Carta de uma Futura Mamae

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Apresentando uma menina


Existia uma menina, e o nome dela era Filipa. Ela tinha lá os seus dezesseis anos de idade, quando começou a perceber os pequenos detalhes - e assim, as melhores partes - da vida.

Ela gostava de ouvir música - especialmente as que tocavam dentro da sua cabeça -, de caminhar pela cidade, de morar num prédio de frente para o rio, de tomar banho de chuva, de fica olhando o céu e sentir o vento na pele, de sentir a maresia, de observar alguns bichos, de amar sem medo, se fazer bons amigos, do som de uns instrumentos - os melhores para ela eram a gaita, o violão e o sax - e, principalmente, entre todas as coisas, ela adorava reparar bem nos olhos e no sorriso das pessoas.

Essa menina via vez ou outra, um brilho tão forte nos olhos das pessoas, que ficava hipnotizada. E pelos sorrisos que irradiavam alegria, ela ficava apaixonada.
Só havia uma coisa que a incomodava: o sorriso de que ela mais gostava não queria mais sorrir para ela. O que havia acontecido, afinal? Para ela, tudo sempre foi tão verdadeiro... Cada preocupação, cada abraço, cada sorriso distribuído, cada beijo dado - e recebido -, cada palavra, cada gesto, cada conversa, cada instante. E agora, o que ela faria sem o seu sorriso preferido? Deveria correr atrás dele, abrir o seu coração, falar o que sentia... mas a coragem não chegou. E sem ela, o tal sorriso se foi perdido.

Mas Filipa espera que não o tenha perdido para sempre; ainda resta um pedaço nela - talvez o seu coração - que ainda o espera. Que ainda o aguarda, e conta os dias, as horas, os minutos e os segundos, para que o vazio que ela sente seja preenchido novamente.

Preenchido por um velho sorriso, parcialmente perdido.

Inserida por alinemariz

Amarelo no céu


Chegou-se a noite. Mas não era uma noite como todas as outras – escura e iluminada pelos apartamentos de luzes ligadas. Era uma noite diferente. Filipa tinha colocado os pés em casa, e acabado de chegar de mais um dia normal. Resolveu ir até a sua janela preferida, e sentou-se por lá, para observar o céu.

Ela nem sequer precisou olhar muito. O motivo daquela noite estar tão diferente – e linda -, foi o primeiro brilho amarelo que bateu nos seus olhos. Esse brilho iluminou o rosto de Filipa como um sorriso, daqueles que aquecem. Tentou adivinhar o que seria aquele pedaço tão lindo de céu.

Ela simplesmente não conseguia pensar. Estava encantada com tanto brilho de uma só vez; ainda mais um brilho daqueles, que mais parecia pular, de tanta luz que irradiava.

Olhou, olhou, olhou. Filipa passou quase que uma noite inteira só observando aquele feixe de luz. O que de tão especial havia nele, afinal? Nem ela sabia. A única coisa que sabia era que, fosse o que fosse, aquela luz amarela era completamente diferente. Ao menos, diferente das outras que estavam espalhadas pelo pano preto do céu. Essa era maior.

E olhando, lembrou-se da vida. Das pessoas. Das risadas. Dos olhares. Das palavras. Das conversas. Dos sorrisos. Principalmente, dos sorrisos.

Sorriu. E a luz a iluminou mais uma vez – e mais forte. Parecia um sol, de tanto calor que trazia às bochechas, já rosadas, de Filipa. Resolveu então, não pensar em mais nada. Só no amarelo que via no céu.

E só depois de mais um tempo olhando - e com um espaço vazio na mente –, Filipa descobriu do que se tratava aquele feixe amarelo. Era uma lua. E que lua.

Amarela e enorme; era rodeada por pequenas brechas, também amarelas. Essas do lado, eram as estrelas. E brilhavam tanto como a velha lua.

Filipa então resolveu que a lua daquele dia guardaria todas as suas palavras – ditas e não ditas - e principalmente, suas lembranças. E decidiu que cada raio de lua e luz de estrela, seria para lembrá-la daquela noite especial. E que assim, ela também lembraria de cada lembrança guardada.

