Carta a um Amigo Detento

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⁠Era uma vez, em uma floresta encantada, um pequeno coelho chamado Léo. Léo era conhecido por sua alegria e energia, sempre pulando de um lado para o outro, espalhando felicidade por onde passava. No entanto, um dia, Léo começou a se sentir diferente. Ele não tinha mais vontade de brincar e se sentia triste e sozinho, mesmo quando estava cercado por seus amigos.

Os outros animais da floresta notaram a mudança em Léo, mas não sabiam como ajudar. Alguns pensavam que ele estava apenas cansado, enquanto outros achavam que ele estava sendo preguiçoso. Ninguém entendia o que Léo estava passando.

Um dia, uma coruja sábia chamada Olívia percebeu a tristeza nos olhos de Léo e decidiu conversar com ele. Ela se aproximou gentilmente e perguntou: “Léo, o que está acontecendo? Você parece tão triste.”

Léo suspirou e respondeu: “Eu não sei, Olívia. Eu me sinto tão triste e sozinho, mesmo quando estou com meus amigos. Parece que ninguém entende o que estou passando.”

Olívia, com sua sabedoria, explicou: “Léo, às vezes, todos nós passamos por momentos difíceis. É importante que você saiba que não está sozinho. A depressão é algo que pode acontecer com qualquer um, e é importante falar sobre isso e buscar ajuda.”

Com a ajuda de Olívia, Léo começou a falar sobre seus sentimentos com seus amigos. Eles ouviram com atenção e começaram a entender o que Léo estava passando. Aos poucos, eles aprenderam a ser mais empáticos e a oferecer apoio, em vez de julgamentos.

Com o tempo, Léo começou a se sentir melhor. Ele ainda tinha dias difíceis, mas sabia que podia contar com seus amigos e com Olívia. A floresta inteira aprendeu uma lição valiosa sobre a importância da empatia e do apoio mútuo.

E assim, Léo e seus amigos viveram felizes, sabendo que, juntos, podiam enfrentar qualquer desafio. A floresta se tornou um lugar mais acolhedor e compreensivo, onde ninguém precisava enfrentar a solidão e a incompreensão sozinho.

Moral da história: A empatia e o apoio são fundamentais para ajudar aqueles que estão passando por momentos difíceis. Ao ouvir e compreender, podemos fazer a diferença na vida de alguém e tornar o mundo um lugar mais acolhedor.

Inserida por PatySdQ

⁠Era uma vez um coelho chamado Tico, que vivia em uma floresta cheia de vida e cor. Tico tinha um grande sonho: ele queria ser o animal mais rápido da floresta. Todos os dias, ele treinava incansavelmente, correndo de um lado para o outro, tentando superar sua própria velocidade.

Um dia, Tico ouviu falar de uma grande corrida que aconteceria na floresta, onde todos os animais mais rápidos competiriam. Ele viu ali a oportunidade perfeita para provar seu valor. No dia da corrida, Tico estava nervoso, mas determinado. Ele se posicionou na linha de partida ao lado de outros animais, incluindo a veloz raposa e o ágil veado.

Quando a corrida começou, Tico deu o seu melhor. Ele correu com todas as suas forças, mas logo percebeu que, apesar de todo o seu esforço, não conseguia acompanhar os outros competidores. A raposa e o veado dispararam à frente, deixando Tico para trás. Ele terminou a corrida em último lugar, exausto e desanimado.

Sentado à sombra de uma árvore, Tico refletiu sobre seu sonho frustrado. Ele se sentia triste por não ter conseguido ser o mais rápido, mas então algo incrível aconteceu. Os outros animais se aproximaram dele, elogiando sua determinação e coragem. Eles disseram que, embora ele não tivesse vencido a corrida, ele havia ganhado o respeito de todos por nunca desistir.

A partir daquele dia, Tico percebeu que ser o mais rápido não era o mais importante. Ele entendeu que o verdadeiro valor estava em sua perseverança e em nunca desistir de seus sonhos, mesmo quando as coisas não saíam como planejado.

**Moral da história:** Às vezes, nossos sonhos podem não se realizar da maneira que esperamos, mas a jornada e a determinação que mostramos ao persegui-los são o que realmente importam. O verdadeiro sucesso está em nunca desistir, mesmo diante das dificuldades.

