Canções

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​Às vezes, nos pegamos ouvindo canções ou carregando pensamentos que tentam nos apequenar. Vozes do passado ou o cansaço do caminho insistem em sussurrar a ilusão de que somos insuficientes, de que não temos valor ou que nossas fraturas nos definem.
​Se em algum momento você se olhou por esse prisma, permita-me discordar.
​Ninguém é feito apenas de dores ou de batalhas vencidas em silêncio. Somos feitos de resiliência, de uma sensibilidade rara e de uma força que, às vezes, o próprio peso da vida nos faz esquecer. As lágrimas que vertemos nem sempre são de dor; muitas vezes, são apenas o primeiro orvalho de uma nova primavera que começa a brotar.
​O mundo pode ter parecido um inverno rigoroso por um tempo, mas a sua luz e a sua essência permanecem intocadas. Você não é o ruído das suas dúvidas ou das mentiras que disseram sobre você. Você é uma obra inteira, valiosa e abençoada.
​Que você possa encontrar ao seu redor -- ou dentro de si mesmo -- o espelho correto. Aquele que não reflete as inseguranças, mas que recorda, todos os dias, o seu valor imenso, irrefutável e divino.
​Você é suficiente. Nunca se esqueça disso.


John Rabello de Carvalho

As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro

Seu mundo se resume a uma jornada onde as palavras, as canções, as paixões e as perguntas sem respostas são os fios que tecem você. Um encontro entre a terra e o fogo, onde você não se vê, mas se sente. Onde há uma riqueza de sentimentos que nos lembram a força da Mulher . Explore esse mundo interior com muita curiosidade, e se encontre em cada passo dessa jornada. Ótimo final de Semana! Alexandre Sefardi

Canções do OlharInconsolável


O olhar inconsolável,
Denuncia a vida cativa,
Na privação do ser,
Ao qual foi negada a liberdade.


A existência aprisionada,
Faz do calabouço nosso lar.


Mais um soneto inútil,
Outra película estúpida,
Difundindo teu veneno,
Consciência podre a nos intoxicar.


Onde a luta se encerra
E o luto é permitido,
Fazem tanto sentido quanto,
Os sentimentos que perdi.


Toda coisa tem um preço,
Coisa alguma tem valor,
O sempre chega ao fim,
Na canção do perdedor.


Nada disso acaba,
Tudo tem sabor,
Mas só o amargo salva,
Na canção do vencedor.


Faço um esforço tremendo,
Para crer em tudo que digo,
Discordo de tudo o que dizem,
Contudo, não diga nada a ninguém.


Apegue-se à vida,
Diga o que tem a dizer,
Faça o que tem que fazer
E dê o fora daqui.


Do olhar inconsolável
Nascem as canções,
Em nosso despropósito,
Brotam proposições.


Tudo tem um custo,
Porém, nada é valorável,
Mas a consistência salva,
O olhar inconsolável.


Michel F.M.
B.M.F. Margoni

Crenças mais íntimas


O barco afundou mas os dois corpos emergiram,


Nas canções das baleias jubarte ecoam os pedidos de desculpas em versos deixados por traumas antigos,


As marcas de ontem foram lentamente sendo levadas pelas ondas para uma direção distante,


Um ciclo foi quebrado, a redenção ganha forças através da correnteza,


Terra a vista, o brilho de um farol revela que o avesso é travesso, revela que o inesperado não é uma adivinhação e sim é uma prova das nossas crenças mais íntimas.

As canções do domingo são apenas o ensaio. A verdadeira adoração acontece quando permitimos que o amor de Deus reja as nossas escolhas na segunda-feira.

O amor amadurece como as boas canções: com o tempo, elas ganham mais sentido. Enquanto eles curtem o momento, eu celebro a eternidade de um sentimento bem cantado.

