Carta a um Amigo Detento
Posso ouvir mais, quando vou ser ouvida?
posso dar o ombro mais, quando vou ganhar um ombro?
posso te ve chora e quando você chora, não vou pedir
nem pra ser ouvida, muito menos pedirei um ombro, só enchugarei suas lagrimas, pois o melhor da amizade é
dar carinho sem a nescesidade de imploralo de volta.
Eu me lembro sempre
Onde quer que eu vá
Só um pensamento
Em qualquer lugar
Só penso em você
Em querer te encontrar
Ah! Ah!
Só penso em você
Em querer te encontrar...
Lembro daquele beijo
Que você me deu
E que até hoje
Está gravado em mim
Quando a noite vem
Fico louco prá dormir
Só prá ter você
Nos meus sonhos
Me falando coisas de amor
Sinto que me perco no tempo
Debaixo do meu cobertor...
Eu faria tudo
Prá não te perder
Assim!
Mas o dia vem
E deixo você ir...(2x)
Lembro daquele beijo
Que você me deu
E que até hoje
Está gravado em mim
Quando a noite vem
Fico louco prá dormir
Só prá ter você
Nos meus sonhos
Me falando coisas de amor
Oh! Oh! Oh!
Sinto que me perco no tempo
Debaixo do seu cobertor...
Eu faria tudo
Para não te perder
Assim!
Mas o dia vem
E deixo você ir...(2x)
E Deixo você ir ... (2x)
Voando no chão
Um dia, sentindo o vento tocar em meu rosto,
A doçura do tempo,
E enxergando mesmo com os olhos fechados,
Comecei a viajar...
E fui onde ninguém jamais foi,
E me senti como o foco principal,
Um homem imortal,
A vida viva e a norte ausente,
O tempo esquecido,
E a realidade imprudente.
Fresando o caminho,
Andei em singelos passos,
Mas com forte e grande confiança.
Como foi boa aquela viagem,
Eu já tenho passagens para retornar a este lugar,
Sou um simples viajante,
Porém, sonhador de sonhos distantes.
O meu carro, pequeno,
Na verdade nem cabe a minha cabeça,
Mas o que ele pode fazer,
São coisas, anormais, o homem que enlouqueça.
Na verdade todos possuem,
Cada ser humano tem seus carros que convém,
Alguns mais estragados,
Outros novos,
O grande incômodo,
É o medo de viajar,
E o triste jeito de se acomodar.
E se vivermos sem jamais ter feito essa viagem,
Viveremos presos ao medo de ter coragem.
É confuso mais não absurdo,
Ainda por saber,
Que todos gratuitamente têm essa chance,
Mas renunciam a oportunidade de voar,
E vivem a “grande” vida, tristes, sem saída.
Eu posso ver pelo jeito que você vem gritando o nome dela
Que isso é mais que amizade
Com um sorriso no rosto e uma expressão de "eu vou lutar até a morte" nos olhos dela
Você me acha tão dramática, apenas imaginando coisas de novo
Você vem em defesa dela, insistindo que ela é inocente
Bem, me desculpe por querer ser a única fechadura que cabe na sua chave
Você acredita que não há nada escondido na manga dela?
Mas espere e veja
Você diz que o amor é cego. Eu digo: Abra seus olhos
Ela é muito esperta
Ela trairia e mentiria para fazer você amar ela
E quem é a vítima se agora não faz diferença?
Eu irei embora de um jeito ou de outro
Por um minuto veja o meu lado: você não acha que sentiria o mesmo?
Como se você precisasse lutar pela vitória num jogo que você já ganhou
Eu não deveria lutar por algo que já é meu
Mas a perseguição dela tirou minha paz
Mas não adianta chorar para você
É a você que os planos dela prejudicaram
O que está feito, está feito
Eu deveria conter minha língua
Mas alguém tem me superado
Você está indo na contramão
E não é de se admirar
Ela está acelerando seu jogo
Está fazendo de você um prisioneiro para a sala da fama dela
Está procurando um vencedor para o troféu de casos dela
E você precisa considerar que o que você acha que merece
É tudo que vale a pena pra você?
