Cartas de reflexão para um Amor

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Onde o meu coração

te plantou?

Entremeado entre

as minhas preces.

Levando a minha fé

- contigo

Tu sempre me mereces.



Tudo de ti em mim

Brota e floresces,

Nada de ti em mim

...Envelheces.



Onde o meu coração

irá me levar?

Ventando sempre

para o teu lado.

Escolhi você

para ser o meu amado,

De estrelas irisado.



Tudo de ti em mim

É celebração,

A distância sempre

É expiação!...



Não me poupe de ti,

Do teu olhar,

Do seu siso,

Do teu afagar,

Do seu sorriso...

Longe de você tenho perdido

- tudo -

E até muito mais: o meu juízo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os símbolos estão na tua mente,

Só você para identificá-los...

Os caminhos que tu podes fazer,

Só você para trilhá-los.



As fantasias latentes - quentes

Tocam os nossos acordes plangentes,

Os ritmos e nossas vibrações

Fazem mil constelações de tentações.



Os desejos ainda estão engolidos,

Basta olhar nos teus olhos abandonados.

Os balbucios indizíveis intermitentes

Do meu nome nos teus lábios apaixonados.



Não é invenção, não é convenção,
É curiosidade e envolvimento;
Existem o elã e a admiração
Nasceu em nós a ambição - o sentimento.





Os desfrutes que estão porvir,

Todos só a poesia que há em mim pode reger;

E a minha carícia amorosa pode garantir.



Os amantes ainda estão a embalar,

Não há mais como esconder,

E nem por muito tempo enganar.



Os poetas nunca irão parar de escrever,

O quanto haveremos de nos amar,

Além de nos compreender - constelar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Dei-me a liberdade

de agarrar

Nas asas da borboleta,

e ir voar.

Eu mereço ser

feliz contigo,

E um novo caminho

trilhar...


Não vejo o dia

De voltar a sentir

a alegria,

Não vejo a hora

De cheirar a rosa,

Não vejo os segundos,

De aproximar hemisférios

e mundos,

Não vejo os minutos

De nos reaproximar

resolutos,

De que seremos

felizes juntos.


Dei-me a suavidade

de pairar

Nas sombras das tuas noites,

e brilhar

Repleta e incrivelmente

estelar;

Arrisquei-me no abismo

do sacrifício

Do teu amor desperdiçar.



Eu tenho que insistir

e acreditar,

Que o amor é grande,

e que não vai terminar.

Mesmo que adversamente

estamos distantes,

Crer que o pesadelo

um dia irá acabar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Refinado espetáculo

policromático,

No meu céu

de Balneário,

Chegada é a hora

de amar,

Rama perfumada

no bico da pomba,

Alfazema angelical

cultivada,

Pelas mãos das falanges

celestes,

Destino escrito

pela Literatura,

Um mistério ocultado

pela Ditadura,

Carregado no seu

olhar cor de ônix,

E por estas mãos

que salvaram vidas,

Um poema misterioso

nos passos,

De um homem tão

fino e tão delicado,

Que de mim arrancou

os ais semitonados,

Conheci por tuas mãos

a dimensão do [amor,

Tive de fazer-nos

distanciados e escrever,

Um poemário intimista,

um rosário devocional

Que fez muitos apaixonados

de forma sobrenatural,

Mas na verdade este era o

meu poemário de [dor,

A dor de não tê-lo ao meu lado,

a dor de ter me distanciado.

Não pude agir diferente,

foi melhor para nós dois.



A vida está se abrindo

para nós, acredito

O tempo passou,

e desfez o algoz, confio.

Trouxe o milagre, semeou

a bondade e o infinito,

Agora só falta a primavera

do amor mais bonito

Se abrir, se expandir, iluminar

a foz e renovar o sentido;

E colocar a gente de volta

no mesmo passo e caminho

Para que se cumpra com gala

e esplendor o nosso destino.



Intensa renovação sideral e

m breve há de [chegar,

Porque em nossas intimidades

somos astros a girar,

Poetas intimistas do nosso

espaço particular,

Nas asas do nosso jeito

de amar entre os [lençóis,

Varrendo a influência do mundo,

sendo apenas dois.

