Caridade
O tempo é a medida da sua energia vital. Não importa se você o doa ou vende, pois é a única moeda que, uma vez gasta, não retorna. A verdadeira consciência vai além de caridade ou troca; é sobre como você escolhe viver.
"Nem tudo que é desejável está ao meu alcance, e nem tudo que posso obter é realmente necessário. Contudo, o que possuo e sou capaz de manter, desejo preservar, pois é na valorização do que tenho que reside a verdadeira essência da vida."
Autora: Estela Oliveira – 31/12/2024. Reflexão para nosso novo ano que desponta: Feliz 2025!
NOSSAS ESCOLHAS – UMA FÁBULA PARA A VIRADA DO ANO 2025
As nossas escolhas tem consequências – Sejam físicas, mentais ou espirituais!
Quando os Vícios chegaram:
Na vila, onde a luz do sol costumava brilhar, três figuras encantadoras chegaram, trazendo consigo um ar de mistério e sedução. Seus nomes eram Inveja, Ganância e Usura, e embora parecessem belas e atraentes, suas verdadeiras intenções eram sombrias.
Inveja: Com seus olhos verdes e um sorriso enigmático, Inveja cativava todos ao seu redor. Ela sussurrava palavras doces nas mentes das pessoas, semeando descontentamento e ciúmes entre amigos e amantes. Aqueles que a seguiam logo se viam consumidos pela comparação e pelo desejo insaciável.
Ganância: Vestida com roupas luxuosas e adornos brilhantes, Ganância era a personificação do desejo material. Ela atraía os habitantes da vila com promessas de riqueza e sucesso, fazendo com que arquitetassem incansavelmente por mais e mais. Contudo, o que ela oferecia era apenas uma ilusão, pois aqueles que a seguiam esqueceram o valor das coisas simples da vida.
Usura: Com sua presença imponente, Usura oferecia mecanismos fáceis e rápidos de ganhar dinheiro, enredando os vulneráveis em dívidas intermináveis. Seu sorriso sedutor escondia a armadilha que prendia as almas fragilizadas, levando-as a um ciclo de miséria e desespero.
O Preço a Pagar
As figuras trouxeram consigo filhos que eram reflexos das suas naturezas malignas:
Miséria: O filho de Inveja, que se alimentava da tristeza alheia e se espalhava como uma sombra sobre a vila.
Desgraça: O filho de Ganância, que transformou sonhos em pesadelos, deixando um rastro de frustração e arrependimento.
Infortúnio: O filho de Usura, que se alimentava da desgraça e do desespero, arrastando os endividados para a escuridão.
As pessoas que um dia foram felizes agora se viam presas em um ciclo de dor e arrependimento. Aqueles que pensavam que estavam prosperando ao lado de Inveja, Ganância e Usura descobriram que o preço a pagar era alto demais.
Reflexão
A vila, antes vibrante, tornou-se um lugar de lamentos e desilusões. As três figuras, com seu encanto sedutor, revelaram a fragilidade das almas humanas e os perigos das tentações. Agora, os habitantes precisam encontrar um caminho de volta, buscando a verdadeira felicidade e libertação das correntes que as figuras impuseram.
A Vinda das Virtudes
Após a chegada das sombrias Inveja, Ganância e Usura, a vila, antes cheia de vida, havia sido quase destruída. Mas, em meio ao desespero, uma luz começou a brilhar: a chegada de três figuras encantadoras e benevolentes, que trouxeram consigo um sopro de renovação e esperança.
Esperança: Com um olhar radiante e um sorriso acolhedor, Esperança caminhava entre as pessoas, reavivando a chama da fé em seus corações. Ela falava de novos começos e de dias melhores, lembrando a todos que, mesmo nas horas mais sombrias, sempre havia uma luz no fim do túnel.
Caridade: Vestida com simplicidade e bondade, Caridade estendeu suas mãos para ajudar aqueles que haviam sido deixados de lado. Ela ofereceu apoio aos necessitados, compartilhando não apenas bens materiais, mas também amor e compaixão. Sua presença era um bálsamo que curava as feridas da alma.
Fé: Com uma aura de serenidade, Fé inspirou confiança e coragem. Ela encorajou os habitantes da vila a acreditarem em si mesmos e em um futuro melhor. Através de seus ensinamentos, as pessoas aprenderam a cultivar a resiliência e o otimismo, mesmo diante das adversidades.
