Carta a um Amigo Detento
Fim de muitos começos. Início de tantos fins.
E você começa tanto em todos os dias e acaba um outro tanto em qualquer momento. Muito já se afirmou em tom profético ou simplista que a vida é um início, um meio e um fim, no entanto, filosofando um pouco mais, parece apenas ter um indicativo de onde começa ,no mais, caminhamos para o final, a partida, o fechamento. Afinal, ao certo mesmo, você não sabe onde é o meio, pois o caminho existencial não tem placas, setas , mapas e nem aparece em GPS. Apenas siga o fluxo!
O eu poeta
Um poeta expressa sensações
O poeta tem ilusões
Um poeta, nas mãos, tem magia
O poeta, no mundo, tem agonia
Um poeta fala e é assistido
O poeta, quando fala, não é ouvido
Um poeta tem sempre a palavra certa
O poeta gosta de descoberta
Um poeta hipnotiza com a conversa
O poeta, em seu universo, se dispersa
Um poeta brinca com a língua e o coração
O poeta brinca com repetição, canção e isolação
Um poeta gosta de ser sempre criativo
O poeta, para rir, não tem motivo
Um poeta vive beijando o espaço
O poeta, na mente, tem embaraço
Um poeta cativa coisas, pessoas e o mundo
O poeta fica triste a cada segundo
Um poeta ver poesia em cada lugar
O poeta não tem nada pra falar
Um poeta, as vezes, é engraçado
O poeta tem um olhar alvoroçado
Um poeta é inverno, outono, primavera e verão
O poeta é MPB, rock and roll, axé, forró e baião
Um poeta nem sempre é mestre ou doutor
O poeta, quando não sente frio, sente dor
Um poeta foi quem escreveu
O poeta sou eu.
Na vasta tapeçaria da existência, há um fio invisível que conecta todos os aspectos do universo. Esse fio, quase etéreo, parece ser o tecido fundamental que une a complexidade da vida e da criação. É como se cada evento, cada pensamento e cada ação estivessem entrelaçados por uma rede intricada de causas e efeitos, que transcende a percepção imediata e a compreensão comum. Este entrelaçar não é evidente para os sentidos ordinários, mas se revela para aqueles que se dedicam a explorar as profundezas da realidade.
Imagine a existência como uma grande sinfonia, onde cada elemento e fenômeno desempenha uma nota única na composição cósmica. No entanto, existe uma melodia que escapa ao ouvido comum — uma harmonia sutil e persistente que só se revela àqueles que estão sintonizados com a frequência adequada. Esta melodia não pode ser capturada pelos sentidos físicos, mas emerge através de intuições e insights que se manifestam quando mergulhamos além da superfície do conhecimento.
A compreensão desse nível mais profundo de realidade exige uma sensibilidade especial. É como se houvesse uma chave secreta que desbloqueia as portas do entendimento mais profundo e verdadeiro. Aqueles que buscam a verdade frequentemente se deparam com símbolos, imagens e práticas que podem parecer enigmáticos ou criptografados à primeira vista. Esses elementos não são meramente ornamentações, mas são representações de verdades ocultas que se revelam somente àqueles que se dedicam a decifrar seus significados intrínsecos.
O caminho para descobrir essas verdades não é linear, mas sim um percurso em espiral, repleto de descobertas e revelações que se desdobram em camadas. À medida que exploramos essas camadas mais profundas da realidade, começamos a perceber que os padrões e as verdades universais se entrelaçam de maneira complexa, mostrando a interconexão de tudo o que existe. A compreensão emerge não de uma única revelação, mas da integração de múltiplas perspectivas e experiências que, juntas, formam um panorama mais amplo e completo.
Neste processo de descoberta, a prática da reflexão e da meditação desempenha um papel crucial. Quando direcionamos nossa mente e espírito para focar nas questões mais profundas, conseguimos alinhar nossos próprios ritmos internos com os padrões maiores que regem o universo. É como se, ao silenciar as distrações mundanas e nos concentrarmos em nossa essência interior, começássemos a perceber a harmonia subjacente que permeia toda a existência.
