Carta a um Amigo Especial

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Solidão ou Solitude?

Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.

E tudo é um enorme clichê, nascer, crescer, envelhecer e morrer
Tudo é tão rotineiro e fácil de se prever, manhã ficar atoa, na tarde colégio e saída no anoitecer
Já se perguntou como pode tudo ser tão repetido ?
Digo, como pode um ser, existir e passar a existência procurando sentido
Tudo é tão cotidiano, não que o dia a dia me incomode, mas é incomodo perceber que já se passou mais um ano
Era janeiro, pisquei já se foi metade de junho, respirei fundo e de novo dezembro, ei feliz Natal !!! Feliz ano novo !!
Tudo de novo.....
O calendário tem sido meu inimigo, suas folhas se rasgam como as folhas no outono
Alguns insistem em dizer que tenho praticamente dezessete, mas juro que ainda tenho oito
Ano passado o nono foi meu ano, poucas preocupações, muitas faltas, pouca conversa
Essa vida de estudante é um tédio, primeiro, segundo e terceiro trimestre e mais uma primavera
Horas se esvaem junto do verão e lá se vão outros 3 cadernos cheios de lição
Indivíduos num cubículo fechado, todos fedendo a rancor e pretensão
Meu doce e amado inverno, frio intenso, tardes em baixo das cobertas e idealizações fabulosas
Inúmeros sonhos cheios de imaginação de criança, anestesiado pelas fronhas, vivendo num mundo repleto de mentiras
Tudo é tão clichê..........

⁠ Realidades

Em um mundo desilusório
o vento se desespera
a lua canta ao anoitecer
enquanto o sol lhe espera.

No mundo das ilusões
os pássaros cantarolam no jardim
e todas as aves vão voando
pra bem longe de mim.

Enquanto leio camões
vejo toda a soberania
de muitas decepções
e de muitas fantasias.

Eu ainda temo muito
e temo enquanto viver
mesmo com a realidade
ainda ponho-me a sofrer.

Em um mundo de historietas
e de crianças desobedientes
eu aprendo a dor mundana,
calada e inconsciente.

Vejo beleza no mundo
mas temo muito a sagacidade.
Preciso parar de pensar
e dar um fim na realidade.

O que será que falta em mim?


Será que não sou tão bonita
ou não tenho um corpo tão belo?
Será que tenho espinhas demais?
Será que sou fedida?
Será que não sou tão magra como as outras garotas?
Será que falo demais ou sou muito chatinha às vezes?
Talvez o problema não esteja na minha aparência, talvez esteja na minha alma.

Eu não gosto de patos


Vi um pato
bem próximo de mim
fiquei com ele
porque ele não parecia tão ruim.


Eu andava por ai
com meu patinho tão contente
mas com o passar do tempo
tudo foi ficando diferente...


O patinho se apegou a mim
e não saia mais de perto
então fui me afastando dele
pois achei que era o certo.


O pato ficou tão triste
mas nada eu podia fazer

Setembro Vermelho


Tantas pessoas em um mesmo lugar
Ouvindo dos outros o porquê de não se matar
E mesmo que todos estejam aqui
Ninguém está dando a mínima para o que eles dizem.


Não porque não querem
Mas porque é irrelevante
Falar para aqueles que já morreram
Que o suicídio é fatal.


Eu sei que eles querem nos prevenir de tudo
Mas vocês acham mesmo
Que palavras funcionam?
Que gestos importam?
Se no final todos morremos da mesma maneira.


Eu estou cansada
Cansada de ver palestras entediantes
Quero dormir e eles não deixam,
As pessoas que temo, e o ambiente que vejo
Me incomodam.


Não quero mais ficar aqui ouvindo poemas sobre suicídio
Ouvindo tristezas mundanas de outras pessoas que um dia sofreram tanto quanto
E estou fazendo este poema
Porque ouvir mágoas é muito entediante
Como vamos nós livrar do suicídio
Se somos obrigados a ouvir os que não nos conhecem dizendo para não fazer
Não temer.