Os Filhos das Virtudes
Com a vinda dessas três figuras, nasceram três filhos que simbolizavam a nova era de luz e esperança:
Prosperidade: Filho de Esperança, que trouxe abundância e crescimento à vila. Ele ensinou os habitantes a trabalharem juntos, valorizando o que realmente importava e criando uma comunidade próspera e unida.
Felicidade: Filho de Caridade, que espalhou alegria e contentamento por onde passava. Ele lembrou a todos que a verdadeira felicidade vem do amor, da generosidade e da conexão com os outros.
Paz: Filho de Fé, que trouxe harmonia e tranquilidade. Ele ajudou a restaurar a confiança entre as pessoas, promovendo o diálogo e a compreensão mútua. A paz que ele trouxe permitiu que a vila se curasse das feridas do passado.
A Transformação da Vila
Com a chegada de Esperança, Caridade e Fé, a vila começou a se transformar. As sombras deixadas por Inveja, Ganância e Usura foram dissipadas, e os habitantes aprenderam a valorizar a verdadeira essência da vida. Juntos, eles reconstruíram sua comunidade, agora baseada em amor, solidariedade e esperança.
Enquanto o amor assume tarefas impossíveis, ele descobre que o amor alivia todas as cargas. É o mesmo fardo que as asas são para um pássaro, que as velas são para um navio. Nada é difícil se feito por amor. O jugo do amor é fácil; o jugo do dever é duro. Há toda a diferença do mundo entre ser atraído pelo amor e ser impelido pelo dever. A tarefa pode ser a mesma, mas o amor torna tudo leve, e o dever torna tudo penoso.
Quando precisar da ajuda de alguém e ninguém estiver lá; antes disso, esteja lá na vida de alguém que também precisa de ajuda.
Se você não for de encontro à dor do outro, ficará valorizando a sua própria dor. Sofrerá mais do que realmente precisa.
Não dava para diferenciar quem era mais criança...
Se eram as crianças que ali estavam ou quem estava cuidando delas .
Inspire sempre em Deus, no amor, na paz, na luz, na justiça, na verdade, na bondade, na humildade, na caridade e na vida.
Inverno
Há tanto frio no corpo
Por falta de um cobertor…
Há tanto frio na alma
Por ausência de amor.
A verdadeira empatia é ver o mundo do outro utilizando-se, para tal, dos olhos dele e não dos seus.
Toda a doação que fazemos estamos tirando de nós. Mas se toda que fizermos vier do coração, não tiramos. Agraciamos.
O verdadeiro tesouro
O verdadeiro tesouro não está onde pensa.
Na verdade, está em cada um de nós.
Está na realização de nossa bondade sem esperar.
Não uma bondade calculada, nem uma bondade para acalmar a ira de nossa consciência.
Não uma bondade para entregar uma existência suave.
Mas, a bondade está no espírito de cada um.
Lá no fundo. Sei, é difícil, mas esta lá.
A caridade não é uma opção.
A caridade é um olhar para si mesmo.
A caridade não se faz ao outro, se faz para si.
A caridade não é uma moeda de troca. Ela é o meu melhor, para além de mim.
Também é uma paga, de uma dívida só minha.
É a divisão, daquilo que de melhor tenho.
É a minha entrega, de tudo que recebi, não no plano material, mas na construção de meu ser.
Não precisa ter bens materiais para dar.
Assim, ensinou o Filho Dele.
Suavidade e entregar o que possui.
Ivan Madeira
Nov2022
Sabendo que a luz é benéfica para a vida, Deus fez o sol, mas também sabendo que a permanência direto no mesmo faz queimar, aí Deus fez a sombra.
Deus faça de mim um instrumento da luz. E que através do meu Axé e com a sua permissão, que eu leve somente paz e amor por onde eu for.
Pai Oxalá
Com o seu branco venha acolher este mundo doente. Alimente com seu amor e os fracos de espírito e os menos favorecidos. Pai venha consolar o coração dos que sofrem. Apenas a tua paz tem espaço para reinar.
O homem que pratica bondade, não é aquele que a grita aos quatro ventos alegrando-se pelo reconhecimento alheio, mas aquele que a pratica em silêncio, alegrando-se em seu coração.
A filantropia revela duas coisas: Quando vem do rico; consciência pesada ou dó. Quando vem do Estado; falsa justiça e oportunismo político. Ambas, não exterminam pobreza nem desigualdades, só nutrem o eterno ciclo da boa ação e da solidariedade; que entre os pobres, chama-se caridade.