E deu um nome para a lua, que junto, carregava as estrelas, como se tudo fosse uma coisa só. Filipa chamou aquilo tudo de “amarelo no céu”, para se lembrar da luz amarela que só viu uma vez na noite, e que mesmo na noite, mais parecia um sol.

Inserida por alinemariz

Guardado


Acho que solidão é uma palavra muito grande. Tão grande, que ela mesma se completa, e deixa os outros viverem nela. E por se completar, deixa os outros sós. E os outros, por sua vez, se calam.

E de tanto se calarem, as pessoas guardam coisas demais dentro de si. Guardam mágoas, sonhos contidos, ideias apagadas, sentimentos esquecidos... e palavras não ditas. E de tanto guardarem, acabam sem ter para quem desabafar depois.

As pessoas se esquecem de como é bom ter alguém para compartilhar a vida. De como é bom ter amigos. De como é bom sentir. De como é bom sorrir. De como é bom amar.
Escondem em si os seus sentimentos, e depois, não tem mais para quem dar. O tempo acaba, e tudo acabou ficando guardado. De que adiantou, afinal, ficar calado? Tudo virou sentimento engarrafado. E de que vale um sentimento engarrafado? Não vai dar para bebê-lo, muito menos sentí-lo. E mesmo que desse, nunca seria a mesma coisa. Sentimento só é bom quando se sente de verdade. E se esse sentimento for amor? aah, o amor! O amor é quando “o coração não quer mais sair de casa”... E a maior burrice é querer engarrafá-lo também.

As pessoas se esquecem do valor de um sorriso. Se esquecem que o sorriso é a ‘manifestação mais linda dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procurava’. Se esquecem que o sorriso pode curar feridas. Se esquecem que apenas um sorriso pode acabar com a solidão.
Acho que a solidão nos faz esquecer de muitas coisas importantes de tanto nos fazer guardar. “A solidão é uma ilha com saudade de barco”. É ela que faz com que nós queiramos parar o tempo.

E mesmo assim, mesmo nos fazendo guardar e esquecer, ainda é ela que nos faz querer falar. Ainda é ela que apesar de tudo, ainda nos faz querer viver tudo novamente. Ainda é ela que nos faz querer parar de parar no tempo. Ainda é ela que nos faz sentir saudade, e querer sentir a vida de novo. É ela que acaba fazendo com que a gente queira sentir as pessoas novamente.

E depois de tanto sofrer – de falar mal dela, e de derramar lágrimas -, acabamos agradecendo. Porque no final de tudo, foi ela que nos fez perceber o mundo que estava lá fora e que a gente já não percebia mais.

Foi ela que nos fez ver as cores novamente.

Inserida por alinemariz

Mais uma


É, o dia do coração aprontar novamente tinha chegado.

Foi num dia simples, mas que estava lindo. Era um dia cheio de cor, de céu, de nuvem e de riso. E havia – claro – um novo sorriso. Não era – e nunca será – igual ao antigo, mas até que parecia um pouco. O jeito desse menino de olhar, de rir, de falar, e até de sorrir, com aquele sorriso que te deixa encabulada e com vontade ao mesmo tempo - um dos preferidos de Filipa -, eram coisas que chegavam a lembrar aquele velho sorriso que foi perdido no tempo – mas nunca na lembrança.

Filipa havia passado só uma tarde trocando risos, e mais uns dias trocando conversa. Só bastou esse pouco tempo, um tanto de riso, uns elogios, umas músicas, alguns gostos e muita conversa - e algumas cervejas - para o coração incansável de Filipa resolver cair no tal amor idealizado, como a dona dele já havia previsto.

Filipa só queria que o coração dela ficasse quieto por mais tempo.
Queria que ele sossegasse alguma vez.
Ela só queria que ele parasse de querer arder de paixão sozinho.

Mas nada o fez parar com essa mania. Nenhum dos sermões dados dias antes, nenhuma das brigas, nenhum dos pedidos... nenhum dos arranhões. O coração dela havia mesmo decidido amar novamente.

