Cartas de Despedida de Clarice Lispector
Natal difícil
É noite de Natal. Por onde eu passo o clima no ar é de felicidades, as pessoas estão sorrindo, as famílias estão reunidas; a ceia ta na mesa é hora de confraternizar; agora faltam poucos minutos para abrir o champanhe.
Comprei o perfume que você gosta que eu use, só para te agradar;
Estou usando aquele tênis que você me deu no meu aniversário;
A camisa pólo, comprei na cor que você pediu á duas semanas atrás;
O boné que estou usando é o que deixa o meu rosto perfeito, segundo palavras ditas por ti!
Pena que você não está aqui para vê o quanto eu me produzi pra você;
Tomei um gole de champanhe com o gosto mais amargo da minha vida, estou sendo abraçado e bem acolhido por todos os meus queridos familiares, mas é no seu abraço que eu queria está!
Espero que no dia de ano novo, a saudade, a solidão e a tristeza sejam superados pela esperança, a alegria e o amor!
Tenho Fé
Por entre as árvores e seus galhos secos, a sombra da sua presença é sentida;
No caminhar, a sensação de que algo está para acontecer a qualquer momento é percebido;
Mais alguns passos mata á dentro sozinho e trêmulo, o desespero toma conta do meu ser;
O medo do inevitável ganha força quando o que era dúvida se torna realidade, o que se apresentava como vulto sai das sombras das árvores e da dois passos lentos com olhar firme e poderoso;
Não adianta correr, gritar, chorar ou reagir, o pesadelo á frente é mais forte, ágil e veloz, o medo é percebido com o bater descontrolado dos dentes e as travas repentinas das pernas;
O dia de sol quente propício para um gostoso piquenique a beira do rio com alguns amigos e familiares parecia chegar ao fim;
O mundo parou naquele momento, as batidas do meu coração faziam barulhos semelhantes a uma bateria de escola de samba, o meu sangue acho que evaporou de tão suado e pálido que fiquei;
Comecei á rezar e implorar a Deus por misericórdia, por um milagre, porque á minha frente estava nada mais, nada menos, que uma onça vigorosa e cheia de maldade no olhar;
Ela ficou parada me olhando por um longo e duradouro minuto, então; respirou forte e sumiu no meio da mata densa;
Acredito que a fé em Deus move montanhas, assim como nos protege e nos da fôlego de vida para continuarmos seguindo em frente...
O Poder da Excelência Individual: O Motor Silencioso do Bem Comum
Muitas vezes acreditamos que as grandes transformações do mundo dependem de planos complexos ou intervenções externas. No entanto, a base mais profunda da transformação social reside no indivíduo: a célula fundamental de qualquer mudança real. A busca pela excelência pessoal não é um gesto de isolamento ou egoísmo, mas sim o combustível necessário para o progresso de todos nós.
A Liderança que Nasce do Exemplo
No ambiente de trabalho, a verdadeira ordem não precisa ser imposta; ela surge organicamente quando assumimos a responsabilidade individual sobre nossas tarefas. Quando decidimos operar em nosso nível máximo de competência, estabelecemos, sem precisar dizer uma palavra, um novo padrão de referência para quem está ao nosso redor.
Como sugeria Hayek, o progresso humano é fruto de uma coordenação espontânea: o esforço de cada um contribui para um resultado coletivo que nenhum planejamento central poderia prever ou replicar. Ao incentivarmos o crescimento do outro, elevamos o nível de todo o ecossistema em que vivemos.
A Liberdade como Ferramenta de Evolução
Essa mentalidade estende-se para além do escritório, alcançando nossas famílias e momentos de lazer. Uma estrutura social ou familiar forte é composta por pessoas que buscam, de forma autônoma, ser sua melhor versão.
A liberdade individual é o componente essencial do bem-estar social. Em vez de aguardarmos passivamente por mudanças externas, devemos acreditar que o indivíduo transforma o ambiente através de sua própria postura e integridade. É através do desenvolvimento das faculdades de cada pessoa que a humanidade, como um todo, evolui.
O Impacto Global da Responsabilidade
Se cada cidadão assumir o compromisso de dar o melhor de si em sua função, a sociedade passará a se autorregular de forma mais justa. A necessidade de intervenções e controles diminui na mesma proporção em que a virtude e a busca pela excelência aumentam.
Dar o melhor para o mundo é o sinal de que a liberdade, quando caminha de mãos dadas com a responsabilidade, é o caminho mais curto para a prosperidade de todos.
Conclusão
A excelência não é um destino final, mas um modo de caminhar. Quando compreendemos que a busca pelo nosso melhor dá sentido à nossa liberdade, deixamos de ser passageiros das circunstâncias para nos tornarmos os arquitetos do nosso próprio destino.
Ao polirmos nossos talentos e incentivarmos o sucesso alheio, construímos uma realidade onde o progresso se torna inevitável. Afinal, dar o melhor de nós é o maior serviço que podemos prestar àqueles que amamos e ao mundo em que vivemos.
**Autor:** Lyncoln de Albuquerque Toledano
Solidão...
Queria eu entender um coração que se afasta, que abandona e que deixa de amar.
Que propositalmente segue seu caminho sem nenhuma explicação.
Deixando no outro ser apenas a dor, a tristeza e a magoa
O amor tem destas coisas hora ama absurdamente talvez ate incondicionalmente.
De outro momento deixa de amar buscando novidade pra sobreviver.
Que sentimento bobo esse que provoca sorrisos e lágrimas
que deixa o chão repleto de flores e deixa o chao um mar infinito
Dentro do tempo que vivo nesta solidão procurei entender o coração, entender este sentimento tão volúvel!
Com isso aprendi a me desapega de sentimentos pra não sofrer mesmo com tempo avante ainda assim coração pode lembrar derrubar ate montanhas.
Quero aprender nesta solidão que pode se viver, de um sonho, de uma palavra e de verdades.
Aprendendo a ser guerreira e lutar, lutar e lutar!
Shirlei Miriam de Souza
Subserviente paixão, aludo-me ao desejo sobejo que foi logrado após açambarcar o seu amor. A concupiscência de atrelar nossas almas adveio de sonhos priscos que hoje atinam à cândida vida conjugal.
Exacerbado sentimento de perda é atroz aos pensamentos que transigem em contrições ascéticas.
Ao seu lado, o profundo torpor requer o preceito de coadunar nossos corpos e pensamentos para que se anelem em um só ser, de modo que a ambivalência e as nuanças de nossas almas se tornem a predileção inexorável de um amor inevitável e incondicional.
O barco está afundando,
Antes era um avião caindo.
Parece melhor estar no barco,
Mas não quando se está só;
Desesperados, quase sempre estamos sós.
É estranho se desidratar em meio ao oceano.
Beber a água imprópria pode ser pior que esperar,
Só que simplesmente esperar não te tira dali.
Embora a água seja líquida, ao pular, ela é como concreto.
Por vezes, a gente é obrigado a filtrar a própria urina
E encontrar sustento em nós mesmos, por mais repugnante que seja.
Os sentimentos são significativamente influenciados pelas circunstâncias recentes.
Não passam de fotografias de um momento, capturas de uma realidade descontextualizada para quem precisa tomar decisões que mudem o rumo de uma vida.
Não tomem decisões isoladas no tempo. Tragam à memória as narrativas que os trouxeram até aqui, aquilo que o coração de vocês escreveu em seu amor.
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Vivemos em busca do inacessível. Somos espectadores de esperanças. Alguns sonhos caminham conosco todos os dias, mas infelizmente não nos é possível acordar.
Somos espectadores de ilusões, vivendo presos a destinos que não escolhemos embarcar.
Narrativas escritas para nunca serem contadas, silêncios mais altos do que aparentam ser. Afetos que caminham mas que nunca chegam ao seu destino.
Uma vida dentro de mim que não pode ser vivida, uma alegria que vai e volta, uma dor que não pode ter um fim, porque nunca teve um verdadeiro começo — só a intenção dele.
Um afeto arriscado demais, mas que continua, em busca do inacessível.
Um passado sempre presente.
Mistura de emoções, uma narrativa envolvente: raiva, alegria, medo, dor, rejeição e aceitação
Oportunidades nem um pouco oportunas, pois já escolhi.
...
Enfim, histórias que só podem existir na ficção do meu coração.
É um lugar onde parte de mim reside, mas não decide. Talvez seja melhor assim.
"Todo um conjunto de pensamentos se torna hipóteses que precisam ser submetidas ao teste de realidade."
Existe uma tendência interna de me fazer continuar sendo o que sou, protegendo-me em minhas fortalezas de certezas acumuladas ao longo do tempo.
...
Mas o segredo está justamente nisso:
Teste —> Resultado —> Perspectiva
O segredo para minha saúde existencial é "conservar-se transformando-se" — não permanecendo em minha identidade rígida, que me apego desesperadamente para tentar sobreviver.
É justamente ir até o novo e desconhecido, mas transformador.
Penso que os outros vão me julgar, mas na verdade eu já estou me julgando.
O olhar do outro pode ser na verdade o meu olhar.
Do heterossuporte para o autossuporte.
Não busque lá fora o que deve ser encontrado aqui dentro. Não busque se sentir completo nos outros de todas as formas.
O que importa é o que eu penso, o que eu quero, o que eu julgo, e não o outro.
Sair de mim mesmo. Não há outro caminho. O que eu espero de bom, melhora ou mudança não vai me invadir, me atingir.
Preciso ter a experiência para viver melhor, para amar a mim mesmo.
As trocas são fundamentais.
Conversas
Quanto mais experiências, melhor.
Sem rigidez, me expor.
.
..
...
Os sentimentos, pensamentos, reações, sensações que eu tenho é justamente por permanecer sendo quem eu sou.
Se eu mudar, talvez a dor (meus problemas, o que enfrento diariamente) não aconteça mais.
"Toda consciência é consciência de alguma coisa. Não sendo apenas uma consciência cognitiva, mas uma sabedoria organísmica que possui o potencial de nos transformar — se agirmos alinhados com os princípios aprendidos."
"Não sei" indica algo que se está consciente, mas que não quer ou não pode lidar no momento. Não há como não estar consciente de algo.
Tudo está interconectado. Não existe fala solta, sem contexto.
Sempre há uma mensagem por trás, que revela a experiência, as sensações, os pensamentos e comportamentos do sujeito.
É preciso retirar os bloqueios internos que impedem a viabilização do nosso processo terapêutico, o qual só poderá ocorrer seguindo algumas condições. Por isso a importância do AUTOCONHECIMENTO.
Se negligencio minhas experiências, não supro minhas necessidades.
Se não passo pelo "processo de me permitir sentir ou viver algo", adoeço.
Toda emoção busca ser processada. Ela possui um destino. Ela busca ser satisfeita, sentida, vivida, presenciada, compartilhada.
Será que estamos permitindo isso?
É justamente isso que busca o nosso corpo: a autorregulação organísmica.
Tudo que é repetitivo pode não ser saudável, porque se contradiz com a capacidade criativa de mudança que o ser humano possui.
Não é bom tentar manter uma personalidade rígida. É preciso flexibilidade, para as mais variadas situações. Reinvente-se, seja dinâmico.
...
A compreensão de uma situação (ou uma reação específica) não deve* ser generalizada de forma inadequada / desadaptativa. Isso pode me adoecer.
Multidimensionalidade, vários aspectos que precisam ser considerados.
Vários objetivos a serem atingidos.
Lacunas de informação, aprendizado e atitudes
"Não é pra dar certo agora, é pra te movimentar. E com o tempo, o seu movimento trará os resultados que você espera."
O processo não fica mais fácil. Não desista.
Se me derem o ar da hostilidade, ventania será para fortalecer os meus pulmões.
Se lançarem sobre mim a terra do desprezo, sobre ela caminharei.
Se, como fogo, suas atitudes quiserem me abrasar, meus sonhos às cinzas não se submeterão.
Se me derem águas de ingratidão, por meio delas navegarei até meu porto seguro.
E se não me derem mais NADA, então tudo eu construirei.
Sim, Poeta serei.
...
Se quiserem minha voz silenciar, minh'alma rugirá em resistência.
Sim, em (re) existência lutarei — até que cale a voz de meus opressores e inimigos.
...
E, por fim, se forem insensíveis e indiferentes, então a DIFERENÇA me tornarei. Minha sensibilidade não mais me atrapalhará.
Como águia, meu voo subirei até que não os veja mais por perto.
Gosto do teu cheiro,
da sensação suave que me invade quando me aproximo.
Teu cabelo — tão lindo,
mesmo quando se entrega ao desalinho.
Teu sorriso tem a estranha habilidade
de me quebrar por dentro;
desvio o olhar,
porque tua luz me espanta.
Não sei se te verei amanhã,
mas já me preocupo com a roupa
que vestirei para o encontro.
Escrever te é mais fácil:
tua voz me silencia,
rouba-me a palavra,
obriga-me a tossir para disfarçar
o descompasso do coração.
Eu não sei o que é o amor.
Mas sei, com certeza,
o quanto é bom
estar contigo.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
Neste Dia das Mães, meu coração se enche de gratidão e amor.
Gratidão pela bênção de ter uma mãe que é exemplo de força, cuidado, carinho e dedicação: minha mãe, Mariluza, cujo amor me acompanha e sustenta ao longo da vida.
Também celebro o privilégio de ser mãe da minha amada Maria Luiza, minha luz, meu sorriso diário, meu presente mais precioso.
Ser sua mãe é uma das maiores dádivas que Deus me concedeu: um amor que atravessa gerações, cura, fortalece e nos ensina diariamente sobre afeto e esperança.
Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que carregam no coração a beleza de amar incondicionalmente. 🌷💖
Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.
Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.
Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...
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