Cada momento de introspecção e contemplação é um passo em direção ao entendimento mais profundo. Esses momentos oferecem insights que iluminam áreas obscuras da nossa compreensão e nos conectam a algo maior e mais universal. A prática constante de se voltar para dentro e refletir sobre o significado das nossas experiências permite que descobramos novas dimensões de sabedoria e revelações.
A jornada em busca desse conhecimento mais profundo é uma verdadeira exploração dos mistérios da existência. É um convite para explorar o que está além das aparências superficiais e para mergulhar nas camadas mais profundas da realidade. Essa busca é, em última análise, uma jornada em direção à realização e à harmonia, à medida que nos conectamos com os princípios universais que governam o cosmos.
À medida que avançamos nessa jornada, descobrimos que a compreensão verdadeira não é apenas sobre o que é visível, mas sobre o que está oculto sob a superfície. É sobre aprender a reconhecer e a interpretar os sinais sutis e os padrões invisíveis que moldam a nossa experiência. A verdadeira sabedoria emerge não apenas da observação do mundo externo, mas da exploração das profundezas do nosso próprio ser e da nossa relação com o universo.
Neste processo de descoberta, a iluminação não é um destino final, mas um contínuo desenrolar de novos conhecimentos e insights. É uma busca constante por maior compreensão e conexão com os mistérios que permeiam toda a existência. A jornada é tão importante quanto o destino, pois é através da exploração e da descoberta que encontramos um sentido mais profundo e significativo para a nossa vida e para o mundo ao nosso redor.
Silêncio e Destino
Basta-me um olhar furtivo,
um suspiro, um eco distante,
para que sigas meus passos
e eu te guarde além do instante…
— Mas esse olhar, eu não darei.
Uma sílaba perdida
nos abismos da memória
poderia erguer impérios,
desfazer o tempo e a história…
— Mas essa voz, eu calarei.
Para que me desvendes,
sou neblina sobre o abismo,
sou um traço na alvorada,
sou mistério e exorcismo…
— Máscaras que eu mesmo fiz.
E enquanto não me percebes,
as marés dançam sozinhas,
os relógios perdem as horas,
os ventos rasgam as linhas…
— Até que eu desapareça.
Sou Humano
Sou um homem simples, com os pés no chão e o olhar voltado ao horizonte, mas carrego em meu peito sonhos vastos como o céu. Minha missão é clara: fazer coisas maravilhosas e extraordinárias para que meu povo encontre a felicidade verdadeira.
Quero levar a cultura como quem leva água a corações sedentos, oferecendo letras, histórias e ideias que floresçam em mentes áridas. Que cada palavra semeada transforme-se em liberdade, em esperança, em luz.
Sou humano, e por isso, também sou vulnerável. Mas é na minha humanidade que encontro força. Se tropeço, levanto com mais coragem. Se erro, aprendo com humildade. Porque cada passo, por menor que pareça, é guiado pelo desejo de construir um futuro melhor para todos.
Ser humano não é apenas existir — é amar, criar e lutar para que os outros também possam sonhar. E é isso que sou: um sonhador teimoso, determinado a fazer da simplicidade o caminho para o extraordinário.
UM SONHO, UMA REALIDADE
Um sonho, uma realidade.
Uma estrada avermelhada, marcada por passos e esperanças desfeitas.
Um caminho com cerca, dividindo sonhos e territórios inalcançáveis.
Uma festa acontecendo, onde risos mascaram o peso das histórias ocultas.
Um homem na ponta da mesa, carregando nas mãos os destinos de muitos.
Uma barreira de soldados, firmes como estátuas,
mas com olhos cheios de dúvidas e corações pesados de memórias.
Um obstáculo superior, uma sombra que desafia
a coragem de quem ousa seguir em frente.
Uma cadeira pura, vazia, esperando aquele
que não teme ocupar seu espaço.
