Carta a um Amigo Detento
Para Onde Vai o Amor Quando Não Há Quem Amar?
Existe um amor que nasce antes do encontro.
Um amor sem rosto, sem nome, sem história
mas não sem peso.
Ele se acumula no peito como algo vivo, pulsante,
pedindo passagem, pedindo destino.
Não é carência.
É excesso.
Há quem diga que vem de outras vidas.
Mas pouco importa a origem quando ele insiste nesta.
Porque amar sem poder tocar,
sem poder oferecer,
é como respirar fundo num quarto sem janelas.
Às vezes alguém aparece.
E por um instante tudo parece fazer sentido.
O coração se apressa, reconhece sinais,
acredita ter encontrado o lugar certo para pousar.
Então eu entrego, não aos poucos,
mas inteira.
E dói perceber, quase sempre tarde demais,
que não era ali.
Nunca foi.
A pessoa vai,
mas o amor fica.
O tempo passa.
Outros chegam, outros partem.
E eu sigo carregando esse amor intacto,
sem ter onde colocá-lo,
sem ter quem o sustente do outro lado.
Ele cresce em silêncio.
Não some.
Não cansa.
Até que nasce um medo:
não o de deixar de amar,
mas o de amar demais
sem testemunha,
sem retorno,
sem encontro.
E então a pergunta se impõe, não como resposta,
mas quase como uma ferida aberta:
O amor precisa de alguém para existir
ou basta existir em quem o sente?
- Mirelle Cerqueira
É uma substância nova. Meu corpo está tão dependente que lateja na falta. É um gosto peculiar – algo como nuvem do céu. Explode como estrela: perfura e faz cócegas nos cantos da boca.
- uma substância única, que de longe sinto o cheiro quando se aproxima: você esbarrando desastrado nos cômodos da casa.
Quando entendermos que tudo é parte de um ciclo natural, podemos aprender a aceitar as mudanças como uma oportunidade de crescimento e evolução. A dança da vida, nos lembra que devemos nos adaptar a essas transformações e fluir com elas, em vez de resistir ou se prender ao passado...
- Edna Andrade
Bom eram os lábios.
Carnudos, precisos. Me embalavam a boca, como se fizesse dela um bombom. A ponta da minha língua já hipnotizada, já não sabia outro sabor, ao não ser o daquela boca. E não importava: o tempo, a hora, onde, quando... importava os olhos que sorriam, quando enfim ele me largava e me olhava fundo. Penetrava a alma. Como aquele cafajeste me enrolava! E como eu adorava ser enrolada por ele.
Alimentar os desejos, dia após dia, é dar munição ao inimigo interior.
Chega um ponto em que ele se fortalece o suficiente para inverter toda a situação,
na qual antes o homem julgava estar no controle e, depois, torna-se refém dos próprios desejos.
Uma coisa é o desejo estar nas mãos do homem;
outra, totalmente diferente, é o homem estar sob o domínio do desejo,
sendo manipulado, exposto e reduzido de forma miserável,
até ter sua dignidade estigmatizada e destruída.
As consequências são desastrosas.
Eu tenho um conceito sobre o amor: amar é ir além de algo simples; é mais do que admirar um ser vivente. O amor faz com que tudo à sua volta, mesmo em meio ao caos, se torne perfeito, pois a presença daquela pessoa, mesmo em situações difíceis, faz com que você não precise de mais nada além de oferecer o melhor a ela.
É místico, é forte, é sobrenatural e fenomenal. O amor é inexplicável, assim como o futuro é incerto para nós, pois, afinal, só conseguimos senti-lo no presente, sendo um sentimento lindo e prazeroso.
SOU UM NOVO HOMEM
Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por voce, de tudo sou capaz.
Ela chegou
Bagunçou minha solidão
Eu não acreditava em amor
Ela me mostrou um mundo novo
Que eu não conhecia
A semente ela plantou
E hoje estar colhendo
Eu sou um novo homem
Aprendi amar com você
Todas as noites divido contigo meu prazer.
Faço tudo, e farei um pouco mais.
