Cartas de Declaração de Paixão
Não trago verdades
Eu trago expressões
Defumo a coragem
Me trago em canções
Trago a minha viagem
Sou minhas visões
Se falo é pra 8 bi corações
Se calo é pra minhas próprias lições
Eu não sei a metade das suas intenções
Você não sabe e nem soube das minhas emoções
Tu escuta e não ouve
Tu corre e não move
Mas deixa que eu deixo
Nem pá, nem se envolve
Não importa o seu gosto
Não há quem me prove
É o paradigma de realidade da vida
A ilusão de achar que sabemos das coisas porque ouvimos sobre, ou lemos, vimos algo
Motivos que temos que nem ao menos degustamos, não comprovamos, não provamos a nós, nosso sabor
Motivos que compramos dos outros que pegaram de outros que vieram de mais outros
Deturpando a verdade enquanto o que temos
É só a visão da superfície
Pra mergulhar no profundo e não no raso julgo
Temos que passar a rebentação
A comunicação pela linguagem deveria ser muito mais aberta e solta
Tudo que se fala é um tabu
Até o sentimento foi capitalizado
Dirigimos máquinas de uma suprema nobreza
Mas não saímos nem da primeira marcha
Nunca cortamos o giro
Não queremos “disperdiçar” energia
Queremos “conservar” o mortor
Só que nunca conhecemos os limites
Pois não há limites, fomos nós que impomos eles
Queremos manipular um câmbio automático
Só que enquanto operamos essa máquina do tempo tudo nos está acessível
Colidimos porque queremos
Escolhemos não dar passagem
Escolhemos não freiar
A ideia não é acelerar e sim “ser um” com o trânsito
Nem tão pouco temer a alta velocidade
Na verdade essa “velocidade” é apenas sua percepção de tempo
Assim como “distância” é percepção de espaço
“Leiam o manual da pág.7 nas relações de sinônimos”
O lenhador
Um lenhadô derribava
as árve, sem percisão,
e sempe a vó li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
O lenhadô, num muchocho,
e rindo, cumo um sarvage,
dizia que os seus conseio
não passava de bobage.
Às vez, meu branco, o marvado,
acordano munto cedo,
pegava nu seu machado,
e levava o dia intero,
iscangaiano o arvoredo.
E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
Numa minhã, o mardito,
inda mais bruto que os bruto,
sem fazê caso dos grito
da sua vó, que já tinha
mais de setenta janero,
botô nu chão um ingazero,
carregadinho de fruto.
Doutra feita o arrenegado
inda fez munto pió:
disgaiô a laranjera
da pobrezinha da vó,
uma véia laranjera,
donde ela tirô as frô
prá levá no seu vistido,
quando, virge, si casô,
há mais de cincuenta ano,
cum o difunto, o falicido.
E a vó, supricano im vão,
sempe, sempe li dizia:
meu fio: tem dó das árve,
que as árve tem coração.
Do lado do capinzá,
adonde pastava o gado,
tava um grande e véio ipê,
que o avô tinha prantado.
Despois de levá na roça
cuma inxada a iscavacá,
debaxo daquela sombra,
nas hora quente do dia,
vinha o véio discansá.
Se era noite de luá,
ali, num banco de pedra,
cuma viola cunversano,
o véio, já caducano,
rasgava o peito a cantá.
Apois, meu branco, o tinhoso,
o bruto, o mau, o tirano,
a fera disnaturada,
um dia jogô no chão
aquela árve sagrada,
que tinha mais de cem ano.
Mas porém, quando o mardito
isgaiava o grande ipê,
viu uns burbuio de sangue
do tronco véio corrê!
Sacudiu fora o machado,
e deu de perna a valê!
E foi correno...correno!
Cada tronco que ia vendo
das árve, que ele torô,
era um braço alevantado
dum home, meio interrado,
a gritá: Vai-te, marvado!
Assassino! Matadô!
E foi correno! correno!
Cada vez curria mais!
Mas porém, quando já longe,
uma vez oiô para atrás,
vendo o ipê alevantado,
cumo um home insanguentado,
cum os braço todo torado...
cada vez curria mais!
Na barranca do caminho,
abandonado, um ranchinho,
entre os mato entonce viu!
Que vê si apara e discansa,
e o ranchinho por vingança,
im riba dele caiui!
E foi correno, e gritano!
e as árve, que ia topano,
o que má pudia vê,
cumo se fosse arrancada
cum toda a raiz da terra,
numa grande disparada
ia atrás dele a corrê!
Na boca da incruziada,
veno uma gruta fechada
de verde capuangá,
o home introu pulo mato,
que logo que viu o ingrato,
de mato manso e macio,
ficô sendo um ispinhá!
E foi outra vez correno,
cansado, pulos caminho!
Toda a pranta que incontrava,
o capim que ele pisava,
tava crivado de ispinho...
Curria e não aparava!
Ia correno sem tino,
cumo o marvado, o assassino,
que um inocente matô!
Mas porém, na sua frente,
o que ele viu, de repente,
que, de repente, impacô?
Era um rio que passava,
ali, naquele lugá!
O rio tinha uma ponte:
o home foi atravessá!
Pôs o pé.. Ia passano.
E a ponte rangeu quebrano,
e toca o bicho a nadá!
O bruto tava afogano,
mas porém, sempre gritano:
socorro, meu Deus, socorro
socorro, que eu vô morrê!
Eu juro a Deus, supricano,
nunca mais na minha vida
uma só árve ofendê!
Entonce, um verde ingazero
que tava im riba das agua,
isticou um braço verde,
dando ao home a sarvação!
O home garrô no gaio,
no gaio cum os dente aferra,
foi assubino, assubino...
e quando firmô im terra,
chorava cumo um jobão!
Bejano o gaio e chorano,
dizia: Munto obrigado!
Deus te faça abençoado,
todo ano tê verdô!
Vô rebentá meu machado!
Não serei mais lenhadô!
Depois desta jura santa,
pra tê de todas as pranta
a graça, o perdão intero
dos crime de home ruím,
foi se fazê jardinero,
e não fazia outra coisa
sinão tratá do jardim.
A vó, que já carregava
mais de setenta janero,
dizia que neste mundo
nunca viu um jardinero
que fosse tão bom assim!
Drumia todas as noite,
dexano a jinela aberta,
pra iscutá todo o rumô,
e às vez, inté artas hora,
ficava, ali, na jinela,
uvindo o sonho das frô!
De minhã, de minhã cedo,
lá ia sabê das rosa,
dos cravo, das sempreviva,
das maguinólia cherosa,
se tinha durmido bem!
Tinha cuidado cum as rosa
que munta vó carinhosa
cum os seus netinho não tem!
Dizia a uma frô: Bom dia!
Como tá hoje vremêia!
Dizia a outra: Coitda!
Perdeu seu mé! Foi robada!
Já sei quem foi! Foi a abêia!
Despois, cum pena das rosa,
que parece que chorava,
batia leve no gaio,
e as rosa disavexava
daqueles pingo de orvaio!
Ia panhano do chão
as frô que no chão cai!
Despois, cum as costa da mão,
alimpano os pingo dágua,
que vinha do coração,
batia im riba do peito,
cumo quem faz confissão.
Quando no sino da ingreja
tocava as Ave Maria,
no jardim, ajueiado,
pidia a Deus pulas arma
das frô, que naquele dia
no jardim tinha interrado!
E agora, quando passava
junto das árve, cantano,
chei dágua carregano
o seu véio regadô,
as árve, filiz, contente,
que o lenhadô perduava,
no jardinero atirava
as suas parma de frô!