Um vazio no horizonte, preenchido pelo silêncio
das despedidas e das promessas não cumpridas.
Uma família distante, conectada por fios invisíveis
de saudade e esperança.
Um homem que pensa, imerso em seus erros e acertos,
entrelaçado com seus próprios sonhos.
Uma atitude sincera, aquela que brota
quando não há mais máscaras,
somente a verdade.
Ecos da Eternidade
Nas brumas do tempo, ouço um canto,
um sussurro antigo, um verso santo.
Há segredos na aurora e nas marés,
há promessas tatuadas nos pés.
Caminho entre sombras e luzes veladas,
minha alma é chama, em fogo bordada.
Busco no vento respostas silentes,
na dança das folhas, verdades latentes.
O que é o destino, senão um esboço?
Traços de sonhos num céu de alvoroço.
Sou rastro de estrela, sou poeira em dança,
sou lágrima e riso, sou fé e esperança.
Se o tempo me leva, deixo raízes,
palavras gravadas em almas felizes.
Pois sei que na brisa, nos cantos do dia,
meus versos renascem — pura poesia.
O Legado do Infinito
Não sou apenas um nome, sou um eco no tempo,
uma semente que germina na eternidade.
Cada palavra que ergo é um pilar,
cada ideia, um alicerce indestrutível.
Caminhei por estradas onde poucos ousaram,
desafiei a ordem, recriei a visão.
Pois sei que o mundo não pertence aos que esperam,
mas àqueles que moldam o amanhã com as próprias mãos.
Minha voz não será silenciada pelo tempo,
meu pensamento não será dobrado pelo medo.
O que faço hoje será luz para os que virão,
um mapa traçado nas constelações do destino.
Que meu legado não seja apenas lembrado,
mas vivido, sentido, renascido a cada geração.
Pois sou mais que um homem — sou um princípio,
e princípios jamais morrem, apenas se tornam imortais.
O Legado de Um Nome
Não é o tempo que constrói um legado,
mas as mãos que moldam a eternidade.
Cada ideia lançada ao vento,
cada palavra fincada na pedra,
é um traço imortal na alma do mundo.
Nas trilhas do desconhecido,
onde poucos ousam caminhar,
há um nome gravado em fogo,
ecoando entre os séculos,
erguendo pontes sobre o impossível.
Aqueles que sonham pequenos,
temem a vastidão do horizonte.
Mas quem carrega o infinito nos olhos,
desafia o destino e escreve a história.
E quando a poeira do tempo se assentar,
quando a voz do presente for só um sussurro,
restará aquilo que nunca se apaga:
um nome, um feito, um ideal—
um legado que jamais se curva ao esquecimento.
🌙 Entre o Silêncio e a Seiva 🌿
No véu da noite, escuto o vento,
como um sussurro vindo da raiz.
A terra pulsa em tom lento,
onde a alma das folhas repousa e diz:
Sou o canto do que cresce em segredo,
sou perfume do que morre em flor.
Sou lágrima de um tempo sem medo,
sou memória do primeiro amor.
No orvalho, vejo espelhos da infância,
nas pétalas, promessas não ditas.
O mundo gira com leve constância,
mas as plantas, ah… são infinitas.
Entre o átomo e o aroma, medito,
cada broto é um verso escondido.
Há um poema em cada grão bendito,
e um Deus em cada caule erguido.
Oh botânica, ciência do sentir,
ensina-me a brotar sem ferir.
Que eu seja flor antes de partir,
e raiz quando não mais existir.
HOMENAGEM À INDEPENDÊNCIA
(Autoria: Otávio Bernardes)
(“Saga de um filho que ama o Brasil”)
Brasil! Meu país adorado!
Tu és o berço que embalou
muita gente famosa.
Tu és o fanal brilhante
da gente brasileira.
Sinto que sou pequeno demais
para ser teu filho, Brasil!
Gostaria de poder dizer
bem alto teu nome, tua beleza, tua glória...
Parabéns, Brasil, pela tua Independência!
