Cartam de Despedida de uma grande Amor
Nada mais estranho e incompreendido
que controlar o próprio destino
acertar o relógio em seu pulso
ao ritmo de seu tempo
trazer a si o definitivo crepúsculo
saber pensar o último pensamento
dar o tão temido passo
ter controle sobre o minuto exato
olhar, ouvir, cheirar, tocar a tudo
ter ciência que cada qual é seu respectivo último
aquele que sereno escolheu a hora
não teme o que há atrás da porta
um insignificante passo para a humanidade
o maior dos passos para um homem
toda importância reduz-se à leviandade
quando se olhar do outro lado da ponte
a única coisa certa
é que a certeza estará a espera
onde a dúvida não resta
e a metafísica nua se revela
o amanhecer infinito de um céu
a revelar toda verdade por trás do véu
não há dia mais feliz que o último
para aquele que da árvore colheu o fruto
triste é se agarrar até do corpo ser expulso
ou ser vítima das intempéries do mundo
os mais sábios jogadores
sabem quando se levantar da mesa
desacorrentados tornam-se senhores
sem temor em atravessar a fronteira
tem em mãos teu próprio controle remoto
e fazem sua hora no desligar-se do jogo
enquanto todos dormem, eu acordo
transformando em fato o sabido agouro
deixo-os em vossa platônica caverna
neste reino de ilusão sensorial
tenho meu próprio universo a espera
onde sou o absoluto bem e mal
saio da Matrix para entrar na vida
saio deste sonho de informações coletivas
para uma realidade paradisíaca
onde a verdade é aquela que se imagina
onde toda mente é divina.
Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.
Acredite no amor, lute com determinação e nunca desista. O verdadeiro amor é um presente divino concedido a poucos. Certamente, haverá prestação de contas por parte daqueles que desistirem ou fraquejarem ao longo do percurso. Deus é amor, e devemos buscar nossa santidade por meio desse presente que Ele nos concedeu. Ame profundamente e empenhe todo o seu coração na busca da felicidade. Afinal, ninguém nasceu para viver na infelicidade!
Amor. O que é o amor? Não creio que se possa relamente pôr em palavras. Amor é entender alguém, se importar, compartilhar as alegrias e as tristezas. Isso pode incluir o amor físico. Você compartilha alguma coisa, dá alguma coisa e recebe algo em troca, seja ou não casada, tenha ou não um filho. Perder a virtude não importa, desde que você saiba que, enquanto viver, terá ao lado alguém que a compreenda e que não precisa ser dividido com ninguém mais.
Por tudo que vivemos... por tudo de bem que você me fez... pelo amor e carinho que sentimos... pelos momentos que serão inesquecíveis em minha vida... e na sua também... creia meu anjo que eu confio em você e que neste céu que construí em minha vida... VOCÊ meu anjo é a estrela que me faz crer... que me faz ter forças para acreditar e para viver... você tem o coração e a alma de um a criança... se mostra... se escancara... expõe seus sentimentos... também te conheci pelo avesso... portanto conheci o melhor de você e toda sua essência... o seu interior é o de um anjo... porque tem que ser assim? Não sei mas chove... eu amo você para sempre.... obrigado por tudo... você não pode imaginar o quanto significa pra mim... amo você meu anjo... vou precisar saber de você e de sua vida... para poder viver... olha... não tem como você sair de minha vida... porque você esta em meu coração... pra sempre... te amo, meu anjo.
Não é isso que todo mundo acha super divertido? Beber e fumar, e beber, e fazer sexo sem amor, e beber e fumar e dançar e chegar tarde e envelhecer e não sentir nada? Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada. Nada. Uns vem, uns vão. As garrafas tão lá, ao lado do lixo. As cinzas saem dançando por aí. As minhas vão junto. No dia seguinte eu acordo, tomo um banho, passo protetor solar, sento na minha varanda com o meu jornalzinho e ó: nada. Nadinha. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa.
Nota: Trecho da crônica "Zelador".
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Nota: Trecho da crônica "A Impontualidade do Amor" de Martha Medeiros
Podem existir mil obstáculos, mas nada impedirá meu amor por ti. Atravessarei até os maiores mares, mas não existirá água suficiente que afogue o amor que sinto por você. Subirei até a montanha mais alta do mundo só para te ver e de lá gritarei seu nome para ver se me ouve. E se me ouvires, direi uma só frase: eu te amo. E quando o vento passar, levará consigo o que eu disse, e quando ele soprar em seu ouvido, escutarás junto ao vento: eu te amo. E toda vez que o vento soprar em seu ouvido, não será só apenas o vento, mas eu dizendo que te amo.
O que me interessa no amor, não é apenas o que ele me dá, mas principalmente, o que ele tira de mim: a carência, a ilusão de autossuficiência, a solidão maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora. Ele apazigua o meu peito com uma lista breve de prós e contras. Mas me dá escolhas. Eu me percebo transformada pelo que o amor tirou de mim por precisar de espaço amplo e bem cuidado para se instalar. O amor tira de mim a armadura, pois não consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele; tira também a intransigência. O amor me ensina a negociar os prazos, a superar etapas, a confiar nos fatos. O amor tira de mim a vontade de desistir com facilidade, de ir embora antes de sentir vontade, de abandonar sem saber por quê. E é por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia. Porque não posso virar as costas pra uma mania quando ela vem de uma pessoa inteira. Porque eu não posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia. O amor me tira coisas que eu não gosto, coisas que eu talvez gostasse, mas me dá em dobro o que nunca tive: um namoramento por ele mesmo. O amor me tira aquilo que não serve mais e que me compunha antes. O amor tirou de mim tudo que era falta.
