Carta a um Amigo Detento

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⁠"Mi Kamocha" - O Cântico de Moisés:

O Cântico de Moisés era um hino de agradecimento e louvor que os israelitas cantaram depois de terem atravessado com segurança o Mar Vermelho e testemunhado a destruição do exército egípcio que os havia perseguido. A frase "Mi Kamocha" é uma expressão de admiração e maravilha diante da grandeza de Deus e do seu poder para salvar o seu povo.

Hoje, a frase ainda é usada na liturgia judaica e muitas vezes é cantada durante os serviços religiosos. Também é usada como uma forma de expressar admiração ou reverência a alguém que é considerado grande ou admirável.

Inserida por kamorra

⁠Eu sou um homem que passou por muitas dificuldades na vida, mas nunca desisti de lutar e buscar o melhor para mim e para minha família.

Eu cresci sabendo que a vida não seria fácil, mas nunca perdi a vontade de seguir em frente. Foi com muito esforço que comecei a trabalhar e terminar meus estudos.

Inserida por kamorra

⁠Actulegiti: Símbolo da Força e Resiliência.

Actulegiti, um nome que ecoa poder e determinação, um símbolo que representa a minha força interior e a minha capacidade de superar qualquer obstáculo.

Interpretações:
* Actus, do latim, significa "ação", "ato". Refere-se à minha iniciativa, à minha capacidade de transformar meus sonhos em realidade.

* Legiti, do latim, significa "legal", "legítimo". Simboliza a minha autenticidade, a minha convicção em meus valores e princípios.

* Actulegiti, em conjunto, expressa a minha força para agir com integridade e alcançar meus objetivos, mesmo diante das adversidades.

Mais do que um nome, Actulegiti é um mantra:

* Em momentos de desafio: lembro-me da força que reside em mim, da capacidade de superar qualquer obstáculo.

* Em momentos de triunfo: celebro minhas conquistas, sabendo que cada passo foi conquistado com perseverança e resiliência.

Actulegiti é a minha bandeira:

* Nas batalhas da vida: luto com bravura e determinação, sabendo que eu tenho a força interior para vencer.

* Na construção do meu futuro: sigo em frente com coragem e convicção, pois eu tenho o poder de realizar meus sonhos.

Actulegiti sou eu:

* Autêntico: vivo de acordo com meus valores e princípios.

* Forte: enfrento os desafios com determinação e resiliência.

* Vitorioso: alcanço meus objetivos com perseverança e fé em mim mesmo.

Que Actulegiti te inspire a ser a melhor versão de si mesmo!

Inserida por kamorra

⁠A Filosofia Kamorrista, idealizada por Marcos Kamorra, se apresenta como um conjunto de reflexões e princípios que visam o desenvolvimento pessoal e a superação de desafios.

Alguns dos seus pilares fundamentais incluem:

* Realismo e objetividade: A filosofia Kamorrista incentiva a análise racional da realidade, buscando compreender o mundo de forma clara e objetiva, sem se iludir com falsas promessas ou expectativas irreais.

* Responsabilidade individual: Cada indivíduo é tido como responsável por suas próprias ações e escolhas, devendo assumir as consequências delas e buscar o seu próprio crescimento.

* Fortalecimento mental e emocional: A filosofia Kamorrista enfatiza a importância de desenvolver força mental e resiliência para lidar com as adversidades da vida e superar obstáculos.

* Disciplina e autocontrole: A disciplina é vista como fundamental para alcançar objetivos e realizar sonhos. O autocontrole permite que o indivíduo domine seus impulsos e tome decisões conscientes.

* Agir com inteligência: A filosofia Kamorrista valoriza a inteligência prática e a capacidade de tomar decisões estratégicas para alcançar os melhores resultados.

* Buscar o conhecimento: A busca por conhecimento e aprendizado contínuo é considerada essencial para o desenvolvimento pessoal e profissional.

