Carta de Amor Distante

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Ambos os Lados

Há que uma voz ecoe de longe.
Nem palavras, nem sentimentos.
Gritos sem força.
Os braços estão longe, o coração distante.
Nem voz, nem vigor.
Sobra eco, da distancia, num túnel longo e escuro.

Brigas tolas, representações momentâneas.
Barulho em vão e cicatrizes que não curam.
Ficam abertas num traço ferido, de inimizade.

Cavalheiros lutam energicamente pra juntar suas ideias.
Marionetes apenas representam.
Na bagunça de fúria e confusão.
De vários lados, ambos lados, muitos lados.
Que nada realmente representa coisa alguma.

Começos sem fins.
Lutas sem ideais.
Brigas sem intenções.
Idas e vindas sem sentidos.

Gritos que perdem, e pedem a potencia.
Muitos ecos, esparsando-se na distancia.
De inteiros, aos cacos espalhados.

Talvez haja uma cola no meio do eco,
Esquecida no meio do barulho.
Perdida diante o tumulto.
Não enxergada perante a cegues.
Porém essencial para o juízo.
Para o sentido.
Para a união.
O amor.

Inserida por netomontana

Somos tão iguais

Onde há força, há coragem.
Onde há coragem, há luta.
Onde há desejo, há sonho.
Pois somos tão iguais. Somos tão iguais.
Somos tão iguais as paixões são tão iguais.
Onde há vida, há esperança.
Onde há fé, há força.
Onde há amor, há alma.
Pois somos tão iguais.
Somos tão iguais.
Somos tão iguais as paixões são tão iguais.

Inserida por netomontana

Deitados no campo das estações

Não posso esquecer das flores da primavera.
Não posso temer o calor ardente do verão.
Não posso dizer que o inverno nos embalará na coberta da paixão.
São seus suspiros, faz-me voar como a cada pétala ao vento.
São seus sussurros, faz-me tremer como arrepio em fragmentos de gelo.
Não há calor maior, faz-me estar aquecido diante seus braços.
Deitados juntos no campo gramado, esparsos e mudos, em emoções ardentes das quatros estações.

Inserida por netomontana

quero um pouquinho do azul como os mares e os céus,
quero um pouquinho do amarelo do ouro e do sol,
um pouquinho do vermelho das rosas que enfeitam os jardins,
um pouco do verde dos campos de trevos, o laranja dos tijolos das casinhas de barro seco nos vilarejos e o reflexo púrpura das amestistas das cavernas de cristais, quero um pouquinho de cada cor dentro de mim, cores vivas, telúrica, a refracção vibrante do dia-a-dia, um arco-íris.

Inserida por netomontana

Olhar no paraíso

Cada sonho é um delírio.
Cada vontade traz um martírio.
Cada minuto é um suspíro.

Desnudo e imperfeito.
Quando seu corpo por inteiro.
Venerado como monumento.

Se transfere pra areia.
O prazer me incendeia.
Uma vertigem em cadeia.
No apogeu de sua beleza.

Como um lapso de sentido.
Um olhar no paraíso.

Inserida por netomontana

Desacelerado

Tudo acontece tão rápidamente
Os botões são apertados e tudo se transforma
Acordo e parece que passaram dias
Ainda estou ensaiado em cima da cama
Os computadores de casa
Me acordam numa rajadas de beeps
Como um despertador
Em meio um bombardeio de noticias
Acorrenta-me pelas mãos e guia-me nas ruas
Movimentadas cheio de pessoas acorrentadas
Parece uma guerra no qual as pessoas só olham pra baixo
Quando olham o horizonte, não te enxergam, te atropelam
A um palmo a frente
Tomo meu café acorrentado
Almoço acorrentado
Janto acorrentado
Vou dormir, ele carrega ao meu lado
Não consigo mais largá-lo
Por que me tornei um pouco dele
Ele tornou um pouco de mim
Agora somos amigos automáticos
Ele, com suas batidas de beeps
Eu, com meu coração descompassado
Duas máquinas aceleradas
Precisamos nos soltar
Pra enxergar
O entorno
Deixar um pouco de ar entrar
A espontaneidade surgir
A criatividade brotar
O solidariedade fluir
O amor encaixando-se
No seu lugar

Inserida por netomontana

Seus braços são chamas.
Como tochas ardentes.
Sua boca é o sol.
Quando você me beija.
Você me queima por fora.
E me derrete por dentro.
O frio e a solidão da quarentena.
São evaporados imediatamente.
Seus beijos são chamas.
Seu corpo é o verão.
Aquecendo minha alma.
E esquentando meu coração.
Quando estou sem você.
No hay verano sin sus besos.