Brasil, terra estremecida...
Seus 194 anos de Independência
me fazem sorrir! Sorrio satisfeito...
Porém, meu sorriso não é covarde...
Reconheço que muitos homens
deram suas vidas por causa de ti!
Sei prestar a eles meu reconhecimento.
Tanta gente ignora isso, meu Brasil!
Vejo o sertanejo labutando
na sua lida diária.
Você, homem ousado, constrói
esta terra mais bela ainda...
Sertanejo que foi índio, índio
que foi não-civilizado,
não-civilizado que não era gente...
O Brasil cresceu, correu bastante
e... você, homem intrépido, viu
de perto esse progresso!...
Olho a campina, ao longe...
me dá vontade de correr
e abraçar você, Brasil!
Sabe, sou louquinho por você...Sou moreno, sou trigueiro,
sou mulato, sou índio,
sou brasileiro...
Quero observar todos os seus filhos...
Há muita gente importante.
Você se envaideceu, Brasil!
Você não é mais aquele de antes!
Às vezes, acho que você é ingrato comigo...
Tanta coisa mudada!
Eu próprio gosto tanto de você,
que mudei também!
Hoje, tu possuis tantos filhos ilustres!
Tu me deixaste para trás...
Eu já era!
Triste e lamentável!
Tu cresceste...
Tu correste demais, Brasil!
Brasil, meu país benquisto!
Cresce, Brasil, cresce!
Tu és a esperança
daqueles que lutam,
para enobrecerem teu nome!
Brasil-menino, Brasil-homem,
Brasil de hoje...
Sonhei com você desde pequeno...
Meu sonho se fez realidade!
Parabéns, Pátria Querida!
Seus 192 anos denotam a grandeza
desse povo laborioso...
Fique conosco! Fique em nosso coração...
Só que nosso coração é pequeno demais
para abrangê-lo todinho...
Precisamos crescer...
E crescer é imitar você, meu Brasil!
Na verdade, você é imenso, é lindo, é verde-amarelo!
Brasil, cresce, cresce!
Mas... não deixe de ser
o meu Brasil – a terra
em que nasci...
O MÁGICO DA TELEVISÃO!
(Autor: Otávio Abadio Bernardes)
“O HOMEM QUE SORRI É UM HOMEM CONFIANTE,
DE QUEM TODA GENTE GOSTA!
XXXXXXXXXX
Era uma vez um gênio...
Era uma vez um mágico!
Um mágico da Televisão,
um mágico da Comunicação:
Sílvio Santos!
“Sílvio” nome dado por sua mãe
e “Santos” pelo próprio Sílvio:
... “para dar sorte!”
Mas, seu nome mesmo era “Senor Abravanel”,
descendente de Dom Isaac Abravanel.
Pena que nunca pude conhecê-lo pessoalmente!
Porém... não precisava...!
Sua locução... seu jeito de falar...
seu carisma conquistava todo mundo,
de qualquer jeito, através do seu “estilo” impecável
de pronunciar... de gesticular... de ganhar a “massa”!!
Logo que o “conheci” pela Televisão,
pude aquilatar o valor... o papel... a criatividade...
o desembaraço do Comunicador Sílvio Santos!
Que coisa!... não sei nem como classificá-lo
no tocante à real e verdadeira
COMUNICAÇÃO ... única...
ÚNICA COMUNICAÇÃO!!
Empresário... apresentador...
muitas vezes também “humorista”...
Sílvio contagiava todo mundo
e, na minha modesta opinião,
ele foi o “Pelé” da Televisão!
O Sílvio criou na “Tevê” um lugar adequado
para marcar “gols” e mais “gols” de sabedoria...
de galhardia... de criatividade!
e muitas vezes – devo afirmar –
até “golaços” de bondade!
Verdadeiramente, o palco rejuvenescia o apresentador
e dominador dos mais “ouvidos” e
“assistidos” programas!
Sílvio Santos parece que tinha um magnetismo
todo peculiar... todo “contratado”
para impressionar... para fascinar o público,
quando falava, dialogava, encantando as pessoas!