Inserida por PatySdQ

⁠No vasto reino da mente, onde tudo pode nascer,
Habita a criatividade, um poder a florescer.
É a faísca que acende, é o sopro divino,
Transforma o vazio em um destino.

Com pinceladas de imaginação, cores no ar,
O artista tece sonhos, sem se limitar.
Cada traço, uma história; cada cor, uma emoção,
A tela da vida, uma eterna canção.

A criatividade dança, livre e sem amarras,
Nas notas de uma melodia, nas palavras raras.
É a poesia que flui, o escultor do tempo,
Dando forma ao amor, ao pensamento.

Nesse mundo sem fronteiras, onde tudo é possível,
A imaginação é rainha, poderosa e invisível.
Ela molda universos, inventa a magia,
Na arte, encontra-se a mais pura alegria.

Então, celebremos a mente, esse palco sem fim,
Onde a criatividade e a imaginação são um jardim.
Florescendo em cada ideia, em cada visão,
A arte é o fruto, a mais doce canção.

Inserida por PatySdQ

⁠O Amor verdadeiro é recíproco.
Satisfazer-se apenas com o desejo da carne em um relacionamento, é como somente matar a sede da solidão, é prazeroso, mas enganoso também, pois, nem sempre nos sentimos satisfeitos, tornamos escravos dos nossos desejos sem ao menos percebermos e refletindo,pense comigo: " somos escravos de tudo aquilo que nos vence." Então, dessa forma ,sendo escravos, perdemos a liberdade que a verdadeira felicidade nos dá.
"Amar "é compartilhar o amor que sente por você mesmo com alguém que conquistou a confiança de o receber. Isso trás felicidade a você ,pode ter certeza.

Inserida por Edersonjuba

Os Caminhos da Vida.


Às vezes, parece que a vida chegou a um ponto em que o caminho é cheio de pedras e pedregulhos afiados, e você precisa caminhar mesmo com os pés descalços.
E, enquanto você caminha passo a passo, com os pés feridos e cheios de machucados, algumas pessoas passam correndo, com os pés muito bem protegidos, calçados, e ainda te criticam por ter ficado para trás.
Então, por um momento, você se sente injustiçado e desprivilegiado. Chega a pensar: “Não vale a pena continuar a caminhar”.
Mas percebe que, se parar, você ainda estará sobre as pedras, com os pés que não irão cicatrizar enquanto você não passar por elas.
E, quando você continua a caminhar, chega a um lugar onde a recompensa não é para quem chegou primeiro. A honra é dada aos que tiveram que lutar, e a força é dada a quem praticou resiliência e resistência.
Então, não adianta parar. Não há escolha além de caminhar… pois seus ferimentos ainda estarão abertos e não irão cicatrizar até que você consiga chegar.
Todo caminho tem um lugar de parada e descanso. Continue até encontrar lugar encontrar.

Inserida por PatySdQ

⁠Simples é dizer quantas sementes existem dentro de um fruto. O difícil é saber quantos frutos existem dentro de uma semente.

A educação é o meio multiplicador do conhecimento, seu fruto gera novas sementes, que geram novos frutos, que por sua vez geram novas sementes, em uma repetição infinita e exponencial do saber.

Evidente que quando ensinamos compartilhamos o que aprendemos com alguém. Por outro lado, só se pode ensinar quando há uma iniciativa para multiplicação do que foi aprendido. Nesse sentido, ensinar é ser fruto, mas também é ser semente.

Assim vamos seguindo, as vezes tentando contabilizar quantas sementes são parte desse fruto, mas com a conciência de nunca sabermos quantos frutos fazem parte dessa semente.

Inserida por Xpto40

⁠⁠Vladimir Putin descortinou: máximo cuidado com os simpáticos e diplomatas, incapazes de cometer uma indelicadeza, mas perfeitamente capazes de suprimir uma verdade ululante em prol da "harmonia das relações".
Aos que buscam bons conselhos: cerquem-se de gente capaz de atingir os mais altos níveis de sinceridade sem qualquer resquício de hesitação.
Aos sinceros: aprendam a trair o que fala ao coração e a mente em prol da "harmonia das relações". O traço dos senhores rabisca um caminho que não vale a pena ser percorrido.

