Carta a um Amigo Detento

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⁠Floresta Amazônica: Um Lar,Um Lugar,E Um Rio.





Uma vasta floresta tropical e úmida está enraizada em alguns países sul-americanos.
Principalmente esverdeada abriga em sua vida,flora e fauna.
E um rio tão vasto em beleza,assim como ela.
Uma floresta quente e protetora.
Com raízes que atravessam outras fronteiras,assim como o seu predomínio.
Uma floresta com um querido coração natural.
Com um verde que brilha mais forte,mas outras cores completam a sua vida.
Em países próximos o seu jeito tropical é visto e sentido.
Seguindo por quatro lados,do seu coração nascem vidas.
Muitas vidas.
Na sua vastidão,aves,
mamíferos,répteis,
insetos,anfíbios e peixes.
Árvores frutíferas ou que florescem apenas flores.
Árvores com diferentes galhos e cipós.
Com um clima ideal,um ar agradável é respirado.
E suspirado por muitas folhas que cobrem a sua extensão.
Vasta floresta tropical.
Com ramos delicados adornando os seus jeitos.
A sua vida começou com algumas sementes deixadas por alguns ventos lendários.
Ou por aves vindas do paraíso.
Em algum lugar no seu coração,está o motivo do seu começo.
De como você se transformou nessa forma bonita e grandiosa.
Bonita floresta amazônica.
Com os ventos que passam e levam centenas de folhas para terras com um outro idioma.
Folhas verdes e tingidas por uma outra cor ficam entre a sua vida e à beira de um outro ciclo.
Grande floresta esverdeada.
Colorida em um amarelo Sol.
Nas danças das flores o seu coração se torna uma maravilhosa aquarela.
E na Lua bela as suas folhas têm contornos esbranquiçados com o reflexo de um satélite encantador.
E natural,assim como a sua vida tropical.
Sobre a sua fascinante beleza,a estação do Verão é inseparável nos dias que retornam diante de sua fauna e flora.
Uma estação quente e duradoura.
Coisas que em milagres a sua natureza entende,surpreendendo o caloroso Verão as chuvas trazem gotas preciosas.
Que caem sobre um doce rio como uma canção sem palavras.
Chuvas que caem de uma forma inevitável e intensa sobre as suas inúmeras árvores.
Nas asas,nas pegadas e nos rostos dos animais.
Mais perto das suas raízes,terras marrons se tornam escuras e macias,após as carinhosas chuvas.
Ainda tendo diversos caminhos para qualquer vida que queira atravessá-la.
Com muitas árvores e plantas em sua vida uma flora se destaca.
Com espécies raras e outras suas.
Com tantas flores que desabrocham sob a luz do Sol.
Com pequenas pétalas que atraem a quietude do arco-íris.
Uma floresta charmosa habita em muitos países.
Se deslocando com imensas raízes e fluindo juntamente com um rio.
Rio que segue entre as suas sombras,guiado também por um sentido que reina nesse lugar.
Uma vasta vegetação absorve boas sensações vindas do céu.
Do azul celestial uma floresta tropical é vista com raízes d'água gigantes.
Com uma cor e filamentos com pulsos de esperança.
Que amanhece com o Sol.
Despertando para as manhãs que vêm,procurando casas rústicas para descansar.
Nas margens de um rio com uma semelhança ao seu nome,casas feitas por árvores e cobertas por simples ramificações se mantém firmes enquanto um rio continua seguindo o seu percurso.
Vivendo nesse rio muitos peixes e outros animais aquáticos.
Entre eles os cardumes de Piranhas e Tucunarés.
O indomável Pirarucu e a pacata Pirarara.
O Boto e o seu ruído conhecido.
Os Jacarés e a sua pele ancestral e dura.
Nos seus olhos uma reação é notada.
Nas árvores mais altas,as aves têm outros momentos de felicidade.
Nos Tucanos e nas Araras,em outras lindas asas.
Caminhando em terras macias e férteis as Antas e Capivaras se alimentam de certos sabores.
Pequeninos,pequenos ou maiores,milhares de insetos habitam essa grande floresta esverdeada.
Como as Formigas que percorrem longas distâncias em filas quase alinhadas,mas eficientes.
Organizadas e atarefadas no que uma floresta tem a oferecer.
Besouros,Vespas e Abelhas também têm os seus voos guiados.
Nas asas das Borboletas as flores estão.
Delicadas Borboletas nas cores das pétalas amazônicas.
Voltando para alguma parte de um doce rio Sapos e Rãs buscam um instante em alguma Vitória-Régia.
Uma planta típica desse lugar.
Como outras que flutuam sobre um rio.
Entre galhos e galhos,primatas se deslocam com tranquilidade.
Rodeando árvores,nadando em um rio ou no chão,está a incrível Sucuri.
Com uma força equivalente ao seu tamanho,tem um abraço incomum.
Deixando pegadas no chão macio e úmido,estão as Onças-pintadas.
Com uma pele amarelada e com pontos pretos se camuflam na vegetação ao seu redor.
Uma vasto lar que tem em seu coração uma floresta charmosa e tropical.
Fauna,Flora e um rio.
Atravessando outras fronteiras sem sair do lugar.
Banhada por um rio imerso em sua vida,pela primeira vez em algum período do tempo.
Uma floresta repleta de ciclos,formas e cores.
Vozes,curvas e representatividade.
Uma grande floresta abriga no coração,coisas que ainda semearão para os lindos dias que nascerão.