E lá foi ele. E mais uma vez, levando – ou seria arrastando? – Filipa junto.

Inserida por alinemariz

Palpite


Julia é uma mulher que tem lá suas feridas, umas já fechadas, e outras bem escondidas; tem sempre um sorriso no rosto, independente de como esteja por dentro; é apaixonada por música, cinema, Vinícius de Moraes e brigadeiro; tenta não se arriscar tanto quando o assunto é coração – embora não tenha muito sucesso quando tenta evitar –; ama o sol e adora um dia de chuva, daqueles pra ficar embaixo do cobertor, vendo filme.

Rodrigo é egoísta, talvez até demais; não é daqueles que contam a sua vida de primeira e diz “acabou”, ele é completamente o contrário; às vezes surpreende como ele é tão complicado e difícil de entender; gosta do sol, mas prefere uma boa chuva; não é lá muito preocupado com o futuro; gosta de observar os sorrisos dos olhos – diz que é o mais sincero – e adora soltar umas cantadas ao pé do ouvido só pra poder ver um sorriso envergonhado.

Embora possa não parecer – ao menos nesse pedacinho contado de cada um -, eles são umas das pessoas mais parecidas que eu já vi... A maior diferença é que Rodrigo tem uma namorada, e o maior problema foi o destino tê-los apresentados na hora errada.

Ou não, vai ver que era pra ser assim mesmo: um amor incomum, que dispensa explicações; que só de olhar, você já entende. É exatamente como Rodrigo definiu: esse amor deles é uma espécie de amor-amizade.

Bem, eles se conheceram num bar, e Julia nunca pensou que isso viesse dar em algum lugar, muito menos nessa amizade que eles têm hoje... Afinal, a primeira coisa que Rodrigo disse para ela foi logo uma reprovação. Ele a viu pedindo cachaça, olhou estranhamente, e deve ter pensado algo como “porque diabos uma mulher ia pedir cachaça? Ela parece tão frágil! Deve estar é querendo afogar as mágoas na cana mesmo”, quando falou:

- Cachaça? Mas que coisa feia, rapaz!

Julia o olhou com uma cara um tanto quanto desprezível, em relação ao comentário dele, mas logo abriu um sorriso e soltou sem nem pensar:

- Mas o que é que tem de feio? Nunca visse uma mulher beber cachaça não, foi? Hahahaha.

- Claro que já, mas é que você parece tão...

- Frágil? Eu sabia que tu tinha pensado alguma coisa desse tipo...

- Bem, era o que eu ia dizer... Mas é que não sei explicar, eu acho que não combina muito bem contigo. Além do mais que cerveja é bem melhor, não acha não?

- Hahahaha, eu não gosto muito de cerveja não, ainda tô aprendendo a gostar. Mas e aí, me conta o que tu pensou quando me viu pedindo cachaça?

E daí em diante, começaram a conversar sem nem saber o quão especial um seria para o outro.

Aos poucos, foram se descobrindo... Era como se em cada dia, Rodrigo contasse um capítulo de sua vida – o engraçado é que ele ainda não acabou o seu “livro” até hoje – e Julia contasse um pedacinho do que ela era. Descobriram gostos iguais para tudo: pra música, pra sentimento, pra escrever, pra olhos e pra sorrisos. O tempo passava rápido para eles, quando na verdade passava tão lento que só fazia uns três meses que eles se conheciam... E mesmo assim, já tinham um laço tão forte como alguém que se conhece há anos.

Num dia, sem nem ter porquê, discutiram que sobre o destino. Disseram que ele havia se atrasado, que havia feito as coisas numa ordem inversa, que eles deviam ter se conhecido antes, só pra ter mais tempo. Mudaram de assunto. Falaram sobre alguns textos, uns filmes e sobre o clima. Caíram no assunto “nós”. Discordaram e concordaram, ficaram sem resposta e sem saber o que dizer. Por fim, chegaram numa conclusão: que deixasse a vida levar, porque o que tivesse de acontecer, iria acontecer de todo jeito.