Inserida por netomontana

⁠⁠Rainha do deserto (versão 2)
Pedras a rodeiam,
desenhando suas asas,
jogada num cinturão de poeira,
o sol drena a água das raízes,
sobre sua cabeça emulando uma coroa.
Calibres de areia se moldam,
sobre as curvas do corpo emulando um vestido.
A encapada flutua nas areias quentes do Saara,
o véu distorce ao vento,
até ladeira abaixo ornamentada.
Guiada por calangos e dromedários,
abutres e carcaças,
levando fé, paixão e garra,
ela é a rainha do deserto,
a cigana flamejante das terras
áridas e quentes,
escultura de areia que resiste as dunas,
a seca, as tempestades e a poeira,
na imensa vastidão desértica.⁠

Inserida por netomontana

⁠⁠Sambando na chuva da noite (versão 3)

Quero estar com você,
enquanto os trovões iluminam o céu,
numa noite de espetáculo de pirotecnia natural,
parecemos dois patos perdidos,
ornamentados pulando entre as poças,
vamos nos jogar na chuva,
molhar nossas cabeças,
esquecer nossas diferenças,
nossas manias,
nossas competições do dia-a-dia,
quero estar com você,
juntando nossas penas cheias de cores e ideais,
nossos dissabores do cotidiano,
nossas desavenças aqui morrem afogadas,
vamos nos jogar na chuva,
e molhar nossa consciência,
batizar nossas idéias,
esquecer nossas bobeiras,
e acender a magia do carnaval,
somos apenas dois palhaços notívagos de luar,
desligados dos barulhos do mundo,
vivendo nosso inquietante samba de romance,
até o sol raiar.⁠

Inserida por netomontana

Não há lugar que possa correr

Se seus olhos penetram a invadir-me,
Tempestades de sentimentos caem sobre mim,
Como choro, regurgitadas,
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me,
Emoções caem inquietas sobre mim,
Como desejos, insopitáveis,
Se seu amor eclode a refugiar-me
Redoma de acalento assenta sobre mim
Como amparo, escudado,
Não há nada que possa fazer,
Não há lugar que possa correr.⁠

Inserida por netomontana

⁠Perfume

Quero sentir aquela única noite,
Com as luzes vibrantes,
Que nos refletiam na parede,
Quero ter a realidade dos sonhos,
Viver o calor real,
Quando os corpos se juntam,
Passaram-se dias,
Correram-se anos,
Nunca mais nos encontramos,
E meus pensamentos voltando,
Como déjà vu de emoções,
Indescritível,
Inesperado,
Intenso,
Guardo naquela rosa,
O aroma da lembrança,
Num vidro blindado,
Um frasco de cheiro,
O perfume cuidado,
Do que restou do romance,
Sua essência,
Que se impregnou em mim.

Inserida por netomontana

⁠Efígie

Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.

Inserida por netomontana

Não te subestimes

Homem q se faz de dramático!
Honra sua vida!
Assim como milhares de pessoas q estão à lutar!
A vida das batalhas!

O coitado q se subestima!
Na autopiedade!
Rastejando-se ao chão!
Com tanto vigor!

Haverá sempre alguém distante!
Esperando alento!
Esfomeado por sentimento!
De q suas habilidades poderão se-lhe importante!

Nada é em vão!
Não é por acaso!
Haverá sempre alguém esperando-lhe doutro lado!

Por seu abraço!
Por sua palavra!
Por alguma atenção se quer!
Não te subestimes!
Não te subestimes!
Pois pra alguém serás sempre importante!

Inserida por netomontana

Que tristeza sinto em meu peito,
É ruim estar insatisfeito,
Quando você enxerga que nada é perfeito,
E seu corpo entra em rejeito.

Há pessoas que te encanta,
No fundo do poço te levanta,
Nos seus braços lhe sustenta,
Fazem da sua vida sua ferramenta,
E quando enjoam,
Desistem à toa.

Ainda quero acreditar,
Em um amor que me faz acordar,
Que de mim faça o seu lar,
E que possamos se somente se amar.

Que tristeza sinto em meu peito,
Quando vejo pessoas de todo jeito,
Que pelos sentimentos do outro não há respeito,
Brincam com eles e tiram proveito.

Que tristeza sinto em meu peito,
Por pessoas sem conceito,
Sujeitos,
Imperfeitos,
Cheios de defeitos.

Se aceitar ser moradia de alguém,
Não deixe que ninguém,
Tire o sossego,
Que vem do seu peito.

E tem que ser recíproco,
Correspondente,
Bilateral,
Mutual,
Retribuído.

Inserida por JorgeLimaLoiola

⁠As vezes as falhas estão comigo,
Não sei,
É uma dúvida constante carregar a culpa de algo que vejo que não é construído somente comigo,
Uma hora, bem menos, estamos bem.
As outras horas, quase sempre estamos em campos de guerra/batalha.
As guerras/batalhas que travamos saímos vivos,
Mas a alma fica desgastada.
E, não está sobrando tempo para cicatrizá-la.
A todo momento um "Adeus",
E esse "Adeus", aos poucos nos distancia.
E,
Não sei como ficarei depois,
Não sei como viverei depois,
Não sei como sobreviverei depois,
Não sei como serão minhas noites,
Não sei como serão meus dias,
Não sei como será a vida,
Não sei como será lidar com a saudade,
Não sei, não sei de nada.
Sei que irá passar,
Mas sei que, talvez não seria o que desejaria para o hoje..

Inserida por JorgeLimaLoiola

ESQUINAS

Olhos de gato, mãos de fada, sonhos de mulher.
Ela caminha sozinha a espera de um futuro qualquer.
Qualquer dia, qualquer encontro, qualquer beijo. Aquele beijo.

Na rua, as gotas de chuva caem silenciosas e solitárias. E ela segue seu caminho, paciente, única, a espera.

A espera de olhos como os seus, olhos de gato, fulminantes, e a mão de um anjo com sonhos de homem, não qualquer homem, nem um para qualquer encontro. Aquele homem, aquele beijo.

E ele segue seu caminho, paciente, único, a espera. As gotas de chuva caem silenciosas e solitárias sobre ele também. Na mesma cidade, mesma realidade, mesmo desejo.

Na outra esquina.

Inserida por Haydensophie

⁠"Certa vez, iniciei a criação de uma lagarta. Oferecia-lhe folhas e cativava cada momento. Cuidei dela da melhor forma possível. No início, ela parecia interessada apenas em se alimentar, mas, com o tempo, começou a apreciar minha companhia, a ficar ao meu lado, a ouvir minhas conversas despretensiosas. Ela me compreendia como ninguém. Até que chegou o momento em que precisou se afastar para tecer seu casulo. Compreendi que era o seu destino. Desde então, passei a admirá-la à distância. Quando finalmente emergiu, pousou em meu dedo antes de partir.
Em alguns momentos, vejo aquela linda borboleta. Ela me olha de volta e eu reflito: se ela não tivesse partido, se ainda estivesse aqui, talvez não tivesse asas e não fosse tão feliz quanto desejo. A maior prova de amor é, muitas vezes, deixar ir; é guardar os bons momentos e rezar para que ela sempre voe alto."

Inserida por danyllo_formiga

Alma em Solidão

Na solidão, me refugio em um abraço macio,
Um vício reconfortante, mas vazio.
Almejo um sorriso que aqueça meu ser,
Um beijo de bom dia para florescer.

Um "eu te amo" sussurrado ao anoitecer,
Um ombro amigo para as lágrimas verter.
Compartilhar alegrias, tristezas e sonhos,
Com alguém que me complete, sem tronos.

Quem recusa esse amor, se priva de viver,
De sentir a chama do afeto arder.
Ignora o que é amar, sonhar e vibrar,
Em um dueto de almas que se vão encantar.

Solidão, adeus! Pois chegou a hora
De abrir meu coração para a aurora.
Buscar um amor que me faça transbordar,
E nesse encontro, a vida celebrar.

Inserida por danyllo_formiga

⁠Abraçar a sua sombra é parar de fugir do espelho. É olhar pra dentro e dizer “eu sei o que você fez" “e mesmo assim, ainda te amo” “porque você é tudo o que me sobrou e tudo o que me trouxe até aqui.”
Ninguém é inteiro sem seus pedaços escuros.
Ninguém é forte sem suas quedas.
Ninguém é livre sem primeiro encarar o cárcere da própria mente.

Inserida por ekoelho

⁠A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.

Inserida por ekoelho