Carta para Amiga Distante
O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas
Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma
Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.
A Resiliência do Tempo, Quando O Passado Ecoa no Presente
Eco de um passado distante, mas que ainda se faz presente como uma grande porta que fica aberta permanentemente, ecoando o fato de autora, talvez, uma prova de que o tempo também é resiliente.
Ecoa materializado em alguma construção antiga, nas suas paredes, utensílios, artes e cenários ou guardado em uma memória viva — na mente daqueles que vivenciaram ou dos que ouviram e leram atentamente.
Ecoado por estar descrito nas páginas de algum livro de história entre a escrita, a fala e a leitura; nas suas marcas deixadas pela natureza, ecoando de várias formas e até espalhadas pela selva de pedras.
Umbral Park
As pessoas temem o umbral
como se fosse um abismo distante,
um território sombrio reservado
aos que “caíram”.
Mas caminham, distraídas,
por corredores de um mundo
onde a luz é fachada
e a sombra é norma.
Vivem em um parque temático
de ilusões e crueldades sutis,
um Umbral Park
onde a dor é naturalizada,
a indiferença é entretenimento
e a consciência… opcional.
Aqui,
fantasmas vestem carne,
e muitos corpos
já não abrigam presença alguma.
Temem o pós-morte,
mas não percebem
a morte em vida
que respiram todos os dias.
E assim seguem,
comprando ingressos para o próprio esquecimento,
sorrindo nas filas do absurdo,
sem notar
que o verdadeiro umbral
não é para onde vão…
é onde já estão.
✍©️@MiriamDaCosta
É que às vezes
eu queria ser um extraterrestre...
um ser de um planeta qualquer
bem distante desse mundo...
Assim evitaria todo o tipo
de contato imediato, em qualquer grau,
com os seres humanos...
É que às vezes penso em vestir
a pele do cosmos
em descolar minha matéria humana
deste mapa de feridas sangrentas
que é esse mundo ...
Ser um outro ser... um corpo
que não lembra nome,
um orbitante do silêncio
num planeta bem distante...
Fugiria dos olhares semi mortos
que sondam curiosos a vida
e das mãos que gesticulam
como fósseis dum viver morto...
Evitaria todo contato imediato,
qualquer grau de toque
que cole sangue nas cinzas ...
Preferiria a gravidade de um mundo
sem lembranças humanas,
onde ninguém me peça
rendição nem desculpas...
Às vezes sonho ser de outro céu,
uma estrangeira de estrelas longínquas,
um ser de um planeta bem distante...
Longe, o tempo seria mais gentil,
e os gestos, silenciosos
como constelações....
E eu, poupada do contato imediato
da falsidade e futilidade
de tudo que pede
ou arranca pedaços meus ...
vivendo apenas a minha inteireza
na suave distância
entre o meu respirar poesia
e o infinito...
✍©️ @MiriamDaCosta
Ainda que distante de minhas ocupações intelectuais, persisto em auxiliar os que necessitam, não por interesse, mas por respeito ao dever. Pois é na conformidade da vontade com a lei moral que o homem encontra o verdadeiro valor e a autêntica satisfação da vida racional.
Vitor Ferreira de Paula
O Paraíso
Tristemente esse lugar existe
E se esconde distante
"Distante" abrange muito mais
Que simplesmente estar longe
Guarda em si a cada laço
Cada passo e cada compromisso
Cada direção oposta
A cada estrada que seguimos
Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas
Quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham
Clarear do dia
Não há paraísos,
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-flores e estrelas
Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais que você pensa
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!
O Paraíso está para sempre lá
No voar da abelha
No cair da folha
No voo do pensamento
Universo
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Com a mente
Com a morte
Só sangue a fluir dos cortes
de sorte
Que felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Que existe lá dentro da gente
Entre a mente e o coração
Escondido
Atrás do mal
Que há nos olhos
Paraíso, Felicidade
O lugar mais distante
Que Deus encontrou para guardar
Por isso
Difícil de achar.
Edson Ricardo Paiva
Estamos num lugar distante
Difícil de se chegar
Cercados pelas coisas de maior valor
Que a vida traz
Nenhuma delas pode ser tocada
Nada é pra sempre
São quatro ruas de uma mesma esquina
Um leque num mercado de magias
Por mais veloz que a gente corra
O tempo, desigual
Vem mais depressa
Nessa hora
A nossa lealdade pela vida à toa
Soa em forma de saudade
Mais dia, menos dia
Chegamos no lugar tão longe
Que sabe quem se sabe só
Estava escrito na fachada
O nome do lugar é hoje
Mas não adianta chamar
Agora chove
E ele finge que não nos ouve.
Edson Ricardo Paiva.
Passeando sobre as rochas
Tudo parecia tão distante
Quando o mundo que nós conhecíamos
Começou a desmoronar
Com a noite
E nós queimamos nossas asas
E perdemos a nossa direção em pleno vôo
E nós queimamos nossas asas
E perdemos a nossa direção em pleno vôo.
Não diga que está tudo terminado,
Todos os anseios e sonhos;
Não diga que não significou nada,
Eu posso sentir isso quando você respira.
Então, eu tomei o caminho intermediário
E o vento estava soprando
Dificilmente sensibilizado mar de amargura
Enquanto eu observava
Eu posso ver o seu futuro
Passeando sobre as rochas
Eu posso ver o nosso futuro
Passeando sobre as rochas.
Passeando sobre as rochas.
Não diga que está tudo terminado,
Todos os anseios e sonhos
Não diga que não significa nada,
Eu posso sentir isso quando você respira,
Quando você respira.
Oh eu estou mal
E eu não pude parar
de caminhar sobre as rochas.
Não diga que está tudo terminado,
Todos os anseios e sonhos
Não diga que você não me ama,
Eu posso sentir isso quando você respira
Todas as noites em pleno verão
Todos as chuvas vazias de primavera...
Todos os dias de inverno, estarei te esperando ...
Chove fogo em nosso caminho,
Em nosso caminho..
Em nosso caminho..
E as chamas seguem selvagens,
Mas ainda nós passeamos
Passeamos sobre as rochas
Das nossas memórias e pensamentos...💕
MINHA HORA TRISTE CREPUSCULAR.
Amo a hora morta em que o sino distante
Soluça pelas névoas do ermo escurecido.
Quando o céu, moribundo e vacilante,
Derrama sobre o vale um clarão amortecido.
Amo o cipreste imóvel junto às campas frias,
Os lagos sepulcrais dormindo sem rumor,
As folhas a cair nas longas ventanias,
Como páginas findas de um extinto amor.
Minha alma é semelhante às ruínas esquecidas
Que a hera funerária abraça em solidão.
Carrego nos meus olhos madrugadas perdidas
E um inverno perpétuo sepultado no coração.
Escuto pelas noites a voz dos cemitérios,
O murmurar dos mortos sob a terra sem luz.
Vejo espectros vagando entre os salmos sidérios
E luas consumidas sobre lúgubre cruz.
Oh. quantas ilusões desceram ao abismo.
Quantas flores morreram antes da estação.
Tudo no mundo exala um secreto cataclismo,
Tudo arrasta consigo um fragmento de extinção.
A brisa dos jardins parece um desalento.
O sol do ocaso lembra um sangue sobre o mar.
E até o riso humano possui no pensamento
A sombra melancólica de quem vai naufragar.
Quero dormir um dia entre mármores antigos,
Sob a relva ondulante dos claustros sepulcrais.
Dormir ouvindo ao longe os cânticos mendigos
Do vento soluçando entre torres medievais.
Porque minh’alma é triste como as torres vazias,
Como os sinos que choram na tarde outonal.
Porque trago no peito as pálidas agonias
Dos poetas malditos de um mundo espectral.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
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Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.
E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.
Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.
Ainda lembro da nossa última vez...
Você estava distante e fria como a noite lá fora...
Sem uma palavra, me disse adeus...
Procurei por seus abraços
Mas seus braços já não estavam lá ...
Busquei encontrá-la em seus beijos...
Mas seus lábios já não eram meus...
Tentei te esquecer em outras camas...
De olhos fechados
Sonhava estar contigo...
E sofri...
E morri em mim...
Pois não existe mais
Eu e você...
✔ Você nunca conseguirá viver em seu passado.
✔ Nem tão pouco lá no futuro distante.
