Mcbobanne
Os sinais do meu caminhar são nítidos. Muitas vivências do meu passado foram consequências dos desafios que escolhi enfrentar. Tudo o que vivi começou a fazer sentido e a refletir no futuro, onde hoje me sinto cada vez mais perto daquilo que almejei por tanto tempo. Eu apenas vivi. E tudo de ruim que chegou até mim, tive que enfrentar — não porque eu queria, mas porque fazia parte do meu caminho.
Porque a mente de um artista funciona de uma forma que nem sempre dá para explicar, mas acredito que muitos estejam sofrendo pelo mesmo motivo. Às vezes, nos atrapalhamos por sermos diferentes e acabamos nos permitindo viver coisas, estilos e situações que não combinam com quem realmente somos. Acho que faz sentido quando dizem que cada pessoa precisa caminhar ao lado de quem compartilha dos mesmos valores, da mesma forma de viver e de enxergar a vida, independentemente do estilo ou da sexualidade. No fim, estar perto de quem nos compreende pode tornar a caminhada mais leve e verdadeira.
Comecei a sentir um espírito de vingança, ao mesmo tempo em que me tornei alguém ainda mais original. A verdade é que eu sempre fui original, mas convivi com tantas pessoas que me ensinaram que eu precisava fazer certas coisas para alcançar o sucesso. Tentei evitar isso, escolhendo um caminho que parecia menos pior, e mesmo assim acabei me afastando de quem eu realmente era. Hoje, eu me perdoo por ter saído de mim em alguns momentos. Afinal, às vezes a gente se perde tentando sobreviver, agradar ou encontrar um lugar no mundo, mas o importante é reconhecer isso e voltar para a própria essência.
Quando olho ao meu redor, enxergo que a verdadeira guerra é travada dentro da nossa própria mente. Nem tudo vai nos definir, e nem todas as pessoas serão capazes de despertar algo dentro de nós. Mas a covardia deve ser repreendida, principalmente em um mundo onde quase ninguém sabe quem você realmente é. Hoje, sabemos que vivemos em tempos de opressão, julgamentos e tentativas constantes de nos moldar. Ainda assim, nem todos conseguirão arrancar de mim a minha melhor vibe, a minha melhor versão. Isso é meu momento. E, dessa vez, eu escolho permanecer fiel a quem eu sou, sem permitir que o mundo apague a minha essência.
Muitas coisas eu entendo o porquê, e mesmo assim sei que, para existir um grande equilíbrio, é preciso alimentar constantemente algo da nossa espiritualidade. Às vezes, nos faltam forças, e acredito que toda a humanidade passe por isso, mas nem todos demonstram suas fraquezas. Muitos seguem travando suas lutas diárias em meio à própria vida e à rotina, mesmo quando estão em crise, tomados pela raiva ou pelo cansaço.
Ainda assim, continuam se permitindo plantar algo para o futuro, acordar no dia seguinte, seguir em frente e encontrar motivos para sorrir.
No fundo, ninguém está imune às oscilações da própria mente e das próprias emoções, principalmente quando se está distante de algo que dê sentido e direção à existência. Afinal, a fé sem obras é morta; acreditar exige movimento, persistência e atitudes que sustentem aquilo que carregamos no coração.
