Carta a um Amigo Especial

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Chega um momento que eu vejo design em tudo que me rodeia, pois diante de mim, tudo tem forma e função. É daí que eu reflito que o design pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. Então, não consigo entender o design com uma simples busca da forma e função, e sim, a busca de criar sensações e experiências únicas através de projetos ou processos baseados numa metodologia definida ou no próprio acaso.

A grande maioria das pessoas já estão tão acostumadas a “robotização social” de um sistema capitalista a qual se encontram, que se tornou comum o uso de agressividade gratuita como arma para alimentar sua sensação de superioridade. Estão sempre buscando o sentido da vida do lado de fora, seja no autoritarismo ou no materialismo, como se essas coisas fossem sinônimos de força e poder que viessem a oferecer-lhes certa liberdade, e acabam por cair na própria armadilha.

A Alícia merecia mesmo que eu a tratasse de um jeito melhor. Não era culpa dela se ela tava a fim de um escroto feito eu, e o mínimo que eu podia fazer era trata-la bem. Não entrava na minha cabeça como uma guria que há pouco tempo nem falava comigo já tinha chorado por mim duas vezes. E nós nem nunca ficamos. Engraçado que a Alícia é toda espertinha, até bate nos caras em festa se for preciso, responde de um jeito atravessado, e tal, mas chora quando o assunto sou eu. Acho que a gente tava na mesma. No meu caso, sempre tenho resposta pra tudo, e tenho noção que desbanco quem eu quiser com as palavras, mas ficava sem fala do lado dela às vezes.

Se minha vida fosse um filme, depois da formatura os créditos subiriam na tela. Era mesmo um futuro bem incerto, mas eu não tava a fim de pensar naquilo. Uma das poucas coisas que ouvi meu pai dizer foi que a nossa geração nunca pensa muito longe, só na semana que vem, no amanhã, na festa do sábado. Talvez ele estivesse certo, mas quem se importa?

Fred: Escolha viver, escolha um emprego. Escolha uma carreira, uma família. Escolha uma televisão enorme, lavadoras, carros, CD players e abridores de latas elétricos… Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar na vida domingo de manhã.

Os seus erros não são falhas, mas sim educadores para o seu futuro. Deus sempre providencia um lugar para novos começos. Faça todas as coisas que Deus deseja que você faça e seja o que Deus deseja que você seja! O preço já foi pago. A unção que despedaça o jugo já foi derramada. Aja! Vença a estagnação! Deus tem o melhor pra você!

A ditadura dos militares acabou? Não! Ela apenas mudou de forma. Se na dos militares foi imposto um AI5 para que as mentes esclarecidas não abrissem os olhos dos cegos concidadãos, na ditadura petista, foi criado um protetor da ignorância dos cidadãos mais carentes que os torna surdos às ideias daqueles que enxergam e desejam que todos vêem. A esse protetor da ignorância dá-se o nome de Bolsa-Família. Dessa forma, o pensamento é livre, mas para o que interessa, não há ouvinte. Talvez haja necessidade de se criar uma forma de comunicação que fale ao estômago e não ao cérebro... Enquanto isso a ditadura continua com escândalos e tudo mais que lhe é inerente.

Vago, divago enquanto penso no afago que um dia era comum, rosto enrubesce e um sorriso floresce acendendo no rubor o sorriso maroto trazendo o ontem garoto, a aflorar. O tempo parece parar, olhos fitam o vazio procurando os acertos pois, somente erros parecem brotar. Discuto comigo a melhor maneira de te demonstrar que sou um "ente" procurando de alguma forma em meu "eu" uma maneira de dizer que ainda sou teu.......

Devemos observar a natureza e fluir como um rio que se desvia de obstáculos, muda seu curso mas sempre segue seu caminho porque tem um objetivo maior: o grande mar. O grande mar da nossa vida está à nossa espera, mas se ficarmos empoçados em algum obstáculo ao invés de contorná-lo, nunca chegaremos a lugar algum.

Sei que posso está pedindo demais, mas, gostaria de um amor verdadeiro, o qual a magia nunca se acaba, a verdade nunca desanda, e permanece do lado para todo sempre. E assim como um grande pensador, gostaria de conjugar esse amor no verbo infinito. Viver romances embaixo de cobertas, tomar café quando as belas tardes do dia convidar, e embebedar-se com o vinho em noites que sua companhia afim de me esquentar. Gostaria de dizer o quanto sou feliz por tê-la do lado, e com ondas sonoras sutis aos pés de seu ouvido, dizer carinhos e palavras de amor com a força de quem ama, de quem por ti um coração bate. A única coisa que peço, é que seja você, a pessoa que me faça subir pelas paredes, que me encante com teu amor, que me faça ser teu homem, o teu amor, o verdadeiro amor.

As pessoas tem o dom de acreditar que são vitimas de situações ruins, e quando um plano foge do planejado, sempre procuram uma justificativa que faça com que não se culpem pelo que deu errado... Todos podem abrir os olhos ao invés de se arrastarem pela vida tentando se esquivar de todas as suas culpas...!

