Caos
Aqueles que, ao contrário, sentem intensamente o ódio, o desespero, o caos, o nada ou o amor, que cada experiência consome e precipita em direção à morte; aqueles que não podem respirar abaixo dos cumes e que estão sempre sós, ainda mais quando estão cercados de gente – como poderiam seguir uma evolução linear ou cristalizar-se em sistema? Tudo aquilo que é forma, sistema, categoria, plano ou esquema procede de um déficit dos conteúdos, de uma carência de energia interior, de uma esterilidade da vida espiritual.
Coronavírus: lá fora está um caos, enquanto eu observo e repouso no refúgio do corpo, no refúgio do espírito, no lar de cura.
O barco balança, quase afunda,
A tempestade parece vencer.
Mas no meio do caos, uma voz me chama:
"Filho, Eu estou com você!"
É paz no meio do caos,
é voz suave no escuro.
É fogo que não consome,
mas purifica o mais impuro.
É Ele quem consola o fraco,
ensina o que o mundo não vê.
Sou o menor, não tenho valor,
Me vejo perdido entre o caos e a dor.
Mas o Senhor, com Seus olhos de amor,
Me escolheu para ser Seu, e me fez vencedor.
As notas de Tchaikovsky tocam minha dor, como se conhecessem minhas cicatrizes. No caos da vida, sua música dá forma à angústia e por um instante, ela dança.
Quando o mundo me afunda,
a música clássica me resgata, faz do caos, compasso, da dor, silêncio. Em cada nota,
reencontro o passo que quase perdi.
Cada vez que fecho os olhos
consigo ver-te a olhar para mim.
E nessa interna visualidade
o caos converte-se em calma.
Inteligência emocional: a arte de disfarçar o caos interno com um sorriso que engana até o espelho.
Um argumento financeiro jamais pode suprimir direitos fundamentais e constitucionais, eis o caos no Estado de direito Brasileiro, arrefecendo a credibilidade do Judiciário, quando assim se comporta em detrimento da Constituição.
Claro que eu queria amar intensamente, mas apesar dos contratempos e do caos que será nesse ano, ninguém me é interessante, ninguém me chama a atenção. É que as pessoas daqui são tão comuns, sem cultura, sem loucura...e eu gosto do extraordinário, eu, essa mistura Afrodite-Atena, Capitu-Marília de Dirceu, esse ser que é ao mesmo tempo fogo e gelo e dança tango sobre corações partidos tentando conservar o próprio, tentando salvar a própria alma da dor. Ás vezes eu penso em me contentar, sabe? Me contentar com o pouco, com esses caras que me aparecem, esses que trocam o "mas" pelo "mais" achando que adversidade e intensidade são a mesma coisa. Então eu tento me conformar, MAS (e não "mais") eu penso nos meus discos, nos meus livros, nos lugares que eu conheci,nas experiências que adquiri e percebo que o muito deles para mim seria pouco e que eu preciso de alguém que me acrescente, que me traga MAIS (não "mas") que seja extraordinário, diferente e inteligente (por favor!), capaz de transformar minhas escusas em afirmações.