Por te amar por te amar
Por você de tudo sou capaz
Sou um novo homem
Você me resgatou
Hoje tenho consciência
Que existe amor
E o meu é você,
Poeta Antonio Luis
O Espaço do Novo
Todo fim é semente,
Um ontem que se faz ausente
Para o agora florescer.
É preciso deixar morrer
O que já não nos habita.
Ressignificar é a escrita
De quem entende o sinal:
O encerramento é o portal,
Não o ponto final.
Esvazio as mãos do que foi,
Pois o que fica, me constrói.
E o que parte, abre o lugar
Para o universo me apresentar
O que eu ainda não ousei sonhar.
Mulheres, um poema.
Mulher, tua essência é divina,
teu sorriso é a luz que ilumina,
a tua força é admirável,
e a tua coragem inegável.
Com teu jeito delicado,
sabes ser forte quando necessário,
lutas pelos teus direitos,
e jamais desiste dos teus feitos.
És mãe, filha, amiga, companheira,
és a flor que encanta a vida inteira,
és o amor que aquece o coração,
e a esperança que traz a renovação.
Mulher, és obra-prima da natureza,
fonte de amor, carinho e beleza,
mereces todo o respeito e admiração,
por seres exemplo de superação.
Que a tua luz continue a brilhar,
e que a tua voz seja sempre a falar,
em defesa da igualdade e da paz,
porque és um ser humano capaz.
Mulher, tu és uma dádiva divina,
uma inspiração que ilumina,
o mundo inteiro a te reverenciar,
pela tua força e capacidade de amar.
Poema sobre a morte
A morte é um mistério profundo,
um enigma sem solução.
Ela vem sem aviso prévio,
sem convite ou permissão.
A morte é como uma sombra,
que nos segue por toda a vida.
Ela nos leva para o desconhecido,
sem deixar pistas ou saídas.
E quando a morte chega,
ela leva tudo o que temos.
Deixando apenas lembranças,
e um vazio que não podemos preencher.
Mas talvez a morte não seja o fim,
apenas uma transformação.
Uma passagem para outro lugar,
um renascimento para a eternidade.
Então, não tenha medo da morte,
ela é apenas uma parte da vida.
Abrace-a com coragem e dignidade,
e viva cada momento com intensidade.
Olhar
Há um homem de olhar fundo,
Que atravessa o silêncio e o mundo
Olhar que fala sem dizer,
Que sabe ler a alma e o ser.
Seu sorriso guarda mistério,
Calmo, forte, quase etéreo,
Quando se aproxima, o ar muda,
Tudo fica mais vivo, mais lua.
Seu toque é verso bem escrito,
Firme, doce, nunca aflito,
É presença que envolve e acalma,
Como abrigo certo pra alma.
E quando o amor se faz calor,
É chama mansa, é puro ardor,
Não grita, não fere, só fica,
Como quem ama e multiplica.
É desse homem que eu falo aqui,
Que marca, que fica, que faz sentir,
Não por excesso, mas por verdade,
Um amor que nasce da profundidade💜
Mostra uma certa pureza com um olhar tímido e curioso, uma aparente fragilidade, mas na sua intimidade, tem uma mulher intensa, cuja sensualidade é exaltada pela noite, uma desenvoltura selvagem, instintiva, excitante, reunindo doçura e audácia,
Então, ela não se agrada com uma mente vazia, alcança a euforia com carícias e palavras, uma sintonia rara de desejos e de mentalidade, saboreia uma reciprocidade explícita, aprofundada, que faz arrepiar de verdade todo o seu corpo ao ponto de alegrar a sua alma,
E com essa personalidade excêntrica, é atraente, cada encontro, por mais breve que seja, pode ser marcante assim como as tatuagens presentes na sua pele, a sua intensidade incessante, o seu êxtase que é recorrente, arte exuberante, mais ainda quando anoitece.
“Eu me lembro” é mais romântico do que “eu te amo”.
Eu estive em um relacionamento por algum tempo.
Ele me amou de todas as formas que, teoricamente, alguém deveria ser amado.
Havia esforço.
Paciência.