Quando buscamos avaliar um produto, uma amizade ou mesmo um amor, temos por costume avaliar a aparência, mas esquecemos de ver a essência. Nem sempre aquilo que se apresenta está no nível esperado. Portanto não devemos ir com muita sede ao pote, o cuidado é mais prudente nestes casos. Saiba que uma fruta ruim tende a tornar ruim todo o cesto de frutas. Às más companhias ou o falso amor podem complicar muito aquilo que poderia ser de fácil compreensão. Mas o comodismo que tende a nos envolver faz com que façamos as piores escolhas, e no final nós é que vamos sofrer por aceitar as péssimas opções oferecidas. Deveríamos ter pensado um pouquinho mais, você não acha?

Eu te amo de um jeito meio torto, de um jeito errado e de um jeito certo. Eu te amo de um jeito egoísta, ciumento. Eu te amo com raiva, feliz e triste. Eu te amo nos dias de sol e nos dias de maior tempestade. Eu te amo há todo e qualquer momento. Te amo com toda a minha fé e coração. Eu te amo sem saber como explicar. Eu te amo de todas as formas e possibilidades. Eu te amo com esse meu jeito imperfeito de amar. Eu te amo por quais quer que sejam os motivos. Eu simplesmente te amo, com a forma mais bonita de amor.

Inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma coisa única. Imagina tu, leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos Impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da Terra tinha assim uma intensidade que lhe não podiam dar nem a imaginação nem a ciência, porque a ciência é mais lenta e a imaginação mais vaga, enquanto que o que eu ali via era a condensação viva de todos os tempos. Para descrevê-la seria preciso fixar o relâmpago. Os séculos desfilavam num turbilhão, e, não obstante, porque os olhos do delírio são outros, eu via tudo o que passava diante de mim,— flagelos e delícias, — desde essa coisa que se chama glória até essa outra que se chama miséria, e via o amor multiplicando a miséria, e via a miséria agravando a debilidade. Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelado e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, — nada menos que a quimera da felicidade, — ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão.

Machado de Assis

Nota: Trecho de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), Capítulo VII

Vai ser em uma chuva passageira, em um dia de terça-feira. A mudança de tempo, vai te castigar. Quando vir fortes ventos, seu amor-próprio vai voar. Vai tocar uma música romântica, fazendo você cair em lágrimas na cama. Vai fazer bastante frio, é aí que a temperatura da saudade sobe a mil. Quando passar cenas românticas na televisão, você vai sentir um grande aperto no seu coração. Quando olhar pra janela embaçada, vai sentir claramente minha falta. E quando sua ficha cair... Vai perceber que, me levantei e fui embora ser feliz. ''Caminhando mais pra frente, você vai correr atrás.''

Tem momentos que estamos bem confusos. Parece que nosso cérebro está com menos um parafuso. Nós ficamos totalmente indecisos, sem certezas. Começa uma guerra da emoção e razão, dentro das nossas cabeças. Ficamos sem saber o que escolher, se seguramos ou soltamos. A indecisão fica clara em se ver, mesmo querendo escurecer por debaixo dos panos. Sem saber pra onde ir, pra onde vai... Sem se decidir, se quer menos ou mais. Seja em uma roupa pra vestir, relacionamento, cursos, enfim. Tudo fica bastante confuso! ''É uma confusão, onde se igualam o sim e o não.''

Um amor verdadeiro não se abate com brigas, mesmo com desentendimentos e algumas intrigas. Não existe mágoa nem rancor, esse amor do qual falo, é inimigo da dor. Nele estão contidos os mais puros sentimentos, sua construção não começa por fora, e sim por dentro. Tem como aliados o respeito e a importante confiança, como companheira do tempo, a eterna esperança. Está sempre presente onde há entendimento, como fruto de todas as nossas palavras, nossos atos, nossa ação. O verdadeiro amor nasce e cresce a partir do coração. Falo de um sentimento raro, de raça...''Um amor a prova d'mágoa.''

Coloquei meu fone de ouvido e dei play em um mundo só meu. Me balançando em uma rede barulhenta num tedioso domingo, o tempo se passou e o dia anoiteceu. Ouvindo letras sonoras, as verdades batiam em minha porta. O coração escuta com toda atenção; alguns momentos que ando vivendo em forma de canção. Meu olhos se fecham, enxergo em minha frente um espelho negro. Meu corpo fica em pausa, meu rosto não sabe se sorri ou transborda lágrimas. O passado em alguns segundos volta, meu presente fica parado por algumas horas. Meus pés entram em sintonia, minha voz grita, o coração acompanha no ritmo da batida. ''Uma droga chamada música, as vezes fere ou as vezes, cura.''

Fala um pouco em meu ouvido que sentiu saudades de mim. Abre um pouco desse teu sorriso que parece um branco sem fim. Encara um pouco meus olhos, me fala como foi seu dia. Dá aquelas gargalhadas que eu gosto, deixando minha tristeza vazia. Olha pra mim, sei lá, fala qualquer coisa! Mesmo no inicio da conversa ou no fim, fico hipnotizado por sua boca. Me dá um pouco de amor, um barquinho de segurança. Me diz, por favor, que aos poucos o nosso a-mar se avança. ''Por pouco que seja, seja o pouco que preencha.''

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.