Não, não, não
Todo começo tem um primeiro passo.
Todo universo tem espaço.
Todo ser merece um colo, um abraço.
Assim também qualquer um tem direito de errar. saber
que errou e ser perdoado.
E ter ainda uma nova oportunidade.
Assim foi me ensinado, assim aprendi.
Aprendi que todo ser erra.
Mas nem por isso me dou o direito de errar.
Quero poder ser útil e confiável.
Quero apenas ser eu em corpo, alma, coração e humanidade..
SARAU, UM RETORNO À COMUNICAÇÃO CONSTRUTIVO/DIVERTIDA
Minha família precisou viajar. Fiquei comigo me fazendo companhia e resolvi contar-lhes o renascimento de uma idéia boa.
Em tempos anteriores ao meu surgimento no Planeta Terra, as famílias tinham o hábito de se reunir pelo menos uma vez por semana, para baterem papo, trocar idéias, se divertirem, às vezes até saboreando petiscos deliciosos.
Desta confraternização muitos pais e indivíduos sem ainda um casamento tiravam informações preciosas, aprendizados úteis para o resto da vida.
Estas reuniões, chamadas de Saraus, englobavam manifestações artísticas de seus freqüentadores, onde muitas vezes surgia um músico, um poeta, um filósofo, um revelador da lógica obscura para alguns, uma orientação de medicina preventiva, como o “gargarejo da vovó”, infalível para a cura de oro-faringites e amidalites crônicas. Consistia em adicionar a meio copo de água, uma colher de chá de sal e oito a dez gotas de tintura de iodo, conforme a gravidade. Fazendo dois gargarejos por dia, cedo e à noite, a boa velhinha curava todo mundo, não sem antes indicar um teste, que mais parecia uma simpatia: “após feita a solução, molhe um dedo limpo nela, esfregue da parte de dentro do braço e aguarde 3 minutos; se pinicar, não use”.
Mal sabia ela que estava inventando a alergia, só conhecida como assadura ou “perebas” depois do uso de comidas, certas roupas e contato com determinados produtos.
Bons tempos aqueles, onde mesmo sem os recursos “modernos” da ciência, buscava-se a fraternidade. Até os erros ambientais eram contados em filmes, romances, como momentos de ternura.
Mas nem tudo está perdido. Há 8 anos reintroduzi no meu ciclo de amizades, aos poucos, sem dizer nada sobre a mineirice que me domina, o sarau. De início com reuniões de jantares prosaicos, depois aulas de dança de salão, aos poucos causos e piadas sadias, para finalmente entrar com outras artes, como a poesia, o canto, a música instrumental.
E sabem que a acolhida está tão boa, que estão até me pagando cachê, para fazer o sarau em casas noturnas, onde antes só imperava o “tu-chis-tum”? A moçada vibra, descobre Drumonnd, Meireles, até as paródias sobre os Lusíadas e algumas músicas. Estão começando a curtir o dançar de rostinho colado...
Melhor que “ficar”, como moderna ação.
É o que sempre digo: “Êta mundão veio sem porteira”.
É o que eu já disse: “Viver, porque viver é valorizar o valor da vida!”.
Inté mais.
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www.drmarcioconsigo.com
O Sapato
Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?
O homem prontamente respondeu
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.
Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.
Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.
Autor desconhecido
Há palavras que nos beijam
já escrevia o poeta
palavras já inventadas
um punhado de palavras
que nos vão tocando a alma
palavras pequenas
palavras apenas
pequenos momentos
palavras ao vento
que partem de mim
que chegam a ti
que roçam o rosto
que tocam a alma
são mais que palavras
apenas palavras
que saem de mim
NADA COMO UM NOVO AMOR....
Nada como um novo amor,
Para colorir a sua manhã,
Para aquecer o seu dia,
Para dar brilho à suas noites...
Nada como um novo amor,
Que te faça voltar a sorrir,
Que te faça brincar como criança,
Que te trate como alguém especial...
Nada como um novo amor,
Que brinde com você as suas conquistas,
Que caminhe com você a cada dia,
Que te segure na hora em que pense cair...