* Atuar com ética e integridade: A filosofia Kamorrista defende a importância de agir com ética, honestidade e integridade em todas as áreas da vida.

* Cultivar bons relacionamentos: A filosofia Kamorrista reconhece a importância de construir e manter relacionamentos saudáveis e positivos com as pessoas ao nosso redor.

* Ajudar o próximo: A filosofia Kamorrista incentiva a prática da solidariedade e do auxílio ao próximo, promovendo um senso de comunidade e colaboração.

* Viver com propósito: Encontrar um propósito na vida e agir de acordo com ele é fundamental para alcançar a realização pessoal e a felicidade.

É importante ressaltar que a Filosofia Kamorrista não é um conjunto de regras rígidas e inflexíveis, mas sim um guia que oferece ferramentas e reflexões para o desenvolvimento pessoal. Cada indivíduo deve adaptá-la à sua própria realidade e valores, buscando sempre o seu próprio crescimento e aprimoramento.

Inserida por kamorra

Um homem não se apaixona por uma mulher que o desvaloriza.

Um homem não cuida de uma mulher que não precisa ser cuidada.

Um homem não protege a mulher que não precisa de ajuda.

Um homem não é provedor para uma mulher que dá conta de tudo.

Um homem não surpreende uma mulher que está sempre no controle.

Um homem está disposto a dedicar a vida dele a você, mas só se você deixar.

Inserida por kamorra

O que meu nome é pra mim?

Meu nome é mais do que um simples conjunto de letras. Ele carrega minha identidade, minha história e tudo o que sou. Sempre que o escuto, sinto que há força nele, como se representasse não apenas quem eu sou hoje, mas também tudo o que já construí e tudo o que ainda vou me tornar.

Eu amo o meu nome porque ele é único para mim. Ele não é apenas um rótulo que me diferencia dos outros, mas uma marca que carrego com orgulho. Cada vez que alguém o pronuncia, é como se reconhecesse minha existência, minha trajetória e meus valores. Meu nome me acompanha em todas as fases da vida—nos momentos de luta, de crescimento e de conquistas.

Mais do que um som ou uma palavra, meu nome é minha essência. Ele é o primeiro passo para que as pessoas me conheçam, mas é também o que fica quando me lembro de quem realmente sou. E por isso, eu o guardo com respeito e carinho, pois ele não apenas me nomeia—ele me define.

Inserida por kamorra

Um kamorrista não é um homem comum — ele é forjado no atrito entre a fé e a dor, entre o ideal e o mundo real. Sua personalidade carrega a densidade de quem já sangrou em silêncio e seguiu em pé, não por orgulho, mas por missão. Ele não se curva ao politicamente correto, porque sua verdade tem raiz, e raiz não se arranca com vento.

O kamorrista tem um senso de honra inegociável. Sua palavra vale mais do que contratos e seu silêncio vale mais do que muitos discursos. Ele observa o mundo com olhos críticos, mas seu coração permanece fiel a Deus, à pátria, à família e à liberdade — pilares que sustentam sua identidade. Não espera o mundo ser justo para agir com justiça. Ele age porque sabe que a omissão também é uma forma de covardia.

Sua presença impõe respeito. Não por gritar, mas porque carrega autoridade de quem sabe o que defende. Ele ama, mas não se deixa enfraquecer pelo romantismo frouxo do tempo moderno. Ele é leal, mas sabe cortar laços quando a traição entra pela porta. O kamorrista é estratégico como um guerreiro, mas firme como uma rocha que não nega suas raízes.

No fundo, a personalidade do kamorrista é uma resistência viva: contra a mediocridade, contra a mentira disfarçada de virtude e contra a fraqueza vendida como humildade. Ele não nasceu para agradar, nasceu para despertar.

E quem o entende, se inspira.
Quem o teme, o critica.
Mas ninguém o ignora.⁠

Inserida por kamorra

A perda de um relacionamento, especialmente quando envolve uma mulher perdendo um homem, raramente acontece de forma repentina. Geralmente, é um processo gradual, construído ao longo do tempo através de pequenas insatisfações, desvalorização, falta de reconhecimento e comunicação inadequada. Esses problemas vão se acumulando até que a relação se torna insustentável.