As Canções que o Tempo Não Levou
Nos anos 60 e 70, eu ainda era um miúdo, um menino, um puto, como queiram chamar. Vivia na pequenina Resende, às margens do rio Douro, em Portugal. Foi ali, entre as quintas dos meus pais, o cheiro da comida que minha mãe preparava e o pequeno rádio de pilhas que meu pai havia comprado, que nasceu uma das grandes paixões da minha vida: a música.
Eu sempre me oferecia para ajudar minha mãe a preparar o almoço dos lavradores. Mas havia uma segunda intenção: queria estar perto daquele rádio. Naquela época, eu gostava de ouvir o programa “Discos Pedidos”, em que as pessoas escreviam cartas para oferecer músicas a quem amavam. Não havia celulares, internet ou mensagens instantâneas. Havia apenas uma carta, uma música e a esperança de que, algum dia, aquela canção chegasse aos ouvidos de alguém especial.
Talvez tenha sido ali que aprendi que música não é apenas música. Ela carrega sentimentos. Uma canção pode guardar um amor, uma saudade, uma amizade ou um momento que o tempo jamais consegue apagar.
Vieram os discos, os cartuchos, as fitas cassete e, depois, tantas outras tecnologias. Sempre que sobrava algum dinheirinho, eu comprava uma fita. Eu também tentava escrever as letras das músicas enquanto elas tocavam no rádio. Muitas vezes errava, porque não existia a possibilidade de voltar a canção. Mas eu tentava novamente. Eu queria guardar as músicas não apenas nos ouvidos, mas também no coração.
Foi através das músicas e dos bailes que me apaixonei pela primeira vez. Mas essa é outra história, que um dia talvez eu conte.
No final dos anos 70, vim para o Brasil. Meu primeiro dinheiro do trabalho me deu o prazer de comprar um radinho de pilhas. Ele se tornou meu companheiro inseparável. Estava comigo pela manhã, durante o banho, e à noite, antes de dormir. Anos depois, já casado, comprei o famoso aparelho “três em um”: vitrola, rádio e fita cassete. Para mim, aquilo era quase um tesouro.
Hoje, tantos anos depois, continuo apaixonado por música. Enquanto escrevo estas palavras, escuto baixinho uma música romântica pelo YouTube. E percebo como a vida é curiosa: aquele menino que um dia esperava ansiosamente uma canção tocar no rádio agora pode escolher qualquer música em poucos segundos. Mas o sentimento continua exatamente o mesmo.
Nas minhas caminhadas, a música ganhou um significado ainda maior. Ela me acompanha pelas estradas, pelas montanhas e pelas trilhas. Algumas canções me fazem lembrar do passado; outras me ajudam a compreender o presente; e algumas parecem falar exatamente aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.

Às vezes, tenho a impressão de que não sou eu quem escolhe a música. É ela que me encontra.
Quando caminho ouvindo uma canção, sinto que ela conversa comigo. Faz surgir lembranças, desperta sonhos, acalma minhas preocupações e, muitas vezes, enxuga lágrimas que ninguém vê. É como se cada melodia carregasse uma pequena mensagem especialmente preparada para aquele instante.
Depois de tantos quilômetros percorridos, descobri que a música e a caminhada têm algo em comum: ambas nos fazem seguir em frente. A caminhada movimenta os meus pés; a música movimenta a minha alma.
Hoje, quando coloco meus fones e começo a caminhar, sinto que não estou sozinho. Levo comigo as lembranças da infância, meus amores, minha família, meus sonhos e todas as pessoas que fizeram parte da minha história.
E talvez seja por isso que continuo gostando tanto de música.
Porque algumas músicas simplesmente tocam os nossos ouvidos.
Outras tocam a nossa história.
E existem aquelas que, de tão bonitas e especiais, parecem caminhar conosco para sempre.
Peregrino Nino Carneiro

Quem Aprende a Minha Música

Já dancei outras canções,
já troquei passos pelo caminho,
já ouvi ritmos diferentes
e aprendi a dançar sozinho.

Já deixei algumas melodias,
já recomecei sem direção,
mas há certas notas antigas
que ainda ecoam no coração.

E talvez seja esse o perigo:
quando o coração quer acreditar,
ele inventa novos sentidos
onde os olhos deveriam enxergar.

Por isso, talvez a dança mais difícil
seja manter os pés sobre o chão,
sem fechar as portas da alma,
sem transformar cautela em prisão.

