Carta de uma Futura Mamae
“Luz Que Habita em Mim”
No silêncio azul da madrugada,
onde o tempo se esquece de passar,
uma alma acende sua jornada,
sem se mover… começa a voar.
Sentada em paz sobre a matéria,
envolta em névoa sideral,
o corpo dorme — a essência impera,
brilhando num fulgor vital.
Estrela viva entre cortinas,
janela aberta para o além,
cada átomo em mim se alinha
com o universo que me tem.
Sou sombra e luz em harmonia,
sou sopro antigo, sem prisão.
Medito — e em minha calmaria
o céu pulsa no coração.
Tenho uma amiga cristã
Tenho uma amiga cristã — alma serena,
coração que floresce mesmo em terra pequena.
Ela não grita sua fé aos quatro ventos,
mas vive o amor em seus gestos e tempos.
Tem olhos que enxergam além do que é dor,
e mãos que se estendem com puro ardor.
Nos dias nublados, ela é claridade,
nos vales da alma, é voz de verdade.
Não julga o tropeço, nem aponta o chão,
ela ora em silêncio e oferece a mão.
E quando o mundo pesa, ela me diz:
“Deus está contigo, mesmo quando não vês.”
Sua fé não é muro, é ponte, é estrada,
é luz que caminha sem temer a jornada.
Com a Bíblia no peito e esperança no olhar,
ela ensina que crer é também amar.
Tenho uma amiga cristã, sim, ela é a Olga Kiala João,
E ao seu lado, já fui restaurado, já fui consolado.
Ela não promete que tudo vai passar,
mas me lembra que Cristo jamais vai falhar.
E mesmo em silêncio, sua vida prega,
com cada sorriso, com cada entrega.
Não precisa púlpito nem multidão:
ela é Evangelho em forma de ação.
Sim, tenho uma amiga cristã — e é tão bom saber,
que em um mundo tão duro, alguém escolheu crer.
E por meio dela, eu vejo brilhar,
o Deus invisível que insiste em amar.
Patrono: Mateus Sebastião Kilola
Era díficil admitir esse sentimento. Ou uma emoção?
Estava dominada por aquilo, presa em uma cela fria e escura. Sem qualquer raio quente repousando sob meus ombros.
A ironia de tudo isso: eu ainda tinha a esperança de sair dali. Das correntes caírem e eu correr dali, correr, apenas correr sem olhar para trás.
Nem toda batalha que enfrentamos na vida foi uma escolha. Algumas simplesmente acontecem — no impulso de um momento, na força de um desejo, na fraqueza de um instante.
E então, o que fazer? Sucumbir ao momento ou resistir?
Dura é a vida que nos obriga a seguir regras impostas pela sociedade, enquanto proíbe as escolhas que, no fundo, poderiam nos fazer felizes.
Coerência
Existe uma conexão entre o Céu e o Mar
Em algum Lugar...
Existe um descanso...
Uma paz, saboreando a pureza da “Água Doce” tocando os lábios...
Contrário a inquietude, o desassossego,
do sabor Salgado...
Nascendo, escorrendo, gota por gota, causando fervura... densidade...
Onde está a lucidez?
Brasas aguçando, os sentidos...
Existe o Campo, a grama recém-molhada pelo orvalho, a descansar os pés, renovando as forças após árduas caminhadas...
Existe a Areia, ainda úmida das águas, com conchas vazias... Para serem abrigo...
A Relva, a Sombra, os arvoredos, a calmaria...
A Areia o Sol, o salgado das águas dos mares, a ebulição nas artérias...
Seja Noite, ou Seja Dia!
Talvez tenha sido breve, o momento não se repete.
O que passou, passou!
Possa ser que uma nova oportunidade aconteça, mas não será aquele momento que você deixou passar.
A mente está presa ao passado, não vive o presente e idealiza um futuro sem resolver a doença mental a qual está submetida.
O medo de tentar e dar errado está tão empregado, que a auto sabotagem já se sobressai sobre a vontade de começar.
Mentes vazias, mentes ocupadas de um lixo tóxico chamado passado.
Você nasce sem saber nada e morre tentando aprender, mas em nenhum momento tentou se conhecer.
Islene Souza
"Em um relacionamento entre duas pessoas, quando apenas uma ama, chamam isso de ilusão.
Quando as duas se amam, dizem que é amor verdadeiro.
Mas se o amor da primeira pessoa nunca foi real, quem garante que o das duas de fato é?
Talvez, no fim, o amor não passe de duas ilusões que se encontraram."