Inserida por MarinaLodi

⁠⁠Insatisfeitos com a baixa procura de luvas, um grupo de empresários decidiu contratar artistas para que, de agora em diante, só andassem de quatro apoios.
Os primeiros a aderir foram os adolescentes e todos passaram também a andar de quatro apoios. Depois, gradativamente a medida que a prática ganhava volume e bom apelo da crítica, foi a vez dos homens e mulheres muito copiosos dos outros e perdidos de si.
Preocupados em garantir que os demais fizessem o mesmo, os empresários trataram de procurar especialistas. Estes afirmaram: "os adolescentes enfim têm razão! Andar de quatro apoios não só previne problemas circulatórios como reduz o desgaste ósseo dos membros inferiores e, vejam vocês, auxilia na cognição graças ao maior aporte sanguíneo para o cérebro". A única precaução a ser tomada diz respeito ao imprescindível uso de luvas para proteger as mãos.
Não satisfeitos, os empresários foram também falar ao prefeito que a época já ensaiava o novo andar e, diziam, que também mugia em segredo. Em pouco tempo as crianças aprendiam a andar de quatro apoios nas escolas e nos Egrégios Tribunais era indecoroso caminhar de outra forma.
Aos poucos, os bípedes que restaram eram cabeceados às cadeias e hospícios.
Viveram assim até o dia em que a cidade foi varrida no mesmo evento geológico que apagou Macondo. Não obstante, ainda hoje se encontram quadrúpedes nas ruas.

Madrugada de 30 de dezembro, 2022

Inserida por MarinaLodi

⁠A Sensação de Nunca Passar

Constantemente, sinto a mesma sensação, carregando comigo um sentimento que parece nunca se afastar do meu peito. Por vezes, me pego refletindo sobre seu rosto, seu jeito e seu sorriso. Em um breve momento, uma sucessão de lembranças se forma, retratando como poderíamos ser felizes, caso você me permitisse te amar, ou, ao menos, se demonstrasse um mínimo de consideração pelos meus sentimentos — sentimentos esses que, por mais que eu queira acreditar, nunca tiveram e provavelmente nunca terão importância para você. Cada segundo de carinho e brincadeira que você me ofereceu foi, para mim, o maior gesto de amor que pude receber. A primeira vez em que você me abraçou, senti meu coração disparar, e esse sentimento não se limitou a esse único instante, mas se estendeu à ocasião em que você me apelidou de Jeyjey.

Há também o episódio no elevador, quando você fez massagem em minha mão e me fez cosquinhas na barriga. O dia em que você quis me mostrar o cheiro do seu cabelo, o beijo no rosto enquanto me acompanhava até a faculdade — embora, no fim, tenha sido eu quem te acompanhei até o ponto, pois minha aula ainda não havia começado.

Nunca esquecerei o primeiro dia em que te encontrei, na porta daquele elevador. Você estava deslumbrante com uma blusa verde escura, calça skinny, sapato preto e branco e uma munhequeira no braço esquerdo, acompanhada de uma máscara e um olhar mágico. Não consigo explicar, mas aquilo foi um sentimento surreal que nasceu em meu coração: uma mistura de borboletas no estômago e batimentos acelerados. Em cada momento em que te olhava, ficava sem palavras. Talvez seja o destino ou o conceito de almas gêmeas, mas, no final, parece que não estávamos predestinados a ficarmos juntas. A dor foi ainda mais profunda quando te vi pela última vez. Você estava com um vestido branco com detalhes vermelhos e um perfume de rosas. Guardarei cada detalhe na memória, embora eu deseje apagar toda a sua existência do meu coração e da minha mente, e deixá-la no passado. No entanto, parece uma dependência sem fim, algo que não consigo explicar. Estou evitando os lugares que me fazem lembrar de você, mas isso não tem surtido efeito. Às vezes, passo meses sem pensar em você, mas, de repente, um pensamento intrusivo aparece e não sai da minha mente.

Embora tenha apreciado os sentimentos que vivi, também os odiei. Jamais imaginei que um "inferno astral" como esse tomaria conta da minha vida até você aparecer. Eu queria ser a mesma pessoa, a aquariana conhecida como "coração de gelo", que se afastou de qualquer possibilidade de amar.

No fim, o amor é uma bomba-relógio, esperando explodir sem rumo nem direção.

Inserida por JeniferJaira

⁠MADRUGADA

A cada clique nesta tela, um toque de solidão em mim.
Tudo é nada e o tempo nem sempre é um bom aliado...

