Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
Somos tão exatos em corrigir até a fala de outrem enquanto engessamos a semântica, mas somos tão flexíveis com nós mesmo no ato de desqualificar os outros como sociais juízes ad hoc, qual ninguém solicitou o parecer.
Estude, empreenda, persiga seus sonhos... O negócio é continuar tentando. E, enquanto não chega a sua vez, aplauda quando alguém conseguir. Mas, se você já "conseguiu", não deboche de quem ainda está tentando.
O primeiro passo para uma mudança é aceitar-se, aceitar a situação como ela está e admitir que “não está bem” e, a partir da admissão de tal fato, pode-se começar uma mudança, pois só procuramos uma saída quando reconhecemos que estamos perdidos – parando de fugir de si mesmo e o segundo passo é procura ajuda e aceitá-la.
Não adianta posar de ‘star’ se, que nem satélite desprovido de luz própria, a vida alheia vive a orbitar, ao tempo que tenta o mundo de alguém se tornar.
Em qualquer grupo social onde “se escolhe a quem irão respeitar”, existem muitas maneiras de um anfitrião, e seus respectivos associados (ou parentes), “expulsarem” um visitante: uma delas é, mediante o doloso cinismo, deixar "claro" por atitudes e insinuações o quanto a presença deste é passiva de tratamento desrespeitoso, ignominio, de forma reiterada. A porta já está aberta, não irão diretamente mandá-lo se retirar, mas a deixa foi dada, mas é o respeito próprio que move as pernas de tal visita em direção a saída para, talvez, nunca mais voltar, bem como outros convites recusar.
Sentir medo, pra mim, é um exercício de autoconhecimento; e o maior destes medos é de mim mesmo, pois sou eu quem abre as portas aos sentimentos e respetivas reações de uma fera impiedosa e criativa, que reside dentro de mim, qual prefiro manter bem trancada, por isso procuro evitar pessoas que, desavisadas, tentam abrir esta jaula.
O orgulho é um sentimento baixo que nos faz desejar machucar outra pessoa; é ainda mais baixo quando nos divertimos com tal vingança. Mas o fundo do poço da alma é quando, sem motivo, o fazemos apenas por diversão.
***
O Desespero botou a cara na rua
E estava tão feliz, pois matou a saudade
Do Medo e da Fome de quem tem
Sob os aplausos dos ditos “cidadãos de bem”.
E foi tanto brado e tanta festança
Do coro civil puxado pela D. Ignorância
Que afugentou personas non gratas
Como a Empatia, a Educação e a Tolerância.
Título de “doutor” é doce na boca do elitista, é uma questão "escrotal-afetiva", pois, para estes o "saco" de gente de relevância social e bom poder aquisitivo é como um travesseiro de penas de ganso - é mais macio e gostoso de amolegar.
Cérebro e mão: o que se sabe deve servir para o que se faz – partindo desta premissa pessoal, existem vários motivos pelos quais os cães, mesmo conhecidos como “o melhor amigo do homem”, não sejam capazes de “administrar” uma casa, ou qualquer outra coisa, mas apenas sejam a “guarda” e a alegria de seus donos.
Eu acredito que até os cães têm alma e sentimentos. Cães têm sua serventia, são condicionados por “voz de comendo” (“deita”, “rola”, “pega”, “junto...”), mas basta dizer: "xiii gato!", para estes ficarem alertas, descontrolados, rondando o perímetro para expulsar ostensivamente o seu "desafeto natural”, mesmo que o felino não esteja lá. A outro tipo basta dizer: "olha o comunista!" para estes outros perderem a compostura, mesmo que seu “inimigo natural” não represente qualquer ameaça. No entanto existem cães que, dependendo de seu dono ou adestrador, sabem se comportar e às vezes são engraçados. Repito, os cães são leiais aos seus donos, mas aos estranhos não. Agora… Imagina um cão desajustado administrando um país.
Existem diferenças pouco distintas entre a LEI, a JUSTIÇA e a COISA CERTA a ser feita; lei e a justiça caminham paralelamente separadas por um abismo, onde de vez em quando se encontram, mas a “coisa certa” a ser feita é algo flutuante, suspensor no ar, no vão deste abismo de incoerências e extrema hipocrisia. Justiça é o equilíbrio entre a lei a o que é correto e não um instrumento de vingança.
Conhecer não é supor, conhecer é o bom hábito de saber do outro sem os dedos das idiossincrasias tendenciosas da má curiosidade que transformam o outro naquilo que queremos que os outros sejam diante de nossas intenções.
Quando chega o 12 de junho, só me vem uma lembrança na minha mente, o ano era 2016. E essa data me marcou, foi onde pela primeira vez eu senti um amor de verdade e soube o verdadeiro significado da data. A distância não impediu vc de ir ao meu encontro, em uma cidade diferente da nossa, pouco mais de 150 km rsrs, eu lá pra fazer prova, e vc procurou um jeito de me surpreender! era como o mundo não existisse, e todos os obstáculos que nos separava ficou pequeno diante do nosso amor. Aquele almoço, em um pequeno restaurante de Serra, nos chegando de mãos dadas, em um ambiente de gente estranha, e ninguém poderia imaginar o problemas que nós carregávamos.
Nada impediu de nos amar, aproveitamos aquele dia intensamente. Ficou e vai ficar marcado enquanto existir.
Para
Nome fictício “Carlos”
Os que estando nos seus pedestais de Marfim, isso somente lhes puseram no mais alto degrau, para a distância lhe tirar as lembranças de quando estava no baixo, e hoje estando no topo, mostra-se distante.
Há momentos em que meus pensamentos se distância do presente, é inevitável não buscar no passado alguns retalhos do que vivemos, então, fico a procurar sua presença com meu olhar distante para o nada.
Não é o cidadão comum quem sequestra direitos desse cidadão comum, mas sim aqueles que hoje dizem defender esses mesmos direitos, o que é bastante suspeito ou falso. É apenas estratégia para não terem suas posições privilegiadas ameaçadas!
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