Texto:Depósito das almas

Inserida por deisiane_oliveira

Sou arquiteto de casa velha,
sou um tom que não interessa,
sou melodia muchada,
poesia falsificada,
moro na rua não visitada,
onde almas são lavadas,
e a minha é abandonada.

Inserida por YuriCrod

"Deitar abaixo uma casa velha e substituí-la por outra mais nova não é desprezá-la, mas fazê-la reencarnar numa forma mais elevada. Assim, as presentes formas políticas, com as suas estreitezas que enchem de angústia milhões de homens de todas as condições, não podem durar muito mais agregando «camadas de pintura»; urge renová-las profundamente, urge uma renovação total."

Inserida por NovaAcropole

⁠Certa vez; um homem que morava em uma casa velha se cansou por já está ali desde sua infância, e resolveu ir morar em um palácio. Lá descobriu que não havia alimentos. Retornando a sua velha propriedade, onde a lavoura era farta, descobriu que ela estava habitada por novas pessoas, e assim ele mendigou o resto de sua vida.

Cuidado com as escolhas que você faz, pode não haver retorno, e nem sempre o luxo tem a felicidade que aparenta ter.

Inserida por JSilva

A vida é um apeadeiro de memórias

A casa velha continua muito bela
Apesar dos anos que vai passado por ela
Paredes de pedra de cal já gasta
As árvores são versos que a terra
Escreve no céu e os pássaros fazem casa
Entre as memórias curtas de verão
Da casa velha poucas lembranças guardo
Mas sim dos fantasmas que oiço
E que nas suas caves ainda habitam
A vida é um apeadeiro de partidas e chegadas
Onde viajamos nos sonhos e regressarmos à realidade
É por a vida ser breve que agarro cada momento de felicidade

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Lembranças da Infância

Ainda me lembro da velha casa da minha infância de tantas magias
Era a casa do vovô e vovó paternos
Uma casa centenária do final do século XIX , ainda construída pelo meu bisavô quando chegou com a vontade e a coragem imigrante das terras portuguesas
Lembro da mangueira, do balanço feito por vovô para os netos quando viessem
E da alegria do encontro com os primos e todos os tios nas tardes de domingo
Vovó era uma doceira de primeira fazia questão de servir o lanchinho da criançada com bolinhos de chuva
O café era passado no coador de pano , lembro de vovó fazendo todo um ritual para o ato
Era uma casa grande cheia de quartos e quintal com variedades de plantas
Não posso esquecer do cão, chamava-se Bigurrilho em homenagem a uma canção, era arteiro e um otimo guardião.
Se foi velhinho com dezenove anos, muito idoso para um cachorro
Assim foi-se a infância passada entre os mimos da vovó e ensinamentos do meu avô
Foi meu avô que me ensinou as primeiras letras, e deixou o legado do amor pela música e a força das palavras
Os tios todos já se foram para a morada do eterno na saudade
Os primos fizeram seus sonhos pelos quatros cantos do mundo.
E vovó e vovô estão aqui dentro de mim, mesmo que meus olhos nunca mais puderam vê-los vivem eternamente na minha gratidão.

Minha singela homenagem pelo dia dos Avós-26/07

Escrito por Leovany Octaviano
@direitos reservados
#plagioécrime

Inserida por leovany_octaviano

Não confunda a casa está caindo de velha com a velha está caindo da casa...⁠

Inserida por nicolas_machado

⁠Me sinto como uma casa velha de madeira, fazendo barulho a noite;
assustando quem eu queria que ficasse mais perto.

Inserida por HudsonHenrique

⁠Mulher que não casa até os 40 é vista pela sociedade como velha, encalhada e mal amada, o homem que não casa até os 40 é resumido em duas palavras, “sem futuro”.

Inserida por RosaRLemes

⁠Na frente daquela casa eu via,
As arvores que faziam sombra,
A velha cadeira de balanço que assobia.
Ali naquela velha choupana todos riam
Parece que toda a paz formava sua energia.
Dali irrompia alegria,
Formavam uma só harmonia.
Ali era um lar,
Ali era uma nostalgia.
Dali emergiria humanos,
Na sua acolhida embalava a vida.
Olho no olho,
Respeito e afeto,
Simples Acolhida.

