Carta a um Amigo Especial

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⁠Continue a viver!
Não se desespere, nem esmoreça.
Lembre-se: sempre há um novo amanhã, sempre há um sublime sorriso, sempre há uma nova esperança.

Siga! A vida o chama!
Não deixe que suas mágoas e decepções o dominem. Vamos! Caminhe!
Esforce-se para subir e elevar-se! Não chore — sorria para a vida: ela é sua, é minha, é de todos que dela participam.

Ouça!
Quem, na vida, nunca teve uma queda, um fracasso, uma decepção, uma desilusão, um doloroso desengano?
Quem, na vida, nunca chorou, nunca amou, nunca sofreu, nunca sentiu uma grande dor?
Quem, na vida, nunca derramou uma lágrima sentida — amorosa ou cruel?
Quem, na vida, nunca precisou de uma mão amiga?

Vamos!
Siga as eternas apresentações do grande espetáculo da Humanidade.
E compreenda agora, ouvindo-me:

“A vida é uma longa e misteriosa estrada, sem desvios e sem fim. É necessário percorrê-la — seja como um farrapo vencido ou como um ser vencedor.”

Inserida por AlexsandraZulpo

⁠Não é só um cão na rua,
É a dor que ninguém vê.
É a fome disfarçada
Na espera por um porquê.

Não é só um latido solto,
É um pedido contido no ar.
É o grito de quem um dia teve dono
E hoje só tem o caminhar.

Não é sobre raça, nem porte,
É sobre omissão e descaso.
É sobre quem fecha os olhos
Enquanto outro limpa o estrago.

Se alimenta, cuida. Se cuida, assume.
Não é bondade largar depois.
A rua não ensina carinho,
Só ensina a fugir dos “heróis”.

Ter um animal é promessa
De presença, cuidado e ação.
Se não for pra ser abrigo,
Não alimente a ilusão.

Inserida por AlexsandraZulpo

Cuidar é compromisso, não conveniência

Ter um animal vai além de alimentar e dar carinho.
É compromisso, é presença, é responsabilidade diária.
Não podemos tratar a guarda de um animal como algo descartável.
Eles não entendem desculpas.
Sentem ausência, abandono e fome.
E quando estão soltos na rua, é a omissão humana que grita — não a deles.⁠

Inserida por AlexsandraZulpo

⁠O silêncio também abandona

Toda vez que vemos um animal abandonado e fingimos que não vimos,
mais uma camada de frieza cobre o mundo.
Silenciar diante da negligência não é neutralidade —
é deixar que o problema cresça.
Às vezes, não podemos fazer tudo,
mas sempre podemos fazer alguma coisa.

Inserida por AlexsandraZulpo

Dia Nublado

C⁠hove em mim
um rio
invertido,
de um dia cansado
com pouco brilho.
Um dia daqueles...
Nublado,
o mar sem cor,
cinza de descanso.
Folhas empurradas
no abismo do silêncio.
Mas, o agora
que foi ontem,
me diz que será o amanhã
será(?) depois.

A cada instante
estou a cada
passo
do dia,
que em mim
se foi...
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Às Vezes

Às⁠ vezes subo até a superfice das palavras
Para respirar um gesto vago
De um silêncio sobre a pausa.

Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma humanidade
Que cala...

Às vezes colho o dia em minhas mãos
Para sentir o perfume
De Deus.

Às vezes fico numa melodia solitária
Para deixar a solidão do mundo
Ecoar o deserto...
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Cabeça Erguida

Um silêncio absoluto
Se fez em lágrimas
Lágrimas
Lágrimas
Uma raiz se soltou deixando um vazio
Numa ressonância
Profunda em minha alma.
Mãe, você se foi
O seu corpo,
A sua voz,
Mas não a sua essência,
A sua história,
A sua alma
Sempre presente;
Um gesto protetor a todos
Uma fonte de alimento
No acolher,
Sarar as feridas
Uma palavra
Um incentivo
Uma força imperativa
De empurrar para frente
"Cabeça erguida"
- Assim dizia a quem consolava...
Mesmo que o dia pareça sem sol com a sua ida,
Olharei o horizonte,
Sentirei a sua presença
O seu perfume
E escutarei o seu chamado:
"Cabeça erguida"...
(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)









Inserida por SuzeteBrainer

O Som do meu Violino

Marcas⁠ petrificadas
que evocam fantasmas
de um tempo perdido
(enterrado),
que anuncia a música da renovação.
Assim, toco a minha música
sem a tal mágoa;
transfigurada ao som do meu violino
libertador e divino.
Sim, a música silencia as dores
recolhidas nas asas feridas,
e cada nota sublime
harmoniza o impulso para o voo.
Fico ao Som do Meu Violino.
Ao som do meu violino fico
E a melodia é de paz.
Fico no silêncio profundo
vestido de mim.
Às vezes silencio diante do mundo,
Às vezes silencio diante das pessoas.
Há uma quietude que não me perturba,
há uma solidão que me cabe;
uma caminhada bem longe de mim,
um perto que só eu conheço.
E fico ao som do meu violino...
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

Que tal gentileza?

Viver a leveza
dos movimentos a um toque,
o encontro do olhar sem esperas,
a escuta com alma,
e a paciência de saber ser paciente
num mundo com pressa
compressão
explosão
ainda assim,
resta a suavidade
de uma nova resposta:
a Gentileza...


Inserida por SuzeteBrainer

Meu Canto Profundo

O meu canto profundo
Canta um mundo
Quase perfeito,
Quase silencioso;
Um ciclo num ritmo melodioso,
Às vezes alegre,
Às vezes triste;
No sim,
No não,
Na construção
Fora do padrão,
Longe da mesmice;
Muito perto de mim,
Num ponto,
No centro,
Quase invisível,
Quase Infinito.

Inserida por SuzeteBrainer

Acredite! Que a vida tem um sentido.
Acredite! Que o nascimento não foi em vão.
Acredite! Que a história vai mudar.
Acredite! Que o homem vai melhorar.
Acredite! Que a loucura foi Deus quem criou para confundir os sábios.
Acredite! Que a vida só acaba quando tudo está feito.
Acredite! Que o dia só começa quando você acorda e respira mais fundo para vencer.
Acredite! Que a noite só inicia-se quando você continua sonhando com um novo dia.

Inserida por fillipesantiagopsi

Você só percebe o significado da vida “depois que para um pouco de viver”, viver o orgulho de ter alcançado o que ostentou, viver a correria pra no final dizer que tinha que acontecer. Então, pare e pense?
Pense em quantas pessoas você já viu sofrer? E quantas vezes teve a capacidade de ajudar sem preconceitos, sem nojo, sem má índole. Sem avareza... Pobre homem que somos!Vivemos, mas na verdade vegetamos. A vida pra muitos não passa de uma alegria supérflua.
A sua vida não pode ser controlada por dogmáticas criadas com o passar do tempo, a sua vida deve ser controlada com amor estabelecido numa cruz, pois só o amor arranca os dogmas. Faça Alguém feliz e talvez terás razão para viver.

Inserida por fillipesantiagopsi

Uma vez perguntaram a um mentiroso: "Qual a maior mentira que você já contou?"
E o mentiroso respondeu - a verdade. -

- Como podes dizer isso com tanta certeza? Não faz sentido! -

- Não faz? Está me perguntando qual foi minha maior mentira, agora você não acredita em mim e estou contando a verdade. Quando se é um bom mentiroso, não faz diferença ser verdade ou não...ninguém vai acreditar em você. -

Inserida por marcos_morningstar

⁠Coração de Terra Santa

No campo manso e calado,
repousa um coração,
cercado por velha cerca,
feita de negação.

Dentro, um lago dorme em paz,
flores nascem sem rumor,
árvores falam com o vento
segredos do interior.

Fora, olhares se acumulam,
pedem passo, mas não vão,
pois ali diz o aviso:
“Proibido, irmão, entrar não”.

É terra que ninguém pisa,
nem por amor, nem por dor.
O peito guarda o que é só seu,
semente, sonho e ardor.

Quem vê de fora não sabe,
o que pulsa sem mostrar,
coração é chão sagrado —
só o dono pode pisar.

Inserida por NeiaCastro

⁠"Quando olhamos diante de um espelho e observamos o que reflete subjetivamente a nossa ilustração real ou virtual da reflexão.
A não ser a auto percepção que você tem de si mesma. Nada mais que uma série de assimilações, pensamentos e sentimentos que definem o comportamento de uma pessoa: 𝘼 𝙖𝙪𝙩𝙤𝙚𝙨𝙩𝙞𝙢𝙖."

Inserida por robertogbichara

FABIAN

Desenhe um cara sem face,
Desenhe um cara sem rosto,
Desenhe um cara sem voz,
Desenhe um cara que não pode ouvir...
Desenhe o mar,
Multiplique por dez...
Isso é a metade da metade
Da minha saudade,
Desenhe uma mentira,
Esta é a minha verdade...

Olhe os morcegos, feche as vidraças...
Desenhe uma pipa, o Zeppelin
Uma dúzia de vassouras turbinadas...
Estou do outro lado da parede
Cantando parabéns pra você...

Inserida por tadeumemoria

ETERNIDADE

Um vale assombrado ou um pântano tenebroso
Abrigar-nos-á para purgarmos
Por toda a insensatez e luxúria...
Mendigos e flagelados ouviremos Coubain ou Janis Joplin
Blasfemando melodicamente contra o amor...
Teremos uma vizinha que pensa que já morreu
Que não fala, nem ouve, porque teme
Ter a certeza disso por outro alguém
Revoada de corvos na tarde
como um mal presságio
E, à madrugada, relâmpagos e trovões
numa tempestade apocalípticas...
Na vereda que conduz a caverna dos enforcados
Uma ou outra cruz demarcando
aqueles que não souberam lutar pela paixão
Mas também veremos árvores com corações
E declarações de amor sem fim
Alguns poemas que jamais entenderemos
Porque a eternidade é obscura e fria

Mas quando eu conseguir entender
Quando ela chega com meia dúzia de estrelas no bolso,
A ansiedade no olhar, corada e arfando: ‘’quanto tempo!’’
Na minha mente eclipsada de confusões
Um raio de luz entrará furtivo
E uma manhã ensolarada expulsará do vale
Todos os fantasmas e habitará o pântano
Então eu direi sem me preocupar
Como as palavras podem ser simples e banais:
“Eu também...”

Inserida por tadeumemoria

CLAREANA

Um dia toda a tristeza vai cair como a chuva,
E toda a dor chorada vai sumir no esgoto,
E a solidão chegará como alívio
Abrindo portas e vidraças
Clareando e esclarecendo que esse mundo é teu...

Esses medos, um dia serão só segredos de um passado remoto,
Teus olhos brilharão mais que Vênus...
Mais que a rua quando passas na manhã ensolarada de verão,
Então o desejo guardado em teus lábios,
Beijará por paixão e amor
E o que foi dor será esquecimento...
E o pardal vai virar beija-flor...

Inserida por tadeumemoria

INCISÃO
Há uma neblina ou uma brisa...
Um apito, um latido, um miado...
madrugada e nenhum silêncio é completo.
Ela dorme como um anjo,
ele repousa como um guerreiro
E pela vidraça, a tênue luz das estrelas
Que cintilam como um aceno.
Não tente entender tanto terror,
Ninguém morre sorrindo...
Foi uma bela incisão...
Falta um dedo, uma perna, um braço,
Mas a partir de então,
o silencio é completo...
Não tem nenhum cadáver debaixo da cama...
Perdoe os fracos... perdoe palavras tão vagas,
Estrofes estrábicas
multiplicando o sentido,
o soneto tentando palavras exatas,
quando tudo o que queremos
É o sono tranqüilo dos anjos,
é o repouso do guerreiro
Sem essa sensação de que,
está faltando alguma coisa...

Inserida por tadeumemoria

RETOQUE
Poderia começar dizendo que sou um romântico,
Tudo que você sabe de mim ou de ouvir falar...
Na verdade eu vivo de retoques, só que as vezes dou cores demais
ao que era apenas preto e branco...
mas quando eu amo... pelo menos quando eu amo eu sou sincero...

bem, acho que não sou um bom partido
hoje em dia, as pessoas precisam mais de status do que de sonhos
e se você tivesse de escolher entre queijo e amor...
sem querer dizer que você é um rato,
acho que você escolheria queijo.

Isso não lhe deve deixar constrangida,
O que você pensa ser monólogo pode ser uma ratoeira,
Mas se você saiu ilesa, se você saiu inteira
Você realmente é um roedor...
Claro que isso é só mais um retoque...
Desculpe o mau jeito de um semeador de sonhos
Desta desvirtude você não sabia nem ouviu falar
Mas quem pode saber tudo de um romântico?
As vezes ele se confunde com suas fantasias e coisas tão abstratas...
As pessoas precisam apalpar, as pessoas precisam de chão como apoio...



Os céticos aproveitam as coisas até onde terminam
E nos românticos sabemos que, onde termina para eles
Para nós apenas começa e tem o infinito como limite...
É como voar como uma gaivota, não se debater como morcegos,
Desculpe a insistência, voltando aos ratos...

Fica esse devaneio em forma de verso,
O verso em forma de beijo,
O resto é o que você não pode saber do sonhador;
Fantasias... coisas tão abstratas...

Inserida por tadeumemoria