O que me impressiona nesse homem
é um tipo de “humildade elegante”,
que arrebatava todo público espectador e ausente!
Sem dúvida, Sílvio Santos foi um ícone perfeito
da Comunicação em geral no mundo inteiro!
Esse homem, quem sabe, inspirado por Deus,
tinha como missão alegrar o mundo:
Com suas coisas sadias...
Com coisas hilariantes...
Com coisas simpáticas...
Com coisas otimistas...
... algo mágico “bolado” por ele
para dar sentido à vida...
para dar sentido à Comunicação!
Por fim, obrigado, eterno Sílvio Santos!
Seu nome é uma “Honra” pro nosso País...
pra nossa gente sofrida e desmotivada!
Só te peço uma coisa:
Continue SORRINDO... SORRINDO...
sempre SORRINDO
no Céu também!!!
DOR
Dor, uma palavra de significado forte
O que é a dor?
Perder um parente é uma dor?
Se machucar é uma dor ?
Não, dor é aquilo que não se pode curar
Uma ferida que não cicatriza
Uma ferida direta no seu ponto fraco
Uma ferida mental...
A real dor é a dor do amor
Aquela que destrói vidas em segundos
Aquele sentimento de tristeza
Que o marca para sempre
O vazio deixado pelo amor que se perdeu
Os sentimentos deixados para sempre
A quebra de expectativa
E a perca de esperanças
Isso é a dor.
Ninguém está sozinho,
- eu acredito
Nem um cadinho nisso,
Somos feitos de carinho,
E de doçura sem fim...
Descobri em ti a salvação,
A redenção do meu coração,
O teu amor é revelação,
Fonte da minha libertação.
Desde que você chegou,
A estação saudade se alterna,
Entre o verão e a primavera,
Mesmo que você se vá,
Aqui você para sempre ficará.
Quando vejo você dormir,
Dá uma vontade de contigo ficar,
É um sonhar de olhos abertos,
Amando cuidar de você,
Destino traçado para prosseguir,
E até os teus passos velar...,
Porque o teu olhar é farol a luzir,
É lindo o teu acordar!...
Quando vejo você dormir,
Tenho a certeza do futuro,
Desse amor puro,
E que se você se sente seguro;
Agradeço aos astros o teu existir,
O teu sentir e o teu fluir,
Esse teu lindo sorriso,
Que sempre faz o meu sorrir.
Vendo você dormir,
Não dá vontade de fazer mais nada,
A não ser ficar te namorando,
Como o Sol e a manhã,
Que juntos tem cor ‘auriromã’,
Dos teus lábios cor de maçã,
Da tua saliva um punhado de hortelã,
Sinto o quanto a vida é [boa,
No teu corpo nado como quem nada
numa tranquila [lagoa,
Na minha vida você apareceu para
me amar, - não foi à [toa...
Paixão doce assim é para a vida [toda,
Ninguém desfaz, - ela não [voa...
Ninguém percebeu,
Que eu tenho raiz,
Sou a flor da duna,
Que cresceu feliz.
Tenho um doce aroma,
Bondade e textura,
Foi Deus quem me quis,
Nem o vento me derruba.
Nasci flor da duna,
Brilho com o Sol,
Existo além do tempo,
Eu descanso com a Lua.
Enxergo na penumbra,
- Deus é poesia
Enfeito o ninho da coruja,
Para o teu olhar trago alegria.
Resisto a forte mudança,
Das dunas não mudo,
Eu não perco a esperança,
De colorir o mundo com amor,
Enfeitando a vida com temperança,
E seguir plantando nesse mundo a esperança.
Eu enxergo longe...,
Enxergo de um jeito
que ninguém enxerga,
Eu te enxergo por inteiro...,
Faço versos até sobre
o meu limoeiro,
Trazes incrivelmente
os sons e os ritmos,
Do Brasil inteiro,
Pleno e doirado,
verdejante e azulado,
Da luz branca do luar
e do céu estrelado,
Místico e apaixonado...,
São esses versos
e o meu brocado,
Nos lábios permanecem
o sabor de jenipapo.