Ficaram por quase uma semana sem se falar – o que era muito para eles -, até que Rodrigo ligou pra Julia e cantou:

- “Tô com saudade de você, debaixo do meu cobertor. De te arrancar suspiros...”

- “... Fazer amor.” Que música mais indecente pra cantar pra mim, num acha não? Hahahaha.

- Hahahahaha, acho não. Tô com saudade de você... Vamos sair? Agora?

- Agora? Às onze e meia da noite?

- É, agora! Bora pra aquele bar, onde a gente se conheceu?

- Tá bom... Vou só trocar de roupa e a gente se encontra lá em quinze minutos, tá?

- Tá certo, não demora!

- Relaxa. Beijo.

Julia desligou o telefone e ficou só ouvindo o barulho que seu coração fazia... Ou era amor, ou era saudade. Ela só não sabia bem do que se tratava.

Quando Julia desligou, Rodrigo correu pro banho. Não conseguia parar de pensar no tamanho da saudade que tava sentindo. Saudade do sorriso dela... Das conversas, do carinho. Saudade deles dois.

Julia chegou, e cinco minutos depois, Rodrigo também. Sentaram-se, ele pediu uma cerveja e falou:

- Cachaça, senhorita?

- Hahahaha, não, engraçadinho. Para você que não sabe, agora eu tomo cerveja – e o olhou desprezando o comentário dele de novo.

Parecia que estava tudo igual. O mesmo lugar, o sentimento, eles, a amizade... Tudo estava como era pra ser. Ficaram por lá até quase uma hora da manhã, e nesse tempo, conversaram muito; tanto, que não sei como eles ainda tinham do que falar.

Foram juntos até o carro, estava chovendo. Antes que Julia entrasse em seu carro, Rodrigo a puxou e sussurrou no ouvido dela:

- Me diz como é que você conseguiu me viciar assim, desse jeito, me diz?

- Só te digo uma coisa. Ou melhor, duas. Uma: nem venha com isso agora... Pare. E outra: eu tenho um palpite. Sobre a gente.

- Como é que eu posso parar com você sorrindo pra mim desse jeito e com seus olhos âmbar me olhando assim?

- São verdes, já disse.

- Pra quê tu insiste que são verdes? Âmbar é muito mais bonito.

- Então tá bom, eu deixo que eles sejam âmbar só pra tu.

- Hahahaha, obrigado. Me diz aí, qual é o teu palpite?

- “Eu sinto a falta de você, me sinto só... E aí, será que você volta? Tudo à minha volta é triste... E aí, o amor pode acontecer. De novo, pra você, palpite.” Era esse.

Rodrigo puxou-a pra mais perto e disse, perto da boca dela:

- “Tô com saudade de você, do nosso banho de chuva, do calor na minha pele, da língua na tua”. E esse era o meu pra você.

Beijou-a.

Na cabeça de Julia vinham milhares de coisas para serem gritadas, mas ela só conseguia mesmo era pensar que acabava de descobrir se era amor ou se era saudade. E não era nenhum dos dois.

Rodrigo não conseguia pensar em mais nada, só na chuva fria e o beijo que o esquentava por dentro, e na vontade de ter Julia sempre por perto.

Soltaram-se. Julia o olhou com os olhos cheios da confusão que brotara na sua cabeça, mas com a certeza que vinha de dentro do seu coração e disse:

- Como é que tu conseguiu roubar um pedaço do meu coração assim, tão facilmente?

- Eu sempre fui um bom ladrão.

- Ridículo.

O silêncio fez-se presente por uns dois minutos, e eles sabiam o que havia acontecido ali. Além de ficarem ensopados de água, eles de descobriram o que sentiam. Julia sabia que precisava dele, e Rodrigo sabia que precisava dela; eles eram como um vício, um para o outro.

Rodrigo beijou-a na testa, e já ia embora quando Julia disse:

- Entenda só uma coisa: Eu nunca vou deixá-lo ir.



O resto ficou subentendido, como um parênteses em aberto na cabeça de cada um.

