Cartas de reflexão para um Amor
Toma toda a liberdade,
Dê asas a tua [vontade!
Toma toda a coragem,
Dê asas ao teu desejo!
Mata toda a tua [fome,
Brinde o quê te consome.
Existe um oceano imenso,
Que nos [separa...,
Existe um mistério intenso,
No fundo sabemos de tudo
O destino nos espera:
- O coração se [prepara!...
Toma toda a liberdade,
Respira profundamente,
Tens a minha poesia,
A malícia e a maturidade,
Leva de mim o beijo
De alguém que te quer
Inteiro e de [verdade].
Vou roubar o melhor de ti:
- o prazer do teu corpo
Sem nenhuma cerimônia,
irás cair em tentação...
Vou roubar-te de ti mesmo
para que me implores por mais;
E desconheças a devolução.
As minhas promessas são
e sempre serão cumpridas,
As minhas manias poéticas
hão de ser por ti conhecidas.
As minhas sutilezas são
letras profanas e veras,
As minhas vontades severas
de fazê-lo conhecer a perdição.
Não compreende uma alma
que aprecia a liberdade,
Que aprecia a sedução com vigor
E toda a sensualidade;
Para que não se perca a sedução
na imensidade do mundo,
Cria-se o melhor a cada segundo
- sem pressa -
Porque o melhor de ti eu hei de
- roubar -
Para que o melhor da história
- se fortaleça -
Se misture com as nossas
- emoções -
E o tempo se torne incapaz de apagar.
Existem certos rituais
que poucos entendem:
Eles resistem ao tempo
por serem devocionais.
Indicam todos os sinais
que já estão (escritos),
Para serem sensuais
segredos bem vividos,
E nunca serem esquecidos.
Sinais são como obediências
que poucos imaginam
- as existências -
Ocorrem para satisfazer
o pedido do coração:
- Com mil reverências!...
Porque são espirituais
aromas femininos...,
trazidos pelos ventos,
Capazes de pairarem
sobre a terra ensolarada
Entusiasmando a paixão
à atender o seu coração.
No meio das brumas irrompeu-se
a mais bela luz que se tem notícia,
No teu sorriso encontrei a primeira
- folia -
E a mais bela e estonteante primícia
feita de rosa, cores e toda a poesia.
No teu olhar feito de verde oceano,
eu encontrei o amor sem engano:
verdadeiro, indivisível e primeiro
És a minha alvorada e o meu poente
- perfeito -
Nas texturas, misturas e virtudes,
- incomparáveis
Feita de Sol, Lua e todo o Universo
o amor primeiro, dileto e correto,
Cheio de emoção e todos os sabores;
És Mãe, o maior de todos os amores.
No seio das ternuras iluminou-me
a mais linda de todas as paciências,
Ainda lhe devo todas as obediências
- reconhecidas -
E uma obstinação de fazer da vida
um arauto de todas as reverências
- Merecidas! -
A primavera lá não passa,
É jovem para sempre,
Eterna e suprema
A monja blanca recatada
Não menos esplendorosa;
Brilhante estrela radiosa
Que ilumina
A rota determinada:
- Rumo a Guatemala!
A primavera sendo eterna,
Possui o sorriso cândido
Da estrela ali plantada,
Deste alvor que me fascina
Protejo-a com poesia encantada.
A primavera sendo terra:
Respira aurora perfumada.
Da flor caída do céu,
Com o candor que abraça
Reverenciando a Monja Blanca.
Inaugurada a primavera,
Proponho deixar para trás
Aquilo que falta não faz.
Intenciono é trazer a tona
Somente o quê liberta,
Porque só a paz agrega.
Centaura verdade que une,
Prisão de consciência
Que nos desassossega.
Ausência da Justiça
Que nos desilude,
Insistimos por uma Nova Era.
Para brindar a calidez da tua pele,
Eu hei de escrever além do céu
Com as gotas que caem de ti,
Eu hei de beber o saboroso mel.
Para sorver os seus suaves lábios,
Eu hei desabrochar em flor
Com as carícias que saem de ti,
Eu hei de provar o seu sabor.
Não desejo ser comportada,
E tampouco [recatada]...,
Sim, declaro-me subversiva;
E por talento culpada...,
Eu sou a própria poesia.
Não existe ser pensante
E poeta [inocente]...,
Sim, declaro-me misteriosa;
E por excelência atrevida...,
Eu sou a chama perigosa.
Quero a quentura dos teus lábios
Incendiando os meus poros,
Quero o melhor dos teu abraços,
No 'troca-troca' de colos.
Quero a ternura dos teus desejos,
Beijando os meus lábios,
Quero desabrochar como as rosas
Que se alimentam dos orvalhos.