A vida está novamente

se abrindo floral:

Ao som da mais carinhosa ária,

sofisticada e especial.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Os meus dias nunca deixaram

De serem todos para ti devotados,

E só para ti preparados

De forma espetacular,

Eu tenho uma esperança

Para muitos sublime,

Eu hei de fazê-lo voltar

No tempo e para mim,

Não houve o fim, nasci para ti,

E tu nasceste para mim.



Os meus dias não foram fáceis,

De segundo em segundo,

Morri a cada fração um pouco,

De ciúmes e de desgosto,

Quero que tudo isso fique para trás.



Os meus versos repletos de romance,

De alguém que lhe pede uma chance,

Para a gente reviver o nosso amor

Afastado. aprisionado e segredado,

Por esta vida teve de se fazer calado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tilintando estão as estrelas,

Desenrolando o pergaminho,

Trinando estão os canários,

Festejando o cumprimento,

Da liberdade tão esperada,

Tudo é questão de tempo.



Nunca deixei de lhe pertencer,

Repletei-me só da nossa história,

Porque sei que vale a pena esperar,

Vale a pena a vida viver para nos ter.



Haverá tempo para rir o riso,

Gozar o gozo um do outro,

Contemplar as juras horas a fio,

Rever juntos as inúmeras juras,

Repletarnos de todas as ternuras.



Nunca lhe deixei, eu vivo só de espera,

Nutrindo-me deste amor triste,

Infelizmente (distante),

Escrevendo versos como uma amante.



Como dizia a minha Avó:

'- O coração é terra de ninguém...'.

Por isso, nunca lhe recriminei;

E sempre dei força para os outros

Amarem intensamente o seu bem.



Então, tive que optar por ciúmes,

E por inúmeros motivos houve o afastamento,

Para lhe dar a oportunidade e liberdade,

Para seres livre e te libertares para escrever

A nossa história: só eu e você.



Como prometi: serei mansa e obediente,

Deixarei que se faça a sua vontade.

Assim na Terra como no Céu,

Para que sejas o meu pão de mel.



O destino se cumprirá, eu acredito,

O amor se tornará a lei, e assim infinito

Se fará além do infinito, será arbítrio

Do nosso amor uno, santo e muito bonito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Riscando o Universo,

Revelando o infinito,

Dançando e seguindo,

Soletrando o soneto

Ao pé do teu ouvido.



Escutando o coração

Batendo de excitação,

Escrevendo sou emoção

Nascida de um segredo,

Desobediente e sem medo,

Assumi: o teu amor cigano.



Afinando o teu arbítrio ao meu,

Divinamente se cumpre a profecia,

Feliz e ardente alegria (de ser tua),

Vestida de estrelas ou (de Lua),

Todinha em sentimento,

... Letra de revolução e ventania!



Sim, eu te tento - e te atento,

Doce é o meu exibir

Como a Lua dança para o Sol;

O teu silêncio me brinda,

Conheço o teu olhar de contentamento.



Sou convencida, e muito atrevida,

Abusada ao extremo...,

- curvilínea

Assim te experimento:

Noite e dia reverencio essa delícia

De ser tua sempre e aos poucos;

Ao sabor do destino e da vida.



Não vejo motivos para correr,

Não vejo motivos para não tentar,

Não vejo motivos para não te amar,

Não vejo motivos para não ceder.



Eia, pois, vencendo os limites

De provas em provas,

A gente se completa e se acorda

Na plenitude de amar,

O amor do jeitinho que nasceu,

Não há ambição, e sim secura

De matar a fome e a sede de ser meu

Do jeito que veio a Terra e Ele te fez:

Não temo a boa desfaçatez.

Tenho cara de sonsa e também de santa,

Sou uma verdadeira sem vergonha...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ninguém me avisou

Eu mesma escutei

A onda quebrando

No meio da noite

Era você chegando

Na beira da praia

O mar cantando

Em tom de felicidade

O teu barco atracando

Em terra bem firme

De amor sem limite.



O vento cantante

Em volta de nós

A Lua brilhava

Passou um cometa

Em toccata e fuga

O amor é maior

Que ele nos contagie

Nos proteja do Mal

Trazendo mais amor

E nos aqueça com o Bem

Invada o planeta, e ensine:

Que fazer amor só faz bem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu te escrevo

como quem beija,

Só para ver se

você me (nota).