Inserida por alinemariz

Gente


Um velho sentado na esquina, um outro jogando dominó na praça, uma senhora com sua neta no parque, uma moça pegando ônibus pra trabalhar, uma criança pedindo esmola, um filho da rua, um cachorro largado, um palhaço no sinal, cores apagadas, o cinza da cidade. Meu pai, minha tia, seu primo, nosso avô, seu irmão, nosso amigo, sua mãe, minha avó, minha filha, sua sobrinha, uma roda de conversa, a cor dos seus olhos, tua voz, meus trejeitos, violão tocando poesia, amor na ponta da língua.

Tudo se move ao mesmo tempo, se interliga e passa por nós de uma só vez. Vai, volta, passa de novo, se mostra, remexe, mistura e por pouco, quase que tudo se junta numa coisa só. Quase. E é por esse quase, que nem tudo nos marca.

A gente passa na rua, vê gente aqui e ali: não guarda. Vi o rosto de um, não sei o nome do outro. A senhora que me pedia esmola, ficou na calçada; não tinha rosto, ficou pra trás no retrovisor. Mais de seis bilhões de pessoas no mundo e nem quinze chegam a nos marcar de verdade. Chega a ser engraçado a quantidade de gente que só passa por nós, sem nos acrescentar nem ao menos um "bom dia" ou uma lembrança.

Mas também tem aqueles que nos marcam por toda uma vida. Tem gente que a gente nem tem o direito de escolher, mas vai estar sempre ao nosso lado. Tem gente que a gente só olha, e já sabe que ali vai nascer uma amizade que vai durar muito tempo. Tem gente que é fácil de ser cativada. Tem gente que nos ganha pela dificuldade de conquistá-la. Tem gente que é chata, mas que mesmo assim, a gente gosta. Tem gente que só dá uma palavra, e já nos conquista. Tem gente que parece que guardou as melhores palavras pra saber como nos cativar. Tem gente que nem fala nada, mas nos ganha com um sorriso. Tem gente que chega de repente, arruma um pedacinho no coração da gente e se instala por lá mesmo, como uma raiz que a gente não consegue – e nem quer - arrancar. Também tem daquela gente que arruma um canto dentro da gente, e bem de mansinho, vai embora. E vai tão de mansinho, que a gente só percebe quando a saudade já está nos rasgando por dentro.

Saudade.

É só aí que percebemos quando alguém nos marcou. O que marcou, ficou; e isso, não será esquecido enquanto houver esse sentimento quente e inquietante dentro de nós.

Saudade de cada frase perdida entre duas bocas, da sua cor vista em teus olhos, daquele livro que lia quando pequeno, de uma música, de um verso dito inapropriadamente, de um erro, de uma saudade, de uma pessoa, de surpresas, da verdade, da sinceridade, do amor, de uma cor, de uma foto... Saudade é tudo aquilo que um dia chegou pra nós, e, por sorte - ou não -, ficou preso em cada pedaço nosso.

Inserida por alinemariz

Comprei-lhe uma rosa,
dela caiu uma pétala.
Ao ve-la caida no chão
aquela cena de apenas
uma pétala caida no chão
tocou profundo em mim.
Descuido meu deixei a rosa
cair e após levanta-la
vi o valor poético que teve,
na mão direita sua rosa e na esquerda
uma simples pétala desolada por
ter caido no chão sujo da selva de pedra.
Separação frustrante de não fazer mais
parte de uma tão bela flor que estava prestes
a ser dada com tanto amor...
Isso me mostra o quão importante é
não nos descuidarmos em relação a coisas importantes,
pois a rosa que cito no texto podemos colocar como exemplo
o sentimento de alguém.
A cada vez que nos descuidamos com o sentimento de uma pessoa amada
uma pétala desse sentimento fica no chão.
Descuidos aos montes fazem essa flor agonizar aos poucos
desfalecendo em pétalas desoladas.
Proporcione à essa tão bela flor primavera sem fim,
orvalho exorbitante, rega constante com lágrimas de felicidade,
que dia apos dia verás o desabrochar de um lindo jardim.

Inserida por AlvinhoFerreira

Então por quê?
Porque eu sou uma idiota!
É, deve ser mesmo...