Quero a urgência das madrugadas
Rasgando os espaços entre as estrelas,
Quero experimentar a mágica fúria,
Para me alimentar da tua volúpia.
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
Da Missa e da virtude
não conhece nada,
Não conhece o ditado,
e nem quem escreve
Do amanhecer calado,
não conhece a metade
Deste poemário atrevido,
e não menos sagrado.
Da alma e da liberdade
não conhece nada,
Não conhece o verbo,
e nem o sabor da carne.
Do gênio cheio de mar
não conhece nada,
Não conhece nem o rimar,
e nem a alma encantada.
Da feminina doçura
não conhece nada,
Não conhece o recato,
e nem quem devota
O dia rajado de Sol,
não conhece a ternura
Deste rimário tranquilo,
e não menos apaixonado.
É melhor deixar assim
do jeito que está...,
Não tente entender,
e muito menos insistir;
Se lance apenas a sentir...,
estou pronta para reviver.
O amor é caminho a seguir
- e ao mesmo tempo -
Um doce mistério que não é,
e não nasceu para se desvendar;
E brotou para não se esquecer.
É melhor correr atrás
do caminho que conhece,
Não tenha receio:
- Sou aquela te faz feliz
Batimento cadenciado
que o teu coração sempre quis.
A paixão é estação a provar
- que além dos tempos -
É uma manifestação que é,
e está aí para comprovar:
- Que não acaba fácil...
E que o tempo não é capaz de cessar.
Eu posso escrever livremente
nas augustas linhas deste verso:
- a divinal proposta
Para a gente se percorrer...,
É desta forma que nós vamos
daqui para frente nos entender.
A poesia e a sua magnitude
estão começando a se fundir,
E ganhando corpo e nome:
uma promessa de voltar a sorrir.
Eu posso declinar universalmente
nas noites estreladas à espera
- da primavera nossa -
Voltar a florescer...,
É deste jeito que só eu sei fazer;
daqui para frente iremos nos viver.
A poesia em altitude
nas corredeiras da vida
- concede -
O cheque em branco da liberdade,
correndo o risco da perpétua saudade.
Nada há de insensato quando nasce
do teu amoroso coração,
Porque da minha audácia revelada
é mais do que conhecida,
Àquilo que escreves para ti:
na verdade é para mim.
Eu sei e você sabe
da rota de fuga do mundo,
A gente sabe se reconhecer em tudo,
E melhor do que qualquer um sabemos:
- Que sempre iremos nos pertencer.
A poesia das nossas linhas,
que foram todas recolhidas,
Hão de voltar novamente;
É hora de seguir em frente...
É impossível viver longe de quem
se ama e mutuamente se aprecia,
Vem, tens o teu paraíso e o aconchego
viverás sob o meu zelo...,
E assim sob nossas regras: viveremos.
De um jeito que só nós entendemos;
longe de quem diz que ama,
E não cultiva o jardim dos afetos.
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
Indomável é o mar de resistência,
Verdadeiro reencontro da alma,
Incrível é a luz da [lembrança]...,
Relembro, respiro e me emociono;
Exilo o teu nome dos meus versos,
Assim assumo que sinto a tua falta.
Memorável é a nossa história,
Sublime convivência em paz,
Perpétua é a minha [presença]...,
Relembra, respira e se emociona;
Sente a minha ausência poética,
Assim convive com a tua dialética.
Amando-me intensamente calado,
Sofrendo todas as dores do [mundo,
Sou a flor que falta no teu canteiro,
Doendo lateja o teu [corpo,
Respirando a minha poesia,
Preenchendo o vazio das tuas horas,
Procurando-me até em desculpas
Só para eu não caber dentro do teu peito.
Eu não acredito em amores perdidos,
e sim nos amores não encontrados...,
O destino costuma pregar peças,
eu quero te colocar sob meus cuidados.
O amor nas letras poéticas do Sol
que chegará calmamente...,
No desabrochar do arrebol,
eu desejo amar-te solenemente.
Eu não acredito em amores passageiros,
e sim no amor que rompe fronteiras...,
O divino amor não passa,
ele reúne dois e formam inteiros.
O amor nas rimas eróticas do amar,
que chegará deslizando...,
Nas ondas da água do mar,
eu estarei neste barco embarcando.
O amor que não passa
e nele crê, confia e espera.
Ele virá sem dúvida,
com uma infinita argúcia,
devastador e forte,
Como as forças da Natureza,
Eu sei que ele virá,
com a profundidade dos oceanos,
E com toda a sutileza que há de ser,
e nenhuma câmera irá capturar...
