Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
"O escoteirismo católico do ar contempla os céus como morada do Deus Altíssimo e nosso destino de cristãos, se cumprirmos os Seus mandamentos, e vê no desejo do homem de voar uma aspiração da alma para ir ao encontro de Cristo e crescer de modo integral,nas esferas humana, espiritual e intelectual. O conjunto dos agrupamentos do ar na AG&E é conhecido como Esquadra Aérea da AG&E."
"No escoteirismo católico do mar, é muito presente a contemplação das águas como símbolo do Espírito Santo e da navegação como um sinal de nossa peregrinação terrestre, por vezes turbulenta como um oceano bravio, sob a proteção de Nossa Senhora Stella Maris, bem como a embarcação simbolizando a Barca de Pedro, a Igreja Católica. O conjunto dos agrupamentos do mar na AG&E é conhecido como Frota da AG&E”.
"O escoteirismo católico de montanha é especialmente amante das montanhas, dos
alpes, das serras, cerros e colinas. Seus exploradores e guias gostam de praticar alpinismo e rapel, esforçam-se por ver as alturas a serem conquistadas como umsímbolo poderoso de sua progressão espiritual rumo à vida eterna e à posse da graça deDeus convertida em glória. O conjunto dos agrupamentos de montanha na AG&E éconhecido como “Grupo de Montanha da AG&E."
"Os exploradores e guias do escoteirismo católico de selva praticam o método não em um bosque ou floresta, mas no ambiente selvagem da mata virgem e fechada. Sãoassemelhados aos exploradores da modalidade básica, ainda que deles se diferenciempela especialização em locais mais difíceis e perigosos. O conjunto dos agrupamentosde selva na AG&E é conhecido como “Brigada de Selva da AG&E."
"O Ramo Amarelo no escotismo católico, para os lobos e as lobas, destina-se a crianças de 8 a 12 anos, e nele pratica-se um sistema próprio dessa idade, para a socialização infantil e o preparo para o futuro ingresso no Ramo Verde, proporcionando um desenvolvimento em todas as áreasde crescimento: saúde e desenvolvimento físico, carácter, fé em Deus, destreza manual e sentido de entrega e partilha aos outros. Seus membros são organizados em alcatéiaspara os lobos e clareiras para as lobas. As alcatéias e as clareiras dividem-se em bandos. O Ramo Amarelo é conhecido como lobismo ou lobitismo."
"O Ramo Verde no escotismo católico, para os exploradores e as guias, destina-se a crianças e jovens de 12 a 17 anos, praticando-se o escoteirismo clássico, em preparação para a vida adulta, noqual o método original de Baden Powell, descrito em “Escotismo para Rapazes” e naliteratura guidista, é aplicado. Seus membros reúnem-se em patrulhas para oadestramento exaustivo na fé católica, no sentido do serviço e nas técnicas mateiras. Aspatrulhas unem-se em uma tropa."
"O Ramo Vermelho no escotismo católico, para os caminheiros e as guias-maiores, e destina-se a jovens e adultos dos 17 anos em diante, no qual seus membros, os caminheiros e as guias maiores, organizados em uma companhia, aperfeiçoam o treinamento explorador e treinam a liderança do serviço interno do Movimento e para bem desempenhar suastarefas em sociedade, à disposição da Igreja e do próximo. O Ramo Vermelho é a plenitude do escoteirismo e é conhecido como rota ou caminho, quando falamos dos homens, e chama ou fogo, quando falamos das mulheres."
"A Chefia no escotismo católico, o Chefe Escoteiro, é formada por caminheiros e guias-maiores. Reunindo-se as unidades em um agrupamento de exploradores ou agrupamento deguias, estes têm suas chefias também, sempre caminheiros RS e guias-maiores RS. Os chefes vêem no “Guia do Chefe Escoteiro”, de Baden-Powell, um manual seguro para o desempenho de sua liderança, onde, os chefes das unidades devem ser investidos em uma cerimônia solene descrita no Cerimonial da UIGSE. "
“AG&E desconfia de todas as amálgamas sofisticadamente elaboradas ao redor do princípio da neutralidade religiosa. Os esforços empreendidos para dar ao método escoteiro outra base, diferenteda religião, terminaram por levar a uma simples iniciação sentimental ao estilo liberal:uma religião sem dogmas, um decálogo sem Deus, uma entrega sem caridade, um movimento de Bons Samaritanos sem referência ao Evangelho. Um explorador ou uma guia católicos devem viver suas Promessas, os Princípios e a Lei como uma experiênciareligiosa no espírito do Sermão da Montanha que é a verdadeira carta de toda aCavalaria.”
Só vemos as coisas do melhor jeito quando estamos prestes a deixalas. Então é como se visse pela a primeira vez. E ai parece que está tudo brilhando.
Cisne Branco
(Hino da Marinha de Guerra do Brasil)
Qual cisne branco que em noite de lua
Vai deslizando no lago azul
O meu navio também flutua
Nos verdes mares de norte a sul
Linda galera que em noite apagada
Vai navegando no mar imenso
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso
Quanta alegria nos traz a volta
À nossa pátria do coração
Estava cumprida a nossa derrota
Temos cumprido nossa missão
Linda galera que em noite apagada
Vai navegando no mar imenso
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso
Qual linda garça
Que aí vai cruzando os ares
Vai navegando sob um belo céu de anil
Minha galera também vai cortando os mares
Os verdes mares, os mares verdes do Brasil
Quanta alegria nos traz a volta
À nossa pátria do coração
Estava cumprida a nossa derrota
Temos cumprido nossa missão
Linda galera que em noite apagada
Vai navegando no mar imenso
Nos traz saudades da terra amada
Da Pátria minha em que tanto penso.
Devo lembrar... que os de Tal, família composta de párias, de marginais, constituem uma das mais antigas estirpes do Brasil. Suas origens datam do tempo do Descobrimento. OS de Tal são brasileiros de quinhentos anos.
- Quem és tu?
- Não interessa quem eu sou. Não interessa, porque me amas.
De facto, Martin amava-a. Mas como podemos amar alguém em quem não confiamos?
(Martin/Claire/narrador)
Não mais pensava em seus sofrimentos, mas brilhava no reflexo da glória da jovem discípula, e com sua atitude autoritária e poderosa afirmava o fato de que havia criado, e de que ela era dele.
As cidades mineiras de Carvalhos e Alagoa mexeram muito comigo desde que as conheci, motivo pelo qual quero registrar o "refrão" de Alagoa que é Älagoa, essa terra danada de boa, onde desce a garoa e os seus rios não deixam por menos. Onde a geada não cai ã toa o friozinho nos faz tremer, mas dá prá aguentar.
Isso é Alagoa, terra danada de boa.
"Há uma ponte meio quebrada e muito velha sobre o rio que se avista da minha janela e foi dali que joguei uma pequena pedra sobre as águas. Formou-se um círculo seguido de outro maior e muitos outros sendo que o último atingiu a margem oposta. Agora sei que o meu gesto pode alcançar distâncias muito maiores do que a minha força".
DEUS TRISTE
Eis que Deus
Está triste!
- Ah, se você O visse! (?) -
Encabulado, pensativo,
Desolado, apreensivo...
Decepcionado com o baita disparate
- Solto, à mercê, sem rumo e sem classe -,
Dada à enorme disparada
Das dívidas contraídas;
Do pouco que se empreendeu;
Na adversa evolução propagante e às pressas,
Para com a nítida e solícita lição,
Tão recomendada a cada um
Dos amados filhos seus.
Ei-Lo, lá em cima,
Com suas sacras orientações,
Enviando-as aos cérebros, às mentes,
Aos conscientes corações,
Mas, inconformado com o acrescer do inverso.
Com o desrespeito,
O desleixo, o desapreço veemente.
Com tamanha falta de consideração.
Eis Ele, lá do Alto,
A ver tanto destrato!
A observar quem não é
Nem o esboço de um santo
E sim um mini-pedaço gostoso
Do bolo do mundo grandioso;
Um simples punhado de pó apenas;
Uma porção de cinza
Alçada ao mar, ao lago, ao ar,
Ou, então, reclusa num pequeno receptáculo,
Reservado à sua memória, à sua menção.
Querendo, o metido a Mecenas;
Na verdade, o desmedido inculto,
Ser o maior a qualquer custo,
Com seu dedo em riste insinuante,
Como se fosse um rei predominante,
A possuir o privilégio régio
De desejar mandar,
No todo, em tudo.
Eis que Ele...
Que Deus está triste!
Perplexo ante os flashes do funesto descrédito.
Impassível, sem descanso
Para com os fortes solavancos
Desembestados pelo incrível avanço do desdém.
Preocupado com a acintosa proporção de deslizes
Em série e, por tabela,
Transportados sobre descuidadas selas;
Com a gigantesca escalada da crise,
Forçando, intransigente,
Em concretizar a maldita façanha:
De, prosseguindo adiante, avante, além...
Querer fazer frente
À já tão corroída montanha
Do Amor e do Bem.
Eis que, assim,
Desfaz-se dos avisos - já passados e ao vivo -;
Desliga-se dos recados imparciais;
Idênticos, iguais. Convencionais ou virtuais,
Transmitidos aos fora-de-sintonia,
Com a ora desantenada, desconectada,
E errônea idolatria dos tais
Que julgam ter muito, quando nada têm.
Que, desleixados, inflexíveis,
Atolados até o pescoço,
- Remexendo-se entre a lama e a roer o duro osso -
Deixam fácil que as desqualificações da avaria
Tomem bastante conta daquilo
- Mas, que gosto pelo desgosto!
- Que vacilo, hein! -
Que eles acham,
Tremendamente, que lhes convém.
Hei! É chegada à hora!
É mais que agora e pode bem ser para você:
Se for um dos elementos dessa toda ofensa, aí;
Caso faça parte dessa turma,
Dessa massa sem graça,
Que se envolve, se agrupa, se abraça,
Para bulhufas, para o vazio de uma inservível busca,
Por favor, sai já, daí!
Pare! Arrêter! Stop!
Dê um basta para isso que tanto o afasta!
Dê o bote, o choque,
O ultimato, o firme golpe,
Neste que se dá de bacana
Para atrair e envenenar a alma insana,
E resgate, pelo braço, com eficiente contato,
Um outro que teima não haver mais defesa;
Que pensa que a ajuda intensa já não vem.
Que não vê o quanto está cheio
De recheio de embaraços,
Para que caia fora, também.
É conquista alcançada!
É triunfo exuberante, alvissareiro, celeste!
É só seguir as pegadas do Mestre!
É barbada, é tão legal!
Enfim, é o pró que dá fim ao mal,
Quando SÓ se quer O SIM!
Que ASSIM SEJA!
AMÉM !!!
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