Carta a um Amigo Detento

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⁠Em síntese, a exploração da mente humana é um convite à jornada interior, à busca incessante pela verdade e à descoberta das potencialidades latentes que residem dentro de cada um de nós. Ao confrontarmos os nossos males internos, abraçarmos o tempo como aliado e nos maravilharmos com a amplitude do nosso ser, encontramos o caminho para a melhoria da qualidade de vida e o despertar do conhecimento que nos conduz à luz da compreensão e da sabedoria.

Livro : Mentes Dilaceradas: Uma jornada pela saúde mental e reconstrução do Ser.

Inserida por NINALEEMAGALHAES

⁠Poesia que Deságua em Sentimentos

A poesia é como um rio
Que flui com suavidade
Levando consigo o amor
E a mais pura sensibilidade

É uma forma de expressão
Que toca a alma e o coração
Com palavras que transbordam
Em versos cheios de emoção

A poesia é uma arte
Que nos faz viajar no tempo
Nos transporta para outros lugares
E nos deixa sempre atentos

Através dela, podemos mostrar
As mais diversas formas de sentir
E transformar em beleza
Tudo o que está por vir

A poesia é como um sol
Que brilha com intensidade
Iluminando a vida
Com a verdade mais sublime.

Inserida por francisco_dantas

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Além do Nascimento: A Essência do Amor Incondicional

Nascer é um milagre da vida,
Uma chama que se acende em meio à escuridão,
Uma nova alma que brota no mundo,
Com toda a força e a graça da criação.

E como mãe natureza é sábia,
Cada ser é único e especial,
Com sua própria essência e energia,
Trazendo consigo um dom natural.

A vida é uma jornada repleta de desafios,
Com altos e baixos, vitórias e tropeços,
Mas é na luta e na superação,
Que encontramos nossos maiores progressos.

Cada passo, cada escolha, cada instante,
São oportunidades para crescer,
Para deixar nossa marca no mundo,
E fazer a diferença onde quer que possamos aparecer.

Então, que sigamos adiante,
Com fé, coragem e amor no coração,
Confiando que cada desafio,
Nos tornará mais fortes em nossa missão.

Que a vida seja nossa inspiração,
E que possamos viver cada dia intensamente,
Amando, aprendendo e evoluindo,
Sempre com gratidão e sabedoria em mente.

Inserida por francisco_dantas

⁠Obstáculos da Vida

No meio do meu caminho
Encontrei um obstáculo
Logo no meio do caminho
Achei que seria tranquilo

Nada acontece por acaso
Encontrei um obstáculo
No meio do meu caminho
Algumas possibilidades

Pular, contornar ou parar
De muita altura
Pular não dá
De grande extensão

Contornar também não
Será melhor parar?
Mas parar nem pensar
Sorte ser um sonhador

Livre de imaginação
Sei que asas surgirão
Com obstáculo ou não
No meio do caminho

Deixei meu recadinho
Acredite nisso sempre
Que o poder da nossa mente
Pode perfeitamente

Nos soltar do que nos prende
Pra vivermos livremente.

Inserida por francisco_dantas

"Pedaços de Mim"

Espalhados pelo chão
Estão os cocos da minha alma
Cada um com uma parte de mim
Cada um com uma dor igual

Uns com lágrimas secas
Outros com sorrisos partidos
Uns com amor, outros com raiva
Todos com um vazio difícil de explicar

Juntei-os com cuidado
Tentei colar com amor
Mas alguns se perderam
E outros nunca mais voltaram

Agora sou um quebra-cabeça
Incompleto e desajeitado
Mas ainda assim, ainda sou eu
Com meus pedaços espalhados.

Inserida por johnnerah

⁠Era um dia escuro quando ele chegou
A sua luz, os meus olhos, o medo
Eu corri
Mas aquilo não saía, não saiu da minha mente
Então eu conheci a GFB
E foi aí que entendi que o amor é tão nobre quanto às cores do arco-íris
Os sonhos nos trazem recordações de uma outra dimensão
Era da Luz, era assim que chamavam
Uma dimensão onde eu via além do aqui e agora,
Onde meu sonho de criança não era impossível...
A luz, aquela luz, brilhava tão forte quanto a luz que brilhava em meus olhos quando eu tinha a inocência de uma criança,...
A luz... não sei exatamente o que era. Mas vinha de mim... de dentro de mim...
Vou tocá-la.... vou segui-la.
Onde vai dar?