Nada como um novo amor,
Que te pegue com carinho,
Que te toque com jeitinho,
Que ao final do dia te ponha pra dormir ....
O VENTO E O TEMPO
Se o vento movimentasse o tempo
O tempo seria assim como um cata-vento
Girando e parando a todo o momento
O tempo seria assim como um barco à vela
Indo e voltado em diferentes momentos
O tempo seria assim como a poeira
Pairando e assentando em cada vão momento
O tempo seria assim como a inspiração
Fluindo e fugindo no exato momento
O tempo deixaria de existir... em certos momentos
Como não existe o vento... na calmaria do tempo...
Porque te tenho …
Vivo a vida com prazer
Com alegria e empenho
E um sentimento a CRESCER
Só por saber que te tenho
SENTIMENTO esse tão forte
Mas que não sei descrever
Estou certo que só por morte
Ele vai desaparecer
Por vezes paro a pensar
Como é que foi possível
Eu poder-me APAIXONAR
Duma forma tão incrível
Incrível não deve ser
Embora aquilo que SINTO
Eu não saiba descrever
Acredita não te minto
Palavras eu não consigo
Encontrar p’ra te dizer
O quanto é bom ‘star CONTIGO
O quanto é bom eu te ter
Todo eu sou sentimento
Amor prazer e paixão
Sinto-te a todo o momento
Dentro do meu CORAÇÃO
Amo-te tanto querida
Meu doce amor mulher minha
És p’ra mim tudo na vida
Amo-te tanto JOINHA
Eu quero um mundo todo azul
Azul da cor do céu em dia de sol,
Azul da cor do mar,
Azul, azul, todo azul, azul da cor dos sonhos meus.
Eu quero ser grande, grande no pensamento,
Grande no coração,
Eu quero ser grande, grande amiga, grande filha,
Grande mãe, grande mulher.
Eu quero ser rica, rica de saúde,
Rica de alegria,
Rica de sorrisos,
Rica de idéias.
Eu quero ter longos,
Longos dias felizes,
Longos momentos inesquecíveis,
Longas histórias para contar.
Eu quero amar, amar as minhas lágrimas,
Amar minhas fraquezas, os meus defeitos,
Amar as minhas palavras, amar os meus cabelos,
Amar os meus olhos, desejos, sonhos
Eu quero amar a minha vida.
Eu quero poder, poder voar,
Poder ensinar, poder fala,
Poder experimentar,
Poder descobrir.
Eu quero sentir a chuva molhar,
Sentir o sol aquece
Sentir a neve gela
Sentir o mundo vibrar.
Eu quero ser de todas as formas, eu quero ousar,
Eu quero ir, me atrever e perseverar.
E eu vou atrás de tudo isso, com fome,
Com vontade, com garras.
E nunca será tarde pra mim, porque o meu querer,
É tão forte quanto o meu sonhar.
Eu te amo,
por teu nome chamo.
Um carinho peço,
um grande afeto.
Perfeito,
o teu jeito.
Minha paixão,
dentro do meu coração.
Um céu estrelado,
com você ao meu lado.
Em minhas palavras tanta emoção,
que jamais seriam ditas em vão,
são pelo teu amor.
E sempre serão
palavras vindas do coração.
E assim te espero,
te desejo e
te quero.
A um poeta
'Bem sei que existem pedras pela estrada
E que, sob elas tendo de marchar,
não te será possível evitar,
de vez em quando,a dor de uma topada.
Isso,porém não há de alterar nada.
Ou quase nada poderá mudar
em teu modo de ser e de encarar
o mundo,o ideal e o encanto de uma jornada.
Seja tua vida estreada larga e reta
ou tortuoso,estreito e íngreme caminho,
ou tenhas de um deserto atravessar,
abrigando,em teu corpo,alma de poeta.
Sempre ouvirás o cantar de um passarinho
em ti mesmo e uma fonte a soluçar.'
"Morrer na primeira fila, lutar pela pátria
É o destino mais bonito e digno de um bom guerreiro
Mas deixar a cidade e os ricos prados,
Com o seu velho pai e sua mãe amada,
E as suas pequenas crianças, e a mulher casada,
E aos grandes mendigar,
É o mais triste destino que reserva a vida.