✔ Você só tem, seu tempo presente, para...
Extrair de seu passado experiências.
✔ E pavimentar a sua estrada para o seu futuro, tudo isso no seu agora.
✔ Então desperte, pare de viver com expectativas.
🤝🏽 Mãos a obras.
"Cegueira"*
Teu olhar vai buscar distante
o que tens aqui,
mas você não percebe.
Se esses teus olhos
prestassem atenção no meu olhar,
saberia o quanto
meus olhos te desejam.
Eles te chamam baixinho
em cada esquina do dia.
Eles guardam teu nome
no fundo da pupila.
Mas você procura em outro lugar
o que teima em ficar bem aqui.
Mesmo que de soslaio...e calado.
(Saul Beleza
CHÃO PRETO II
Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.
O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:
“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.
Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.
E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.
A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.
Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.
Ysrael Soler
Devoto um segredo (somente)
Aos que conhecem o degredo
Distante de casa, e do seu mundo:
A Via Láctea é a casa dos poetas,
Dos mambembes e dos vagabundos.
Envolvo com fitas de cetim,
Faço uma rosa, um enfeite,
Para colocar no cabelo,
E lado a lado do seu cetro,
Sigo em frente...
Perpetuo um sonho (persistente)
Aos que desconhecem o inexorável
Distante dos olhos, e não do íntimo:
A poesia é capaz de aquecer a frieza
De qualquer coração autoritário...
Executo o conserto derradeiro
Do destino fora do trilho,
Caminho sobre cascas de ovos,
Levanto voo, e aterrisso eternamente.
Porque eu sou dona da minha loucura,
Se a minha poesia no firmamento fulgura,
Significa que de ti jamais sairá o anseio
De voltar para acariciar-me com ternura.
Distante de ser perto
de um qualquer,
Você não é, e não quero
que seja comparado
com nada neste mundo;
Não existem poesias
no Oriente ou no Oriente
que definam completamente
ou se alinham com a gente.
O trapézio do imprevisível
não provoca intimidação,
Porque com o fogo cruzado
nós temos intimidade.
Do nosso Deus tu és o sabre
contra o Mal e a injustiça,
e nos meus sonhos
o trigal mais vasto de amor
que eu já tive notícia;
Por isso espero e faço votos
de render-me sem medida,
e entre nós não haverá
a última dança nem despedida.
Entre você e quem conversa
existe um distante abismo.
Tu tens a capacidade de incendiar
uma rebelião apenas com um suspiro.
Como sou poeta, em ti fiz
a jura de escrever o destino.
Farei de ti uma mina de diamantes,
interminável em brasas lentas,
para que em outros romances
não encontres mais cadências.
Em céu catarinense tal como
a amável carícia do sol deixa
rastro aurífero nas asas livres
e belas da saíra-de-sete-cores,
tu hás de iluminar as penumbras
e guiar-me nos voos da intimidade,
porque em tuas mãos desejo
ter-me com plenitude e liberdade.
Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.
Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.
A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.
Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.
Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.
Floresço sob o teu coração
feito de mahogany.
Embora distante,
permitindo entre nós a fruição
como do Rio Belize
os dois fossem navegantes.
Confesso que você sabe
apertar os botões certos,
e dos pés à cabeça tens
me colocado em ritmo
plenamente de brukdown.
Tenho percebido que temos
vocação para o amor bom.
Estamos afinados no mesmo tom,
algo cantando que para amar
bonito a gente tem o verdadeiro dom.
Estamos despreocupados porque
nos conhecemos na palma da mão.
Agora!!
Vá la na rua...
Admire comigo esta Lua
Mesmo distante...
O mesmo brilho, a mesma intensidade
Te sinto aqui, de verdade!!
Meu coração, agora desperto
Une-se a trilogia
Um momento só nosso
Eu, tu e a magia
A Lua que vejo
Só faz aumentar o desejo
De te ver bem de pertinho
Te receber em meus braços
Acolher, dar carinho
Tirar todo rancor
Amor se paga com amor
Sem cárcere ou sofridão
Tem que ser leve!
Trazer conforto e paixão
Assim como a noite de Lua
Que traz luz a escuridão
Assim como sinto tua falta
E sempre te guardo em meu coração.
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