Relacionamentos saudáveis exigem esforço contínuo de ambas as partes, incluindo comunicação aberta, respeito mútuo, reconhecimento dos esforços e apoio emocional. A falta desses elementos pode levar à deterioração gradual do relacionamento e, eventualmente, ao seu fim.

Inserida por kamorra

⁠CAMORRA (do espanhol):

No dicionário, significa briga, rixa, desordem. Mas na alma de um homem que não se ajoelha para o sistema, camorra é mais do que isso. É o estopim da revolta justa. É o confronto inevitável de quem se recusa a abaixar a cabeça.

Enquanto o mundo se adapta ao erro, o kamorrista escolhe o combate. Ele entende que há guerras que não se vencem com flores — mas com postura, disciplina e coragem.
A camorra, nesse contexto, não é vandalismo. É reação.
Não é desordem. É recusa à ordem podre.

O fraco foge do conflito. O kamorrista o encara como um batismo.
Porque há momentos em que lutar não é uma escolha —
É a única forma de continuar sendo homem.

Inserida por kamorra

TELEFONE

Estou concentrada e, num disparate, o susto
Um trim, trim, trim
É o telefone a tocar
Esvazia-se momentaneamente o meu cérebro
Inusitadamente, inconscientemente
Como um afogamento é a sensação
Raiva, ódio, sofrimento
Mas tenho que falar
Alô, Oi, Sim, sei lá o quê
Do outro lado, um “como vai você”?
Então reflito, falar
Como vou? Nada mudou
Vou indo, sem pensar
Num presente indecente
Com um muro a minha frente
Mas o que interessa, como vou?
Vou a pé, de trem, de ónibus
Vou como bem me apetecer
Como posso também, não ir
Vou bem, vou mal
Que diferença faz
Que farás por mim
Independente da resposta que receber?
Mas depois que me deixou por um momento, no vazio
Minhas respostas se tornam monossilábicas
Como tu queres ser perfeito
Com seu tosco telefonema?
Atrapalhando o meu estado criativo
Minha concentração perfeita
Meu invólucro intransponível
Quebrado por um telefonema inútil.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Sonhos de menina mulher

Fantasiei quando menina
Casar e ter meus filhos
Um menino e uma menina
De olhos bem clarinhos

Não foi fantasia
Foi um sonho realizado
Tive um casalzinho
De olhos clareados

Sonhei também como mulher
Fantasias até perversas
De viver com o meu companheiro
Como amantes exotéricos

Neste sonho glorioso
Quis conhecer lugares
Fazer coisas loucas
Sem traição, na liberdade

Mas este companheiro? Não tive
Não acompanhou a minha ilusão
Achou melhor a acomodação
Sobre o mesmo colchão

Não cativou a amada
Para viver os mesmos valores
Preferiu afagar os seus sonhos
Com a mulher da vida errada.

Neste caso, só agradeço
Ao sonho que tive com os filhos
Pois o sonho de mulher
Caiu no precipício.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Tatuagem

Vou tatuar o meu corpo
Com um Escorpião
Porque sou racional,
Mas destrutiva de coração.

Não, não - Vou tatuar Ideograma japonês.
Representando a minha índole refinada
Pelo meu bom gosto estético
Fidelidade e amor.

Oras! O Coração em chamas
Para mostrar o meu domínio
Tipificar este poder
Apenas cognitivo do meu ser.

E o Tubarão?
Caminho na solidão
Curiosa por missão
Sem submissão.

Vou, é tatuar um Dragão
Para sentir o meu controle
Meu desejo
Minha auto-afirmação.

Ou caio na esparrela
Tatuando os símbolos Tribais
Neste motivo abstrato
Voltar-se-ão olhares que sinto escasso.