Todos aqueles a quem a se suplica desviam-se, desprezíveis
A miséria possui-vos, a necessidade odiosa,
A desonra cai sobre quem despreza a raça,
Dos que errantes vão toda a beleza se apaga,
E a miséria e o desprezo vão acompanhá-los,
Ah! se morre toda a estima para com estes vagabundos,
Se o respeito se vai, a consideração e a piedade,
Lutem pela pátria, orgulhosamente e morram
Pelos nossos filhos, sem querer o nosso sangue poupar!
A escuridão da morte
deverá ser tão bem recebida quanto a luz do Sol."
Quando tudo começou.
Não passava de brincadeiras.
Mas creio que toda brincadeira tem um fundo de verdade.
Nunca fui.
Nem nunca serei capaz de te fazer feliz.
Acho que te feri.
Magoei.
Fiz tudo errado.
Eu sei.
Acho que você teve conclusões
erradas das minhas atitudes.
Que você esperava mais de mim.
Esperava um amor que eu nao fui capaz de te dar.
Gestos que eu não soube fazer.
Escolhas que eu não escolhi.
Versos que eu não escrevi..
Fico triste, por ter te feito tão mal.
Sei oque fiz e não o faria denovo.
Mesmo sem me arrepender de nada oque aconteceu.
Mas se soubesse o rumo que tomaria
Não o deixaria ter acontecido.
Tão especial você é.
Mas não é quem eu quero pra mim.
Não é minha escolha.
Então quem você é?
Não sei...
Quem sabe um pedaço do meu futuro.
Ou só do presente.
Ou já posso considerar passado.
Não queria te fazer sofrer.
Me sinto a pior pessoa do mundo por isso.
Mas você me pediu ironicamente para ser feliz.
Prometo que tentarei.
Por você.
Mas não, com você...
foi por uma boa causa.
errei...
errei quando acreditei que minha vida podia ser um conto de fadas...
errei quando acreditei na bondade das pessoas...
errei no detalhe,por ingenuidade...
errei quando acreditei que voce poderia fazer por mim,tudo aquilo que fis por voce!!!
errei tentando e tentando errei...
me orgulho de meus erros...
pois errei por amor...
e por amor sei que morrerei,mesmo que errando!
mas morrerei tentando!!!
Teu olhar
Procuro no teu olhar
Um sinal, um caminho,
Uma maneira de te encontrar
Uma forma de tocar teu coração.
Difícil...
Há uma névoa que me deixa perdido,
Que me tira da rota,
Que me desnorteia.
Procuro no teu olhar
Um sim
Um doce talvez
Uma esperança...
Não encontro respostas
Dúvidas e incertezas me assolam
Perco mais uma batalha.
Procuro no teu olhar
Uma concordância
Uma reciprocidade
Um assentimento.
Mas algo me afasta
Interrompe minha busca
Sugere que eu desista.
Procuro no teu olhar
O significado desse brilho...
Essa incógnita que me intriga
Que me deixa desejoso de decifrá-la...
Embora árdua,
Há de valer à pena essa luta.
Pois teu olhar me parece reservar coisas
Que eu lutaria a eternidade para fazer parte dele.
Kierkegaard
Kierkegaard é um dos raros autores cuja vida exerceu profunda influência no desenvolvimento da obra. As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo – herança de um pai extremamente religioso, que cultuava a maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.
Sétimo filho de um casamento que já durava muitos anos – nasceu em 1813, quando o pai, rico comerciante de Copenhague, tinha 56 e a mãe 44 –, chamava a si mesmo de "filho da velhice" e teria seguido a carreira de pastor caso não houvesse se revelado um estudante indisciplinado e boêmio. Trocou a Universidade de Copenhague, onde entrara em 1830 para estudar filosofia e teologia, pelos cafés da cidade, os teatros, a vida social.