Não quero que você me fale
Da sua "dor existencial"
Não quero que você me diga
Que eu sou importante.
Porque se pararmos para pensar
Enquanto você fala palavras bonitas
Coloca belas canções
Pessoas estão se matando ao lado
E perdendo seus corações.


Então não gaste seu tempo
Falando o que nao podemos fazer
Porque todos nós já pintamos o amarelo de vermelho
Com o sangue dos nossos corpos mortos.

"Se tivesse o poder de voltar no tempo,
Queria só um instante, eu pararia naquele instante que te vi,
Naquele momento que te olhei pela primeira vez.
Só pra te admirar, este momento se tornaria uma eternidade,
Uma eternidade pra te amar.
Onde o amor ficaria congelado no tempo e jamais, jamais passaria.
Neste momento o amor seria o olhar
Onde pela primeira vez que te vi me apaixonei.


Se pudesse voltar no tempo naquele momento que te vi pela primeira vez,
Eu pararia o tempo naquele instante com o beijo que desejei te dar.
O tempo se ficaria por toda eternidade no nosso beijo.
Eu te vi pela primeira vez e me apaixonei.
Naquele momento o tempo nunca mais passou pra mim,
Ali naquele momento o tempo parou.


Eu te vi."


Por Marcio Melo

"Durante muito tempo eu busquei um amor,
Eu escrevi meus melhores poemas
E joguei ao vento, mas eles sumiram no horizonte levados.
Eu sonhei estando pronto pro amor, eu quis me apaixonar.
Mas o tempo só me lançou pedras
Que empilhei pelo caminho, pavimentando meus sentimentos.
E o tempo passa como se tivesse pressa.
Eu me sentei, maduro, vivido, castigado pelo tempo,
E minha esperança era o que me restou
Em um coração desiludido do amor
Que nunca recebeu meus poemas que o vento levou.


Então olho fito para o horizonte
E sabem que eu nunca nasci pra amar,
Tal qual poeta solitário.
Me despeço do tempo que repousa lá longe no horizonte
Por onde meus poemas sumiram pra nunca mais voltar..."


Versos de um poeta
Por Marcio Melo

O que você vê?
Diante dos seus olhos,
há um destino mais forte
do que dá pra prevê.


Ciente da semente que foi lançada.
Às vezes em alguma atitude, em outros momentos com a fala.
Sente que há algo maior, e ,
normalmente, subindo de escala.


O que se escuta?
Pode até ensurdecer.
Em maior parte, a prevenção depende mais de você.


Os labirintos inflamam
com todas as mentiras.
Não há felidade na dor
E a cicatriz não ameniza
o que causa a ferida.


A verdade pode até ser dura,
Mas é um escudo e
luz para caminhos à escura.


Ainda bem que temos Deus
Ainda bem que ainda tememos a Deus.


Sua misericórdia nos faz filhos Seus.
O Seu Amor prevalece, perdoa...
e jamais nos diz adeus.