Quero sentir sem me perder,
quero sonhar sem me enganar;
quero manter o coração aberto,
mas nunca deixar de enxergar.

Não procuro quem já saiba dançar,
nem quem conheça todos os meus passos.
Procuro quem tenha paciência
para descobrir comigo os compassos.

Porque não é sobre chegar pronto,
nem sobre saber qual nota tocar;
é sobre ter sensibilidade
para aprender onde meu coração faz morada.

Há notas que ninguém percebe,
silêncios difíceis de interpretar,
pequenos detalhes escondidos
que só quem realmente escuta
consegue encontrar.

Talvez seja difícil essa companhia,
alguém que consiga acompanhar,
mas talvez seja preciso enxergar além
da música que se pode escutar.

Porque há melodias que não pertencem aos ouvidos,
há ritmos que só a alma consegue ouvir;
e existem pessoas que não precisam
conhecer a canção inteira
para saber quando permanecer.

Já dancei.
Já aprendi novos passos.
Já ouvi novos ritmos pelo caminho.
Talvez só falte uma companhia
que não tenha medo
de aprender o meu ritmo.

Alguém que não tente conduzir sozinho,
nem queira me fazer mudar;
mas que saiba alternar os passos
e, quando a música mudar,
ainda escolha continuar.

Talvez a companhia certa
não seja aquela que sabe a coreografia,
mas aquela que, mesmo sem conhecer a música,
olha nos meus olhos
e diz, sem dizer:

“Eu aprendo.”

E então, quem sabe,
a música deixe de ser procura,
o passo deixe de ser dúvida,
e duas pessoas descubram,
no meio da dança,
que algumas melodias
não precisam ser encontradas.

Precisam apenas ser vividas.

“Eu Escolheria Você”


Eu te amo
Além do que consigo escrever,
Além das canções que eu posso fazer.
Se meu coração tivesse voz pra cantar,
Cantaria teu nome até o mundo acabar.


E entre mil caminhos
Que eu poderia escolher,
Meu destino ainda seria encontrar você.
Teu sorriso virou minha inspiração,
Teu abraço encontrou meu coração.


E se eu pudesse escolher outra vez,
Escolheria você,
Como escolhi da primeira vez.


Eu te amo
Além do que consigo escrever,
Mais profundo do que qualquer canção.
E se a vida me desse mil vidas pra viver,
Em todas elas eu escolheria você.


Porque
Amar você não foi só uma escolha,
Foi o encontro que meu coração esperou.
E se eu tivesse que começar
Tudo de novo,
Eu escolheria você...
Do mesmo jeito que escolhi
Quando te encontrei.

As cartas contêm belas canções silenciosas.
Desde o toque até o perfume do papel,
a emoção do instante presente
faz sentir cada palavra.
Ser alvo do amor
é mergulhar na poesia.

Levanto um Aleluia
Canções são armas para mim
Levanto um Aleluia
O Céu vem guerrear por mim
Na tempestade, eu vou cantar
Alto e mais alto, o meu louvor rugirá
Das cinzas, a Fé se levantará... Jonathan D. / Jake S. / Molly S. / Melissa P.

"O Senhor João Rubinato não 'apenas' criava canções magnificas. Ele também 'compunha' respostas desconcertantes, como aquela em que disse a uma repórter que queria homenageá-lo: 'Estou cheio de homenages, minha filha. Quero mesmo é cachê!"
TextoMeu 1362

Meu grande ídolo não criou simples canções. Ele fez o mundo...

Inserida por MatheusIori

E hoje eu estou aqui
Sem ter lugar pra ficar
Escrevendo canções pra que
Você possa escutar
Com outro alguém do seu lado

Alguém que te faz sorrir
Alguém que vai te abraçar
Quando a escuridão cair
Te impedindo de me enxergar
E eu que hoje estou aqui
E pra sempre vou ficar
Segundos antes de dormir
De mim você vai lembrar