Inserida por FFabricio

⁠Região Norte.



Uma imensa área percorre sete estados no Brasil.
No alto de um país com uma extensão territorial,que em números é possível entendê-la.
Atravessando os seus setes destinos,antes de outras vindas.
Uma região bonita e próspera.
Que tem em seus estados muitas semelhanças.
Uma grandiosa e bonita região,com uma fauna e flora que se sobressaem.
No estado do Amazonas,habita uma charmosa e harmoniosa floresta.
Com um coração esverdeado e pulsante.
O seu chamado é escutado em outros sinais,cores e vidas.
Sob as suas milhares de raízes,um rio segue.
Doce em águas transparentes e sinceras.
Um rio grandioso como a floresta que ele consegue sentir desde a sua nascente.
Um pouco acima dessa floresta e desse rio,está o estado de Roraima.
Em algum lugar dentro do seu nome,um Monte se revelou.
Sobre uma vegetação,esculpido com ventos do passado.
E que foi crescendo com a beleza que o rodeava.
Ainda olhando o céu e sentindo outros ventos,enquanto protege o estado que pertence.
Seguindo em um sentido sobre um oceano,está o estado do Amapá.
Divido por uma linha invisível que pontilha o seu jeito e um oceano.
No ir e vir das ondas oceânicas,um estado navega guiado por pontos distintos.
Conhecendo os seus jeitos e uma linha invisível,está o estado do Pará.
Dentro do seu vasto território,estão escritas coisas sobre a sua vida.
De como começou nessa região nortista,sobre a sua vida gentil e que prevalecerá por muito tempo.
Nas muitas palavras em sua vida,um nome o faz relembrar o estado de Tocantins.
Com uma vida recente,se comparado aos seus outros estados irmãos.
Um estado banhado por um rio que tem o seu nome.
E que também atravessa em outras lembranças o estado do Pará.
Estado do Tocantins que mesmo distante,sabe de uma natureza tropical que desabrocha no estado de Rondônia.
Que é repleto de traços de um rio.
Que atravessa o seu lugar com um aroma úmido,e que se torna mais forte nos suspiros das árvores.
Árvores que às vezes,sentem uma transformação no clima.
Que fica mais frio na particularidade da Região Norte.
E nessa transformação natural e maravilhosa,está o estado do Acre.
Pequeno e adorável.
Também com um rio que carinhosamente quis ter o seu nome.
Mesmo nascendo em um outro país.
São sete estados.
Espalhados em uma calorosa região.
Que é conhecida por uma única estação,a do Verão.
Que proporciona momentos de distração,comemoração,com um clima convidativo.
Nessa grandiosa região,as chuvas são marcantes.
Nos seus sete estados,nas manhãs,tardes e noites.
Na capital do Pará, Belém,as chuvas prevalecem no entardecer.
Além das muitas árvores que tem,principalmente as Mangueiras,que estão em cada esquina dessa cidade.
Um sabor especial predomina o estado do Pará,o açaí.
Um pequenino fruto de cor roxa,que floresce também em outros estados da Região Norte.
Em Manaus,um teatro é um dos seus atrativos.
Feito com delicadeza, tem uma beleza centenária.
Um porto,onde estão várias embarcações esperando uma próxima viagem.
Talvez sobre um doce rio,ou um outro rio que nasceu à noite,há muito tempo atrás.
Em uma ponte em algum lugar na sua vontade em seguir,Manaus consegue ver o Rio Negro e o seu fascínio nas noites que retornam.
Até que amanheça novamente em Boa Vista,Roraima.
Com uma olhar intenso ao redor de onde está.
Com um Monte que atrai a sua íris,na indicação do rio Ailã ao Monte Caburaí,bem no limite ao qual o seu olhar é capaz de entender.
Dentro dos seus olhos,uma ponte segue sobre um rio.
Levando-a até um outro lado com um outro idioma.
De olhos fechados a capital de um estado pode ser vista,nos seus queridos detalhes.
Macapá capital do estado do Amapá,e uma linha invisível que percorre a sua forma.
Sem que precise de bússolas ou mapas,para se reencontrar na própria ilusão.
Uma linha invisível divide os seus momentos.
E nesses momentos de reflexão,um oceano traz ondas de um horizonte que se abriga em orlas que contemplam os seus movimentos.
Enquanto o seu coração azul,tenta reconquistá-la mais uma vez.
Distante de um azul vistoso,mas perto de um rio tão acolhedor quanto um oceano,está a capital tocantinense,Palmas.
Com uma face que é recitada em lindas histórias nas margens de um rio que atravessa a sua ternura em um longo e aclamado percuso.
Em uma foz distante o Rio Tocantins,escuta outras histórias fascinantes.
Sobre Porto Velho,capital de Rondônia.
Uma cidade que remete em sua arquitetura,coisas sobre a sua origem.
Em antigos passos nas areias sob o Rio Madeira,a sua simplicidade flutua sobre as incontáveis árvores que a rodeiam.
Árvores que através de um dom natural,levam novas sementes na direção de Rio Branco,capital do Acre.
Uma cidade com simbolismos evidentes.
Por alguns dias é acalentada com um clima frio.
Em seus sonhos,um rio segue.
Em um instante,ou mais.
Nas várias vezes em que sonhou,jamais encontrou um rio de cor branca.
Mas se contenta com a sua vida real,sem se esquecer do que isso significa.
Setes desbravadores.
Setes bandeiras de uma mesma região.