As vezes, tuuudo se acaaalma...
E depois é um turbilhão o coração acelera os pensamentos não param a tempestade é forte A velocidade que escrevo traduz a ansiedade a insônia e o medo. É! (Ufa!) o medo existe! Mas há vida. A vida é boa. Há esperança

Inserida por wallysson_ravel


Perdido


Pedido, mas aonde? não sei!
Dentro de um local escuro, apertado, sozinho.
Perdido, mas aonde ? não sei!
Dentro da caixola ou dentro da estrutura óssea.
Perdido, mas aonde? não sei!
Dentro do que deveria ser meu lar.
Perdido, mas aonde? não sei!
No que deveria identificar, entretanto não consigo reconhecer.
Perdido, mas aonde ?
No corpo que deveria me pertencer o qual habito sem me encontrar.

Inserida por Fill

⁠A Economia segundo a Empatia

Falar sobre economia hoje se tornou um tema delicado devido à politização do assunto. Certamente, economia e política são temas que caminham juntos, mas abordá-los de forma neutra é um desafio. Se afirmamos que a situação está boa, um lado da moeda quer impor sua ideia com força; se dizemos o contrário, enfrentamos o mesmo problema, mas do lado oposto.

Agora, já pararam para pensar que há um vasto grupo de pessoas que nem ao menos têm "moeda" para escolher um lado? O que sobra para elas é apenas a opção de trabalhar para sobreviver, e, se quiserem uma vida melhor, trabalhar em dois ou até três empregos. Será que é só isso que têm como opção? De que forma a economia pode ajudar essas pessoas? Será que a economia pode ser empática com elas?

A definição de economia é simples: a ciência que estuda como pessoas e sociedades utilizam recursos para produzir, distribuir e consumir bens e serviços, buscando atender a todas as necessidades. Pelo menos, era para ser assim, não é?

Na prática, infelizmente, não é isso que acontece. Poucos têm muito, enquanto muitos têm quase nada ou absolutamente nada. A "senhora economia", como costumam chamar, parece não ter empatia alguma, e seu peso é maior exatamente onde a carga já é insuportável.

Mas o que fazer diante dessa realidade? A resposta é complexa, já que a empatia da economia depende diretamente de quem governa. E, desde os primórdios, a desigualdade existe. Não se resolve um problema estrutural como esse em um passe de mágica.

O primeiro passo, ao meu ver, seria focar em políticas públicas que tragam mais empatia para o sistema econômico. Contudo, o maior desafio é que o sistema não nos dá muitas opções de participação ativa. O principal instrumento de mudança que nos apresentam é o voto. No entanto, mesmo com o voto, um político iniciante que não se adapta às regras do sistema logo se torna "carta fora do baralho".

O tema é complexo, o problema é profundo e, honestamente, a solução parece distante, seja no curto, médio ou longo prazo. Ainda assim, acredito que, se tivermos um governante com coragem de pensar fora da caixa, talvez possamos iniciar uma transformação. Esse líder precisaria compreender que melhorar as políticas públicas e reduzir desigualdades não é apenas um ato de caridade, mas um investimento em uma sociedade mais sólida e resiliente.

E quanto a nós? O que nos resta? Precisamos agir com as ferramentas que temos: votar com consciência, cobrar resultados dos governantes e, acima de tudo, evitar a omissão. Não podemos nos acomodar em uma postura de "quando é o meu governante, está tudo ótimo; quando é o rival, está tudo péssimo".

A economia deve ser um meio para melhorar a vida de todos. Isso não acontecerá apenas com mudanças nas leis ou regras, mas com uma mudança de mentalidade. Precisamos entender que não é só a nossa mãe que não quer que seus filhos passem fome. A mãe do João, da Maria, do Carlos, da Júlia, e todas as mães – biológicas, adotivas ou sociais – compartilham do mesmo desejo. Uma sociedade verdadeiramente empática começa por reconhecer isso.

Não será fácil transformar um sistema tão desigual, mas a mudança começa com pequenas ações: participação política, cobrança ativa e, principalmente, um olhar mais humano. A economia precisa ser construída para servir a todos, e não para perpetuar privilégios. Essa transformação exige coragem, mas, acima de tudo, empatia.

Inserida por thiagovcnall

Outros mundos dentro de nós – ? Sim. As coisas que há fora de nós possuem um paralelo nas coisas que há dentro de nós – como nós também somos mundos e coisas...