Foi só em 1837, com a morte do pai e o relacionamento com Regina Oslen (de quem se tornaria noivo em 1840), que sua vida mudou. O noivado, em particular, exerceria uma influência decisiva em sua obra. A partir daí seus textos tornaram-se mais profundos e seu pensamento, mais religioso. Também em 1840 ele conclui o curso de teologia, e um ano depois apresentava "Sobre o Conceito de Ironia", sua tese de doutorado.
Esse é o momento da segunda grande mudança em sua vida. Em vez de pastor e pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão. Para ele, essa era a única maneira de vivenciar sua fé. Rompido o noivado, viajou, ainda em 1841, para a Alemanha. A crise vivida por um homem que, ao optar pelo compromisso radical com a transcendência, descobre a necessidade da solidão e do distanciamento mundano, está em Diários.
Na Alemanha, foi aluno de Schelling e esboça alguns de seus textos mais importantes. Volta a Copenhague em 1842, e em 1843 publica A Alternativa, Temor e Tremor e A Repetição. Em 1844 saem Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia. Um ano depois, é editado As Etapas no Caminho da Vida e, em 1846, o Post-scriptum a Migalhas Filosóficas. A maior parte desses textos constitui uma tentativa de explicar a Regina, e a ele mesmo, os paradoxos da existência religiosa. Kierkegaard elabora seu pensamento a partir do exame concreto do homem religioso historicamente situado. Assim, a filosofia assume, a um só tempo, o caráter socrático do autoconhecimento e o esclarecimento reflexivo da posição do indivíduo diante da verdade cristã.
Polemista por excelência, Kierkegaard criticou a Igreja oficial da Dinamarca, com a qual travou um debate acirrado, e foi execrado pelo semanário satírico O Corsário, de Copenhague. Em 1849, publicou Doença Mortal e, em 1850, Escola do Cristianismo, em que analisa a deterioração do sentimento religioso. Morreu em 1855.
Filósofo ou Religioso?
A posição de Kierkegaard leva algumas pessoas a levantar dúvidas a respeito do caráter filosófico de seu pensamento. Pra elas, tratar-se-ia muito mais de um pensador religioso do que de um filósofo. Para além das minúcias que essa distinção envolveria, cabe verificar o que ela pode trazer de esclarecedor acerca do estilo de pensamento de Kierkegaard. Pode-se perguntar, por exemplo, quais as questões fundamentais que lhe motivam a reflexão, ou, então, qual a finalidade que ele intencionalmente deu à sua obra.
Estamos habituados a ver, na raiz das tentativas filosóficas que se deram ao longo da história, razões da ordem da reforma do conhecimento, da política, da moral. Em Kierkegaard não encontramos, estritamente, nenhuma dessas motivações tradicionais. Isso fica bem evidenciado quando ele reage às filosofias de sua época – em especial à de Hegel. Não se trata de questionar as incorreções ou as inconsistências do sistema hegeliano. Trata-se muito mais de rebelar-se contra a própria idéia de sistema e aquilo que ela representa.
Para Hegel, o indivíduo é um momento de uma totalidade sistemática que o ultrapassa e na qual, ao mesmo tempo, ele encontra sua realização. O individual se explica pelo sistema, o particular pelo geral. Em Kierkegaard há um forte sentimento de irredutibilidade do indivíduo, de sua especificidade e do caráter insuperável de sua realidade. Não devemos buscar o sentido do indivíduo numa harmonia racional que anula as singularidades, mas, sim, na afirmação radical da própria individualidade.
De onde provém, no entanto, essa defesa arraigada daquilo que é único? Não de uma contraposição teórico-filosófica a Hegel, mas de uma concepção muito profunda da situação do homem, enquanto ser individual, no mundo e perante aquilo que o ultrapassa, o infinito, a divindade. A individualidade não deve portanto ser entendida primordialmente como um conceito lógico, mas como a solidão característica do homem que se coloca como finito perante o infinito. A individualidade define a existência.
Para Kierkegaard, o homem que se reconhece finito enquanto parte e momento da realização de uma totalidade infinita se compraz na finitude, porque a vê como uma etapa de algo maior, cujo sentido é infinito. Ora, comprazer-se na finitude é admitir a necessidade lógica de nossa condição, é dissolver a singularidade do destino humano num curso histórico guiado por uma finalidade que, a partir de uma dimensão sobre-humana, dá coerência ao sistema e aplaca as vicissitudes do tempo.