Inserida por FFabricio

⁠Solstício De Verão,Solstício De Inverno,E Um Equinócio.




Nos precisos movimentos que o Planeta Terra descreve ao redor do Sol,lindos fenômenos naturais são vistos.
Em alguns meses do ano,no seu iluminar pelo céu azul uma estrela se distrai com a própria luz sobre dois hemisférios.
Em alguns momentos do ano com os seus mistérios sendo contados para certas manhãs e noites.
Algumas manhãs se perdem no tempo e na sua luz.
Algumas noites se tornam longínquas em algo que o tempo proporciona,pois demoram para adormecerem.
Enquanto um planeta segue a sua trajetória guiado pela luz solar.
Luz solar que entre alguns meses do ano se expressa com sabedoria sobre o Hemisfério Norte e o Hemisfério Sul.
No Hemisfério Norte as manhãs são mais longas,refletidas pelo Sol como se estivessem brilhando mais do que em um outro amanhecer.
Nesse mesmo Hemisfério,as noites adormecem mais cedo,juntamente com as suas inseparáveis estrelas.
Enquanto o Sol se movimenta com a sua majestosa forma,algo em seu viver se manifesta de um outro jeito.
Nesse mesmo Hemisfério Norte,em outros momentos essas manhãs se esvaem no percorrer do tempo,inesperadamente.
E as noites retornam antes do esperado com tantas estrelas e a Lua pedindo para que o tempo não se vá.
No Hemisfério Sul,certas manhãs veem o Sol mais de perto.
Já as noites se guiam por cintilantes estrelas na imensidão.
Seguindo o seu esperançoso viver,o Sol novamente em um agradável reencontro,indica ao tempo uma outra coisa.
Que o Hemisfério Sul,em outras manhãs terá que ser mais preciso.
E que em outras noites terá no céu fascinantes lembranças que não o deixarão.
Com a calmaria do tempo será assim.
Entre dois hemisférios a luz do Sol se encontra.
Entre dois hemisférios a sua luz se deslumbra com uma linha imaginária que atravessa o Planeta Terra.
Em alguns períodos os seus movimentos são alinhados com o tempo,certos dias e noites,no ir e vir de um planeta.
Um outro natural e exuberante movimento,faz com que a sua luz tenha o mesmo brilho nesses dois hemisférios.
E na razão do tempo,os dias e as noites têm a mesma sensação.
Recomeçando como estações em dois hemisférios.
No Hemisfério Norte,a singela estação da Primavera,desabrocha.
Enquanto no Hemisfério Sul,a quietude do inverno se enobrece.
E seguindo a sua trajetória guiado pelo Sol,o Planeta Terra repete com elegância os seus dois movimentos.
Em um outro momento o tempo também se permite estar.
Pois no Hemisfério Sul,será a vez da Primavera sonhar entre as flores.
E ao Hemisfério Norte,será concedido a serenidade de uma fria estação.
Nos vários momentos do Sol no céu azul,e no pontilhado imaginário que ele pode ver.
Na distância entre dois hemisférios,a sua luz faz mais do que brilhar.
E o tempo sabe que no seu percurso esses dias e noites têm contornos diferentes,de outros dias e outras noites que já se passaram.
E será assim desde o brilho de uma estrela,entre dois movimentos de um planeta e na percepção do tempo.
Dois lados sublinhados por algo invisível,mas visível para a natureza do Sol.
Em movimentos solares e terrestres,dois hemisférios têm em seus céus,momentos distintos de um tempo que se deixa distrair em dias raros de Sol,e em noites claras e demoradas de graciosas estrelas.