​"A grandeza de um homem não se mede pelo que ele acumula entre o nascer e o pôr do sol, mas pela audácia de erguer monumentos que o tempo não consegue corroer, sejam eles feitos de concreto, de palavras ou de luz. Vivemos em um mundo de ecos passageiros, onde muitos se contentam com o rastro deixado por outros, mas o verdadeiro criador entende que a existência é um canteiro de obras interminável, onde cada decisão é um tijolo e cada sonho é o projeto de uma realidade que ainda não ousaram imaginar. É preciso ter a precisão de um engenheiro para calcular os riscos e a alma de um artista para enxergar o invisível; é necessário compreender que o silêncio de uma página em branco ou o vazio de um terreno não são ausências, mas sim o convite sagrado para a manifestação do espírito humano. Não se trata apenas de construir paredes que protegem contra o vento, ou de contar histórias que distraem o olhar; trata-se de edificar legados que servem de bússola para aqueles que virão depois de nós. Quando as luzes da ribalta se apagam e a poeira das máquinas assenta, o que permanece é a integridade da obra e a verdade que colocamos em cada detalhe, em cada frame de um filme, em cada linha de um livro ou em cada fundação que sustenta o peso da esperança. Ser Anderson Del Duque é compreender que o tempo é o nosso recurso mais escasso e a nossa ferramenta mais poderosa, e que a única forma de vencê-lo é através da excelência que não aceita o 'bom o suficiente' como resposta. É caminhar entre o cálculo exato e a emoção pura, sabendo que a vida é uma narrativa em constante evolução, onde somos, ao mesmo tempo, os autores, os diretores e os construtores de um destino que exige coragem, suor e uma fé inabalável no poder de transformar a matéria bruta em significado eterno. Que hoje cada passo dado seja uma declaração de intenções ao universo, lembrando que o sucesso é apenas o reflexo de uma alma que se recusou a ser pequena e que escolheu, contra todas as probabilidades, deixar uma marca indelével na história da humanidade, pois quem constrói com propósito não escreve apenas para o agora, mas projeta sua voz para a eternidade, onde o som da sua criação ressoará como um lembrete de que um homem determinado é a força mais poderosa da natureza."
​— Anderson Del Duque

"A existência humana não é um fenômeno estático, mas um ato contínuo de tradução, onde o papel do criador é converter o silêncio do invisível na voz eloquente da imortalidade. Vivemos mergulhados em uma era de saturação efêmera, onde as imagens se dissolvem antes mesmo de serem compreendidas e as palavras são lançadas ao vento sem o peso da intenção; neste cenário, a verdadeira arte não é aquela que apenas decora o presente, mas a que possui a força gravitacional de curvar o futuro em torno de uma ideia. Escrever não é apenas alinhar caracteres, mas realizar uma incisão cirúrgica na alma do mundo para extrair a verdade que a conveniência insiste em ocultar; é o ofício do jornalista que não se contenta com a superfície e do escritor que entende que cada frase é uma promessa de eternidade. Produzir não é meramente gerenciar recursos, mas orquestrar o caos até que ele se transforme em harmonia, é ter a audácia de dirigir o olhar do espectador para além do frame, onde a luz e a sombra deixam de ser técnica para se tornarem epifania. O reconhecimento global não nasce da busca pelo aplauso, mas da submissão absoluta à excelência, onde o compromisso com a qualidade deixa de ser uma escolha profissional para se tornar um imperativo ético. É preciso ter o rigor da apuração para entender o agora e a sensibilidade do autor para projetar o que ainda não foi dito, construindo uma ponte inabalável entre o que somos e o que podemos nos tornar. O gênio não reside na facilidade, mas na persistência de quem habita a solidão do processo criativo com a mesma dignidade com que pisa nos palcos de premiação, compreendendo que o valor de uma obra se mede pela sua capacidade de ressoar em idiomas que ainda não foram falados e em corações que ainda não bateram. Eu não busco apenas narrar histórias, busco edificar catedrais de pensamento e imagens que resistam à erosão da mediocridade, pois sei que a vida é uma narrativa curta, mas a marca que deixamos através da comunicação, do cinema e da literatura pode ecoar como um trovão na vastidão do tempo. Que cada linha escrita, cada cena dirigida e cada projeto produzido seja um testemunho de que houve alguém que não aceitou o limite do horizonte como resposta, que desafiou a gravidade da apatia e que escolheu, com cada fibra do seu ser, transformar a brevidade do sopro vital na perenidade do legado universal. Pois a maior premiação de um homem não é o ouro que ele segura nas mãos, mas a certeza de que, através da sua visão, o mundo tornou-se um pouco mais profundo, um pouco mais lúcido e infinitamente mais eterno."
​— Anderson Del Duque

Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.

Toda pessoa que cruza nosso caminho carrega um propósito


Ninguém entra na nossa vida por acaso. Algumas chegam para nos amar, nos acolher, mostrar o que é cuidado de verdade. Outras vêm para nos ensinar a nos amar, mesmo que a lição doa.
A diferença está nos olhos de quem vê. Se mudamos a lente, percebemos: não existem pessoas ruins ou decepções. Existem professores disfarçados. Cada encontro, cada despedida, é degrau.
No fim, tudo é crescimento. E crescer dói, mas é o que nos faz maiores.

Ahhh Saudade


Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri

⁠⁠Quem dera um portal encontrar
Que levasse para outro mundo em
Que os problemas não tivessem lugar,
Que a ansiedade se transformasse em impulso,
um gesto de coragem,
Que a tristeza fosse só de passagem,
um breve atormentar, ⁠
Com incentivos compartilhados sem a inveja aguentar
os belos resultados,
Com floras e faunas em perfeita harmonia,
um contínuo zelar
Com fardos de alegria, grande vontade da vida desfrutar.
Quem dera um mundo assim encontrar.

⁠Enfrentando um deserto, sedento, perdido, cansado,
Impedido de enxergar esperança ou um mínimo de afago numa constância de sofrimento, sem nenhum preparo,
E depois de muito percorrer, ao longe pude ver uma bela imagem, sem saber se era real ou miragem,
Até que me aproximei e vi que era verdade, finalmente, tinha um oásis encontrado,
muito além do que havia almejado,
Mais tarde percebi que já tinha passado pelo minha salvação, mas perdi tempo como muita reclamação.

⁠⁠Estava deitado na grama⁠, observando as estrelas,
quando, pra minha surpresa, vi passar um anjo sobrevoando com uma certa leveza
Repentinamente, veio até mim,
Eu estava tão deslumbrado
que nem pensei em fugir
Mesmo sem conseguir compreender aqueles instantes surreais
Tratava -se de uma linda mulher com asas angelicais,
uma estonteante beleza,
Até que para minha tristeza, olhou-me nos olhos,
fazendo-me sentir uma forte emoção,
sorriu e, assim como veio, partiu sem explicação.

No Teu Charme, um Doce Incêndio
Sabor excêntrico: doce e apimentado, contido no teu charme. O mesmo gosto de beijos correspondidos, onde a fogosidade é compartilhada.

Um fogo ardente que envolve o corpo e o espírito numa interação veemente, que não usa a fala, mas que intensifica os outros sentidos,

Criando um diálogo mais profundo e aprazível — um que precisa ser sentido por dois mundos. Então, o teu jeito charmoso revela-se bastante expressivo.

O Tesouro da Essência

Exemplar irrefutável da grande sapiência divina, prova exímia de um talento inigualável; classificações perfeitas que podem ser atribuídas à tua criação, que relaciona físico e essência numa relação de amor, paixão e integridade, doçura e veemência.

Arte que naturalmente conquista uma admiração especial que não se limita à exposição de beleza diante dos olhares, pois, como dizia sabiamente naquela história “o essencial é invisível aos olhos”. O belo que se revela de dentro para fora, um inestimável tesouro.

Embora isso seja um fato, o brilho do teu olhar já é suficiente para mostrar que o supérfluo não tem espaço na tua vida. A superficialidade recorrente chega a ser uma afronta; as tuas vivências precisam de profundidade, por saberes que o tempo não volta.

O aventureiro que se aventura em viver

Nasci, certamente, para ser um aventureiro e desbravar o mundo, principalmente pelos tantos atributos da natureza, viagens emocionantes e inesquecíveis.

Pois, em cada aventura, posso me sentir mais vivo e livre, quando lembro que viver não é apenas existir; assim, preciso restaurar o corpo, a mente e o espírito

Espero, então, continuar me aventurando do jeito e pelo tempo que O Senhor me permitir, vivendo o máximo de aventuras — daquelas animadoras, curiosas e únicas.