Carta a um Amigo Especial

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... um missionário,
em tempo algum, será maior do que a sua missão,
embora tal missão não o trate com um ser menor
diante da tarefa que, dedicado, se dispôs a cumprir; poistodo propósito, seja ele de maior ou menor
relevância, demandará considerável
estatura e desprendimento de
seu fidedignoporta-voz!

NEM TODA PLANTA FLORESCE NA MESMA ESTAÇÃO


Eu sou uma planta crescida.


Um dia fui apenas uma pequena muda, frágil e cheia de esperança. Dependia de mãos que me regassem, me protegessem e acreditassem no meu crescimento. Mas aqueles que deveriam cuidar de mim partiram.


Veio a sequidão. Quase morri.


Nos dias de sol intenso, o calor parecia querer consumir tudo o que ainda havia de vida em mim. Fui queimado pelo excesso, testado pelo abandono. Ainda assim, resisti.


Então a chuva chegou. Não foi cedo, mas chegou. Era exatamente do que eu precisava. Minhas raízes, que insistiam em viver, encontraram forças para continuar.


Nunca floresci. Talvez porque nem toda planta floresça no mesmo tempo. Talvez porque algumas precisem primeiro aprender a sobreviver antes de aprender a florescer.


Cresci.


Em alguns galhos faltam folhas. Há marcas do que vivi, cicatrizes que o tempo não apagou. Mas continuo de pé.


Ainda não dei mudas. Talvez porque o meu tempo ainda não tenha chegado. Nem tudo acontece quando queremos; algumas sementes esperam a estação certa.


E quando esse tempo chegar, ou quando eu for enxertado à planta certa, espero que a outra parte de mim e eu possamos, enfim, florescer juntos. Que nossas raízes encontrem força uma na outra e que, desse encontro, nasçam belas mudas, frutos de uma história que conheceu a seca, resistiu às tempestades e nunca desistiu da vida.


03/10/2016

Queres e achas que mereces o mesmo que os outros!
Deus sabe o que cada um merece....tu não consegues saber o quanto trabalha interiormente cada um, nem só o que reluz é ouro!
Muita gente não é o que mostra, quanto mais mostram, menos são!
Se o silêncio de cada um falasse, muito diria de bom e mau de cada alma!
Mas é no silêncio que Deus nos compreende e melhor escuta e é nesse silêncio, que nós melhor O escutaremos.

Sonho que sou um Anjo
Minhas asas por vezes pesam
Descanso entre um voo e outro.

Chamam por mim
Penso em deixar as lembranças mais doces
E partir de novo.

Mas ainda não sei para onde devo dirigir o meu voo
Como Anjo que sou, tudo me é revelado
Desta vez não voarei rumo ao desconhecido.

Neste ultimo voo, estou mais feliz
Já não me pesam as asas
Talvez por saber o destino.

Será aquele que procurei em todos os meus sonhos... :)

Cada provação colocada ao longo do caminho se torna, com o tempo, um tesouro escondido.

Infelizmente, muitos de nós, só através de provas maiores, de muita dor, conseguem deixar de ser cegos e encontram o tesouro!

Pois da dor nasce a compaixão.
Da carência, a gratidão.
Da perda, uma compreensão mais ampla da vida.

A Água que Escolhi Dividir

Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.

Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.

Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.

Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.

Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.

Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.

Então a vida me surpreendeu.

No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.

Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.

Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”

Muitos esperavam isso de mim.

Mas havia algo maior dentro do meu coração.

Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.

Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.

Então estendi minhas mãos.

Dividi a água que eu tinha.

Ajudei quem um dia me abandonou.

Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.

O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.

No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.

Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.

Entre Linhas e Sorrisos

Dizem que é "coisa da sua cabeça",
que foi apenas um mal-entendido.
Pedem que você não se aborreça
com o preconceito que foi proferido.

É o racismo que veste veludo,
que joga a pedra e esconde a mão.
Um monstro polido, quase mudo,
que se disfarça de boa intenção.

"Foi só uma piada", eles vão jurar,
enquanto o silêncio cúmplice consente.
Ninguém se atreve a questionar
a estrutura que o privilégio sustenta.

Querem que você duvide do que viu,
que gaste a voz tentando provar
o que a sala inteira sentiu,
mas todos preferem ignorar.

Então, deixe que finjam não haver nada.
Não gaste sua alma com quem escolheu ser cego.
A hipocrisia deles está desenhada
no espelho quebrado do próprio ego.