Inserida por FFabricio

⁠Estrela Protetora.





Maravilhoso Sol das manhãs.
Que nasce com um brilho de bem-querer.
Com o intuito de uma magnífica estrela.
E que é assim até o entardecer.
E após o ocaso,a sua luz tem a percepção para relembrar das horas anteriores.
Maravilhoso Sol.
Solar em muitos lugares.
Em um outro alento por ser assim.
Com o seu imenso brilho,toca o céu e as terras.
Guiando e confortando com iluminados momentos.
E são tantos desde o seu primeiro brilho.
Um brilho acima desse céu,e indo ao reencontro de outras vidas em um sistema planetário com a sua destreza estelar.
Tendo em seus movimentos uma graciosidade,enquanto segue as voltas do coração.
É impressionante e maravilhoso.
De um jeito ou de outro.
Ensolarado e decorando as coisas dos dias com simpatia.
E simplicidade mesmo nas dimensões da sua coroa solar.
Imponente e destemida.
Como uma luz vinda do fundo da alma.
Tão clara de estrela.
Bem brilhante em imensidão.
E com a sensibilidade de brilhar com grande intensidade ou com um tênue brilho.
Delicadamente se desloca entre as tantas nuvens no céu seguindo um percuso natural.
Para ser uma outra manhã,com a luz que irradia do fundo da alma.
Sentimentos de uma estrela à brilhar.
Em um lugar escolhido pela pureza do universo para que pudesse estar antes de planetas cometas e asteróides.
Incondicionalmente e bem mais.
Brilhando com beleza que tem.
Com um bom nome para se lembrar do que significa.
Sobre esse céu e outros longes desse,uma estrela acalma e indica.
Com uma alma digna que une e ilumina antes de qualquer outra coisa.

Inserida por FFabricio

⁠Um Bonito Beija-Flor.





Pequeno beija-flor que entre os dias tem a ternura de se dedicar as flores.
Ainda bem cedo no céu e o seu coração acordou.
Novamente pensando nas tantas flores.
Voando do seu ninho para agradáveis encontros floridos.
Para beijar novamente uma flor.
E nas suas asas mais flores.
Um pequeno pássaro com asas velozes e fortes.
Com olhos que procuram as mais bonitas flores.
E são muitas as flores assim.
Para um beija-flor e ao seu grande coração que pulsa como as suas asas.
Coração com uma virtude,por querer estar nas cores das flores.
Ficando entre elas por alguns instantes e depois voando à procura de outros aromas.
Das flores que nasceram distante das suas asas,mas não do seu coração.
Quando quer repousar,as suas asas o levam para um galho,um telhado.
Ou ao seu ninho feito de pequeninas coisas naturais.
Com tantas flores que desabrocham nos dias colorindo os seus jeitos,um beija-flor tem no olhar cores que o atraem.
E que voam ao seu coração com os ventos.
Ventos que levam mais distantes essas pétalas macias.
Para que sejam flores do amanhã.
Como um beija-flor,também será.