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Olhava para aquele mar tão infinito
Mas hoje estava um tanto diferente
Parecia realmente não ter fim
Os raios de luz solar refletiam nele e mostravam o quanto ele realmente não tinha fim
Foi a cor mais linda que já vi em muito tempo, branco que simbolizava a paz
E assim é você e os seus poemas
Todos nós temos sonhos
Uns tantos, outros poucos
Depende de cada realidade vivenciada
Olho as pessoas e enxergo as suas diferenças, mas elas possuem algo em comum
O anseio por serem amadas e aceitas como são
Limoeirense, de Limoeiro, é um prazer conhecer você amigo
A rosa nos trouxe até aqui
Somos parte de uma única fraterna idade
Tantos talentos que há pouco espaço para dissertar
Fiz esse poema para contemplar

Inserida por ARRUDAJBde

⁠🌙✨ À Meia-Noite, um Árabe no Meu Coração

Na penumbra da noite, teu nome é chama, um eco distante vindo do deserto e da alma. Meus olhos se fecham, mas teu rosto insiste, como miragem que acaricia, resiste.

Tenho ansiedade que dança com desejo, um fogo que não pede permissão, só lampejo. É sonho, é risco, é pressa de viver, como se a paixão não soubesse conter.

Teu olhar, embora distante e estrangeiro, fala línguas que meu corpo já entende inteiro. Na cama vazia, só teus traços me habitam, e até o sono se rende — não visita.

Sou mulher de muitas vozes e caminhos, mas contigo, me perco em outros destinos. Talvez seja loucura, talvez só emoção, mas há beleza nessa inquietação.

Se é amor ou ilusão, não sei decifrar, só sei que em mim arde o verbo "amar". E enquanto o mundo dorme em silêncio profundo, eu sonho com teu toque… árabe, imundo e fecundo.

Inserida por ARRUDAJBde

Luiza tem o cheiro de poema e daquele mar azul em tarde ensolarada

Ao lado dela eu me sinto em um lugar feito de risos e sorrisos.

Ela é forte, decidida, sabe exatamente o que quer e o que não quer ! Ela é mulher de fé, mulher Deus como ela mesmo diz que é.

Ela é intensa, ama, sente, abraça e é verdadeira! Ela sabe se expressar e simplifica a vida.

Ela é prática. É livre de agradar aos outros. Diz aquele NÃO, puro, simples e sorrindo.

Ela tem raciocínio rápido. É inteligente. Criativa. Amável. Amorosa. Carinhosa e
Corajosa. Muito corajosa.

Ela é e sabe ser é graciosa, plena.

Me diz que quer ser bailarina, quer amar e se casar. Ela quer ser MÃE !

Eu a admiro.
SIM. Minha doce LUÍZA GARCIA SODRÉ.

A minha garota de faculdade que me foi apresentada pela Tia Grazy em pleno Maternal.

Inserida por lorenagarciasodre

⁠Desde tenra idade que o som de um piano me encanta, seduz e acalma.
Há dias, num sonho, tive a revelação de tão gozosa predileção:

- Noutra vida, eu fui um homem de forja que batia ferozmente no ferro quente com o martelo em ritmo compassado na bigorna feita instrumento, como se estivesse a matraquear com os dedos calosos e inchados no suave teclado de um piano desafinado.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠SAUDAÇÃO DE UM BICHO

Nunca eu vos enganei
Ó gentes do meu amar
Porque haveria eu de vos lograr
Se não sei o que sequer serei?

Tal e sempre por bem vos amarei
Com raízes espetadas no coração
Que alimentam como se fosse o pão
Vivo de esperança, ai, eu o hei!

Trago-vos vivos no meu olhar
Aqueço-vos na minha fogueira
Mesmo que ela apague a noite inteira.

É este o bicho homem a saudar
Outros da mesma massa de amassar
O pão da vida ainda por levedar...

Carlos De Castro
Finisterra, 26-05-2022.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠LETRAS POR ESCREVER
Serão escritas um dia, da serra
Rumo ao mar
Outras letras minhas
Sereninhas,
Inocentinhas
Que enviarei desta terra
Ao vento do meu gritar
Para poisarem no telhado
Da casa da escuridão
Em que escrevo versos
Controversos
Sem me deixarem comer
Desta fome de paixão!
Que ilusão
Que bendito chão
Da pocilga em que nasci...
Pelo menos aí
E ai,
Eu era carne de minha mãe,
Que Deus tem,
Sangue dela
E a dor sentida
Repartida
A acender a primeira luz da vida
Na vela
Pelas mãos nervosas de meu pai.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O CÃO QUE CANTAVA ÓPERA