Mas o homem que se coloca frente a si e a seu destino desnudado do aparato lógico não se vê diante de um sistema de idéias mas diante de fatos, mais precisamente de um fato fundamental que nenhuma lógica pode explicar: a fé. Esta não é o sucedâneo afetivo daquilo que não posso compreender racionalmente; tampouco é um estágio provisório que dure apenas enquanto não se completam e fortalecem as luzes da razão. É, definitivamente, um modo de existir. E esse modo me põe imediatamente em relação com o absurdo e o paradoxo. O paradoxo de Deus feito homem e o absurdo das circunstâncias do advento da Verdade.
Cristo, enquanto Deus tornado homem, é o mediador entre o homem e Deus. É por meio de Cristo que o homem se situa existencialmente perante Deus. Cristo é portanto o fato primordial para a compreensão que o homem tem de si. Mas o próprio Cristo é incompreensível. Não há portanto uma mediação conceitual, algum tipo de prova racional que me transporte para a compreensão da divindade. A mediação é o Cristo vivo, histórico, dotado, e o fato igualmente incompreensível do sacrifício na cruz. Aqui se situam as circunstâncias que fazem do advento da Verdade um absurdo: a Verdade não nos foi revelada com as pompas do conceito e do sistema. Ela foi encarnada por um homem obscuro que morreu na cruz como um criminoso. O acesso à Verdade suprema depende pois da crença no absurdo, naquilo que São Paulo já havia chamado de "loucura". No entanto, é o absurdo que possibilita a Verdade. Se permanecesse a distância infinita que separa Deus e o homem, este jamais teria acesso à Verdade. Foi a mediação do paradoxo e do absurdo que recolocou o homem em comunicação com Deus. Por isso devemos dizer: creio porque é absurdo. Somente dessa maneira nos colocamos no caminho da recuperação de uma certa afinidade com o absoluto.
Não há, portanto, outro caminho para a Verdade a não ser o da interioridade, o aprofundamento da subjetividade. Isso porque a individualidade autêntica supõe a vivência profunda da culpa: sem esse sentimento, jamais nos situaremos verdadeiramente perante o fato da redenção e, conseqüentemente, da mediação do Cristo.
O Sofrimento Necessário
A subjetividade não significa a fuga da generalidade objetiva: ao contrário, somente aprofundando a subjetividade e a culpa a ela inerente é que nos aproximaremos da compreensão original de nossa natureza: o pecado original. E a compreensão irradia luz sobre a redenção e a graça, igualmente fundamentais para nos sentirmos verdadeiramente humanos, ou seja, de posse da verdade humana do cristianismo. A autêntica subjetividade, insuperável modo de existir, se realiza na vivência da religiosidade cristã.
A subjetividade de Kierkegaard não é tributária apenas da atmosfera romântica que envolvia sua época. Seu profundo significado a-histórico tem a ver, mais do que com essa característica do Romantismo, com uma concepção de existência que torna todos os homens contemporâneos de Cristo. O fato da redenção, embora histórico, possui uma dimensão que o torna referência intemporal para se vivenciar a fé. O cristão é aquele que se sente continuamente em presença de Deus pela mediação do Cristo. Por isso a religião só tem sentido se for vivida como comunhão com o sofrimento da cruz. Por isso é que Kierkegaard critica o cristianismo de sua época, principalmente o protestantismo dinamarquês, penetrado, segundo ele, de conceituação filosófica que esconde a brutalidade do fato religioso, minimiza a distância entre Deus e o homem e sufoca o sentimento de angústia que acompanha a fé.
Essa angústia, no entender de Kierkegaard, estaria ilustrada no episódio do sacrifício de Abraão. Esse relato bíblico indica a solidão e o abandono do indivíduo voltado unicamente para a vivência da fé. O que Deus pede a Abraão – que ele sacrifique o único filho para demonstrar sua fé – é absurdo e desumano segundo a ética dos homens.
Não se trata, nesse caso, de optar entre dois códigos de ética, ou entre dois sistemas de valores. Abraão é colocado diante do incompreensível e diante do infinito. Ele não possui razões para medir ou avaliar qual deve ser sua conduta. Tudo está suspenso, exceto a relação com Deus.
O Salto da Fé
Abraão não está na situação do herói trágico que deve escolher entre valores subjetivos (individuais e familiares) e valores objetivos (a cidade, a comunidade), como no caso da tragédia grega. Nada está em jogo, a não ser ele mesmo e a sua fé. Deus não está testando a sabedoria de Abraão, da mesma forma como os deuses testavam a sabedoria de Édipo ou de Agamenon. A força de sua fé fez com que Abraão optasse pelo infinito.
Mas, caso o sacrifício se tivesse consumado, Abraão ainda assim não teria como justificá-lo à luz de uma ética humana. Continuaria sendo o assassino de seu filho. Poderia permanecer durante toda a vida indagando acerca das razões do sacrifício e não obteria resposta. Do ponto de vista humano, a dúvida permaneceria para sempre. No entanto Abraão não hesitou: a fé fez com que ele saltasse imediatamente da razão e da ética para o plano do absoluto, âmbito em que o entendimento é cego. Abraão ilustra na sua radicalidade a situação de homem religioso. A fé representa um salto, a ausência de mediação humana, precisamente porque não pode haver transição racional entre o finito e o infinito. A crença é inseparável da angústia, o temor de Deus é inseparável do tremor.
Por tudo o que a existência envolve de afirmação de fé, ela não pode ser elucidada pelo conceito. Este jamais daria conta das tensões e contradições que marcam a vida individual. Existir é existir diante de Deus, e a incompreensibilidade da infinitude divina faz com que a consciência vacile como diante de um abismo. Não se pode apreender racionalmente a contemporaneidade do Cristo, que faz com que a existência cristã se consuma num instante e ao mesmo tempo se estenda pela eternidade. A fé reúne a reflexão e o êxtase, a procura infindável e a visão instantânea da Verdade; o paradoxo de ser o pecado ao mesmo tempo a condição de salvação, já que foi por causa do pecado original que Cristo veio ao mundo. Qualquer filosofia que não leve em conta essas tensões, que afinal são derivadas de estar o finito e o infinito em presença um do outro, não constituirá fundamento adequado da vida e da ação. A filosofia deve ser imanente à vida. A especulação desgarrada da realidade concreta não orientará a ação, muito simplesmente porque as decisões humanas não se ordenam por conceitos, mas por alternativas e saltos.
"MÃO DO AMOR
Mais que um beijo, mais que a brisa
Energia que começa por aqui
E quando a gente acha que muito se conhece
Vem uma nova sensação abrandando junto à ti.
Uma força que não se explica,
Entre dois suspiros de paixão
Um gosto forte de lembranças,
Entre músicas que ficarão...
Não sei dizer se percebes o que sinto,
Mas nada disso importa em nosso agora
Um futuro indeciso se aproxima
Com a certeza de que o amor se vai afora
És uma menina de sorriso estampado
Meio indecisa que foges junto à mim
Não admite nunca este acaso,
Muito menos eu à ti
Amor puro, surreal
Que jamais veio igual
Em três noites se viveu
Viveu o sobrenatural
Amor puro, nada banal
Que vem do fundo de você,
Na tua mão um novo prazer,
Algo sobrenatural
São mensagens e notícias,
Dias de assuntos e retóricas
A desculpa de um amor
Num recheio de histórias
É gostoso te sentir
Te morder e te sorrir
Não sei nem o que dizer
O importante é me despir
Não me economizo na paixão
Muito menos no sonhar
Não me envergonho de medir
O quanto posso acreditar
Acredito neste amor,
No ser cúmplice do pensar,
E você diz que me admira,
Nem se deixa acreditar
Amor puro, surreal
Que jamais veio igual
Em três noites se viveu
Viveu o sobrenatural
Amor puro, nada banal
Que vem do fundo de você,
Na tua mão um novo prazer,
Algo sobrenatural"
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