Que morra a busca por validação
de quem se omite para se proteger.
Sua força não cabe na concessão
de um mundo que insiste em não te ver.

Erga o queixo, recuse o papel
de aceitar a mordaça que eles te dão.
O preconceito deles é o próprio fel;
a sua resposta é a sua libertação.

"Para uns o o amor é..
Onde o coração descansa
e vive em paz
Um lugar onde a tempestade não alcança
Um sentimento delicado
Para outros o amor é saudade!
Um sonho, um espaço solitário
Para alguns é algo leve, alegre,
cheio de esperança e muita brincadeira
Já para outros é utopia, sofrimento, devaneio, dor
e medo de sofrer
Para mim o amor é ser o oceano, é sentir, é crescer, é o céu....
É viver junto do meu par...."

☆Haredita Angel

-Quando eu te vi pela primeira vez...
É bem certo que eu duvidei.
Na verdade você parecia um sonho!
E eu tão indecisa e imatura,
que me surpreenderia se aquele nosso lance durasse.
Mas, naquele instante eu te amei...
Então, você chegou outra vez..
e eu te olhei, e de novo te amei...
Pelas minhas incertezas e tuas inconstâncias...
será que não dá prá você fazer-me possuir
a certeza de que você possa amar-me novamente e constantemente?

☆Haredita Angel

Ainda sou a menina flor!
Aquela por quem um dia você se apaixonou.
Em teus braços me fiz mulher.
Entre os lençóis do amor me fiz mãe.
Entre passos no tempo me fiz vó.
Fostes o homem que me viu crescer.
És o homem que eu sonhava ter.
Desde que a flor era menina...

Flor menina.
☆Haredita Angel

Combinando comigo.

Assumo ou deixo ir?
Assumindo: evito a falência de um amor
Deixando ir: evito a falência de mim mesma.
Mas, o que é o falir de um amor, diante da minha insolvência?
O que é o falir de um amor se eu tenho um universo de possibilidades e recomeços e alinhamentos de propósitos?
- Menina, crescer é preciso...
- Mulher, aprender se faz necessário!
☆Haredita Angel

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos diaslímpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Quando alguém te dá um presente e diz: "Foi caríssimo esse presente!", você está diante de uma pessoa deslumbrada.


O deslumbrado tem algumas atitudes que o entregam. Ele está, na verdade, deslumbrado consigo mesmo.
Por exemplo: ao te dar um presente ele diz "Olha, custou tanto. É caríssimo, hein! É de tal marca".


Características do deslumbrado:
- Precisa mostrar o valor e a marca de tudo.
- É comum ouvir "eu posso isso, eu posso aquilo", "isto é muito valioso e eu posso comprar".
- Está sempre voltado para ele mesmo.


Já o abastado é diferente. Ele é elegante e discreto.
Ele deixa a mensagem subentendida. Quando presenteia, seja com algo caro ou barato, ele está te oferecendo um momento. Está dizendo, com carinho, que lembrou de você.


Para o abastado, o importante não é o valor. É a ação, é a atitude.
A mensagem real é: "Você é importante para mim".


_Jane Silva


15/07/2026

Da Mata Atlântica à Amazônia,
ter tudo e mais um pouco:
do coração e frutos de juçara,
que nasceu para alimentar,
e merece sempre ser preservada.


Juçara bonita e tão rara,
que além das gentes sustenta
tucanos, jacus, jacutingas,
e os versos deste poema.


Juçara esquecida e tão cara,
que além das gentes sustenta
sabiás, periquitos, maritacas,
e cujas folhas são capazes
de cobrir com beleza as casas.


Juçara magnífica e tão rara,
que além de alimentar as vistas,
sustenta macacos-prego, cotias,
esquilos, e que aos músicos
emprestara ritmo e inspiração
para mais de uma latina canção.


Da Mata Atlântica à Amazônia,
que alimenta mais do que sabemos,
e está deixando de existir para todos:
para os catetos, tatus, capivaras e antas,
e daqui a pouco até para as esperanças!


O interesse no futuro, percebi que não existe,
e pergunto sem resposta neste quase luto:
— Será que é de fato o que queremos?
Chegamos no ponto de vivemos ou vivemos.