Mas os idiotas também amam não é verdade?
Idiotas também sofrem e choram.
Mas a melhor parte é que idiotas também sabem reconhecer outros idiotas de cara, geralmente são com seres da mesma espécie que eles se envolvem, casam, procriam, envelhecem e morrem.
Mas idiotas também tem a opção de mudarem.
Existe um determinado momento na vida deles em que é possível fazer a escolha: continuar convivendo com outros idiotas ou conhecer outras espécies.
Ok
Talvez cínicos, covardes, infiéis, desleais, feios, bobos, não sejam espécies tão encantadoras, mas é preciso descobrir sozinho, não dá pra ir pela opinião alheia.
Geralmente o que encontramos é um pouquinho disso tudo misturado, pedigree nem sempre é fácil.
Mas a gente tenta né!?!
É vida que segue, não canso de repetir isso pra mim!
Se eu não sabia até quando esperar, agora eu já sei que devo continuar esperando...
Mas não é por um idiota...
É por uma espécie rara... Uma tal de Felicidade!

Inserida por arianeserenade

Vou tentar explicar!
...Uma pessoa perdida, frustrada, fria, insegura, que cresceu em um mundo de superproteção e fantasias, e que da noite pro dia caiu na real e percebeu que o mundo não é do jeito que ensinaram pra ela. Em função disso errou a vida inteira, continua errando, e o que é pior: não consegue se amar. E por mais que seja difícil acreditar, "tentar" não é uma tarefa fácil, como os outros dizem. Essa é uma batalha pro resto da vida... e não um problema que se resolva em um mês. Sendo assim, uma pessoa dessa não se sente auto-suficiente em situação nenhuma e se aliena à vida de outras pessoas, como se ela não conseguisse ter vida própria. E não consegue mesmo. Por isso pensa que não vale à pena viver, afinal, acredita e vê com seus olhos que só veio ao mundo pra sofrer e principalmente fazer outras pessoas sofrerem. Inclusive as que querem te tirar desse buraco. O que alivia essa dor interminável é que a fórmula pra sair desse caminho escuro está mais perto do que imaginamos... está dentro da gente mesmo. E ela procurando em outros lugares com a desculpa de não se encontrar! Apesar disso tudo, ela não quer ir embora desse mundo, pois sabe que existe uma saída! Ela está começando a entender que o tempo é uma das chaves essenciais para o caminho certo. E o resto, vai ter que descobrir sozinha.
Saí de dentro dela pra tentar entender como ela se sente e... meu deus, não acredito que "ela" sou EU!...
Só não sinta "dó", pq não sou nenhuma "coitadinha"...
Cuida da sua vida, a melhor ajuda que posso receber.
vou aprender a me virar sozinha!
Tentei... Lamentável... Q porcaria!
Essa sou eu...

Inserida por pessoal

Uma estrela lá no céu brilhar por você.
Uma pessoa aqui na terra pode brilhar por você.
Pare de sofrer
Viva o momento
Escreva a sua história
Liberte os seus sonhos e deixe o amor entrar.
Uma estrela lá no céu brilha por você.
E saiba que ela está a te olhar da mesma forma que você olha para ela.

Inserida por ikazinha

Saia do trabalho e suba em uma árvore.
Construa um castelo mesmo que seja feio ou belo.
E descanse.
Pinte de ouro o nascer do sol
Cante o mais alto que puder, ou grite.
Somos como pássaros sem asas e desabando.
Somos como peixes sem nadadeiras e afundando.
Mas e se alguma coisa der errado
olhe a sua volta e perceba que você não é o único.
Não somos perfeitos mas somos alguma coisa.
Caminhe em um campo vazio como o céu aberto.
Escape de sua rotina e dos seus problemas.
Viva o que a vida te deu.
Aproveite cada segundo.
Seja mais observador, admire a sua beleza e o que está a sua volta.
O amanhã pode ser diferente.
E tudo isso que você não fez pode te trazer o arrependimento.
Viva como se o amanhã não existisse e como se o hoje fosse o único.