Inserida por FFabricio

⁠Nas Cores Das Borboletas.





Um pequeno e delicado ser tem a sua vida começando em alguma árvore ou em outro sensível lugar.
Ainda dentro do seu casulo esperando tranquilamente para ver a luz dos dias.
Pois com passar dos dias nas flores,em algum momento a sua vida será de muitos voos entre as pétalas e outras maravilhas.
Porque após o nascer de uma flor,nascerá uma borboleta.
E depois de outros dias,haverá mais borboletas sobre pétalas gentis.
Leves e coloridas borboletas.
Delicadas como as flores,os seus corações estarão por muitas vezes.
Dentro daqueles voos que farão em várias direções.
Principalmente para procurar as suas flores.
Semelhantes as suas pequenas asas.
Camufladas com os pingos e contornos naturais que trouxeram dos seus casulos.
Antes uma lagarta,um casulo,para depois voarem para uma vida ao redor das flores nos jardins,nas praças e nos vasos floridos.
Nas flores das árvores,algo bonito é visto quando uma borboleta parece parar as suas asas por um instante.
Sobre uma flor as suas asas descansam.
Em um pólen o seu coração se compadece.
Nas pétalas da sua vida o contrário também é verdade.
Nos dias que retornam as suas asas bailam com um movimento repetitivo e meigo.
Para voarem outra vez nas asas das muitas pétalas.
Que são fontes coloridas de carinho.
Por isso são visitadas em revoadas matinais por seres pequenos e agradáveis.
Vindas de casulos deixados por pétalas conhecidas.
Porque das flores algumas vezes nascem as borboletas.
E dentro dos casulos,
coincidentemente pode ter alguma semente que irá florescer em algo fino e colorido que irá querer voar na próxima luz do dia ao encontro de queridas inspirações.

Inserida por FFabricio

⁠No Coração Profundo De Um Lago.






Uma beleza de águas vive perto de margens montanhosas e de imponentes rochas.
Dos campos macios até as florestas que passeiam ao seu lado.
Com uma beleza azulada ou esverdeada.
Que tem no fundo dos seus sonhos outras cores refletidas.
De uma natureza que habita a sua perseverança.
Com uma beleza transparente enfeitada por bordas macias e férteis.
Férteis e úmidas tocadas lentamente por suas águas.
Uma calmaria permeia a sua vida.
Sem fortes movimentos nas suas águas.
Que parecem distraídas com uma bonita vida.
E com uma outra natureza próxima.
Com águas que não descem para se encontrarem com outras correntes.
Mas o seu coração já escutou incríveis contos sobre os mares e as suas ondas.
Sobre lagoas e cachoeiras.
E conseguiu sonhar outra vez com essas águas distantes e grandes.
No seu coração cada canto dessas águas ecoa com algo parecido com a sua vida.
Porque na sua beleza as suas águas se movimentam com o ir e vir do silêncio.
Em alguns momentos o silêncio conversa com o seu coração.
Sobre uma vida e um instante.
Ou sobre as suas belezas transparentes que se manifestam de formas distintas.
Com alguma folha ou pétala que caia na sua beleza.
Até algum animal que queira desfrutar de agradáveis momentos nas suas águas.
Um lago vive.
Com outras maravilhas nas profundezas dos seus sonhos.
Muitas vezes contemplando as grandes montanhas.
Muitas espécies de árvores e de animais.
Que voam sobre a sua bela presença.
Ou dos animais que deixam pegadas perto do seu transparecer.
E que precisam beber gotas de sua vida,gotas fortalecidas por uma milagrosa natureza.
Uma fonte de beleza que vê nas gotas das chuvas mais uma outra continuidade.
De uma vida calma e natural.
De uma forma repentina ou visível no céu sobre os seus jeitos,centenas de gotas transparentes como as que tem caem e mergulham na sua beleza gota após gota.
Para ficarem na sua vida até um outro emocionante ciclo.
No despertar das suas águas,coloridas aves cantam.
E dançam entre um voo e outro.
Rochas com um verde escuro na suas formas cinzas se deitam as margens de um lugar.
Até o céu reluz nas suas águas como as flores.
Um azul silencioso como a sua beleza.
Com águas que nascem entre as montanhas com gotas do céu.
Um lago feito de sonhos distantes que deságuam na sua beleza de um jeito profundo e adorável.
Na calmaria do seu coração que tem pulsações dessas águas, que são fontes preciosas para a sua vida silenciosa.