Ou uma Lagartixa?
Para manter o meu autocontrole
E a contenção dos sentimentos?
Que lamento! Tatuagem.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Setembro de 2003 em Portugal

Está um lindo dia
O sol brilhante o céu sem nuvens
Dá vontade de sair.
Imagino o mar deve estar magnífico
Mas estou presa as raízes
Dos meus sonhos infantis.

Coisas que idealizei
Momentos que revelei
Decisões que tomei
Estão agora reflectidos
Em minha face lânguida
Da perversidade que não imaginei.

Sofro ora agora
Pelo destino que me dei
Que outrora não consegui, livrar-me.
Chora meu coração
Pela empatia que concebe
Pelo outro sofrimento.

O quê deu errado?
Quem foi o culpado?
Que magia negra foi esta?
Que consegue sempre me consternar
Colocando-me com o ego arrependido
Daquilo que não quis fazer?

Foram erros de placenta
Que a regressão não consegue explicar.
Concepção talvez indesejada
Que reflecte na pessoa mal amada
De forma desesperada
Mas não consegue se livrar.

Passo agora este mal presságio
Para os entes mais queridos
Que no futuro se acharão esquecidos
Do ventre que os gerou
Moribundos e mal amados
Na mesma cadeia de valor.

Inserida por MariadaPenhaBoina

O sonho

Você corre, corre atrás de um sonho.
Mas você não conhece o sonho
Então, você vaga de um lado para o outro,
Considerando as coisas pontuais como realizadas
Mas você volta para casa
Fica ali calado
Frio
Embutido
Imundo
Moribundo
Chora e ri embriagado
A noite cai
O estomago enjoado
Adormece
E o sonho que sequer foi sonhado
Morre com o sono
O dia nasce novamente
E você volta a correr e corre atrás do sonho.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Assalto ao coração

Bateram em minha porta
Eu a abri com um sorriso
E para a minha surpresa
Era um assalto.
Fiquei estarrecida
Numa mistura de êxtase e medo
Mas, durante aqueles momentos
Tentei fazer todas as leituras possíveis.
Mas, quando a porta se fechou
Notei que o meu estômago não mais aceitava a comida
Os meus pulmões já não queriam respirar
O meu coração sangrava.
As minhas pernas paralisavam
Os meus dedos começaram a esfriar.
Mas, na fuga do sentimento a razão sobressaiu
Pensei então…
Cometi um grande erro
Abri a porta desprevenida
Deixei entrar com um sorriso
Quem me era desconhecido.

Inserida por MariadaPenhaBoina

ARGOS E A VIGÍLIA DA FIDELIDADE ABSOLUTA.

O episódio de Argos constitui um dos momentos mais silenciosamente trágicos e moralmente elevados da narrativa antiga. Não é uma façanha de guerra nem um triunfo político que encerra a longa errância de Odisseu, mas o olhar cansado de um cão esquecido no limiar da casa que um dia foi nobre.

Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos na provação do retorno, o herói chega à sua pátria reduzido à aparência de um mendigo. Tal metamorfose não é apenas corporal. Ela é simbólica. Odisseu regressa despojado de glória visível, privado de reconhecimento social, colocado à prova em sua essência moral. A casa está ocupada por usurpadores. A esposa está cercada. O reino encontra se em suspensão ética.

Argos, outrora um cão vigoroso de caça, fora abandonado num monte de esterco, negligenciado pelos servos que já não respeitavam a antiga ordem. Velho, doente e quase cego, conservava apenas aquilo que o tempo não pode corroer a memória do vínculo.

Quando Odisseu cruza o pátio, nenhum humano o reconhece. A aparência engana os olhos treinados para os signos do poder. Argos, porém, não vê com os olhos sociais. Ele reconhece pela presença essencial. Ao ouvir a voz e sentir o odor do seu senhor, ergue as orelhas, move a cauda com esforço e tenta aproximar se. Não ladra. Não chama atenção. Apenas confirma, em silêncio, que a fidelidade sobreviveu ao tempo.