Inserida por ikazinha

Ainda que houvesse uma luz no finalzinho do túnel, e essa luz fosse você, Talvez eu não seguisse em frente.
Ainda que me declarasse todo seu amor por medo de admiti-lo antes, talvez eu não o queira mais e mande você guarda-lo para outra pessoa.
Talvez um dia te encontre na rua , e meus olhos não brilhem mais, meu coração não acelere mais, e não nasça nos meus lábios um sorriso pra você.
Talvez eu apenas falarei: " Oi tudo bem? Prazer em vê-lo até mais" e virarei minhas costas , como se fossemos apenas dois desconhecidos que se comprimentão com
muita civilização.
Deve está se perguntando: " PORQUÊ?"
É também já me perguntei por diversas vezes o porque de tantas coisas, já esperei por tantas vezes seus olhos brilharem de felicidade e nascer dos teus lábios um sorriso
sincero, que acabei cansando.
E tenha como resposta pra sua pergunta:
Esperamos tanto de outras pessoas coisas que elas não nos pode dar, que quando enfim estão prontas para nos dar o que esperavamos,
já desistimos e deixamos prá lá.
E se ainda não entendeu o que eu disse , concentre-se somente nessa frase:
" INFELIZMENTE É TARDE DEMAIS"

Inserida por Jamiille

"PEQUENA"
Pequeno é meu ser
diante desta menina
que de uma forma ou de outra
é a razão da minha vida

Pequena é a palavra
que inventaram pra expressar
este sentimento enorme
que me aperta sem parar

Pequenos são seus olhos
castanhos claros gatiados
são fortes fontes de energia
a energizar meu cansaço

Pequena foi a forma
que eu encontrei pra lhe contar
como é grande a vontade
que tenho de te beijar

Um beijo gosto de amora
mas pequena e pouca a hora,
tenho que terminar

Mas antes que o poema acabe
não vou deixar que me escape
pois é a minha PEQUENA
e desta forma serena
do meu amor agora já sabes!!!

Inserida por ceh

"SOMÁLIA"

É como uma donzela,
que de sua inocência se cansa

É como um velhinho,
se lembrando da infância

É disparar um alarme
pra despertar a esperança

É como o silêncio da Esfinge
sob o barulho e a elegância

É o badalar de um sino
sobre a sede de vingança

É assim que se assemelha,
o pranto e a exuberância
de um olhar triste e profundo
feito fome de criança!!!

Inserida por ceh

Pois é uma menina,
vivendo seu mundinho,
tentando ser feliz
com seu jeitinho de ser

A menina no tênis All-Star,
A menina da franja de lado.
Aquela que acorda depois de um sonho,
Levanta depois de um tombo &
sorrir depois de uma grande decepção

Aquela que diz eu te amo pras pessoas que convive...
que já amou , que ainda ama .
Que chora quando alguém grita com ela ,
que grita se falarem com grosseria com ela ,
que Não está nem ai pra que os outros vão pensar , se ela acha certo fazer , ELA FAZ :D
Que luta por alguém quando ver que vale a pena !!

Inserida por MarcelaReis

AMIGOS DE NET QUE ATRAVESSAM TELAS.
EU TE AMO MAURI!
16/1/2010

Sabe uma coisa, amada? Eu sei um pouco como você é.
Assim...
Comum igual a tantos e a mim.
Mas a grande diferença está nos sonhos e no coração.
Estes nós nos sabemos bem.
E pergunto: O que sabemos bem?
Quando falamos em bate-papo, msn? Dia algum.
Eu já segui e sumi uns tempos.
Você as vezes some também.
A diferença entre tantos e tantos aqui e na vida real, é o "poder".
As pessoas querem de nós. Exigem demais!
Pedem demais!

E nós? Damos!
E as vezes, por darmos este "demais", somos cobrados a ser o que as vezes não somos. O que as vezes é amor , mas não o nosso momento.
Isso não muda o amor.

Mas não. Eles querem , fofocam, brigam e etc...

E você? Chora e se decepciona.
E eu? O mesmo.

A diferença neguinha, é que somos reais e amor.

Por isso posso te dizer sem medos : EU TE AMO!