Inserida por FFabricio

⁠Longa Róliudiâno

Produção barata,
Intérpretes de terceira,
Tapumes pré-moldados,
Um script de asneiras,

O possante, os malvados,
Pancadaria e bebedeira,
Rachas, berros, tiroteio,
A cachoeira, a ribanceira,

Jaquetas pretas, o rodeio,
Marshmelows e a lareira.

Trampando em lanchonete,
Tramando contra o tédio,
Trafegando na internet,
Traficando seu assédio.

Nível tático e diabólico,
Arremessando o currículo,
Adversários do bucólico,
Avaliados num cubículo.

Degustando a programação,
Cuspida de seu televisor,
Vomitando a superstição,
Que veio impor um estupor.

Taquei noutro canal, cansei daquela vista,
Tive a impressão de que me vi Protagonista.

John, Jane and Joanne,
Loucamente alucinados,
Trucidando o quotidiano,
Exaltados, desvairados,
Num Longa Róliudiâno.

Inserida por michelfm

⁠Aspirante a Vilão

Berto se revoltou completamente ontem, um surto capaz de mudar toda a sua trajetória até então, mas ele não mudou. Era imutável, era fechado, era Berto. Pediu demissão de mais um emprego entre inúmeros no último ano, eremita insaciável, insatisfeito, inconsolado. Mandou seu superior pro inferno, engolia ofensas há meses, Berto não nasceu para se submeter, era insubmetível. Jogou uma caixa de arquivos na cara do canalha, que lhe ordenava ordens insensatas, um cretino munido de idiotices hierárquicas.

Berto virou um demônio e pediu a Deus que lhe desse discernimento, para não cometer ali uma atrocidade. Aquela saleta fedia uma loção barata e desodorante vencido, misturado com cheiro de banheiro e desinfetante caseiro. Divisórias mofas exerciam sua tarefa mal sucedida de serem repartições, isolando os ambientes, descumprindo a missão de ocultarem as conversas em voz alta e os berros exaltados de chefes e subordinados neuróticos e estressados.

Aquele bairro tinha se tornado uma grande privada satélite, anexada ao centro velho e abandonado da cidade, um território esquecido por seres civilizados, antro supremo das mais relevantes categorias do tráfico, drogas, armas, contrabandos e piratarias de todos os gêneros imagináveis, prostituição. O lar do crime rigorosamente organizado, refúgio de marginais, imigrantes, putas, travecos, ligeiras, minorias, desempregados, miseráveis e mais miseráreis, mas nenhum culpado.

Dizer que não é fácil ser honesto no paraíso dos corruptos seria inocência demais, honestidade e dignidade não existem, são basicamente impossíveis de serem praticadas, num lugar como este. O próprio ar em si é corrompível, as ruas não alimentam o crime, o crime alimenta as ruas, sem ele não há forma de vida aqui; e ninguém é culpado.

Inserida por michelfm

⁠A Temível Batalha de um Só contra Si

Os Relacionamentos cristalinos,
São Turvos como as profundezas,
O Forasteiro é baleado sem motivos,
Os Pretextos comprovam incertezas.

Surge migrando como uma gaivota,
O Enraizado patriota, peregrino.
Gigantesco, porte-médio, pequenino,
Estrangeiro perto de ser recebido,
Fatalmente banido, bandido.

Nem tudo precisa rimar,
Nem tudo precisa fazer sentido,
Mas tudo precisa ser escrito,
Como se tudo fosse aquilo.

Na Temível Batalha de um Só contra Si,
Intimamente confrontado, vê o que vi,
Culposamente inocente, lê o que li,
Despovoado está;
Só está em Si.

Está Só em Si,
Na Temível Batalha de um Só contra Si.

Inserida por michelfm

⁠Meramente Mafuá

Sete é um número forte,
Fui ele durante as chamadas;
A Professora lia, eu respondia presente,
Me chamava atenção suas requebradas.

Sedução adolescente ou recordação recortada,
Recordo os apelidos e palmas nas conclusões,
Lembro antes das palmadas pelas malcriações.
Senhorita apalpada atrás da sala, colo e acolá.

Aprendizados presos aos costumes,
Acostumado com repreensões.
Abandonado por falta de ciúmes,
Quem compreende compulsões ?

Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...

Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.

Fartura sem fortuna,
Firula sem fratura,
Conferindo o ferro que fere,
Ferindo a fé que confere.

Confete é o que há,
Só o que há.
Sol que arde há.
Meramente Mafuá.

Inserida por michelfm

⁠Memórias de um Caso Colossal

Desligada a ignição,
Admiramos o aguardado,
Ativando a pulsação,
Num Batimento disparado.

Abreviado na partilha,
Sobressaltado e fraternal,
O Juramento conduzia,
Declaração Atemporal.

Pessoas notáveis,
Com traços atípicos,
Cartuchos simbólicos,
Prantos legítimos.

Efeito imprevisível,
Se faz memorável,
Desembaraço irreprimível,
Ajuntamento insuperável.

Terminação que introduz,
No recomeço o compromisso,
Afeição não se traduz,
Num cartão em que agradeço.

Por isso disto nasce um vício,
Paridade em epopéia,
Letras dispostas flanco a flanco,
Franqueza de Mestres da idéia,

A criação nos acompanha,
Escoltando-nos num pós-platéia.

Venerável penitência,
Ascensão de brio enorme,
Inclinação e competência,
Fazem do Briefing um Brainstorm.

Inserida por michelfm

⁠Poucas semelhanças, Nenhuma coincidência

Anteontem foi aniversário de um Cardeal inglês, fez 88 anos, se reuniu com o clero bem cedo, antes do galo cantar, almoçou com o bispado na alta cúpula, jantou com chefes de estado no vaticano, abençoou muitos fiéis da vidraça de sua suíte no quarto andar.

Anteontem foi aniversário de um Sheik árabe, fez 68 anos, acordou tarde, tomou café da manhã com suas doze esposas, diante de seis serviçais, jogou Pólo, vendeu sete milhões de euros em ações da bolsa, comprou um haras, não deixou gorjeta para o chofer.

Anteontem foi aniversário de uma Estilista parisiense, fez 48 anos, participou de uma entrevista para a semana fashion, falou sobre as tendências mundiais, desenhou três vestidos para a próxima coleção, comprou um bolo com nove camadas de recheio, humilhou duas modelos anoréxicas, demitiu um estagiário, encontrou-se a luz de velas com seu novo affair (amante vinte anos mais jovem).

Anteontem Raíssa fez aniversário, completou 8 anos, acordou com os gritos da mãe, tocando pela trigésima vez seu padrasto alcoólatra do barraco, carregou uma mochila que pesa um terço de seu peso, foi para o colégio (escola pública localizada na periferia, numa rua sem asfalto, esgoto e saneamento, mas com um córrego fétido e transbordante), não fez desjejum; usou um, dos seis livros que levou, a professora a repreendeu por não ter feito a tarefa.

Correu no intervalo, brigou na saída, rodou por aí; voltou para o lar bem depois do sol se por; ela não jantou e foi dormir sem velas, presentes ou parabéns.

Inserida por michelfm

⁠Desanoitecendo

Sendo um bom colecionador,
Daquilo que me desfavorece,
Não promovo a preocupação,
Ela ocupa a posição que merece.

Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.

Conduzo-me à confusão
De enxergar os pormenores
Sem visualizá-los.

Sabendo que a desatenção
É um lapso dos leitores,
Ocupo-me em despistá-los.

Se ocupe
E prossiga vivendo,
Despreocupe-se
Está desanoitecendo.

Inserida por michelfm

⁠A Viela de Badacosh

Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.

Lindo aquele lugar, quando não gostamos do que é bonito, mas me agradava. A garotada encharcada corria pelas poças, sapateando na lama, brincando de roléfas, atividade saudável para essa idade, consistia em segurar uma cinta com a fivela solta, perseguindo seu colega para enfim acertá-lo com o instrumento, berrando: roléfas. Não me pergunte o porquê, nunca soube.

Mas o mais curioso naquela viela, não era a chuva que nunca cessava, nem os hábitos e costumes pouco convencionais, demasiadamente estranhos e inapropriados de seus habitantes. E sim um personagem, talvez o mais antigo daquele local, talvez o mais antigo de qualquer localidade entre a latitude, a longitude e a altitude. O fundador da Viela de Badacosh, um visionário misantropo com a idade de 320 primaveras.