Inserida por jose_netto_1

⁠Velha máquina de escrever

Arrumando as coisas aqui em casa achei empoeirada e esquecida
A velha máquina de escrever..
Quantas coisas foram escritas..
Quantos sonhos foram transformados em palavras e frases
Através da...
velha máquina de escrever
já salvaste vidas através de seus escritos..
A velha máquina de escrever
uniu nossas famílias através de cartas, pois não tínhamos dinheiro para comprar novas caneta e lápis só tínhamos .....
a velha máquina de escrever
Lembro-me exatamente do barulho das teclas no meio da madrugada
Era meu pai usando
A velha máquina de escrever
Currículos foram escritos para empregos para mim é meus irmãos
Depois que meu pai se foi na única é guerreira a nossa
Velha máquina de escrever..
Esteve presente ao longo de minha vida...
Merece um pedestal para sempre agradecido a minha amada e
Velha máquina de escrever.

Inserida por PoemasDuclert_Junior

Não é apenas uma casa velha.
É uma história construída no tempo.
Um pouco de tudo.
Um pouco de muitos.
Assim vejo nas antigas moradas,
Um livro sem letras
Que a vida escreveu.

Inserida por alcilene_rosa

Noites acordadas,
noites maldormidas,
casa velha de tábuas corridas,
a cair aos pedaços, com história,
com alma, com sentimentos, com vida,
onde moram dois velhinhos queridos,
amorosos, que vivem em conjunto há mais
de cinquenta e quatro anos,
os meus queridos pais.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

" A casa era um pouco velha, porém sempre cheia
os olhos levemente avermelhados, teimavam em não chorar
o riso aberto e carinhoso, anunciava um novo dia
o cheiro de café...
o amor sempre tão presente, não parava de cantar...

Inserida por OscarKlemz

Velha casa de meus pais,
Eu não te esqueço jamais
Por esta existência em fora,
Só porque tu me retratas
As fantasias mais gratas
Daqueles tempos de outrora!...

Mamoeiro! Bananeira!
Joazeiro! Goiabeira!
- Que cinema sem igual!
Jogando sobre as alfombras
Um rendilhado de sombras
Na tela do teu quintal!

E aquela batida longa
Da cantiga da araponga
Que entre os rasgos do concriz
E os estalos do canário
Ia formando o cenário
Daquela quadra feliz!

Mas o tempo - este malvado!
Para matar o meu passado,
Numa explosão de arrogância,
Jogou de encontro ao mistério
Toda a beleza do império
Dos sonhos de minha infância!

Árvores, pássaros, tudo
Rolou para o poço mudo
Do abismo do nunca-mais!...
Enquanto a sonoridade
Dos gorjeios da saudade
Se esparrama em teus beirais...

Por isso em tuas janelas,
Em tuas portas singelas
E em cada vidro quebrado,
Onde a tristeza se deita,
Vejo uma réstia perfeita
Das estórias do passado!...

Ai velha casa sombria
Quem, nesta vida, diria
Que aquele céu sucumbisse,
Que aquela fase passasse,
Que aquela ilusão fugisse
E que não mais voltasse!...

Na festa descolorida
Da paisagem destruída,
Aos olhos da Natureza,
Só tu ficaste de pé
Confortando a minha fé!
Matando a minha tristeza!

Velha casa desolada
Guardas na tua fachada
Uma indelével lembrança
Dos meus dias de quimera,
Das rosas da primavera
Que plantei quando era criança!

E agora que o sol se pôs
E a bruma envolve nós dois
Na sua atroz densidade
Enfrentemos a incerteza
Tu - conduzindo tristeza!
Eu - transportando saudade!

Inserida por rapha777

⁠COMPREENSÃO
A rua onde nasci era larga e extensa de vozes.
Nela havia uma velha casa de espera e de descobertas.
Minha mãe me ensinava a brincar de ver.
Ficava ao meu lado e com suas mãos me entregava seus olhos.
Dizia-me: O que vens?
Eu menino, com zeloso brio elaborava narrativas não aparentes.
As vezes via um pássaro falando com o vento.
Ora, era um arco-íris despontando no anoitecer.
E até eu voava, buscando palavras com asas.
Lembro-me quando lhe disse:
- Estou vendo uma dança no céu.
E ela pediu-me para tomar cuidado com os instrumentos, marcar os passos, ouvir a sinfonia.
E asseverou: Veras na vida aparências e essências.
Mas não tenha receio de vislumbrar.
No fim o que fica é o que se olha para dentro.
Antes de saber ler e escrever compreendi a ver poesia.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja