Cartas de Perdão
Ainda que te custar, mas pode mudar a sua vida, consertar com quem você errou, pedir perdão, é viver com consciência limpa diante de Deus, e dos homens, a escolha é difícil, mas receberá vida... ou você decide carregar a sua culpa por resto da vida e ser atormentado!
A escolha é sua, você decide.
Há dias em que sentimos que precisamos de perdão.
O coração pesa, a consciência acusa.
Tentamos por conta própria abandonar o mau caminho,
mas não conseguimos isso sozinhos.
Há coisas que só Deus pra nos ajudar,
e Ele está perto.
Busque-O enquanto pode achar...
só Ele pode realmente nos perdoar.
Confesse seu pecado,
mas confesse de coração,
pois Ele sonda nossos corações,
Ele sabe exatamente o que está errado.
Você confessa a Deus
Ele perdoa e esquece.
E você verá como é bom ter Deus do seu lado.
Abandone o pecado...
Estevão recebeu pedradas e ofereceu perdão; a menina na casa de Naamã recebeu escravidão e ofereceu a informação da cura e libertação; Jesus recebeu crucificação e ofereceu salvação a todos.
Nos só podemos dar o que temos. Portanto, não permita que o que você tem recebido ofusque a graça manifesta na sua vida. Guarde o coração, pratique as boas obras e mantenha-se no primeiro amor.
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
A SEGUNDA MILHA E O PERDÃO EVANGÉLICO SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
A seguir apresentam-se os capítulos e versículos bíblicos mencionados, acompanhados de comentários interpretativos à luz do Espiritismo, em consonância com a Codificação.
Lucas 6:29 a 30.
“Se alguém te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. E ao que te tomar a capa, não impeças que leve também a túnica. Dá a todo aquele que te pedir. E ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.”
À luz do Espiritismo, este ensino não se refere à anulação da dignidade pessoal, mas à superação do instinto de revanche. A Codificação esclarece que a violência gera violência e que o espírito só se emancipa quando rompe o ciclo do ódio. Oferecer a outra face significa não reagir moralmente ao mal recebido, libertando-se das paixões inferiores. Trata-se de uma atitude interior de domínio sobre si mesmo, virtude essencial ao progresso espiritual.
Mateus 5:4.
“E se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.”
Este versículo, núcleo simbólico da chamada segunda milha, encontra profunda correspondência com o princípio espírita da resignação ativa. A Codificação ensina que as provas difíceis são instrumentos de crescimento e que o mérito está na forma como o espírito as enfrenta. Caminhar além do imposto representa aceitar a prova sem revolta, transformando uma imposição injusta em exercício voluntário de amor e compreensão. Não é submissão cega, mas elevação moral consciente.
Mateus 5:44.
“Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem.”
O Espiritismo aprofunda este mandamento ao explicar que os inimigos de hoje são frequentemente espíritos ligados a nós por débitos do passado e os possíveis amigos de amanhã. Amar o inimigo é reconhecer que ambos se encontram em estágios diferentes da mesma caminhada evolutiva. Orar por quem persegue é enviar vibrações de equilíbrio e romper laços de animosidade que atravessam encarnações. Aqui o amor deixa de ser emoção e torna-se ciência moral.
Lucas 23:34.
“Pai, perdoa lhes, porque não sabem o que fazem.”
Neste clímax do Evangelho, o Cristo revela a compreensão plena da ignorância espiritual como raiz do mal. A Codificação afirma que o erro é sempre filho da imperfeição e que ninguém pratica o mal com lucidez plena do bem. O perdão de Jesus não nega a falta, mas compreende a limitação do espírito humano. Trata-se do modelo máximo de indulgência, apresentado como meta evolutiva para a humanidade.
Filipenses 3:13 a 14 e 20.
“Esquecendo me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação.”
“A nossa pátria está nos céus.”
Sob a ótica espírita, essas palavras refletem a consciência da imortalidade do espírito e da transitoriedade da vida corporal. A verdadeira pátria é o estado de harmonia moral que se conquista pelo aperfeiçoamento contínuo. Prosseguir para o alvo é avançar espiritualmente, superando quedas e aprendizados de múltiplas existências. O Espiritismo confirma que o progresso é lei divina e que nenhum esforço sincero se perde.
Conclusão.
À luz do Espiritismo, ir além do que nos pedem é um ato de lucidez espiritual. Não se trata de aceitar a injustiça, mas de não permitir que ela se instale no íntimo como rancor. A segunda milha é o espaço da libertação interior, onde o espírito escolhe crescer em vez de reagir, compreender em vez de condenar.
Esses ensinamentos não exigem perfeição imediata, mas sinceridade no esforço. Cada gesto de perdão alivia o fardo invisível da alma. Cada passo além do orgulho aproxima o espírito da paz que não depende das circunstâncias exteriores. Assim, o Evangelho e a Codificação convergem para uma mesma verdade consoladora. O amor compreendido e vivido é o caminho mais seguro para a restauração interior e para a esperança que sustenta a caminhada humana.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
Oração do perdão para a ingratidão!
Deus, hoje reconheço minhas faltas para com vós e meus companheiros de jornada.
Peço perdão por minha ingratidão ao privilégio da vida e a tudo que me deste alinhavado com fios de ouro, esqueci Senhor, que costurar é comigo.
Senhor, peco-te encarecidamente, não desista de mim!
Ajuda-me a ajustar o rumo da minha vida segundo a tua vontade, e aos teus propósitos, pois sei que não me capacitaste à toa, sei que em tudo há um propósito.
Neste momento abro meu corpo, alma e espírito para que eu cumpra o teu propósito para comigo!
Que assim seja!
Haredita Angel
13.07.24
Peço perdão
à Venezuela
por tudo, tudo,
aquilo que não
tem perdão,
eles pisotearam
o meu coração.
O teu ar que
é o teu amor,
que é a tua
própria vida
pôde entrar,
e inúmeros
teus ainda não.
Não há mais
o quê esperar
a não ser
o tempo,
a tempestade passar,
e pedir pela tropa
e o teu General
a justiça libertar.
O verdadeiro terror
para o futuro é viver sem
reconciliação e sem perdão.
Não preciso descobrir
ou ler que o livro
da vida não deseja o pior
para cada um de nós
nestes tempos quase perfeitos
para o ego morrer onde esgotamos
a coragem de manifestar
a vontade e a nossa bondade.
É preciso reagir
e dar espaço generoso
para a liberdade
e reconciliação
com o General, a tropa
e toda a sua Nação.
Abertas estão as
Asas do condor
Sobre o continente,
Carta de pedido
De perdão da Mãe
Pela libertação
Do rebelde filho.
De pé pelo povo
Mesmo após
O susto ocorrido,
Ele não deixa
Quem quer que
Seja fazê-lo rendido,
Da Pachamama
Ele é o protegido.
Abya Yala, terra
Que não se abala,
O Império não nos
Curva e não cala;
Eis a poesia que
Não é a cura
Que você busca,
Cheia de si ela
É amor em via
De retribuição,
E total integração.
Acendo o discurso
No meio da madrugada,
Para lembrar que o perdão
Verdadeiro é sempre
Aquele que busca
Corrigir o mal feito
A uma pessoa
Que foi injustiçada.
Não pode se dizer
Que é poeta
Aquele que não luta
Em prol da liberdade,
Quem diz ser
Poeta e não faz
O seu papel,
É tudo e ao mesmo
Tempo um nada.
Aceno o consciente
No meio da cosmo(agonia),
Para fazer valer cada dia
Inteiro ser poesia;
Insolência poética
De quem não irá
Jamais sossegar
Até a consciência
Regressar ao seu lugar.
I
Nesta ou em nenhuma outra vida
não vai obter oração e o meu perdão,
não vou sossegar enquanto não
comerem o pó da própria destruição.
II
Amaldiçoo muito além da eternidade
todos aqueles que jogaram a crueldade causando destruição na minha Nação,
para que nunca mais obtenham a redenção.
Desabafo para tentar
acreditar que o mundo
terá alguma salvação,
muito além do perdão
que nos dá libertação,
é preciso ser redenção.
Porque está muito
difícil de se esperançar
diante de tudo o quê
ando testemunhando,
não gosto de viver
sempre me queixando.
Talvez estamos ainda
vivos para nos resgatar
da ironia e da indiferença
que está nos afastando,
e nos matando todos
os dias por dentro.
Corro contra o tempo
para tentar encontrar
a humanidade além
de mim porque quero
crer que a vida tem
a perfeita solução.
Ele pediu a viola
como último desejo,
Os minuanos deram
o perdão maravilhados
com a música triste,
O amor surgiu
e provou que existe,
Concedeu o ritmo
e pacificou a terra.
O primeiro gaúcho
surgiu com a união
de Chalouá e Manuel,
Da minha memória afetiva
a lenda não foi apagada:
Quem nega esta lenda
desta terra não conhece nada.
Eu gostaria de pedir “Perdão” a todo o momento, mesmo sem errar com ninguém e com nada. Eu gostaria de pedir “Perdão” por você, por todos, sim pela nação de forma demasiada. Eu gostaria de pedir “Perdão” até pelos erros que foram cometidos perto de mim. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelo ódio de um irmão. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelas flores que não nasceram simplesmente pelas sementes que não foram entregues a terra. Eu gostaria de pedir “Perdão” quando eu e quando qualquer outro erra. Eu gostaria de pedir “Perdão”.
Eu gostaria de errar um pouquinho só pela noção de poder pedir “Perdão”.
Me perdoe.
UM DIA ...
Um dia eu perdoei meu inimigo
E fui forte
No outro eu pedi perdão
E fui grande ...
Um dia mostrei minhas razões
E fui eloquente
No outro ouvi meu próximo
E fui humano ...
Um dia lutei pela minha causa
E fui bravo
No outro lutei pela causa alheia
E fui gente ...
Um dia batalhei pelo que queria
E fui perseverante
No outro dividi o pão
E fui rico!
Um dia recebi aplausos
E fui admirado
No outro fiz o bem em silêncio
E os anjos me aplaudiram ...
Um dia usei a inteligência
E fui respeitado
No outro usei o coração
E fui amado!
Preciso pedir perdão de você,
Talvez eu te decepcione, talvez eu seja mais um, por ter falhado!
Por ter sentido isso!
Cara , se não quiser me evitar vou entender!
Mas tenho 26 anos e não tenho medo de expor o que penso e o que sinto!
...
Mas ontem senti vontade de beijar vc ... Não como um "jack" ... Rs..
Primeiramente , passou um filme na minha cabeça ,
To tremendo agora !
Pq , eu não fui falar com vc com segundas intenções , pelo contrário , fui em querer ser amigo, te aconselhar no que é correto , de verdade , juro pra vc , queria ter sido a diferença em sua vida ,
Mas aí , acordei , fiquei o dia pensando , pq ? Pq eu quis beija-la ? , e automaticamente me veio a resposta , ...
Tive o prazer em conhecer alguém incrível , alguém q alegra o meu dia , que me faz rir , que tem personalidade forte , que tem sonhos lindos , e uma vontade incrível de querer mudar , de querer ser alguém melhor , que não tem frescura , que tem um sorriso incrível , e que me faz esquecer meus problemas ,
Sei , sou vacilão , .. Passei o dia todo pensando nisso ,
Mas com VC eu Pude ser eu mesmo , ...
Nossa , estou super nervoso , pois sei q talvez as coisas nunca mais voltem a ser como tem q ser , pensei horas e horas , falo ou não falo ? ... E se ela mudar pra quem vai pedir conselhos ? Rs .
Mas nós temos cada segundo para mudar tudo pra sempre ,
... Quero q saiba q precisa desabafar isso com vc , não se preocupa , não to pedindo chance , e nem toco mais nesse assunto se vc quiser ! ...
Mas eu queria olhar pra mim e dizer , eu não escondo nada dela !
Ela já sabe de tudo !
Anny , amo sua amizade , juro !
Vc tem feito coisas maravilhosas em minha vida e nem sabe !
Fazia tempo q eu não ria na frente de um celular , fazia tempo q eu não era quem eu sempre fui !
Alegre
Besta
Leso
Enfim
..... Esse cara aqui q vc conheceu ...
Uq mais me entristece é o fato de não ter sido uq vc sempre quis , um amigo !
►Desculpe, Coração
Coração, me perdoe, foi sem querer
Novamente te fiz sofrer por uma escolha minha
Agora sei que não estou preparado para uma nova vida
Escrevi alguns rascunhos para não sucumbir a tristeza
Mas, cá estou, refletindo as minhas incertezas
Sei que você me ama, por isso peço desculpas
Eu estava iludido, cego, fui facilmente seduzido
Assumo totalmente a minha culpa
Mas não me odeie, só estou procurando a felicidade
Você se lembra quando a encontramos?
Nossa, foi incrível, eu enxergava beleza por toda a cidade
Agora sofro de tantos abandonos, que se transformaram em transtornos.
Coração, a ingenuidade fez sua parte
Confiei em uma face amigável, mas traiçoeira
Passado para trás, eu me vi chorando até a tarde
Coloquei uma música, e com o caderno sobre a mesa,
Escrevi, coração, palavras depressivas
Que prefiro não repeti-las.
Ultimamente a insônia tem me feito visitas
Daquelas que acabam aderindo a rotina
Ontem mesmo eu não consegui dormir
Fiquei me revirando, tentando descobrir,
"Por que bocejo e não adormeço?"
E, com um piscar, o sol nasceu
E aqui estou eu, escrevendo como de costume
As minhas próprias frases me punem.
Por favor, volte a conversar comigo
A falta de batidas me diz que você está ferido
Sei disso, sei também que sou um tolo menino
Mas, tente ao menos entender a minha solidão
A solidão que carregamos por anos a fio
O meu toque até ficou mais frio,
Meu sorriso está mais tímido esses dias
Por isso fui a procura da alegria
Sim, não a encontrei, fui enganado, maltratado
Porém, me deixe tentar novamente, prometo que dessa vez,
Dará certo, encontrarei o amor predileto, você irá gostar
Só me deixe tentar.
Ontem você me disse que ainda não se recuperou,
Daquela dama, do nosso antigo amor
Mas, não faça do medo o seu novo vizinho, coração
De tentativas e erros nós criaremos o nosso caminho
E, diante da imensidão, nós faremos várias canções
Como as que fizemos antes, com o ar de romance
Eu te prometo, aqui e agora, que não serão apenas memórias
Vamos amar novamente, vamos criar novas histórias.
Mais uma chance, é o que te peço
Se desta vez não funcionar, prometo me tornar cético,
Acostumado com o tédio, com as expectativas no médio
Mas eu tenho que insistir, afinal, é assim que sou feliz,
Com alguém do meu lado, aconchegado em um caloroso abraço
É dessa maneira que sou feliz, estando apaixonado.
(E SE...)
E se...
eu me apaixonar por alguém e não voltar?
Você vai me perdoar?
E se...
eu mentir só para te resguardar?
Você vai me perdoar?
E se...
eu me matar e você não aguentar?
Você vai me perdoar?
E se...
eu disser que tudo isso é mentira?
Você vai me perdoar?