Eu vi o Sol desmaiar

de êxtase,

Para acordar nos

braços da aurora.



Nada me saciará mais

Do que você

como alimento,

Dono de um corpo

que me tira a paz;

E de uma fragância

cheia de sentimento.



Eu vi você amanhecendo

no meu peito

Como um lindo Sol

cor-de-coral,

Eu vi você

me levando...,

Para o teu abrigo

(espiritual).



Nada me aquietará

mais,

Do que ser calada

com o seu (beijo)

Pedindo de mim o segredo

que te satisfaz;

Sabemos quando

e como fazer do nosso jeito.



Tudo acontece

quando te vejo,

E até quando te ouço,

Talvez eu nunca te fale,

Embora, sei que

você percebe,

Que o meu corpo

pelo teu sempre ferve.



Neste círculo de condenação,

(íntima)

Cada momento seu sempre vira poesia,

(feminina)

Certamente encantada de vivê-la

Ao menos na (escrita).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Entrando na tua vida

- bem devagar

Eu sou a primavera,

A alma que te espera,

O Farol que beija o mar.


Um farol perdidamente

No estreito e a frente,

Quanta loucura para contar...


Iluminando o teu barco,

Primavera potente,

Farol perdido, não ilhado,

Com muita história a te contar

E um amor profundo para te dar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nas entrelinhas leio o mundo

Nelas resolvi te namorar,

E dessa forma (estrelar).



Nas entrelinhas leio o rumo

Nelas virei o teu porto seguro,

E dos melhores para se (atracar).



Nas entrelinhas, tenho asas,

Tenho tudo para ser...,

Trigo posto à mesa a te endoidecer.



Talvez seja a navegação,

Ou apenas solidão,

Talvez sim, talvez não.

Coisa de quem sente, vibra e se entrega

Ao amor embarcação, tão doce tentação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Deste-me o teu coração,
Completo e derramado
Em secreta devoção
Completamente livre.
A sombra do teu amor
Trazes-me com solenidade;
A vitória de ser só tua
Vivendo na imensidade.

Concebido, desenhado e feito
Contorno dos teus lábios lindos
Com o carinho do meu beijo.
Augurando reencontrar-te
No paraíso dos teus abraços,
Tenho por tanto tempo segredado
Receando fazê-lo desagradado.

Desejado, concebido e perfeito,
Imagino estes teus olhos lindos
Olhando o meu lateral trejeito.

Carrego por ti um interminável
- desejo
Uma sensual escravidão
- reverbero
Caí na tua sedução
- sem receio
Eu me entregarei de forma inefável,
De um jeito leviano jamais visto,
E sem nenhum retoque eu te quero...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A partida nunca existiu,

Em nós sempre um elo há,

Nunca houve despedida,

Comigo para sempre ficará

O teu riso igual o [meu,

- Verdadeiro

Você não me esqueceu,

E nem muito menos [eu.



Te espero inteiro,

No encaixe do nosso beijo,

No laço dos nossos corpos

Realizar todos os sonhos:

- Santos e profanos

Amar você está nos meus planos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não importa como acontece,

Ele chega bem de mansinho,

De um jeito que te aquece;

Não importa, ele acontece.



Essa liberdade que se solta,

E que te prende,

Cantarola de dia,

E de noite suspira...;

Ao poeta sempre inspira.



Não importa, mas é assim,

Ele vem de forma indescritível,

Cheio de si, e sublime em mim;

Não importa, mas é incrível.



Essa prisão que não é prisão,

E que te deixa livre,

Só com o teu violão,

Espera, crê e confia;

Fazendo bagunça no meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho uma canção, uma rota

E a carta náutica

Até para decifrar:

a rota que me leve

para viver e te reencontrar.



Talvez eu não consiga chegar,

- não me importa!

Eu não vou sossegar jamais!...



Porque talvez eu não transmita

- segurança

Através do meu jeito de calar

E de seguir em frente,

Neste mundo descontente.

Eu tenho um jeito de me expressar

- diferente

Talvez não me perceba assim,

Eu falo diferente sim;

De um jeito que jamais esquecerás de mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho o balanço das amendoeiras

(mãos extremamente macias),

Tempo para escrever poesias

(tenho muito o quê cultivar),

Tempo para ventar versos...,

(para espalhar o meu perfume)

E no teu íntimo penetrar.