Inserida por andrielyrf

Eu tava muito bem sem você, entendia todas as canções, meus pensamentos eram vagos, e eu dormia bem a noite, comecei a fazer as coisas que eu gosto, comecei a gostar de mim. Você se aproximou, com seu jeito todo errado, falando as mais lindas palavras, fazendo meu mundo virar de cabeça pra baixo e eu me apaixonei, doce ilusão… Me doei por completo, me apeguei demais, quis demais e por querer demais quebrei a cara. Mas no final das contas como sempre me decepcionei, meu mundo desabou, você me esqueceu e eu aqui ainda me lamentando por uma coisa que não tem mais volta. Mas sabe aquele lance da vida ? ” Cair pra aprender ” pois é, to vivendo assim. A partir de agora quero sorrisos, desapego, abraços e principalmente muita distancia de você. Agora eu quero seguir a minha estrada, em linha reta, sem curvas, sem pausas, sem você.

Inserida por Cobbie

Sobre as canções

Meu coração quebrou o silêncio, depois de muito tempo. Eu nunca consegui te dizer todas as coisas que sentia, mas isto não significa que eu não as sentia. A verdade é que eu cansei de mentir para mim mesma, fingindo que está tudo bem enquanto meu coração grita de dor. Eu precisava te dizer que eu não posso nem consigo demonstrar felicidade todo o tempo. É inevitável, às vezes, demonstrar um pouco de tristeza. Aprendi, em alguns momentos, a mostrar uma felicidade que não existe e que eu mesma criei, mas a máscara não dura muito tempo. Não sou boa em manter máscaras, esta é a verdade. Sou movida a sentimentos, embora sempre os tornem maiores do que realmente são. Sempre foi assim, desde o início e acho difícil ou quase impossível mudar, mesmo que eu queira. Eu sou como uma canção que você ouviu, gostou, mas que esqueceu largada em um CD qualquer e apesar de você não lembrar que eu exista eu ainda estou aqui, como sempre estive.

Inserida por Julliesalves

Escrevi poemas e Ele estava lá, dedilhei canções e Ele estava lá... pensei que depois de cantar e recitar todo aquele sentimento Ele se dissolveria de mim e foi justo o oposto. Tenho você ainda mais intenso, mesmo depois de tentar esvaziar o coração. Ah o amor!

Inserida por ViniOpoeta

Tantas vezes ofertei belas canções a corações insensíveis...
Hoje, preservo o que gosto para que seja apenas meu.
Evitando assim, o derramamento de novas lágrimas
Sou um soldado do amor em batalha e não posso parar agora...

Inserida por Edelzuitah

'Eu estava muito bem sem você, entendia todas as canções, meus pensamentos eram vagos, e eu dormia bem a noite, comecei a fazer as coisas que eu gosto, comecei a gostar de mim. Você se aproximou, com seu jeito todo errado, falando as mais lindas palavras, fazendo meu mundo virar de cabeça pra baixo e eu me apaixonei, doce ilusão[...] Agora tudo parece tão distante, tudo tão longe, difícil de alcançar, falta de avisos? [Não foi.] Não sei como aconteceu e nem motivo, só sei que aconteceu. A solidão? [A gente aprende a conviver], agora a falta que uma pessoa faz? [Essa eu não, só o tempo]. É estranho né, você se imaginar sem a pessoa que sempre talvez esteve do seu lado, deixar que uma briga estrague tudo. O orgulho? [aah, esse sim fala mais alto]. A vida passa? [aaah, com certeza passa], e só o tempo te ajuda a entender o que aconteceu. Se vou sentir falta? Nossa, vou sim e como. Porque duvidou dos meus sentimentos? [Talvez não falei o que precisava, talvez não demonstrei].
Mas tudo bem, a vida continua[...] Me doei por completo, me apeguei demais, quis demais e por querer demais quebrei a cara. Mas no final das contas como sempre me decepcionei, meu mundo desabou, você me esqueceu e eu aqui ainda me lamentando por uma coisa que não tem mais volta. Mas sabe aquele lance da vida ? "Cair pra aprender" pois é, to vivendo assim. A partir de agora quero sorrisos, desapego, abraços e principalmente muita distancia de tudo o que me faz mal. Agora eu quero seguir a minha estrada, em linha reta, sem curvas, sem pausas, sem você...'

Inserida por Rafaeldisouza