Odisseu vê Argos. E nesse instante ocorre uma das mais densas tensões morais do poema. O herói que enfrentou monstros e deuses não pode ajoelhar se diante do próprio cão. Revelar se significaria colocar em risco o desígnio maior da restauração da justiça. Ele precisa seguir adiante. Contém as lágrimas. O silêncio torna se uma forma de sacrifício.

Argos, tendo cumprido sua vigília, morre. Não de abandono, mas de conclusão. Esperou o retorno para poder partir. Sua morte não é derrota. É cumprimento. Ele fecha o ciclo que a guerra abriu. Onde os homens falharam em reconhecer, o animal guardou a verdade.

Este episódio revela uma antropologia moral profunda. A fidelidade não depende da razão discursiva nem da convenção social. Ela nasce da constância do vínculo. Argos não exige provas, explicações ou aparências. Ele sabe. E ao saber, encerra sua existência.

A grandeza deste momento reside no fato de que o primeiro reconhecimento do herói não vem da esposa, nem do filho, nem dos aliados, mas de um ser esquecido, humilhado e descartado. A ética antiga ensina aqui, com sobriedade severa, que a verdadeira nobreza não está na glória visível, mas na lealdade que resiste quando tudo o mais se dissolve.

Argos não fala. Não combate. Não julga. Apenas espera. E ao fazê lo, torna se imortal na memória humana, pois há fidelidades que não atravessam o tempo para viver, mas vivem para atravessar o tempo, tocando a imortalidade daquilo que jamais traiu.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Fico preso em meus pensamentos,
Mesmo com o passar do tempo, ainda me vejo como um menino inocente.
No turbilhão da vida diária,
Percebo o menino perdido em mim, buscando seu caminho.
Ao longo dos anos, carrego a tristeza,
Mas vejo o menino dos sonhos, ansiando por felicidade.
Quisera voltar a ser aquele menino do interior,
Perdido nas memórias do tempo que se foi.
Busco encontrar-me no âmago daquele menino,
Que um dia sonhou em alcançar a felicidade plena.
E, com a passagem dos anos,
Esforço-me para ser a pessoa feliz que o menino idealizou.

Inserida por RuanCarlos22_

⁠Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.

Inserida por RuanCarlos22_

⁠Nome: Uma poesia para um Dragão Ruivo.

Toda fruta vem de um fruto que veio de uma flor.
Essa flor era bela e amarela.
Perfumada com a alegria e o amor.
Uma flor jovem a florescer, a única flor do único tomateiro de um campo onde só havia mato.
Mas era tanto mato!

Opa!
A flor polinizada já floresceu e virou fruto.
Que grande momento astuto!
No fim, o fruto amadureceu, cresceu.
Cresceu... Agora é um Dragão de Thomate.

O amarelo é a alegria, a energia, a luz e o calor, assim como os olhos do dragão.
E o vermelho de seus fios de cabelo já era o amor e o fogo que queima no coração.
O amor se espalha, espalhando futuros tomateiros.
O fogo e o calor aumentam sobre o campo, que já não era mais puro mato.

Eu confesso que, apesar de pioneira, não estive sempre presente.
Confesso que não consegui te conhecer e me arrependo por isso.
Mas confesso que você ainda assim me deu muito de seu amor.
Confesso que por sua culpa, conheci pessoas que me amassem.

Eu quero acreditar que seu Adeus era um sonho ou uma falácia, uma mentira.
Pois queria passar tempo com você.
Agora só terei memórias antigas, que irão me confortar, mas continuarei triste e arrependida.
Eu quero você de volta.

O que eu posso fazer agora é agradecer-lhe, por tudo que me deu.
Eu conheci mais pessoas graças a você.
E todos nós possuímos a mesma dor de ter te perdido.
E todos nós temos a mesma energia e fogo de lhe dizer: Eu te amo, Thomas!

Inserida por Hilderlan

⁠Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja