Textos sobre cansaço mental que geram reflexão sobre exaustão

Continuar

Há um tipo de cansaço que não aparece nos olhos. Ele mora entre uma tragada e outra, entre o café frio e a louça esquecida na pia. É o cansaço de quem acorda todos os dias e percebe que o mundo continua exigindo o mesmo espetáculo de entusiasmo, quando por dentro só restou o silêncio.

A morte deixa de ser um monstro. Torna-se apenas uma vizinha discreta. Você sabe que ela existe. Ela sabe que você existe. Mas nenhum dos dois bate à porta.

O problema nunca foi morrer.

O problema sempre foi continuar.

Continuar pagando contas. Continuar respondendo "está tudo bem" para pessoas que não esperam uma resposta verdadeira. Continuar alimentando relógios, calendários e compromissos enquanto alguma parte de você resolveu abandonar o navio há muito tempo.

É curioso como a sobrevivência deixa de ser um instinto e passa a ser uma disciplina. Respirar vira uma decisão. Levantar da cama vira uma pequena rebelião contra o vazio. O coração bate sem pedir licença, como um velho motor teimoso que se recusa a desligar, mesmo depois de percorrer estradas demais.

Há quem chame isso de esperança.

Eu não.

Esperança é um luxo. O que sobra é insistência. Uma insistência quase vulgar. Um cigarro aceso, um gato dormindo no sofá, o gosto amargo do uísque barato, uma música tocando baixo enquanto a madrugada faz o que sempre fez: lembrar que ninguém escapa de si mesmo.

Talvez a luta nunca termine da forma que imaginamos. Talvez ela apenas fique mais leve em alguns dias e mais pesada em outros. Talvez o segredo não seja vencer, mas atravessar.

Porque existe uma estranha dignidade em permanecer de pé quando já não há aplausos, quando ninguém percebe o esforço gigantesco necessário para simplesmente colocar um pé diante do outro.

No fim, a coragem raramente grita.

Ela apenas respira.

E, por mais absurdo que pareça, às vezes isso basta para sobreviver a mais uma noite.

Minha confiança em Deus é o que faz do meu cansaço, repouso, e de cada queda o ensaio de um novo salto.⁠

No meio do cansaço que o meu peito carrega, ainda existe um fio de luz me chamando.
Mesmo em silêncio, a minha alma não se entrega, ela resiste... devagar, mas caminhando.


O sentimento não morreu, só se escondeu,
cansado de lutar sem descanso.
Mas dentro de mim ele não se perdeu,
apenas espera um novo passo.


E quando tudo parece sem direção, eu me lembro: até a noite mais fria termina.
Porque Deus não abandona um coração
que ainda, em dor… continua pulsando.

Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.

Eu amo o tipo de cansaço
que sinto depois de horas
cuidando das plantas no quintal...


pele suada pelo mormaço,
corpo aquecido pelo sol,
mãos com perfume de terra,
cabelos com vestígios de galhos,
flores e folhas,
pulmões cheios de ar fresco
e o coração pulsando versos...
✍©️@MiriamDaCosta

Os pés e joelhos doendo,
O cansaço já vai batendo.
Vou aos poucos percebendo
A idade, lenta, navegando,
E o fim se aproximando.
O corpo já não é tão forte,
Carece de apoio, de suporte,
E, às vezes, até de sorte.

Carrego dores na alma,
o cansaço dos dias tristes.
Sigo sem parar,
posso até lamentar,
mas jamais fraquejar.
Caminho com calma,
pois na vida tudo tem
o seu tempo certo.

O seu cansaço atual não é uma falha, mas o intervalo sagrado entre a mulher gigante que você foi ontem e a fortaleza ainda maior que você será amanhã.

Sua dor atual é o cansaço crônico de quem precisou ser forte por tempo demais, não uma ausência de valor; até as estrelas mais bonitas do céu precisam da noite inteira para conseguir voltar a brilhar.

Teu sorriso tem uma pressa bonita de ser feliz que desarmou todo o meu cansaço do mundo.

Sumir não é pressa de ir embora; é o cansaço extremo de assistir à própria morte em vida no coração de quem você mais amou. Quando eu finalmente desaparecer do seu mapa, não chore pela minha ausência; chore pelo dia em que eu estava bem na sua frente, implorando em silêncio para ser visto, e você escolheu a cegueira.

O meu silêncio não é ausência de sentimento; é o cansaço de tentar explicar a dor para quem a causou.

O amor me fez chorar até o cansaço, mas foi no silêncio do meu soluço que ouvi a voz da minha superação. Limpei o rosto, guardei a lição e descobri que o meu coração, mesmo remendado, ainda sabe bater com esperança.

Não importa a distância, meu apoio é o seu porto seguro. Quando o cansaço bater, solta um pouco o peso e descansa em mim; eu ajudo você a carregar o resto.

Se te amar é sonhar, eu aceito o cansaço eterno. Acordar seria perder a única parte do meu dia que realmente vale a pena.

Para mim, não existe cansaço mental. Isso é um limite que não faz mais parte de mim; não tem mais sentido. Para mim, o que existe é apenas relaxamento mental.

Percebi que, toda vez que eu me via aceitando sentir esse "cansaço" ou essa "exaustão" mental, na verdade estava diante de um profundo relaxamento, um descanso que minha mente ansiava por ter, mas que eu, por algum motivo, me sabotava e não permitia. Quando comecei a aceitar esse "cansaço", essa "exaustão", logo entendi que, na verdade, era apenas um relaxamento profundo e renovador que a mente precisava.

Chega um momento na vida em que a gente cansa de performar. Não é um cansaço dramático, daqueles que fazem a gente largar tudo e sair correndo no meio da rua gritando liberdade. É mais silencioso. Mais elegante. É o tipo de cansaço que olha pra si mesma e pensa com uma sinceridade quase desconcertante: pra quem exatamente eu estava tentando ser incrível?

Porque impressionar cansa. Cansa mais do que admitir. É uma ginástica emocional diária, um teatro onde eu mesma escrevo o roteiro, atuo, dirijo e ainda pago ingresso. E o pior, quase sempre pra uma plateia que nem está prestando tanta atenção assim. No fim, eu estava me esforçando mais do que o mundo exigia. Olha que ironia.

Aí, sem aviso prévio, alguma coisa muda. Talvez não seja um evento grandioso. Talvez seja só um dia comum em que eu acordo e percebo que não quero provar nada pra ninguém. Não porque eu desisti de ser alguém, mas porque eu finalmente entendi que já sou. E isso, por incrível que pareça, dá uma paz absurda.

Ser leve dentro de mim mesma virou uma prioridade quase revolucionária. Porque leveza não é ausência de responsabilidade, não é viver no modo tanto faz, não é negligência emocional. Leveza é saber que eu não preciso carregar o peso de expectativas que nem são minhas. É escolher o que fica e, principalmente, o que vai embora sem fazer escândalo.

Antes eu pensava duas, três, cinco vezes antes de falar, postar, agir. Sempre com aquela perguntinha inconveniente no fundo da mente: será que vão gostar? Agora a pergunta mudou, e olha que evolução sofisticada: isso faz sentido pra mim? Parece simples, mas muda completamente o eixo da vida. Eu saí do palco e fui sentar na plateia da minha própria existência. E, sinceramente, estou achando o espetáculo bem melhor daqui.

E tem uma coisa curiosa sobre não querer impressionar ninguém: você acaba sendo muito mais interessante. Porque não tem esforço, não tem máscara mal colada, não tem aquela tensão de quem está o tempo todo tentando sustentar uma versão editada de si mesma. Tem verdade. E verdade, mesmo quando é imperfeita, é absurdamente leve.

Hoje eu não quero aplausos, quero paz. Não quero ser admirada, quero me reconhecer. Não quero ser inesquecível na memória dos outros, quero ser confortável dentro de mim. Porque no fim, quando o dia acaba e o mundo silencia, sou eu comigo. E essa convivência precisa ser boa.

Então, se alguém me achar simples demais, tranquila demais, pouco impressionante… que bom. Isso significa que eu finalmente parei de me sobrecarregar tentando caber nos olhos de todo mundo.

O Peso Silencioso de ser o Porto Seguro de Todo Mundo
Existe um cansaço que o sono não cura.
É o esgotamento de quem passou a vida inteira sendo o esteio emocional dos outros, a pessoa que sempre tem a palavra certa, o abraço pronto e a disposição para salvar quem está caindo. Mas o que acontece quando quem cuida de todo mundo também precisa de cuidado?
Se você se identifica com isso, entenda uma coisa: esse esgotamento crônico geralmente é o seu corpo e a sua mente avisando que a conta não está fechando.
Ser o porto seguro de todo mundo o tempo todo cobra um preço muito alto, especialmente quando você olha ao redor na sua hora de tempestade e percebe que ninguém se importa em ser o seu. O afeto, o apoio e a atenção precisam ser uma via de mão dupla.
Quando vira contramão, a gente adoece.
Por isso, entenda que não há problema nenhum em dar um passo para trás.
Isso não é egoísmo, é sobrevivência.
Recuar não significa que você deixou de amar as pessoas, significa apenas que você escolheu guardar um pouco dessa sua dedicação, do seu tempo e do seu cuidado para você mesmo.
Até os esteios mais fortes precisam de manutenção. Se cure primeiro, se abasteça primeiro. Você não é obrigado a carregar o mundo nas costas quando o seu próprio chão está tremendo. Cuide de você.

"Ela sabe como deixar meus piores dias leves, ela faz o cansaço virar esperança, ela faz com que eu passe o dia todo planejando em como ir ao seu encontro, ela consegue fazer morada 24 horas por dia em meus pensamentos, ela fez meus sonhos virarem ambição e a buscar de um amor leve e sonhador acabou quando eu a conheci contos as horas para chegar logo o momento de está em seus braços e não mais sair deles"


Nanda ❤️

No fim, sou apenas eu
e o peso suave do meu cansaço,
que se rende, vencido,
à delicada vitória da gratidão.