A insônia e A solidão
A insônia mais uma vez veio e, com ela, trouxe a solidão, verão tão forte que chegou a apertar meu coração por uma fração de segundos. Pude segurar nas mãos e pude ver que só tinha vc no meu coração. Com meu peito doendo, escutei a voz da solidão me dizendo esta é tua última paixão. E a insônia me mandou "escreva com teu coração na mão pra tua última paixão".
Um Desejo
Linda como uma rosa
Mal poderia esperar para que retornasse e a mim
Porém achei que tinha a perdido
Quebrou meu coração em pedaços
Mas não passou de um mal entendido
Hoje eu escrevo
Com uma sensação de aperto em meu coração
Por achar que tudo se havia perdido
Mas tu voltou para mim como um lírio
E nessas águas longiacuas
Tu novamente com o mais sensato semblante
Tu de tão longe me amaria mesmo assim
Penso deslumbrante
Amo e só você
Hoje olho sobre os céus e vejo as estrelas
E continuo a desejar para cada uma, como queria estar contigo.
O exercício do bem pensar constitui uma arte rara em pleno século XXI. Pensar com coerência exige uma alimentação adequada, um descanso reparador, a preservação da boa saúde, a manutenção da sanidade mental e a renúncia ao consumo excessivo de álcool, bem como à utilização de quaisquer tipologias de substâncias entorpecentes.
Humabo, 21 de Julho de 2025
Minha fé em Deus
Para seguir uma religião, independentemente de qual seja, não é preciso frequentar um templo para praticar sua fé. Você pode fazer orações em qualquer lugar onde estiver, sem precisar ir a um local específico. Eu tenho minha crença em Deus e faço minhas orações em silêncio, seja no trabalho, em casa, na rua ou onde quer que eu esteja. Sempre que posso, dedico um momento para orar silenciosamente, direcionando minhas palavras a Deus.
Quando um espelho começa a duvidar de sua própria imagem ocorre uma transmutação. Ele deixa de ser um objeto e se torna um ser onisciente. Então só reflete aquilo que lhe apetece.
O tempo são os quatro elementos primordiais: terra, água, fogo e ar. Ele se camufla conforme as estações. O tempo é como um livro, sujeito a várias interpretações conforme o tempo histórico e onírico.
Um rio sonha com a palavra autocompaixão, que é um modo de olhar para si com gentileza. Então o rio aprecia suas águas, suas margens e seu jeito de estar no mundo, belo e necessário como todo elemento da natureza.
Quando os olhos do mundo se fecham há uma morte simbólica da maneira de como o mundo se vê. As pedras aprendem a flutuar como quem pode ser qualquer outra coisa, talvez pedras que levitam, pedras de vento. Tudo assume um novo papel e o mundo é tomado por uma lógica nova. O planeta azul adquire novas cores.
Quem tudo quer, nada alcança. Em terra de extremos, o mínimo é pouco e o máximo extrapola.
A ausência tem a cor preta. Ela absorve todas as cores. A ausência é uma espera, entre o azul e a esfera, como o amarelo de cada fera. Todas as cores na estratosfera.
Um livro foi escrito por estrela cadente e contava como é viajar pelo universo e ao cair na terra narra o seu espanto ao conhecer nossa diversidade como quem conhece uma divindade. Uma viagem cósmica com destino ao planeta azul, seu oceano, suas árvores e montanhas. É uma estrela que se apresenta apaixonada pela Terra, povoada de homo sapiens. É tudo uma grande novidade inusitada.
Após um grande colapso interno surge a palavra oi, como cumprimento e como pergunta sobre o que aconteceu. Do oi derivam todas as palavras. Após o colapso surge a linguagem, lírica e palpável.
Acontece o efeito borboleta, quando qualquer ação pode desencadear um conjunto de reações inesperadas. O bater das asas de uma borboleta pode fazer um vulcão entrar em erupção. Tudo pode acontecer em um piscar de olhos.
Quando a palavra se desfaz ela vira uma estrela. As palavras nunca morrem, sempre se transformam e reverberam no universo.
O tempo é uma roupa com saudade do algodão.
Entre eles havia o silêncio que antecedeu o big bang.
A porta estava aberta, mas ele não sabia mais sair.
Ele chorava a despedida, mas sua amada segurava sua mão.
Ele era uma bomba atômica com a aparência de um filhote de gato.
Ele era um feto em estado permanente de gravidez.
Ele construía uma escultura na areia como se fosse de bronze.
Ele tinha palácios, mas as camas eram feitas de espinho.
Ele tentava dizer, mas não tinha gesto nem cordas vocais. Estava paralisado como uma estátua.
O amor era tão profundo que a não reciprocidade anunciava a morte do sujeito que ama.
Engraçado como algumas coisas começam leves, sem pretensão.
Uma conversa boa, um riso solto, um convite jogado no ar.