Existem amores... e existe um amor especial, apenas uma vez em nossas vidas... este tipo de amor pertence ao Céu, é incondicional e ele será para sempre... como uma marca cósmica, uma infinita lágrima de alegria e um abraço sem fim! O difícil é descobri-lo, discerní-lo, em meio às tempestades do nosso coração.
O amor é um fenômeno tão primário como o sexo. Normalmente, sexo é uma modalidade de expressão do amor. O sexo se justifica, e é até santificado, no momento em que for veículo do amor, porém apenas enquanto o for. Desta forma, o amor não é entendido como mero efeito colateral do sexo, mas o sexo é um meio de expressar a experiência daquela união última chamada de amor.
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.
Considero-me um "modificador", modifico a alegria em tristeza; o ódio em amor; barulho em silêncio; aperto de mão em beijo. Acho que posso modificar quase tudo, a única coisa que não consigo modificas é a cabeça das pessoas que não me entendem. Pois essas são muito fortes para perceber seus próprios erros.
Amor não acaba. Filmes acabam, balas acabam, dias acabam, beijos acabam, noites acabam, chocolate acaba, o assunto acaba, a paciência acaba, a vontade acaba - desejo diminui. Mas o amor não. Ele entra em coma, fica fraco, doente e, se for o caso, morre. Amor não é um sentimento, um fato, um objeto. Amor é uma vida, é algo que sai da compreensão humana, científica, racional. Amor não começa e acaba. Amor nasce e morre.
Quero poder conhecer você melhor, me divertir rindo das suas histórias de quando era criança e do jeito como falava as palavras erradas. Quero me acostumar com o som da sua risada, o encaixe de nossas mãos juntas, quero poder reconhecer o seu perfume de longe e poder cantar no meio de todos qualquer música que lembre todos os nossos momentos. Eu quero isso e quero muito mais, eu quero, sim, quero eu e você pra realizar. Quero nós.
Sei, que tudo mudou e o que não foi fácil está decidido. Que você andou pensando em nossa despedida e dói o coração. Não sou a mesma, nem você o de sempre, toda a nossa magia deixou de surgir de repente. Sei que não confias que não acreditas em mim, a insegurança não tem fim. Sei que nos queremos e que nos odiamos às vezes incluso quisemos voar, para segurar os sentimentos que vivem dentro e não querem falar. Sei que não aceitas, a mim me custa dar me conta da realidade. É que tudo perdeu o sentido, nós que nos machucamos e não há volta atrás. Diras que a culpa foi minha, sim, tens razão, aceito minha culpa e te peço perdão. Quis fazê-lo melhor, mas quando algo termina, começa a dor. Mas você continua aqui, em minha mente, no meu ar e na gente ao meu redor e você ainda continua aqui, porque nunca poderias me deixar aqui, aqui, aqui.
”Eu queria saber como começar uma carta de despedida. Eu queria saber dar “adeus” a você. Já falei quase todos os nossos momentos juntos, já revivi na minha cabeça trilhões de vezes. E eu penso, em quem eu vou bater? Quem vai implicar comigo? Quem vai me deixar nervosa e depois arrancar um sorriso meu com um simples “oi”? Com quem eu vou gritar? Me diz, quem? É, essas perguntas sempre ficaram em mim. Com você passei momentos, que meu Deus, vão ficar guardados aqui. Ta sendo dificil te ver partir, ver que você não voltará mais. Doi saber que não vou te abraçar mais, não vou implicar com você e depois sair correndo. Você se tornou meio que uma parte de mim. Parece que vai ficar faltando alguma coisa aqui. Eu te quero feliz sempre. Sei que será feliz ai. Então, se cuida. Porque eu vou estar tentando cuidar de você aqui, de longe. Eu tenho muito mais a dizer, mas acho que você já sabe. Ei, amo você idiota e vou sentir sua falta. “
O que dizer de uma adeus? Talvez essa palavra não seja de despedida. Talvez seja apenas uma boa pagina que foi virada e te propôs amadurecimento , que levou um pouco de você. Mas não tem problema, deixamos diversos pedaços de nós ao longo do nosso caminho e no final, quando não sobra mais nenhum pedacinhos desfalecemos em lembranças.
A pior despedida é aquela que teima em persistir. Aumenta a dor do adeus. Péssimo é ver seu amigo indo em frente por caminhos diferentes do seu; mas torturante é saber que ele não voltará. Mas a vida é assim. Temos que pegar voo, trilhas novas trilhas, conhecer novas pessoas. Aí sim saberemos quem são os verdadeiros amigos: aqueles que não suportaram ficar sem ter notícias de como estamos, quando voltaremos.
Odeio a sensaçao de despedida, mas quando ela chega, chega...Fernando Pessoa já fala ''tudo que chega chega por uma boa razão''. A despedida chegou, e com ela, vai um pouco de mim, do que eu senti. Mas prefiro encarar a despedida como um vagão de trem, estou pronto para ir em busca de novas estações, com novos inicios e novas partidas. Respiro fundo, olho para ela, e falo, foi muito bom enquanto durou, percebi coisas que pensei que estivessem adormecidas. Mas se não estamos na mesma estaçao deixa eu partir....