O amor virá arrebatador,
- ele já está escrito
O Universo está ciente,
que o amor de verdade virá,
O meu amor que não passa,
e jamais [passará];
Como derradeiro que é, se eternizará.
Eu preciso te contar
Que no girar das horas
Não quero te (perder)
Eu necessito te reencontrar
Sim, eu quero te ver!...
Do instinto eu quero
E vou me enlaçar
Do destino eu desejo
E quero te reencontrar
Sim, eu quero te beijar!...
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Àquilo que te falta!...
Do divino eu quero
E vou me encontrar
Do despido eu desejo
E quero contemplar
Sim, eu quero te amar!...
Na América Latina sinto
- ou melhor -
Constato as falsas revoluções
Porque longe do correto,
E de todas as intenções,
Percebo que há um jogo
De ambições - inflamações;
Para não libertar o povo,
Para colaborar, infelizmente,
Com as mais de mil explorações.
Eu te aceito com tudo:
- Tudo mesmo!
Eu te aceito com tudo
Que te afaste do mundo!
Na América Latina vejo
- prevejo -
Antevejo o pior sinal
Porque se ninguém pensar
Um caminho correto,
Querer fazer o quê quer,
Escrevendo a própria sentença,
Caíremos na maior decadência,
É só questão de usar a cabeça
Para não termos um triste final.
Quem não sabe obedecer a Lei:
É igual ao guerrilheiro escavando
- a própria cova -
Comigo a hipocrisia da desordem
- não cola -
Quero a liberdade carinhosa e ordeira,
Que me permita caminhar em paz,
E viajar contigo por toda a Pátria Grande
Experimentando as estradas latinoamericanas
Que serão as estradas das nossas almas ciganas.
Estou tecendo [seriamente:
- Um plano de entrega
Para entrar no teu coração...,
E não mais sair da tua [mente];
Estou com uma vontade terna,
Que é fome de 'loba- quimera'.
Com inversão ou sem,
Quero você inteiro,
Do jeito que você vem,
Quero você [faceiro].
Estou desenhando [preliminarmente:
- Uma rota de sensualidade
Para romper com a castidade..,
E não mais aderir aos protocolos;
Estou com uma vontade imensa
De fazer parte dos teus [sonhos].
Com santificada carícia,
Quero você bem
Do jeito da malícia,
Que desliza [urgente].
Estou costurando no silêncio das horas:
- Para que tu venhas sem demoras
Rompendo auroras e poentes,
Trazendo estrelas [para mim],
Teus meneios serão presentes,
Um florescimento em meu jardim.
Na poesia nada é pecado,
A fantasia ela se permite,
E transforma a distância
No paraíso encantado...,
Na poesia não há limite;
A alegria vem pela noite,
E madruga bem cedinho
No teu sublime sorriso...
A tua pele é um convite..!
Na poesia que vem de mim,
A sinfonia ela se permite,
E transforma os versos
No mais lindo convite...,
Na poesia que se permite,
À espera do teu abraço,
E também pelo teu beijo
No meu aurirosado regaço...
A tua boca é um fetiche...!
Na poesia que vem com o tempo
A carícia ela reverencia,
E movimenta orante o mundo,
No mais perfumado intento...,
Na poesia que gira tudo,
À espera da vinda do astro,
E convém pela recompensa
No meu recanto íntimo...
A tua cor é da cor de Afrodite...!
No teu parto cheio de luz,
À beira da água doce,
Com as rimas de mar,
Com o teu cheiro de mato,
És um manso regato;
O teu oceano é de amar,
És poeta da cor corada:
- A tua poesia me trouxe.
E fez de mim fêmea domada.
Não sou feita de tíbias palavras
Sim, sou feita de poesias plenas,
Não sou feita de tristes amarras.
Eu sou poesia que fica,
Sou a perfeita indecência,
Eu sou a própria malícia.
Sou feita do teu doce sorriso
Não, sou a tua fina safra..,
Sou feita do teu verso despido.
Eu sou a mulher feita de poemas,
Eu sou a tal cheia de sol...,
Eu sou toda coberta de estrelas.
Não invado, sou poesia
O meu verso é de ferro,
E o meu corpo é de fogo.
Eu sou a menina fingida,
Eu sou a mesma [mulher],
Eu sou alguém que te quer.
A minha ambição é discreta,
Não desafio, porque sou lira;
Escrevo para uma paixão secreta.
Porque eu amo, sou poesia.
Porque tenho sede, sou poesia
Porque eu te espero, sou poesia.
Não vou além, porque sou poesia...
Porque como toda a poesia: sou poesia.
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histórias
Que só eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irás pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de você,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