Inserida por MarinaPellizzetti

Não são apenas 4 meninos, não é apenas uma banda, é uma família. Cada premio, cada show, cada fã, cada conquista, foi merecimento ! Este é apenas o ínicio de uma careira cheia de surpresas. Podem vaiar, falar mal, xingar, mais não poderão nunca tirar o que é de vocês, seja as conquistas ou os fãs verdadeiros. O tempo vai passar, e nós veremos quem realmente são os fãs de verdade. Eu escolhi ser fã de voces e dessa escolha eu nunca vou abrir mão ♥_♥

“Se isso não é amor, o que mais pode ser ?”

Inserida por juNiicolau

Saudade, quem não tem? Seja de um amigo, um lugar, uma cidade, de alguém que já se foi, da infância, do colo de mãe, do mimo de pai. Saudade, ninguém sabe de onde vem, nem pra onde vai, mas quem a tem, sabe como dói.
Saudade de um passado, de um momento, de um lugar, saudade difícil de explicar. Um sentimento que pode doer ou pode alegrar. Saudade será apenas saudade!
Saudade pra que existe? Seja em momentos bons ou ruins, sempre existirá a saudade para nos fazer lembrar!

Inserida por juNiicolau

Tem pessoas, que entram em nossas vidas por acaso, e nesse meu acaso voces entraram. Entraram de uma forma diferente, uma forma inexplicavel e linda. Eu não acreditava que pessoas como voces, mudariam tanto minha vida. Virou rotina, entrar no twitter e falar com voces, saberem se estão bem, precisando de ajuda, saber simplismente como anda os membros da FAMILIA RESTART !
A cinco meses e alguns dias, eu conheci no twitter pessoas lindas, simpaticas, amigas e acima de tudo que sabem me amar, mesmo com a distacia. Essas pessoas hoje, se tornaram a minha família, aquela família que eu zelo, que eu amo, que eu sei que está comigo pra tudo. Descobri, que ter um Fã Clube, não é só amar e falar de seus ídolos, é também fazer amizades. Amizades que podem durar pra sempre. E em meio a tantas discurssões, tantas brigas a nossa FAMÍLIA está unida sempre. Ajudando, amando, rindo, chorando, brincando, assim é a nossa Família Restart, uma família diferente, que não se importa apenas com a quantidade, se importa com a qualidade do que nós fazemos.
Não sei falar tudo sobre a Família Restart, mais quem sabe , quem participa sabe quem nós somos. Sabe o que nós fazemos pelos meninos, e sabem o que somos capazes de fazer.
EU ESCOLHI ESSA FAMÍLIA, E NUNCA VOU ABANDONA-LA !

Inserida por juNiicolau

Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação.
Porem a única ocorrência que deve acontecer amanha é a que eu vou assinar por ter proferido contra minha 'EDUCADORA' palavras de baixo calão. Uma situação muito desagradável e constrangedora. Devo admitir que estou profundamente angustiado e desesperadamente preocupado com minha avaliação amanha sobre VERBO ¬¬
Daí caro leitor você deve com certeza imaginar: mas verbo? Uma coisa tão fácil, tão cotidiana, todos os dias falamos centenas de verbos sem se quer perceber.

Tudo bem, eu até concordo com essa especulação, porem o meu presente esta confuso, e logo se da a entender que o pretérito perfeito da minha vida esta perdido. E com certeza o amanha vai ser totalmente imperfeito, já que minha professora quer uma nota mais que perfeita, no futuro do presente ou no futuro do pretérito?

De um modo muito subjuntivo eu digo que o presente, pretérito imperfeito e futuro vão se confundir em meus neurônios e o modo imperativo afirmativo não vai funcionar, já que o meu percentual de acertos será no modo imperativo negativo, de uma maneira muito singular.

Isso sem se falar nos verbos que a metade da população não consegue conjugar, aqueles irritantes e... digo verbos anômalos :D

Conclui-se que, verbo na prática é fácil: falar, andar, correr, brigar, cantar, beijar, comer, sorrir. O problema é verbo na teoria: pensar, estudar, escrever, raciocinar, interpretar etc e tals ;)

Inserida por juNiicolau