Somos música – ou, de certa forma, os pais da música
que toca e amamos, que toca nossos corações e alma. Ela
– essa música – começa em nós, sim.

Somos geografia de nós mesmos – sim. Podeis apostar, Senhores. Podeis apostar e vereis o quanto há de verdadeiro nisso, Senhores. Apostai e constatai. Sim. [...]

Inserida por profwvmetal

Ás vezes sonho muito alto

Ás vezes sonho muito alto,
Penso no meu amanhã
Como um desfecho do dia.
Mas porquê pensar enquanto podíamos aproveitá-lo no momento?
Ah! A calmaria, serei eu o guardador da minha vida?

Aqueles desejosos dias!
Aonde a minha cabeça era como um jazigo.
Agora aquela dor de pensar!
Por favor, não me faças pensar na morte!

Fatigo a minha vida.
Apenas queria voltar a sonhar alto outra vez,
Numa outra vida,
Noutro cansaço...

Lamentas tu meu querido fado!
Tão mofino tu és!
Tiras-nos a nossa alma
Para um deserto de exaustão.

Inserida por Poetadovazio

⁠⁠É nas noites escuras que se revela o sentido, aos homens que sofrem, um vislumbre atrevido. Em meio ao caos, encontram uma clareza intensa, um despertar que transcende, uma visão imensa. Em suas dores, descobrem a essência da existência, a fragilidade humana e sua plena resistência. Caminham entre as ruínas de sonhos desfeitos, e encontram, na ruína, a sabedoria de feitos, pois os homens que sofrem têm olhos mais atentos, percebem nuances ocultas, sutilezas em tormentos. Em seu desamparo, aprendem a contemplação, e se conectam ao universo, em profunda reflexão.
É na dor que se desvela a força interior, homens quebrados, mas com um brilho superior, seus corações dilacerados são oráculos, que recebem revelações que os outros não compreendem, uma luz que se acende nos abismos que ascende.
Vossas almas atormentadas, revelam-se como faróis na noite escura, pois somente aqueles que conhecem a aflição podem vislumbrar a essência da existência pura. Enquanto os outros se perdem em trivialidades, vocês desvendam os segredos do universo. Em cada lágrima derramada, uma epifania, uma compreensão que transcende o perverso.
Vossas dores são tesouros ocultos a desvelar, abraçai vossas feridas como guias preciosas, pois nelas reside a sabedoria a nos ensinar.
A dor, qual mestra cruel e implacável, desperta a mente adormecida pelo prazer, e revela, com amargura, a realidade crua, que muitas vezes preferimos não ver.
Não é a dor que traz lucidez, por si só, mas o caminhar árduo pela estrada espinhosa. É na luta contra o sofrimento infindável que o ser humano se revela em sua grandiosa prosa, foi assim que o ser humano a alcançou, a duras penas.
No âmago das trevas, onde a lucidez vagueia, surge o clarão da revelação, pesada âncora que nos rodeia. Não é o mais feliz dos homens aquele que a carrega, pois a luz que ilumina, sua alma sombria devasta.
Desvelam-se verdades cruas, impiedosas e frias, despindo a ilusão e a esperança que outrora as possuía. A consciência aguda consome, como um fogo voraz, e nas entranhas da existência, sinto-me um farrapo incapaz.
O despertar não é fértil, é infértil, e só o sofrimento é real.
A lucidez, dupla face de um destino traiçoeiro, revela-se como maldição, um fardo derradeiro, pois essa verdade crua não traz consolo algum, e o despertar da mente traz consigo o vácuo e o jejum. Emaranhado em questões sem respostas, em dúvidas sem fim, sinto-me esmagado pela clareza, na penumbra do jardim. Só tendo como companhia a angústia que me cativa, pois aquele que conhece demais, encontra-se amargurado, emaranhado em um labirinto onde não há escapado, e assim, proclamo novamente que não há vantagens, pois esse não é o mais feliz dos homens.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠A equidade, almejada por corações sinceros, é um labirinto traiçoeiro, cheio de mistérios, pois não é só o passado que demanda redenção, mas o presente também requer nossa atenção, pois como um eco que se faz ouvir, o presente também carrega o seu peso, e a justiça não se constrói com réplica.
É preciso lembrar de não nos cegarmos ao reparar, pois o peso das injustiças já vividas, não pode ser aliviado com novas feridas.