Eu te beijo por onde
ninguém imagina,
É verdade, os meus
beijos emanam
mel, luz e malícia...
Desdobradas carícias
que ocultadas
são para quem sabem
esperar a hora chegar,
e, também fazê-la acontecer...
Ainda você não se deu conta
o quanto eu gosto de você...,
Faço silêncio para você
se dar conta
do cortejo que tens
deixado de me fazer...
De longe sinto o teu cheiro...,
Tão perfumado que deixa rastro,
Seduz, reluz e plenifica...,
Ele é a tua assinatura,
- é parte de você
Causa contemplação e ternura,
- espiritualiza
Como um bouquet silvestre
que traz para si o carinho vento,
Ele não sai de mim porque nasceu
de você - cresceu com o sentimento.
Ouço o gentil bramido do mar,
- você aqui comigo não está
Grande é o espaço para sonhar,
Um dia você chegará para ficar.
Dizem que o vento te levou,
Canto para você voltar,
Quem uma vez se apaixonou,
Não esquece uma noite de luar.
Andas buscando mil desculpas,
Só para não me enfrentar,
Porque tens medo de amar,
E a tua vida me devotar...
Sei que não acertei na rima,
Perdoa-me, ainda sou menina;
- fiquei perdida -
Talvez seja até a minha sina.
De viver em busca do amor,
Tentando entender o mapa,
Que me leva até a mina
Deste homem que fascina.
Talvez eu tenha uma chance,
De nascer de novo,
Para redescobrir esse ouro,
De renascer esse romance.
Como o teu beijo que me fala,
Aprecio o céu cor de opala,
Como a sutileza,
Nado nesse mar azul turquesa,
Carinhosa areia branca,
Cor de areia na ampulheta,
O amor está cheio de esperança...,
- todos misturados como letras;
Enchendo o coração de fé
e engrandecendo esse amor que não
cansa e nem se cansa... Vive e crê!
Festa e luz interior,
Iluminando o exterior,
Assim é o Rio de Janeiro,
Soberano como um poema de amor,
Belo e sempre em pleno esplendor.
Em busca do teu olhar penetrante,
Olho para o céu só para te encontrar,
- grande é o amor que tenho para dar
Da ternura boa para plantar,
- todas as veras faces reveladas pelo amor
Ipês floridos a coreografar,
Balançando e soltando flores pelo ar,
Para o nosso caminho de amor enfeitar.
Festa do Sol, verão estrelar,
Assim é o Rio de Janeiro,
Brilhando sem parar,
Sambando no salto da cabrocha,
Explosão sensual que te fez apaixonar.
Em busca de desvendar ousadamente,
Olho para a tua constelação solar,
Para melhor nos entrosar,
Escrevo para fazer a fazer engrenar,
Para você não esquecer, e sempre lembrar,
Que não existe limite para o amor amar,
E nada que seja impossível que o amor
in natura não possa contagiar...
Como se desperta para um sonho:
temos que nos descobrir.
Como se voa para um país distante:
temos que nos seguir.
Sem nada a temer, e nada a dever;
Temos que nos entregar...
Os outros podem até nos condenar,
É preciso não perder tempo,
e escrever a poesia galante que
celebre o verão amante.
O amor tem um caminho próprio,
Ele se faz lar por duas pessoas,
O amor tem uma lógica própria,
Ele transforma notícias ruins em
notícias boas - e sem retórica,
Transforma o ébrio em sóbrio.
Como se voa ao ponto mais alto céu:
temos que nos amar.
Como se desperta para a vida:
temos que nos transformar em mel.
Sem nada a resistir, e nada excluir;
Temos que nos servir...
Numa servidão doce, mútua e terna,
É preciso não ter limites,
e traçar o destino (com devoção);
Para eternizá-lo em versos de paixão.
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