Inserida por michelfm

⁠O Último Rei das Ruínas

Seis quarteirões para alguns, um complexo residencial para outros, o labirinto inconcluível de uma insana trajetória para Edegar.

Aquele lugar tinha sido em um momento de sua história passada, quase próspero.

Ali, diversos empreendimentos sobreviveram durante anos, abastecendo a população local em suas mais variadas necessidades; lojas de roupas, sapatos e acessórios, com todos os formatos, cores e tamanhos para os gostos menos exigentes;

Uma barbearia; uma padaria; uma escola; um carrinho de cachorro-quente; um carrinho de churros que também vendia doce de cocada; uma banca de jornais; uma praça arborizada com uma fonte no centro; um clube.

Os habitantes daquela localidade conheciam Edegar, mas ele nunca ocupou uma posição de destaque, na política, no comércio, no esporte, na arte; não ganhou prêmios, concursos, rifas, apostas; Edegar nunca apostou.

Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.

Edegar era um filósofo, apesar de raramente falar algo, ele notava, notava as pessoas, as construções, os veículos, as sarjetas, o mato que nascia por entre o calçamento; notava o céu, conhecia tão bem as nuvens, as revoadas de pássaros próximas do rio que cortava a vila.

Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.

A arquitetura se modificava, os modismos iam e vinham, tecnologias surgiam a todo vapor virtual, cada qual se ocupava com suas ocupações.

Edegar despreocupado, permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado. A maioria pensava que Edegar fosse apenas mais um inativo. Não, ele era notável.

No entanto num dia desses, passei como de costume na frente do velho clube, e o ilustre guardião das ruínas não se encontrava mais em sua ocupação. O notório Edegar que por tantos anos aquele local ocupou, não ocupava mais seu lugar.


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⁠Cemitério de Respostas

Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,

E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.

Cemitério de Respostas.

E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,

Mas antes encaixotarei as faltas,
E as sepultarei no cemitério de respostas.

Cemitério de Respostas.

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E o velho retirante se coloca a caminhar,
Na busca por um fio do passado a restaurar,
Passado em que sentiu orgulho de viver,
Viveu e assumiu paixões no entardecer,
Sem medo do escuro dominar sua clareza,
Usou toda a artimanha era o rei da esperteza,
Não detinha um centavo, mas foi o mestre da nobreza.

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Gabelle

Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.

por diversas vezes será feio,
muito barulho e sujeira
por todos os lados.

e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,

mas a velha bomba cardíaca resiste,
com tuas câmaras ocas
e tuas valvas guerreiras, resiste.

não permita que o mundo
lhe tome a sensibilidade,
ela é a maior arma que tens,
para defender-se de si mesma.

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⁠As 24 horas vividas de um Verme

00h00 – Nascimento para uma existência imperceptível

01h00 – Descoberta dos primeiros sentidos (dolorosos)

02h00 – Engatinha emitindo sons pouco compreensíveis

03h00 – Inicia-se o adestramento de insignificância

04h00 – Aprende a armazenar desapontamentos

05h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica

06h00 – Sofre os maus tratos que traçarão sua deformidade

07h00 – Perde qualquer doçura que jamais teve

08h00 – Segue-se o adestramento de insignificância (nível intermediário)

09h00 – Realiza cursos complementares de sadomasoquismo e submissão

10h00 – Conhece a larva que viverá ao seu lado pelos segundos que lhe restam

11h00 – Conclui o adestramento de insignificância (nível superior)

12h00 – Horário reservado para a única refeição que fará

13h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica profissional

14h00 – Procria com o desígnio de dar continuidade ao sistema vigente

15h00 – Festa das quinze horas vividas de um verme (se for abastado)

16h00 – Desenvolve-se em sua abreviada e meteórica carreira parasítica

17h00 – Destrói a abreviada existência imperceptível de outros vermes (ônus)

18h00 – Recebe o retorno frutífero por 240 minutos de dedicação (bônus)

19h00 – Forçosamente é extraído da colônia parasítica profissional

20h00 – Reflete sobre os danos, prejuízos, lesões, estragos e avarias sofridas

21h00 – Aprende artesanato (devaneio que deslumbrava na fase juvenil)

22h00 – Adoece sem amparo do estado maior ou seguro previdenciário

23h00 – Morre desejando nunca ter existido

24h00 – Obtém sua Redenção (ato ou efeito de se redimir)

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