O nosso pensamento é uma cachoeira, um dos tesouros que sai do nosso coração. Um convite para quem busca silêncio. Deságua em linhas cristalinas, cercado por amizades, perfeito para quem quer se refrescar longe das preocupações lá fora. As linhas até essa Cachoeira são ótimas opções para relaxar, sentir o seu fluxo e tomar banho em suas palavras. Mergulhe em uma Ótima Semana.
Alexandre Sefardi

Era ela
Estava triste, cabisbaixo, as lágrimas escorriam lentamente pelos meus olhos; um vazio profundo. Mas, de repente, uma voz doce e suave me perguntou: por que choras, poeta? Por que choras, poeta? Ah, meu deus, era a moça do sorriso lindo! A moça das flores, a musa dos meus versos. Ah, meu deus, era ela! Era ela! Era ela!

(O Sonho Acabou)
Jade Lima


Ao te conhecer pensei que era pra valer
Mas foi somente um sonho bom
Que a gente não quer acordar
Era tudo tão perfeito
quando eu estava com você


A chuva, o sol, o vento, o mar
E a natureza a abençoar


Mas de repente, o sonho acabou
Você se foi e eu fiquei sozinha aqui
No nosso mundo, sem chuva e sem sol


Só me restou meu pranto que não para de cair


Aquele brilho que havia dentro do meu olhar
Se apagou quando você se foi
E o que me resta agora é recordar


Era tudo tão perfeito quando eu estava com você
A chuva, o sol, o vento, o mar
E a natureza a abençoar


Mas de repente, o sonho acabou
Você se foi e eu fiquei sozinha aqui
No nosso mundo, sem chuva e sem sol


Só me restou meu pranto que não para de cair


Mas de repente, o sonho acabou
Você se foi e eu fiquei sozinha aqui
No nosso mundo, sem chuva e sem sol


Só me restou meu pranto que não para de cair


Mas de repente, o sonho acabou
Você se foi e eu...


By-Marcélio




O Equilíbrio Perfeito entre o Atrevimento e a Doçura

O fascínio de um doce atrevimento de um físico delicado; beleza sublime; essência certamente admirável; a veemência da sua jovialidade e dos seus sentimentos — as chamas de um renascimento contínuo. A presença provocante que faz parar o tempo.

Esse seu lado atrevido e a sua doçura estão em um perfeito equilíbrio, como se fosse uma linda costura — uma peculiaridade entusiasmante do seu íntimo, que aquece as suas curvas e traz um tom elegante de romantismo. Uma dose moderada de loucura.

A força da sua sensibilidade é bastante oportuna para saborear o deleite de certas oportunidades, daquelas profundas que marcam um canto especial da mente e viram boas lembranças, desde que tenham sido de experiências aproveitadas intensamente.

Poemas


Saí num dia qualquer.
Luzes acesas, risos no ar,
todo mundo parecia ter
um motivo para celebrar.


Andei entre vozes e abraços,
mas ninguém percebeu meu olhar.


Era como se, em meio à multidão,
eu tivesse deixado de existir ali.


A solidão segurou minha mão
quando vi que não tinha com quem ficar —
sem amigos, sem convite,
só o desejo de voltar.


E voltei…
Não porque a noite acabou,
mas porque às vezes dói demais
assistir o mundo girar
quando a gente sente
que não tem onde se encaixar.

Título: Um Sábado Diferente
Acordei cedo, como em qualquer dia,
O despertador, a pressa, a mesma correria.
Peguei o ônibus, rotina normal,
Pensando na vida, querendo algo especial.
No trabalho, a mente longe a vagar,
Sonhando com outro lugar para recomeçar.
“Talvez mudar de cidade, tentar algo novo”,
Mas as contas diziam: “Ainda não é o momento”.
Voltei para casa, andando devagar,
Cansado do dia, sem muito esperar.
Então o celular vibrou na minha mão,
Uma mensagem mudando aquela situação.
Duas pessoas maravilhosas a me chamar,
“Vamos para a praça, venha conversar”.
Fui sem pensar, apenas sentir,
E ali algo simples começou a surgir.
Conheci risadas, histórias e mais um rapaz,
Momentos simples que trouxeram paz.
E naquele sábado que parecia igual,
Virou um sábado especial.
Voltei para casa com algo diferente,
Uma alegria calma dentro da mente.
Porque antes era um sábado sem ninguém,
Mas naquele dia… encontrei alguém.