Carta a um Amigo Especial
Victoria
não é apenas um nome que carrega
a ideia de vitória, é um símbolo que atravessa
o tempo, uma força que não envelhece
um eco que resiste aos séculos
e seu nome não passa, ele permanece e seus exemplos não morrem, se multiplicam.
Victoria é referência para quem ainda acredita que ser moral, leal e digno não é fraqueza, mas coragem.
É o tipo de nome que não se pronuncia apenas com a boca, se respeita com a vida.
Deus e o Diabo armaram um plano
Disseram que eu ia ter que ajudar
E depois
Se eu ajudar Deus perco meu dinheiro
Se eu ajudar o Diabo, perco minha alma
Daí ajudei Deus
E o Diabo matou minha alma
E Deus tirou meu dinheiro
Então pensei
Estou livre!
Pois sem alma e sem dinheiro
Ninguém pode me tirar mais nada.
Eis que aqui me apresento
Apenas mais um guerreiro da Luz
Tentando alterar o destino.
Nas poesias deixadas, a história de minha
batalha.
Para quem for ler, atenção!
Hoje somos poucos,
e palavras e imagens
Confundem.
Como diria o programa:
Acredite em quem quiser
Mas lembre, como disse,
Somos poucos.
E obrigada por assistir
O meu Show!
Amor de verão
Um amor de verão
Começa nesta estação
Não termina no outono
Mesmo com o abandono
Vive na saudade no inverno
Quando a distância aumenta
É algo um tanto incerto
Daqueles que não se inventa
Na primavera há a esperança
De voltar a ser como era
É difícil de aceitar e ver
Mas aos poucos se supera
Um amor de verão
Sempre será de verão
Um outro tipo de amor
Que cabe aqui no coração.
Um dia que nunca chega
Restos do amor traído ainda machucam por dentro
Vestígios do que sobrou do pecado mais original
Percorra um caminho e siga em frente, disse-me
Para errar novamente, tudo é exatamente igual
Não caio mais nessa conversa de dias melhores
Cansei de esperar por um dia que nunca chega
Temos apenas o presente e a hora certa é agora
Tentando acertar, na maioria das vezes se chora
Nas situações ímpares da vida, dá-se um contorno
Com serenidade e sintonia neste clima tão morno
A chama da vitória ainda está acesa, é preciso crer
Mas nem sempre a intuição induz ao certo escolher
Desistir não é opção para as almas elevadas ao céu
Cai-se mil vezes e levanta-se o dobro se for preciso
Andando pela escuridão, à noite, pensamento longe
É possível endoidar ainda que repleto de puro juízo!?
Velhos gibis
Quanto os gibis me entretinham? Demais!
Histórias de um mundo distante do real
A realidade confundindo-se à fantasia
Toda história inevitavelmente tem final
Seu nome, inesquecível, remete aos meus gibis
Aqueles quadrinhos infantis, um tanto cômicos
Tanto quanto foste infantil, sem o meu aval
Sua turma é toda fria, como você, é natural
Os velhos gibis alimentam a minha fogueira
Criada por eles mesmos, ingratos que foram
Nem ao menos deram "adeus", então que morram!
Enganaram-me por meses, foram uma besteira
Hoje são apenas restos que o lixo renegou
Que decepção, então, a quem muito os amou.
Lágrimas do português
Natural de Portugal, na mesa de um restaurante
Está o velho homem apreciando o vinho do Porto
Enquanto no fundo se sente um tanto morto
Ao fitar os olhos de sua sedutora amante
Filhos e esposa em casa, dura lembrança
Mais um sentimento que ele jogou fora
Não restando nem mesmo alguma esperança
De consertar o que é o seu presente agora
As lágrimas que o português então derrama
Todas tão frias, desaparecem ao anoitecer
Sua vida é o seu próprio pesadelo, veja
O sujeito não dorme, mal consegue comer
Apenas mais uma dose e outras tantas
Que amenizam a sua vergonha moral
Vendeu sua alma por um preço medíocre
Foi presenteado com o prazer infernal
As lágrimas do português, de crocodilo
Não comovem mais os seus semelhantes
Longe de casa, dos amigos e de si mesmo
Encontra fôlego na companhia da amante.
Estrela da manhã
Um astro raro presente no céu
Cobrindo a todos com o seu véu
Espalhando paz, amor, emoção
Carinho, ternura e uma paixão
É a estrela que brilha no ar
Toda tão linda, de se suspirar
Quando a vejo, de novo acredito
Ela é o motivo pelo qual existo
Viajando sem ter passagem
Voa tão alto, parece miragem
Volta cedo para me consolar
É tão misteriosa como o mar
Estrela da manhã, te quero!
A tua autenticidade, espero!
Continue sendo... a única
Inspiração da minha música.
Misticismo
Um minuto de conexão
Cem anos sem explicação
Silêncio contido, disperso
Paz no sentido reverso
O que contém a letra M?
O que há por trás dela?
Misticismo e tudo treme
Na contínua passarela
Opções em transposição
No infindável rumo
Quatro ou um milhão
Eu encontro ou sumo!
Por que existe alfabeto?
Só enxergo uma agora
Sob outros olhos, perto
Distante, indo embora
Semelhança que atrai
Diferença que apedreja
Esperança que se vai
Coração que esbraveja.
Lance fortuito
Estar só em um ônibus lotado
Deveras incerto o destino certo
Música alta em um carro parado
Na rua, residência dos sem-teto
Têm dias que passam depressa
Já outros parecem não passar
Paz e guerra na mesma remessa
Assim fica difícil continuar
Se a cada chuva houvesse a certeza
Que Deus está sempre a chorar
A estupidez humana seria clareza
É claro que todos iriam enxergar
Metáforas que representam muito
Gírias e a linguagem informal
É necessário um lance fortuito
O ontem nem sempre é igual.
Somos o futuro
Mais uma noite acaba
Mas não acaba o sentir
Um sentido quase raro
A novidade está por vir
Todo dia é um novo ar
Alguma coisa pra respirar
Estando nessa plenitude
Na eminência de atitude
É claro que haverá então
Outra paisagem lá fora
Somos o futuro, irmão
Quer mesmo dar o fora?
Opto por prosseguir aqui
Um tanto longe de mim
Ainda refletindo comigo
Motivado, mesmo sem ti.
Caiu a ficha
Eu saí com ela depois de um tempo sem nos vermos. Conversamos, rimos, concordamos em muitas coisas e discordamos em outras. Ficamos horas nesta apreciação pura e mútua de um momento, até que chegou o instante em que ela teve que partir. Na ordem cronológica dos fatos, era só mais um lance a passar desapercebido pela maioria, mas o vazio que senti ao seu adeus foi bem perceptível para mim. Então, caiu a ficha: eu estava gostando dela.
Lembrança (até mais)
Ela tinha um jeito delicado de ser
Eu sabia que não me pertenceria
Mas não sabia que tão cedo iria
Me deixar, assim, bem disperso...
A cada lembrança, pingo de chuva
A cada lágrima, que cai como luva
Eu me perco no mesmo pensamento
Que sempre é o do nosso momento
Seria fácil se não tivesse sido nada
Eu sonhei e fiz tudo aquilo por mim
Por nós... foi um beijo e todo o fim
Cada um, então, seguiu sua estrada
No fundo, sei que nos encontraremos
Só a distância insistiu em nos separar
Nada durou pra sempre e nem durará
Quando nos vermos, que reação terá?
Eu quero olhar aqueles olhos mágicos
Desfrutar de novo do sorriso demais
Nessa história, não há nada de trágico
Ela também lembra. Eu sei. Até mais.
Trinta e um
Mais um mês acaba
Em trinta e um dias
E menos um mês
Que acaba em trinta
O que aconteceu?
O que não aconteceu?
Não importa, já passou
Um outro mês chegou
Conforto ou desespero
Depende do que se foi
Imersos no dia de amanhã
Enquanto o sol se põe
Confiamos no dia primeiro
E, às vezes, não em nós
Grande coisa o calendário
Virão ainda novos sóis
Não é a data que altera
Nem o mundo que muda
A mudança vem de dentro
Terráqueo, não se iluda!
A estrangeira
Estrangeira vinda de um lugar qualquer
Hoje eu preciso conhecer o teu jardim
Essa beleza que trazes junto ao peito
É um delírio total para mim, sem fim
Me contaram que és muito solitária
E que tu és repreendida pelos pais
Tua banda favorita não é do Brasil
E que preferes pintar com o azul anil
Me contaram que tu não lês poesia
E que trocas o romance pelo terror
Talvez quem disse seja uma inimiga
Que ainda não percebeu o teu valor
E eu lhe conto: que incrível o efeito
Do vento que antes passou por mim
Associei às conquistas adolescentes
Quando, de repente, pensei em ti
Demonstras em gestos carinhosos
Que, de fria, não tens quase nada
Desejaria se, realmente, fria fosses
Que a minha vida fosse congelada.
Saindo por sair
Marca meia-noite no relógio de um integrante
Do bar da Cidade Alta, local nada adequado
É irônico que a chuva apareça só no sábado
Após toda a semana com um clima radiante
O caminho que eu faço para voltar para casa
Nunca pareceu tão longo, tenso e perigoso
Ainda que mude a rota, dificilmente escondo
O quanto essa indefinição deixa-me nervoso
Saindo por sair, eu lhe visto em outras almas
Torcendo para que alguém toque no seu nome
Entendo que há meses mantemos toda a calma
No papel, visto que anseio que tu me chames!
Se eu consigo chegar, enfim, às seis da manhã
E visualizo a mensagem que deixaste para mim
Visivelmente emocionado, posso deitar em paz
Nós dois, um mais um, tem tudo para ser assim.
Cair noturno
Enquanto digito no meu teclado
Imaginando quaisquer pecados
Que um padre, por aí, perdoou
Estou certo de que ele já amou
Afinal a humanidade é uma só
Bem como cada ser é individual
Todos erramos e até repetimos
Fugindo de um lado intelectual
Aparências caem no cair noturno
Cada um demonstra o que ele é
A essência convive com o existir
Conheçamos ou não um Maomé
Ignorando os credos, seguimos
Com a força da bênção interior
A realidade nem sempre é dura
Basta uma reflexão a todo vapor
Olho a mim mesmo, me conheço
Todavia perco-me em pleno ar
Conspirando sobre o outro lado
Como um marinheiro sem mar
Não queremos dedos apontados
Precisamos de abraços de perdão
Somos sempre jovens insensatos
Apenas romancistas sem religião.
Platonismo
Se fosse ela que estivesse lá
Ele não seria mais ele mesmo
Talvez fosse um cara melhor
Entretanto com outra cara
De revolucionário a conservador
...vejam o que causa o amor...
Ora tagarela, outrora quieto
Moço apaixonado e desequilibrado
O que se procura não se acha
Não quando se está procurando!
É de repente e é também irônico
Que ninguém molde o seu enfim
Com um passo fora da marcha
Tem quem continue esperando!
À beira de um colapso platônico
Sem colher a sua flor no jardim.
Insubstituível
Nunca alguém poderá substituí-la
Visto que cada um de nós é único
Quem não conhece a história faz
Sempre os insuportáveis discursos
Enquanto padeço pensando nela
Chega um rapaz e diz-me de tudo
Fala, fala e não chega à conclusão
Só me resta que permaneça mudo
Pois ele diz que eu posso superar
Seguir vivendo, como todos falam
E eu ainda sonho com o rosto dela
Sonho do tipo em que todos calam
Vai ver atravesso uma fase ruim
A donzela da mente se apoderou
Ouço sua voz suave me chamando
Esqueço por ora se sou ou estou
Será que sou um devoto da utopia?
Será que a dama me cumprimentará?
Deito na cama e penso até dormir
A minha única certeza: ela estará.
Desentendimento com o entretenimento
A audiência de um reality show me espanta
Afinal, tantas pessoas perdem horas e horas
Cuidando o que desconhecidos irão fazer
Ou na expectativa do próximo a ir embora
Anônimos viram estrelas da noite pro dia
Basta apenas que eles apareçam na telinha
Como se o público inventasse seus heróis
Deixando a grande mídia em maus lençóis
Linguajar e atitudes, por vezes, são vulgares
Os espectadores, todavia, são manipuláveis
O "pão e circo" já foi adotado na Antiga Roma
Entretenimento vazio faz no cérebro um coma
Quem produz um programa de TV é esperto
Sabe que cultura dá menos ibope que burrice
A mente humana é repleta destas esquisitices
Que tornaram o conhecimento um raro objeto.
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