A gente acredita que ali tem algo simples e bonito: reciprocidade.
Mas às vezes, o outro só estava ali por passatempo.
Ou talvez até quisesse estar, mas não sabia como continuar.
Então, vem o silêncio, a desculpa esfarrapada,
o “tá corrido” que escorrega como um clichê.
E a gente entende — não porque ficou claro,
mas porque ficou óbvio demais pra continuar fingindo que não.
A decepção bate, sim, mas não fica.
Ela entra, tira os sapatos, dá um suspiro e vai embora.
Porque quem tem presença leve, não se arrasta por ausências pesadas.
No fim das contas, se a bicicleta dele ficou baixada,
foi só o universo poupando minhas pernas de pedalar na direção errada.
Consciência
As crianças, já salvas até uma certa idade. Até começarem a tomar consciência dos seus atos. Têm uma graça especial de Jesus Cristo. "Deixai vir a mim as crianças, pois dos tais é o reino de Deus"! Disse Jesus Cristo. E disse mais ainda! O mesmo é com aqueles, que nascem com problemas mentais ou emocionais. Mas que não têm consciência dos mesmos!
Sua alma calada é uma fruta de plástico.
O agora eterno era um relógio sem bateria.
O amor sem liberdade é um homem preso ao corpo.
Uma flor que nasce do silêncio era um gesto que só o tempo entendia.
A lucidez em demasia é a distorção da realidade em estado de insanidade.
Quando ninguém a observava ela ria com os ouvidos.
A cor da ausência é transparente e quando preenchida é um prisma de arco de íris.
A lágrima interna molha a alma.
Páaa é o som do impossível absurdo.
Se a linguagem evaporasse ela nascia de novo na chuva das palavras.
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
INCRIADO
O Incriado não é uma coisa.
Não é uma entidade.
Não é o universo.
Não é Deus como os homens costumam imaginar.
Não tem forma, nem nome, nem começo, nem fim.
O Incriado é anterior ao Ser.
Antes do tempo. Antes da luz.
Antes de haver qualquer dualidade.
É o que não nasceu e por isso não morre.
É o que não foi feito, e por isso é puro.
É o Silêncio que não precisa ser preenchido, porque é pleno por si.
Botas de chumbo , pesadas demais
prefiro ser refem
daquilo que me faz bem
Ser livre é uma escolha
que faço a cada dia
Muitas vezes a vida me obriga
Calço as botas de chumbo
mas não me rendo
pois sei que posso voar
mesmo com o peso da vida
Não apenas agindo por impulso
mas indo ao encontro daquilo que posso ter
Livro-me das amarras
que me impedem
ser o que desejo ser
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editelima 60
Julho 2025
"O Chamado da Centelha"
Desde o princípio dos tempos, a alma humana carrega uma inquietação silenciosa — um anseio por algo que o mundo material não pode oferecer. Essa sede não é de prazer, de posses ou de poder, mas de lembrança. Pois esquecemos quem realmente somos.
Segundo os antigos gnósticos, vivemos num mundo ilusório, forjado por um demiurgo — uma inteligência inferior que, embora poderosa, está cega à plenitude do Espírito. Este mundo, com suas regras, dores e ciclos repetitivos, é uma prisão feita de matéria e esquecimento. Aqui, nossa essência divina — a centelha do Pleroma, do Todo — foi aprisionada em corpos de carne e moldada por crenças limitantes.
Mas dentro de cada ser humano, ainda brilha essa centelha. É ela que sussurra em meio ao caos. É ela que nos leva a questionar o sentido da vida, a não aceitar o sofrimento como destino, e a buscar — ainda que sem saber — o retorno à Origem.
O Gnosticismo não nos convida a crer cegamente, mas a conhecer. A gnose é um despertar interior, uma revelação íntima que rompe os véus da ilusão. Quando buscamos dentro, além dos dogmas, além das formas, encontramos aquilo que é eterno: a verdade viva, que estava oculta em nós desde antes do tempo.
Conhecer a si mesmo é lembrar-se de Deus — não o deus deste mundo, mas o Deus verdadeiro, sem nome, sem forma, além de toda dualidade.
E quando despertamos, deixamos de ser peças no tabuleiro. Tornamo-nos filhos do Alto, conscientes da missão de libertar nossa luz e ajudar outros a fazerem o mesmo.
Pois o caminho da gnose é solitário, mas não é egoísta. O verdadeiro iniciado não se eleva para fugir do mundo, mas para transfigurá-lo — com compaixão, consciência e verdade.
E então, ao reencontrar a Luz que jamais nos abandonou, compreendemos: nunca estivemos realmente perdidos. Apenas adormecidos.
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