Sabe o que senti quando acordei hoje de manhã? Nada. Nem paixão, nem entusiasmo, nem fé, nem emoção. absolutamente nada. Eu acho que eu passei do ponto onde se poder chamar isso de um mal momento e isso me apavora. Meu Deus, essa ideia é pior do que a ideia da morte. É essa pessoa que eu vou ser de agora em diante?
Eu acredito que amor eterno exista. Mas não acredito que a paixão esteja sempre lá em cima. Se você está casado há muito tempo, a paixão diminui, você volta a se apaixonar, depois ela volta a diminuir. Faz parte dos ciclos da vida, por assim dizer. Mas eu acredito em casais que se amam para sempre. Talvez o amor mude da juventude, quando é cheio de paixão, empolgação para a maturidade, quando é mais conforto e familiaridade. Qual deles é melhor? Não há um melhor. Amor é amor, e ele oscila.
Paixão? Eita bixinha que dói. Quando se está apaixonada dói dentro, dói fora. Dói a alma, dói o coração, dói a cabeça, dói na vida. Paixão dói e não é pouco não. Paixão fere, paixão exala sofrimento, exala alegria e tristeza. Tristeza de não estar perto, tristeza de não poder sentir. Paixão fere, deixa marca. Temporária, mas deixa. Paixão dá raiva, paixão dá nervoso, paixão dá vontade de sumir, aparecer, correr atrás, se esquivar, se esconder, vontade de chorar. É, ela dói viu.
De todos os tipos de paixão (se é que existem tantos tipos), a melhor é a platônica. A paixão mais verdadeira e linda justamente por ser platônica. É a paixão na qual você tem plena certeza de que só vai sofrer. A graça da paixão platônica vem de não enxergarmos os defeitos do outro. E se enxergamos, ignoramos.
Foi a última paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. (...)
Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
Mas, o trabalho e a paixão fazem com que surja a intuição, especialmente quando ambas atuam ao mesmo tempo. Apesar disso, a intuição não se manifesta quando nós queremos mas quando ela quer. Certo é que as melhores ideias nos ocorrem (...) quando nos encontramos sentados em uma poltrona e fumando um charuto ou (...) quando passamos por uma estrada que apresente ligeiro adive ou quando ocorram circunstâncias semelhantes. Seja como for, as ideias nos acordam quando não as esperamos e não estamos sentados à nossa mesa de trabalho, fatigando o cérebro a procurá-las. É verdade, entretanto, que elas não nos ocorram se, anteriormente, não houvéssemos refletido longamente em nossa mesa de estudos e não houvéssemos, com devoção apaixonado, buscado uma resposta.
Tem hora que a gente só quer aproveitar uma vibe boa. Não é amor, talvez uma paixão. A gente dá atenção em demasia porque a pele rolou e a vibe bateu. A gente dá atenção sabendo que o prazo de validade é curto. Porque quer viver um amor breve a todo custo. Mas o que fazer quando a pessoa não entende que essa sede toda é pra viver ao máximo essa intensidade, até que, enfim, ela se acabe. Pra esgotar as possibilidades que, no fundo, sabemos que tem fim. O que fazer quando a pessoa pensa que, no fundo, tem sentimento envolvido. No quesito de relacionamentos amigos, escutem, todos eles, tem prazo pra acabar. Eles estragam como aqueles alimentos maravilhosos que a gente compra e não come. Aqueles que a gente vê na gôndola do mercado e jurava que queria muito. Eles ficam lá na geladeira até expirar o prazo de validade e mofar. Por isso eu aconselho, vamos viver sem medo. Até acabar. Não deixem a vibe estragar. Vamos parar de romantizar tudo. Amor é consequência, se constrói e só o tempo diz. Curtam as paixões. Mesmo que momentâneas.
Amor é confiança, respeito, afeto, troca de experiências, conhecimento, amizade. Paixão é ciúme, é dor, é apego desmedido, é sentimento de posse. Confie nas pessoas, plenamente. Não crie expectativas com relação a ninguém. Não há decepção quando se percebe que as pessoas só poderão oferecer aquilo que já possuem em seus espíritos, nada mais. Aqueles que desconfiam dos outros são aqueles que não estão seguros de si mesmos, de suas próprias tendências. Percebas: vemos nos outros o que existe em nós mesmos, o que seríamos capazes de fazer se estivéssemos no lugar do outro. Não sintas ciúmes de ninguém. O ciúme não é amor, é um sentimento de posse infundada e irracional. Ames, não loucamente, não desvairadamente, mas mansamente, docemente, te embevecendo, te alegrando o espírito, te deleitando, como quem contempla um lago plácido, como quem se deixa embeber na aprazível luz do sol, no arrebol, ao alvorecer. Quando disseres a alguém “Eu te amo” não esperes por resposta. O “Eu te amo” é uma afirmativa e como tal não necessita de resposta. Não digas “Eu te amo” esperando um “Eu te amo também”, para que somente assim possas sentir-te feliz. Se disseres a alguém “Eu te amo” e isso alegrar o teu espírito, embebê-lo na luz, e não esperares nada em troca, saberás que realmente amas alguém.
A paixão pelos animais é algo que carrego comigo sempre. É um sentimento por eles que realmente não tem explicação. São anjos especiais que tem o poder de me fazer sorrir mesmo quando estou triste, mas eles não precisam fazer muito por isso, pois só a sua presença já é o bastante para confortar meu coração. É engraçado como pensam em relação as pessoas que amam incondicionalmente seu bichinho de estimação. Realmente não é tão fácil assim compreender mas eu posso dizer que, eu amo meus cães assim como eu amo a minha vó. São todos especiais dentro do meu coração. Sempre pensei em crescer na vida, mas, certo dia parei pra pensar: "o que significa crescer na vida?'' Ter uma bela casa, um carro do ano, todas as roupas da moda e outras futilidades que toda mulher adoraria ter. Mas, hoje após observar meus cães e ver o quanto eles me fazem bem, percebo que, não preciso disso tudo. Apenas uma casinha pra eu ficar perto de todos os meus anjinhos. O resto conquistamos com o tempo. Quero futuramente passar pro meu filho o dom de amar assim um animal pra ele sentir como é bom receber em triplo o carinho que os animais podem dar.
Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.
Imagina, poder te tocar..Nossa como seria bom. Eu acredito sim em paixão pela internet, independente de estar longe ou não! enfim. Gosto tanto de quando você me fala aquelas coisas, quando falo com você, quando você me manda aquelas mensagens, quando você se preocupa comigo, quando bate aquele ciume rs’. Todas as noites deitada, imagino como seria ter você, estar perto de você, poder te abraçar, te beijar, sentir você. Tantas vezes já chorei por não ter você por perto, por te amar demais, ao ponto do meu coração quase sair pela boca, isso é impressionante! Só você me fez ficar assim, só com você eu senti tudo isso. E agora? se um dia te perder? o que seria de mim? se eu vivo e respiro, somente por você. Isso parece tão pouco para me expressar, mas fazer o que né? rs’ Eu só quero que saiba e sempre lembre, que eu te amo muito, e te quero sempre comigo.
Lembra de quando eu te disse que paixão passa e só o amor permanece e não desiste? Eu juro que eu não queria desistir, mas se você já o fez, não tem sentido continuar sozinha. Eu já não me importo mais quando você me ignora, porque pelo menos guardo a certeza de que não perdi nada e dei o meu melhor até esse tal de "fim". Não posso te culpar por nada, talvez você não saiba o que é viver uma experiência verdadeira e divina com alguém. Quem é acostumado com o mundo encontra dificuldade pra reconhecer o que vem de Deus. O amor não passou, amor, ele cansou. Cansou de bater na porta de um coração que nunca se abre, que está sempre fechado e disposto a doar mais um pedaço de gelo. Se você soubesse o que planejei pra nós, talvez não tivesse sido tão orgulhoso. Mas a única coisa que me resta agora é desejar que você encontre alguém que te ame de verdade, que faça os seus dias valerem a pena, e que, acima de tudo, não te deixe sozinho quando o mundo te virar as costas, porque agora eu quebro a minha última promessa e te digo que eu já não vou estar mais aqui quando o mundo quebrar seu coração, e nem tentarei mais juntá-lo em pedacinhos. Agora o meu caminho é outro, tem um sol lindo me esperando lá fora, e é em busca dele que eu vou.
Às vezes existe amor, mas não existe mais vontade... Vontade acaba, paixão passa, atração perde a graça, costume desacostuma, relacionamentos terminam, mas o amor, ah o amor, esse nunca acaba. Você não pode amar uma pessoa hoje e deixar de amá-la daqui um mês. Amor vai muito além de beijos, abraços, favores ou conveniência, amor é sublime, é incondicional. O meu amor é raro, ele não é pra qualquer um, mas se você já ouviu um "eu te amo" vindo de mim, tenha a certeza que mesmo que nós nos afastemos, o meu amor não vai passar. Eu ainda vou orar por você, vou querer o seu bem, independente da sua presença física em minha vida. Claro que têm pessoas que eu achei que amava e na verdade não era amor, eu demorei pra descobrir isso, pra aprender a diferenciar gostar de amar, entender que se acabar não era amor e acho que muita gente ainda não entendeu... Não se engane dizendo pra si mesmo "vai passar", eu te digo que não vai, amor não passa. A dor passa, sofrimento passa, o tempo passa, mas o amor não, esse fica. Uma vez amor, pra sempre amor, sempre!
O amor não acaba. Afeto acaba, paixão acaba, afinidade acaba, atração acaba. O amor não, o amor se cansa, o amor se desgasta, mas não acaba. Mas não se preocupa não, por mais forte que seja, ás vezes o amor se cansa mesmo, se cansa da rotina, da mesmice, do costume, se cansa da falta de surpresas, da falta de mimos, da falta de gentilezas. E ele se cansa porque não é um simples sentimento, ele é complexo igual a gente, ele é como uma pequena semente, precisa renascer todos os dias, ele precisa ser cultivado, acompanhado, regado, cuidado, preservado. E para mantê-lo, é preciso dedicar-se, é preciso empenhar-se, é preciso envolver-se. Você tem que cuidar, zelar e encontrar outra pessoa faça isso com você também, afinal o amor não sobrevive sozinho, o amor é essencial, mas só amar não é suficiente. Somente amar não é suficiente, é preciso ter cumplicidade, comprometimento, atenção e amizade também. É preciso generosidade, lealdade, demonstração e compreensão. O amor não acaba, mas também não é um sentimento que se mantém sozinho. O amor para dar certo é preciso que os dois saibam se respeitar, admirar e compartilhar um com o outro, nas horas boas e ruins, nas vitórias e nas derrotas, nas realizações e nas frustrações. O amor vai muito além de um simples sentimento, é o resultado de uma mistura de sensações e sentimentos entre duas pessoas que estão dispostas a lutar e a permanecer, uma pela outra. Ter alguém para amar, demonstrar, corresponder e compartilhar é bom, traz alegria, mas amar e demonstrar sozinho é sofrimento. O amor não acaba, mas também não sobrevive sozinho.
Acautelai-vos contra os juízos arrebatados pela paixão porque esta desfigura muitas vezes a verdade. Aquele que olha por um vidro de cor vê todos os objetos da cor desse vidro: se o vidro é vermelho, tudo lhe parece rubro; se é amarelo, tudo lhe apresenta completamente amarelado. A paixão está para nós como a cor do vidro para os olhos. Se alguém nos agrada, tudo lhe louvamos e desculpamos; se, ao contrário, nos aborrece, tudo lhe condenamos, ou interpretamos de modo desfavorável.