Constância.
E eu me convenci de que isso precisava ser suficiente.
Mas o que sempre me faltou foi a fluência,
aquela intimidade silenciosa que nasce da atenção.
Ele não se lembrava de mim como eu me lembrava dele.
E eu sei que pode parecer pequeno, quase bobo, mas eu comprava o suco favorito dele porque lembrava do sabor de pêssego que ele gostava.
Eu evitava colocar meu cachorro nos lugares que ele ia, porque sabia que ele tinha alergia.
Eu só não percebi o quanto precisava que isso fosse recíproco até uns dias atrás, quando reencontrei uma pessoa que eu não via há anos.
Não havia absolutamente nenhuma base para um relacionamento.
Nada promissor, nada concreto.
Mas, depois que nos vimos, ela me pegou de surpresa ao dizer:
“Vamos sair para andar.”
E eu respondi, quase automaticamente:
“Só pra te lembrar, eu não posso suar.”
Mesmo depois de um ano sem nos falarmos, ela sorriu e disse:
“Ah, não se preocupa. Eu já comprei seu refresco favorito.”
E eu fiquei parada ali, no meio da cozinha.
Nunca estive apaixonada por aquela pessoa.
E ela nunca esteve apaixonada por mim.
Mas, naquele instante, eu me senti profundamente vista.
E, de um jeito estranho, amada.
Porque não era só sobre lembrar de uma restrição minha.
Era sobre, mesmo depois de um ano de silêncio, ainda existirem detalhes meus que ela achou que valiam a pena guardar.
Aquilo pareceu mais íntimo do que qualquer “eu te amo” que já disseram pra mim.
Porque declarações de amor são palavras.
Mas lembrar é ação.
Você pode fingir que ama alguém,
mas não pode fingir que lembra.
Lembrar significa pensar em alguém mesmo na ausência,
mesmo quando não é conveniente,
mesmo quando a vida segue normalmente.
É quando, sem perceber,
a pessoa aparece.
Eu te encontro no corredor do suco de pêssego.
Eu te encontro na fruteira.
Eu te encontro em milhares de pequenas escolhas que faço sem pensar.
Porque, querendo ou não,
pelo resto da minha vida…
Eu vou lembrar que ele era alérgico a cachorros.
Um Passo há Frente
Grandes momentos que passamos juntos, sorrisos e felicidades alcançadas, um amor que era e é incondicional. Os teus olhos eram verdadeiros quando eles me encaravam, os teus lábios quando tocados no meu diziam: “como eu te amo tanto”, fazendo com que eu me apaixonasse cada vez mais por você, sinto falta dos momentos que passávamos juntos sentados naquele banco na beira da praia ao por do sol, mas chegaram os tempos difíceis, os problemas e frustrações vieram, passamos juntos pelas dificuldades que a vida nos trazia, chorávamos juntos, nos consolávamos juntos. As brigas não acabavam, porém tínhamos consciência de que estávamos machucando um ao outro mesmo com palavras, e pedíamos perdão um ao outro, dizendo palavras reconfortantes e nunca esquecemos de um fator importante, “O amor que sentíamos um pelo o outro, era maior do que qualquer coisa”. E o que fazíamos depois disso? Simples. Seguimos em frente, sempre juntos e nunca sozinhos, porque simplesmente nos amamos e isso é o que importa.
“Ame com carinho, com respeito e acima de tudo com amor, pois à medida que o tempo passa ele pode desabar e você que não o preservou vai olhar para trás e se arrepender, querendo voltar atrás e não poder ter mais a chance que um dia conquistou”.
Tem um momento em que gostar de alguém deixa de ser leve
e vira um espelho.
Porque não é mais sobre ela.
É sobre o risco de alguém enxergar
o que você mesmo às vezes evita olhar.
Se eu me declarar, não entrego só um sentimento —
entrego minhas contradições, meus exageros,
meu jeito intenso de sentir,
meus silêncios estranhos,
meu fundo que não é raso.
E o medo não é ela ir embora.
É ela ficar…
mas só até perceber quem eu sou de verdade.