E que ao corrigir uma dor, outra pode nascer, um ciclo vicioso que nos faz estremecer, a história se repete, o futuro se desfaz, se a justiça do presente não for capaz.
Não se trata de apagar os erros outrora cometidos, mas de construir um presente onde todos sejam ouvidos.
Esse presente é onde plantamos as sementes. Não perpetuemos as dores em velhos aniversários, mas, sim, unidos, trilhemos juntos por um mundo mais decente.
Ponderemos, com sabedoria em mãos, o que é justo e correto em nossas ações? Será que uma injustiça é remediada pelo igual, ou simplesmente adiciona-se um peso descomunal?
Não é pelo peso da culpa que avançamos, e sim, pela busca de um futuro onde prosperamos.
Reconhecer o passado é nossa obrigação, aprender com as injustiças é a direção, mas não se pode usar o presente como arma para perpetuar um ciclo que só nos desarma. A justiça não se faz com mais sofrimento, não podemos cair na armadilha de trocar injustiças antigas por novas dores em fila. Esse caminho só nos leva a um destino decadente, devolvamos a esperança e a crença na humanidade, construindo um futuro livre de opressão e iniquidade.
A luta por justiça requer empatia e discernimento, um olhar atento, de profundo entendimento.
Injustiças no presente não são solução, a vingança apenas alimenta um ciclo perverso. É na compreensão que encontramos a redenção, no diálogo honesto, com respeito, o universo.
A reparação não se mede em sofrimento alheio, mas no encontro sincero de mãos estendidas, no combate à desigualdade, sem dar ao ódio ensejo, em construir pontes, reconstruir vidas.
Sigamos adiante, aprendendo com o passado, construindo pontes onde antes havia muros, pois, no coração da justiça, há um chamado, para reparar o presente sem semear futuros obscuros.
E juntos, façamos do presente um presente, um futuro em que a justiça seja realmente latente.
O respeito mútuo é o alicerce a erguer, a empatia, a ferramenta que devemos ter, escutar atentamente o que o outro tem a dizer, sem perpetuar ciclos de ódio, é o que nos cabe fazer.
Reconheçamos as dores e as desigualdades, mas não as aliviem com mais hostilidades. Em vez disso, busquemos pontes de entendimento, cultivando a justiça com amor e discernimento.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Um dia me perguntaram sobre a transcendência, se eu acredito em alguma parte de sua suposta sagrada essência. Minha resposta, uma questão em contraparte, com simplicidade respondi, lançando outra pergunta no ar; Descobriste aquilo pelo qual morrerias? Se a resposta for não, ó alma inquirida, ainda não encontraste a luz que te conduzida.
Se por nada morrerias, meu amigo, significa que és teu próprio abrigo. Em ti reside o valor mais precioso, tu és o âmago, sublime e grandioso.
Porém, se há algo pelo qual ousarias tudo, então encontraste o bem que te conduz, pois aquilo que em ti suscita tal paixão, é a maior noção de sublime elevação.
Pode ser algo ou alguém; como a verdade, a justiça ou o amor. A causa pela qual te entregas com fervor. Qual causa te faz voar além do aqui? Transcender é lançar-se além do comum.
Para Sócrates, a justiça; para Giordano Bruno e Hipátia, a verdade; para Jesus, o amor.
A verdadeira transcendência reside na imanência, naquilo que em ti ousar e te guiar.
Isto é, se tua resposta é negativa, uma inquietude ainda habita em teu ser, pois a transcendência ainda tens que conhecer, porque somente quando encontras o propósito que te arrebata o coração, desvelas a verdadeira face da transcendência, a sublime conexão.
Se nada encontrar que te mova a sacrificar-te sem hesitar. Então és, em ti mesmo, o valor supremo a contemplar; aquele que não morreria por nada é o seu próprio cume, em seu ser reside a grandiosidade que transcende o costume.
A contrário sensu, aquele algo pelo qual ousarias enfrentar qualquer desafio, é vislumbrar a maior noção de transcendência que a alma traga. Na busca do que te eleva além, encontra-se a tua chama, a única conexão com um sagrado, a essência que te chama.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Quem se isola parece ter um medo crônico de ser rejeitado. Evitando traumas, buscando proteção, mas o resultado é o mesmo, o vazio é comum. Na escuridão, a rejeição, implacável, não faz distinção, deixa corações solitários, na mesma condição. O isolado, o rejeitado, ambos caminham sós.
A pessoa escolhe não se expor, a fim de evitar ser traumatizada por rejeições. Pare e pense, o resultado não é o mesmo? Quem é rejeitado por todos fica sozinho e isolado, a pessoa que voluntariamente se isola? O mesmo, não há distinção de resultados em relação àquele que foi rejeitado, estão na mesma situação. O seu maior medo está te deixando tão paralisado que você está se tornando exatamente aquilo que tem medo de se tornar. O receio maior paralisa, tornando real o que se teme, mas e se ousar sair do casulo incerto? A coragem pode te levar além do que supõe.
Você não tem nada a perder, e ninguém deve nada a você. Apenas um bom dia na rua, a alguém oferecer; cara a tapa, a gentileza que pode te surpreender.
Num mundo apressado, o essencial transformou-se em virtude. A gentileza, outrora apenas o básico, se tornou raro legado. Ser educado, qual teatro, fingimento aparente, para alguns, uma fachada, escada de vantagem social emergente.
Não culpe o mundo pelas suas deficiências, a gentileza ecoa em outras existências. Algum estranho, em algum lugar do mundo, ainda se lembra de você, porque você foi gentil.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Na névoa dos meus devaneios soturnos, sou o eco vazio dos risos noturnos. Marionete, sim, fui um dia, em gestos incertos, mas agora sou tempestade, em meus próprios desertos.
Rebeldia com causa, na alma se entrelaça, ergo meu ser, em desafio ao absurdo, não temo sofrer. Na escuridão profunda, vou além do plano. Sou o vazio, a negação encarnada, em meio ao caos, minha alma desolada. A marionete que um dia se libertou, do controle do destino, enfim se encontrou, despertou, se revoltou, é meu dedo do meio erguiado para o gepeto.
Leviatã indomável, grito corrosivo, nas profudenzas do meu ser. Anos passam, e ainda persigo. Nos mares da existência, desprezo os levianos, que ousem me deter.
Eu vou alcançar o lugar que almejo, mesmo que isso me leve anos. Você pensa que me matou, mas só me causaram leves danos.
Minha busca é insaciável, implacável, ferido, mas não derrotado. Eu sou como a cena do Thor chegando em Wakanda. Então, leve-me a Thanos. Na suposta arrogância insana, que venham os desafios, eu vou e mostro que sou a própria chama, pois sou imparável. Anos podem passar, mas eu persistirei, na busca incansável pelo que desejei. Alcançarei meu destino, a despeito do que inclusive pensei. Desafiando a esperança, dançando na dor, pensaram que eu sucumbia, que desvanecia, enquanto a cada dia só florescia. Aprendi com meu fardo, sou libertado, não estava rendido, dos escombros, renascido.
Pensaram que eu tombava, que estava condenado, mas apenas feriram a superfície.
Na escuridão do abismo encontrei meu refúgio, onde o mundo treme e outros temem entrar, é lá que encontro minha verdade. Onde outros não ousam eu vagueio, minha liberdade floresce, enquanto outros se perdem, minha alma engrandece. Assim como Harry, no sussurro das cobras, nas estranhezas do mundo, encontro minhas obras.
A liberdade reside onde outros não ousam pisar, eu escolhi o caminho da serpente, foi no abismo que encontrei a força para criar.

Inserida por xALVESFELIPE

⁠Minha alma é escura e estranha, minha voz é calma, mas repleta de dor, minhas palavras são como um fio de navalha cortando a realidade que cerca ao meu redor.
Onde estou? Não sei dizer.
Sou uma alma em constante sofrer. Caminho sem saber para onde, em busca de mim mesmo, em um mundo que parece feito para a confusão.
Sou prisioneiro do meu próprio ser, enclausurado em uma cela invisível, mas minha mente inquieta não para de correr, como um cavalo selvagem, indomável e imprevisível. Em um mundo que parece sempre me negar o prazer.
A escrita? Minha única companhia, minha vingança, minha forma de expressar a dor que sinto a cada novo dia. O desabafo da esperança de encontrar um dia a paz que tanto anseio, a redenção da minha mente.

Inserida por xALVESFELIPE