Valsa em mim, não durma!

Balançam as amendoeiras,

Lá no meio da rua...,

Assim sendo infinitamente - tua,

Um acorde iluminado pela Lua

Ciente de que és o Sol e regente,

Das orquestras das orquídeas

Dos afetos sem perfídias,

Valsa em mim porque me toca

Algo mui sublime que plantaste

De tal forma que hoje rio à toa.



Tenho tempo porque tenho,

Tempo e o balanço

das amendoeiras,

O que há em mim,

tem tempo para tudo;

Tenho no pulso

O relógio do amor,

Para mim, o amor não passa

E não muda - nunca!



Brisa tão mansa,

Como a infância,

Doce esperança,

Mística cândida,

Sublime poética

De ser trigueira

E madrugadeira

Que balança

Como uma amendoeira.


A minha extravagância

Tão atemporal,

A minha loucura

Tão celestial,

Nascem do desafio

Tal como o vento

Cortante,

No oceano

A desafiá-lo,

Sou um mistério

Inteiro;

Nascido para te desatinar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não pode e não

haverá de existir

Nada mais belo

e interessante,

E que nos conduza

a (fluir);

Nos levando

ao infinito

Do amor e da vida

alucinante.



Não sossego

e nem deixo sossegar,

Porque o que sinto

é de arrepiar:

Na poesia e na gentil

arte de amar.



Não devo nada

a ninguém

Nada mais

justo e forte:

É princípio

de (alguém)

Que é capaz

de amar

Até além

da morte...



Não calo e nem

deixo de escrever,

Aquilo que sinto_ eternizo

Na poesia o quê é,

e também há de ser!



Não nego o quê

bate no peito

Arrepiando a pele,

O amor é assim:

imperfeito.

Revirando o juízo,

Para tudo ele

encontra um jeito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A poesia tem

a leveza das espumas

Ela voa pelo ar

tal como as plumas,

A poesia vira tudo,

e até te [revira

Te fazendo novo

para amar incrivelmente.



O canto que vem

de dentro,

É fruto que ninguém segura,

É a natureza que

ninguém [furta];

Ela é expressão do

meu sentimento.



Ai, poesia!...

Tão perfumada,

Escrita tão plena,

e tão apaixonada;

Voltei a ser menina

em versos [simples,

Não menos belos e

não menos importantes.



O barulho do mar

é como o riso,

Ninguém consegue

prever,

E jamais conseguirá

[conter];

Ele é como o curso

do destino.



Ria bem alto,

mesmo sem

contentamento.

Alegre-se

[sempre],

afastando todo

o sofrimento,

A liberdade pode vir

a qualquer momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Lembre-se de mim, assim:

como margarida vestida de sol.

Lembre-se de mim, assim:

como um sorriso sem fim.



Recorda-te que passei,

e que o amor um dia foi lei.

Agora, tudo mudou:

o tempo - implacável - passou.



Contente-se com a lembrança

Que não dissipou, e não passou,

Recorda-te da borboleta mansa,

- repousada na tua mão

Eu que fui verso e virei canção

Para sempre no país do teu coração;

Serei a tua razão,

- inesquecível -

Lembre-se de mim assim:

como o teu amor celestial

E de todos o mais incrível.



Libertei-me do ninho,

Sou o amor que voa sozinho,

Libertei-te para não voltar,

Viver para me amar

É tua responsabilidade;

Deixe-me no meu destino,

Sou o curso do rio de volta

Para a vida e para o mar,

Assim na poesia estrelar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nunca vi flores tão bonitas,

- todas bem perfeitas

Lindas flores infinitas,

- super perfumadas

Pareciam até pintadas!



Todas muito bem nascidas

Na cidade de Colinas;

Rodeada por cursos d'água,

Coroadas por cascatas,

Todas bem regadas!



Sim, nestes versos inventados,

Bem intencionados,

Para arrancar das colinas,

Mil sorrisos,

Para semear felicidade

No meu canteiro.



Se um dia eu vier ao encontro

Do teu povo,

Da tua cidade que é um jardim,

Eu seja reconhecida

Não como uma simples turista;

Mas como alguém que ama,

A sua gente e a sua cidade

Ainda quando os conhecia

Nos campos de flores e da poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt