Cartas de Declaração de Paixão
Te amei
Antes eu olhava pra você e via paixão
Hoje te olho e vejo tanta ilusão
Eu estava perdida
Quando te encontrei
Não era o que eu buscava
Mas era o que eu achava que amava
No fim
Me enganei
Achava que você faria tudo por mim
mas me decepcionei.
Na proxima vez não me entregarei como me entreguei,
Não amarei tanto quanto amei,
Porque você se foi
E sequelas deixou
Agora irei buscar alguém
Que saiba tratar as sequelas que você largou.
Antiga paixão
Meus pedidos eram sempre os mesmos, minhas velinhas estavam cansadas de saber, os dentes-de-leão já se desgastaram de tanto serem assoprados, as pétalas nunca ouviram tanto "bem me quer", as estrelas cadentes então... já sabem seu nome de cor.
A lua me acha louca por sair desejando alguém tão desesperadamente "Como pode? Assim tão nova!" e respondo "Isso por que não contei nem a metade do que sinto..."
Dona Lua é muito cuidadosa, morre de medo de eu me machucar, como em meus antigos amores. Nem ligo, me entrego sem medo de futuras dores.
Entre nossas conversas, acabo soltando que te amo, mas que erro, revelei meu maior segredo. Jogo tudo pro ar, deixando essa antiga paixão rolar.Você fica confuso, deixarei que se resolva, para que sentimentos por mim, você talvez desenvolva.
Por enquanto, deixo meus lábios à espera de seu beijo, e pode ter certeza de que direi a lua que este foi meu maior feito.
CORAÇÕES DESGOVERNADOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Beto baba por Bia; paixão perigosa;
Rosa reza por Beto, por quem tem paixão,
mas Armando arma um plano pelo amor de Rosa,
por quem chora; respira; sonha; perde o chão...
Carlos cala o que sente pela Conceição,
que prepara um ardil para fisgar Feitosa,
porém ele não para de fazer canção
pra dizer como a Jéssica é maravilhosa...
Cabo Souza está louco pelo Malafaya;
esse outro já disse, não é sua "praia",
e garante amar Sheila, que só pensa em Nanda...
Desencontros de afetos; de sonhos; destinos;
são amores perdidos em seus desatinos;
coração é distrito no qual ninguém manda...
MUITO PRAZER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Se não pode ser pele, paixão, labareda,
seja seda; mornura; contorno; aconchego;
não havendo explosão, arremate ou traslado,
serve sonho pautado; maresia d´alma...
O que temos não pode chegar ao não ter;
somos força do ser; muito acima do estar;
este afeto é de fato e não aceita o nada
em resposta ferida porque não é tudo...
De não termos a vida nos restam vivências
e não sermos o mundo nos faz mundo à parte,
um encarte que o tempo não descartará...
Nosso amor se recicla, se ajusta, se ajeita,
porque tem a receita de não ter que ser;
será muito prazer, seja lá como for...
OLHOS AO MAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A discreta e profunda paixão daquele homem eram os olhos daquela mulher. Não era o corpo, já proibido mesmo pra ele, nem mesmo a alma, igualmente proibida, e sim, as janelas. Ele adorava ser olhado por aqueles olhos. Pelo menos ter a impressão de que o era. Embora devotasse grande amizade pela proprietária dos olhos e não tivesse qualquer intenção de pular os muros daquele afeto, aquele homem queria ser cada vez mais olhado. Ser a passarela, o pasto, a passagem obrigatória dos olhos daquela mulher.
Em nome dassa impressão - possibilidade mais próxima -, o escravo daqueles olhos passou a fazer empenhos para conquistar mais olhares. Passeios mais intensos. Incursões mais profundas e curiosas. Começou a disponibilizar imagens outrora escondidas entre os panos descuidados. Doravante, cuidadosamente mais descuidados. Abriu caminhos para visões bem secretas, paisagens bem escondidas e atalhos que apontavam para destinos que permaneceriam lá, em nome da probidade; ou do bom senso restante; ou do seu temor de perder até mesmo aqueles olhares do início, tão discretos e velados. Queria ser um roteiro turístico levemente mais radical, para se oferecer aos olhos que nunca saíam de seus olhos nem de seu pensamento.
Aquilo não era uma perversão. Não havia mesmo intenções ocultas ou escusas. Aquele homem não desejava tocar, possuir, ter prazeres palpáveis com aquela mulher, até porque isso quebraria o encanto, além de ferir a probidade ou a lei dos laços que já formalizaram outros contextos. A troca dos mesmos obrigaria um processo doloroso por algo inviável, previamente quebrado, e por isso mesmo vencido. Validade vencida já no começo. Sua culpa não tinha dolo. Era culpa sincera. Culpa inocente. Não seria capaz de qualquer ato que gerasse uma exposição além daquela, entre a dona dos olhos e seus empenhos. Nem à consumação do crime ou pecado, por mais seguro que parecesse. Sabia conter qualquer arroubo.
Com o tempo, a dona daqueles olhos pareceu decidir que já era tempo de retirá-los de cena. De cenário. De pasto. De passarela e roteiro. Delicada e sensível, teve o zelo de fazer isso lentamente. Não queria causar de uma só vez todos os ferimentos emocionais que sabia inevitáveis. Ela só não sabia que os olhos daquele homem não sabiam viver sem ver seus olhos. Eram dependentes dos passeios, das curiosidades, incursões discretas e delicadas daqueles olhos. Com a retirada, o pobre homem sofreu profundamente, chorou fontes, rios, mares, e quando a dor de não ver os olhos daquela mulher sobre ele não era mais suportável, resolveu não ter olhos.
Foi assim que os mares, criação final do choro dos olhos daquele homem tiveram a companhia de nada menos que aqueles olhos. Agoniados e deprimidos olhos, que se uniram na dor eterna e profunda - mais profunda que os próprios mares - de saberem que nunca mais o seu dono seria mapa; roteiro turístico... nem o simples pasto e a passarela dos olhos daquela mulher.
PAIXÃO EM GUERRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sei tão bem o que pensas, porque vivo aí;
moro em teus pensamentos; povoo saudades;
quando mentes verdades muito além das tuas,
vejo vãos reticentes; lacunas em branco...
Teu afeto negado é meu filme contínuo,
pois estou na plateia da tua emoção,
sou expectador que não sai da poltrona
desse teu coração que já faliu no meu...
Finges bem, mas nem tanto para quem já sabe
quem é quem desde o fundo à fina flor da tez;
fez um ninho durável nos teus devaneios...
Tenho todas as cotas das tuas ações,
emoções, fantasias, verdades ocultas
pela guerra forjada; raiva de festim...
PAIXÃO NO VAPOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca tive a intenção de ser mais fundo,
ir além ou aquém da eterna linha,
nem expor os meus olhos para o mundo
e sequer uma vez te fazer minha...
Entretanto, alma e corpo estão na rinha;
dão seus golpes intensos por segundo;
nenhum deles supera nem definha;
não se rende nem fica moribundo...
Sei que devo guardar este conflito,
preservar o silêncio do meu grito
sob a farsa que veste a calma estampa...
Só não sei até quando essa pressão
terá como poupar meu coração
que já sente o vapor forçar a tampa...
A PAIXÃO
Antonio Sena, Realengo-RJ.
A paixão chega, rasga, entra, se apropria,
toma conta de cada minuto, sufoca deliciosamente,
se pendura no peito da gente, é incandescente
ao ponto de torrar lá na mente
toda ideia que não a inclua;
a paixão não se acalma um segundo,
não há nada no mundo pra tirar o seu foco,
pode o mundo ruir, desabar tempestade, ser distante a cidade,
léguas e léguas não vão impedir, será curto e sem perigo o caminho
para o alvo atingir;
a paixão é o álibi do que espreme, é a carne que treme,
é a alma que geme maravilhas de dor;
mas não se engane, nem sempre isso é amor!
MINHA NOVA PAIXÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Estou apaixonado. Irremediavelmente. Absurdamente apaixonado. Absurdamente, porque jamais vi a face de minha nova paixão. Sequer imagino qual é o seu nome. Conheço apenas a voz. Uma voz bela, macia e doce, que se aninhou aqui dentro como nenhuma outra que até então passara pelos meus ouvidos
Ironicamente, a culpada por meu coração estar assim é ninguém menos do que minha filha, Nathalia. Mesmo sem querer, foi a Nathalia que me fez ficar escravo da voz. Confesso que, no início, ficava muito irritado com a interferência remota e rotineira de uma estranha, cada vez que eu tentava falar com minha filha. Uma, duas, três, e até dezenas de vezes por dia.
Agora, não. Agora sinto profunda necessidade. Como já confessei, tenho vício. Sou escravo. Não consigo mais viver sem ouvir entre dez e trinta vezes por dia, essa voz bela, macia e doce, mas ao mesmo tempo impostada e firme, que diz: "Grave seu recado; você só será tarifado após o sinal...".
Sol, chuvas e rimas.
Paixão, amor e sinas.
Desejo, flores e solidão.
Fogo, dor e coração.
É disso que são feitos os dias confusos
Com Lagrimas, choro e soluços.
Sede, clamor e alma.
Reza, pedido e calma.
Paz, controle e chama.
Luz que ascende e anda.
É disso que são feito os dias de fé
Com orações e forças que nos Poe de pé
Quantas meninas lindas
Existem nesse mundão
Algumas delas nem sabe
Oque significa a paixão
Mas quando seu coração
Conhece um primeiro amor
E como se fosse uma flor
Que desabrocha um botão
Mas aquela florzinha divina
Com semblante de menina
Já e vítima da mais cruel
Ilusão
Cruel porque ela tem medo
De revelar seu segredo
Que existe em seu
Coração
Então se tranca em seu quarto
Mas oque da pra ouvir mas alto
E seu pobre coração
Descontrolado ele batia
E parece que dizia
E tão cruel a ilusão.
E naquele quarto era só suor e paixão.
Mistura ardente que matava nossa solidão.
A cada beijo palpitava mais forte meu coração.
Seus doces suspiros me traziam à tona todo tipo de emoção.
"És minha", sussurrava eu, em vão.
Acordo desolado desse sonho, vã ilusão.
Tentando encontrar você nos lençóis frios da minha imaginação.
A cama vazia, infelizmente, não se iguala ao coração.
As lágrimas, na madrugada, afogam aquela paixão.
E eu, mais uma vez, durmo nos braços da solidão...
"És me chuva, tempestade, trovoada.
És me amargura e paixão desenfreada.
És me luz na escuridão de uma noite gelada.
És me voz no silêncio da madrugada.
És me as cores do arco-íris, em uma tarde pálida.
És das minhas ilusões, a única que, eu queria realizada.
És no fim de tudo minha deusa.
És minha amada..."
Na final o amor jurou ao coração uma bela canção pra que a paixão deixasse de ser dona de toda aquela solidão!
Ô coração tão apaixonado e sozinho dentro de toda aquela solidão
Viveu oprimido por diversos dias consecutivos!
E até que me tornei o belo poeta e mandei a solidão sair e a paixão ficar, pedir em casamento a mas linda do meu estado e jurei nunca lhe fazer chorar, então posso dizer que feliz ou chorando eu sempre vou lhe amar!
E a saudade rega o sentimento com as águas da solidão, semente cresce e colho o fruto doce da paixão.
O coração reclama à alma, a todo instante, querendo te ver, na brisa leve, o cheiro doce faz lembrar você.
Me pego em prantos, imaginando tal desatino do destino, destino esse que cruelmente você comigo não quer ver.
O martírio, que tenho vivido, é dia e noite desejar você.
O meu martírio é ver até o Sol, em plenitude, invejar seu brilho, brilho que me ilumina, calor que me aquece a tez.
Meu martírio, é adeus, te dizer mais uma vez...
Ah, Flamengo, meu amor, minha paixão,
Mais um título, mais uma consagração.
A Copa do Brasil é nossa, que alegria,
Em cada lance, o coração batia.
Mas ao mesmo tempo, sinto o pesar,
Gabi Gol, nosso ídolo, vai nos deixar.
Foi com ele que a taça da Libertadores
Veio pra nós em momentos de grandes amores.
Teu gol decisivo, nunca vou esquecer,
Em cada jogo, fez o Mengão crescer.
Agora a saudade começa a bater,
Mas teu legado aqui vai sempre viver.
Flamengo, és minha felicidade e dor,
Título nas mãos, mas despedida no amor.
Gabi Gol, obrigado por tudo, campeão,
Tu sempre serás o eterno no meu flamengo.
Sou como o fogo, intenso e cheio de vida, consumindo tudo o que encontra com paixão e energia. Em mim há um poder que tanto aquece quanto transforma, uma chama que nunca se apaga. Minha natureza é arder, brilhar e iluminar o caminho, trazendo luz aos lugares mais escuros.
Sou calor nos dias frios, um conforto em noites solitárias. Mas também sou força destrutiva, capaz de mudar tudo ao meu redor, deixando espaço para novos começos. Assim como o fogo renova a terra ao consumir o velho, também trago em mim a capacidade de transformar, de destruir o que já não serve e criar algo novo em seu lugar.
Minha essência é dual. Sou aquele que aquece e acolhe, mas também aquele que desafia e queima. Não sou feito para ser controlado, pois, quando tentam me conter, torno-me ainda mais forte, mostrando que minha liberdade é minha maior força.
Sou o símbolo da paixão. Onde estou, levo intensidade, vida, e emoção. Não faço nada pela metade; tudo em mim é completo, verdadeiro e ardente. Meu calor inspira, move e desperta o que há de mais vivo nos outros.
No entanto, sou também delicado. Minha chama pode ser pequena e tímida, mas nunca deixa de existir. Mesmo quando pareço apagado, há brasas em meu interior, esperando apenas um sopro de vida para voltar a arder com força total.
Sou o fogo que guia aqueles perdidos na escuridão. Meu brilho é um farol, um sinal de esperança, um lembrete de que há luz mesmo nos momentos mais difíceis. Mas também sou o fogo que consome, que purifica, que ensina a lição de que, às vezes, é preciso deixar ir o que não serve para dar espaço ao novo.
Carrego em mim a coragem de avançar mesmo diante dos ventos contrários, porque sei que minha chama não se apaga facilmente. Sou persistente, determinado, e levo comigo a certeza de que minha energia é infinita.
Assim como o fogo, sou movimento constante. Não fico preso a um único lugar ou forma; estou sempre mudando, crescendo, buscando algo novo para consumir e transformar. Sou a faísca de um novo começo, a chama que aquece corações e a força que nunca desiste de brilhar.
Sou como o fogo, indomável e vital. Levo calor, luz e transformação onde quer que vá. Minha essência é arder, iluminar e deixar minha marca no mundo. Porque, assim como o fogo, não nasci para ser ignorado; nasci para ser sentido, respeitado e admirado.
No crepúsculo dos desejos,
Nasce a paixão em seu olhar,
Um obsceno fogo que arde,
Entre o amor e o encantar.
Encontro de almas perdidas,
Que buscam viver e reviver,
Curar as feridas antigas,
Num abraço que vem do querer.
Despedida é só um momento,
Orgulho que se esvai na ilusão,
Esquecer é um ato lento,
Desamar é a duração.
Consolar é a luz da aurora,
Que apaga a sombra do medo,
Acender o fogo que chora,
Em cada passo, em cada enredo.
No palco dessa vida incerta,
Há o desejo de caminhar,
Entre o crepúsculo e a aurora,
No eterno ciclo de amar.
No crepúsculo da alma, nasce o desejo,
Chama ardente de paixão que se ergue,
Obsceno e intenso, como um beijo,
O amor, em seus mistérios, nos segue.
Reviver os momentos de encontro,
Onde viver é mais que uma pulsão,
Curar a ferida, o medo, o desencontro,
Na despedida, há um novo refrão.
Orgulho cede lugar à humildade,
Ilusão se desfaz em claridade,
Esquecer é o preço da liberdade,
No consolo da aurora, há verdade.
Apagar as sombras do passado,
Acender a chama do presente,
No crepúsculo, o sol é abraçado,
E a vida se faz eternamente.
A paixão pelo Reino dos Céus
A paixão pelo Reino dos céus é diferente, é também cega, mais cega pelas atratividades desse mundo presente, e também ardida, fogo do espírito que arde pela glória vindoura é também cheio de esperanças fora do comum, são esperanças de grandezas jamais vistas e eternas, na verdade o Nosso Rei Jesus é o grande autor desta paixão nos que antes eram perdidos, ele é o alvo, ele é a glória dos seus.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