Enquanto eu não falo, eu controlo a narrativa.
Sou interessante, sou tranquilo, sou seguro.
Mas isso é só a borda.
Quando eu falo, eu afundo.
E quem afunda não escolhe o que o outro vai ver.
Mas existe uma verdade que pesa mais que o medo:
se alguém só gosta da minha superfície,
então nunca gostou de mim.
Ficar calado me mantém perto,
mas me mantém escondido.
E amor nenhum sobrevive a um esconderijo.
Talvez eu assuste.
Talvez eu perca.
Mas se eu não for inteiro,
o que sobra não sou eu —
é só alguém tentando caber.
E eu já aprendi:
ser aceito pela metade
é uma solidão disfarçada de companhia.
Ecos de uma Nova Estação
É inverno, e sinto o frio se aproximar.
Há um sussurro gelado que dança nas folhas que restam,
como se as árvores se vestissem de ausências,
despindo-se de folhas, como almas diante do inevitável.
Suas sombras alongam-se,
guardiãs de um silêncio que só o inverno traz.
Os pássaros emigram,
levando sonhos e canções para terras distantes,
enquanto nós, aqui, envoltos em mantos e lembranças,
esperamos a temperatura cair,
como quem espera o nascer de um poema.
Os bancos do parque, agora vazios,
guardam histórias de verões passados,
memórias aquecidas pelos sorrisos que se foram,
tal qual lembranças escondidas em caixas de sapatos.
E há, sempre, a estátua do herói,
imóvel em seu bronze e sua glória,
silenciosa testemunha de nossa transição,
do calor para o gélido aconchego das novas manhãs.
Nas ruas, a pressa dos passos se transforma em lentidão,
como se o frio pedisse um compasso diferente,
um momento para refletir,
para sentir a terra e o tempo.
Internamente, ecos de uma nova estação.
Chove bastante aqui dentro,
venta forte e inverno-me.
Mas, ao invés de praguejar, varro as folhas caídas,
agradeço o beijo da brisa,
e tento preservar os galhos,
até o meu próximo florescer.
Felicidade é um Sopro
Felicidade não se vende.
Tentei comprá-la um dia: veio vazia.
Embrulhada em papel brilhante,
mas, por dentro, vento.
A paz não aceita ser parcelada.
Mora onde o tempo esquece de contar segundos.
Onde o dia apenas acontece.
Se a vida quer um canto de mim,
dou-lhe a sombra de um ipê.
Dou-lhe meu cansaço entregue à rede.
Dou-lhe meu silêncio.
Dou-lhe meus ouvidos.
E que ninguém me peça recibo.
"Queria ser um herói.
Não para ter poderes
equivalentes a mil sois.
Não.
Não para me tornar um juiz
e as vezes algoz.
Não.
Não pelo reconhecimento em ser belo, forte
ou super veloz.
Não.
Queria ser um super herói apenas por um motivo...
Nos heróis
as feridas não doem"
Frankenstein’s
“Sou um conjunto de frações, habitam em mim partes a parte que não nasceram em mim e hoje medram num corpo que agora é meu.
Tenho um pouco de todos e todos um pouco de mim, vejo-me diluído. Esse eu sem nome, essa parte a parte que nasceu em mim e hoje floresce em outro corpo ainda sou eu.
Gasto-me em uma velocidade absurda, partes de mim estão por toda parte.
Sinto que só sou inteiro quando estou disperso.
Como um ramo novo arrancado da arvore e plantado em nova terra.
Como a arvore que viaja através de suas sementes, vivo nas entranhas alheias.
Logo, quem tenta encontrar a perfeição humana terá uma busca impossível, já não existem encaixes perfeitos em pedaços distintos."
Ai, que saudades que eu tenho do sertão
tinha um ranchinho
hoje não vejo mais nada
Ai, ai, meu Deus
quanta dor, quanta aflição
êêê, quanta saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado
Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado
Ai, que saudade eu tenho da minha boiada
pega de boi
da minha vaquejada
do meu chapéu
do meu facão
do meu gibão
Ai, que saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado
Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado
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