⁠Eu já tive um cão
Baixinho como eu que o sou
No destino e na pernada,
Que cantava ópera farsada
Sempre que eu dizia ao serão
Versos de dor a uma fada.
A ópera do meu cão, uivava
Numa voz tão pura de fina
Como alguma jamais encontrada
Em cantares de gente canina.
Tinha um não sei quê de magia
Saída pelos foles da garganta,
Sim, porque um cão triste canta
E encanta
No silêncio da noite vazia.
Um dia de sábado pela manhã fria
O meu cão de ópera já não operou...
Estava rígido, teso, na alcofa
Que ele tinha, meu Deus, tão fofa!...
Nem se despediu de mim
O companheiro amado...
Ele acabou o seu fado
E eu, sozinho assim
Não voltarei a dizer poemas
Porque dão azar e penas!

(Carlos De Castro, in Igreja de Argoncilhe, 22-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O VAGABUNDO DAS FOLHAS CAÍDAS

Ando perdido há tanto tempo
Na noite de um amarelo profundo,
Quase cego
Sem meu ego,
Que fará o do mundo.
Sou no tempo, um vagabundo
De olhar iracundo,
E de sonhos quase igual
Vestindo roupa de gente
Mas sempre nu,
Tão diferente
No ser e na mente
Infelizmente desigual.
Mundo, não leves a mal
A distorção dos sentidos
Porque há acessos proibidos
Nesta vida de mortal.
Desejo tanto ser esquecido
Por mim,
Mesmo sem ter ainda vivido
O meio do princípio do fim.

(Carlos De Castro, in Porto, 25-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A MENINA E O PATINHO

Um dia, um poeta foi pai
De uma menina pequenina
Engraçadinha e redondinha
Que era o seu ai, ai.
Dava-lhe tudo o que ela pedia
Mesmo quando a menina cresceu
Em idade e sabedoria
Pela graça que Deus lhe deu.
E a menina cresceu, cresceu
E ficou sempre pequenina
E redondinha
Mas não de fala mansinha.
E o poeta lembrou-se do antanho
Quando lhe comprou um patinho
Pequenino, amarelinho
E fez-lhe um pequeno laguinho
Onde ela e o pato tomavam banho.
Um dia, o patinho morreu.
A menina, graças, ainda é viva
Mas muito cruel e altiva.
Então esse poeta como eu
Resolveu
Não querer comprar mais patinhos
Amarelinhos
Nem fazer mais laguinhos.

(Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 29-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE

Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.

(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ALMA PERDIDA

Caiu-me a alma.
Não sei se dentro de um rio,
Ou na turbulência do mar.
Talvez na montanha
Tamanha de frio,
No calor do estio,
Quente de enregelar.
Será que ela fugiu de mim
E se esconde na cidade imensa
À espera da recompensa,
Numa espécie de arlequim
De rir pelas ruas
Sujas e nuas.
O que é que minha alma pensa?
Fartei-me dela, tão tensa
E cada vez mais pretensa
Gozando comigo sem par,
Que não perco mais um minuto
Em absoluto,
Para a encontrar!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠P A R E I

Precisava do ar das serras.
De tantas terras.
Faltava-me o iodo do mar.

Nem um ou outro eu pude aspirar,
Porque me prenderam no mesmo lugar.
Diz-me, então, porque paraste

Porque de ser tu, deixaste?
- Sei lá!...
Só sei
Que quando parei,
A minha vida ganhou outra luz
Como candeia que reluz
No quarto da solidão
E transforma a minha cruz
Num madeiro de expiação.

Afinal,
Até ao juízo final...

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠POEMA DE FATO

Um dia, vesti o meu poema
De fraque e gravata
E lantejoulas,
Como num dia de ir à missa.

Depois, tive pena
Desta cena
E até me deu um baque
Numa bravata
De ceroulas,
Em noite de derriça.

E os deuses da poesia
Me apareceram a talho
E aconselharam:

Um poema, mesmo de elegia,
Não precisa de fato de companhia,
Basta-lhe a roupa de trabalho.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 03-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O PIANO

⁠Há um piano
Que toca para mim
Sem parar,
Todo o ano,
De noite ou de dia
Como companhia,
Lá toca o piano.

Ele sabe que escrevo
A solo,
Como um tolo
Que se desvela
E canta à capela
Sem procurar relevo.

Bendito piano,
Quando me acompanhas
Nas poesias estranhas.

Maldito piano,
Quando tão solitário tocas
No silêncio das bocas
Com sono,
E me fazes chorar
Sempre que quero poetar
Nos dias tristes de outono.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 09-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro