Caminhante
Caminhante da Fé
Em um mundo de crenças e de fé,
Caminha um garoto, firme em sua jornada.
Sem religião que o defina ou limite,
Mas com Deus em seu coração, em cada batida.
Não tem santos ou ritos para seguir,
Sua alma livre, leve, em constante busca.
Mas crê em algo maior, invisível, sutil,
Que guia seus passos, que o inspira e impulsiona.
Desde cedo aprendeu a lutar,
Pelos sonhos que nascem em seu peito.
Com esperança e fé, ele traça seu caminho,
Mesmo nos dias mais sombrios, não se deixa abater.
Acredita no poder de suas mãos,
No esforço e na vontade que o movem.
Mas acima de tudo, sabe que não está só,
Que uma força maior o ampara e protege.
Assim, segue em frente, determinado e fiel,
Aos seus ideais, aos seus mais profundos desejos.
E mesmo sem uma religião para o chamar de seu,
Ele nunca perde a fé, essa chama que o aquece e ilumina.
Não tenho pressa, e
nempreciso correr, pois
sou andarilho de meu tempo, e
caminhante, de minha
própria história.
CAMINHANTE
Caminhante, que bagagem carregas?
O que fez com o peso acumulado no caminho?
Onde estão as alegrias vividas?
Onde estão os sonhos? As realizações?
Onde ficam os medos, inadequações, a coragem, a força e o poder de ser e realizar?
Caminhante, olha para trás
Tem um caminho percorrido rico de experiências e aprendizados
Caminhante, olha ... olha para a frente
A passos lentos.... lentos ... uma nova jornada se inicia
O que fica? O que leva?
Somente o que o coração guardou de amor e sabedoria
Segue caminhante, na sua jornada!
Edisa Lopes
Quem sou eu? Sou um caminhante, às vezes mestre, muitas vezes discípulo.
Quem somos nós? Caminhantes, às vezes mestres, muitas vezes discípulos.
Se não for assim, estagnamos e perderemos nossa luz.
Apenas por existir
a sombra fugidia
caminhante na escuridão
no despertar do tempo
sobre o tempo
te faz senhora deste
no trazer e fazer
seu próprio tempo
luz própria
que de ti emana
livra-te do tropeço
oh Espírito-Mensageiro
teu tropeçar se dá
na luz em que estás
a tecer seu tempo
quando recorda-te
da escuridão
e esqueces
tua capacidade
de caminhar nela
tua inquietude e
insubmissão
são tuas asas
na luz que
de dentro pra fora
convidam -te ao vôo
uma vez que estas
te guiam na escuridão
fazem-te temer
o vôo a luz do dia
incitando-te
ao já conhecido
com qual lidas tão bem
tempo de abandono
à solidão
o involucro involuntário
que habitas
no contraditório
ora sim, ora não
é a mistura perfeita
alcançada a elevação
espiritual
onde se encontra
harmonia necessária
entre luz e escuridão
onde
se sonhos
realidade
estando em ti
determinar este tempo
do querer ou não
alma de tal pureza
em que sonhos
alcançam os céus
as raízes precisam
tocar e incomodar
os infernos
alma de tal pureza
eleva-se
passa o primeiro
segundo e
terceiro céu
onde nos sonhos
se guarda
descansa e
perpétuamente
habita
alma de tal pureza
não é poeta
é a própria
Poesia
expressa
na simplicidade
do rosto cru
do vestido de menina
da alma de mulher
que espalha seu perfume
cantando e encantando
homens, muiheres
deuses e poetas
enlouquecendo lógicas
confundindo filosofias
desconstruindo poesias
maculando santidades
moralizando divindades
apenas por existir..
[O CAMINHANTE E O TEXTO URBANO]
Ao caminhar pela cidade, cada pedestre apropria-se de um sistema topográfico (de maneira análoga ao modo como um locutor apropria-se da língua que irá utilizar), e ao mesmo tempo realiza este sistema topográfico em uma trajetória específica (como o falante que, ao enunciar a palavra, realiza sonoramente a língua). Por fim, ao caminhar em um universo urbano onde muitos outros caminham, o pedestre insere-se em uma rede de discursos - em um sistema polifônico de enunciados, partilhado por diversas vozes que interagem entre si (como se dá com os locutores que se colocam em uma rede de comunicações, tendo-se na mais simples ‘conversa’ um dos exemplos mais evidentes).
Enfim, se existe um sistema urbano - com a sua materialidade e com as suas formas, com as suas possibilidades e os seus interditos, com as suas avenidas e muros, com os seus espaços de comunicação e os seus recantos de segregação, com os seus códigos de trânsito - existem também os modos de usar este sistema. A metáfora linguística do universo urbano aqui se sofistica: existe a língua a ser decifrada (o texto ou o contexto urbano), mas existe também o modo como os falantes (os pedestres e habitantes urbanos) utilizam e atualizam esta língua, inclusive criando dentro deste mesmo sistema de língua as suas comunidades linguísticas particulares (dentro da cidade existem inúmeros guetos, inúmeros saberes, inúmeras maneiras de circular na cidade e de se apropriar dos vários objetos urbanos que são partilhadas por grupos distintos de indivíduos)
]trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. Cidade e História. Petrópolis: Editora Vozes, 2007, p.43-44 ].
Caminhante do destino
Aquele que não luta pelo seu destino,
Deve aceitar o que o amanhã lhe trará,
Pois no esforço e na determinação se ensina,
Que o futuro é moldado por quem ousar sonhar.
As batalhas diárias, a persistência no caminhar,
São trilhas que definem o rumo a seguir,
Pois só quem busca, quem ousa se superar,
Pode alcançar os sonhos e fazer o porvir.
Não espere o futuro como um mero espectador,
Seja autor da história que deseja criar,
Pois nas escolhas de hoje está o fulgor,
Do amanhã que, com coragem, irá conquistar,
Aquele que não luta, resigna-se à dor,
Mas quem enfrenta desafios, há de triunfar.
O trajeto só tem valor, se o caminhante mantiver a humildade após chegar ao seu destino.
30-03-2024
" PEREGRINO "
O tempo é um caminhante, um peregrino,
que não olha pra trás; só segue adiante
deixando, o que passou, longe, distante
sem se importar se é cura ou desatino!
Da vida, ele é parceiro, fiel amante
que lhe concede o mais precioso ensino
selando, pra com todos, seu destino
a caminhar em passo, enfim, constante.
Há quem lhe vai atrás à todo custo
e quem se senta à espera achando justo
que ele não pare o curso de passagem…
É um peregrino, o tempo! Não tem pressa!
Ninguém nem mesmo sabe onde começa
nem onde irá parar a sua viagem!
Ir para algum lugar
Sei lá
Dar uma sumida
Deixar todo mundo sozinho
E ser o caminhante que sempre fui
De noite ou de dia
Com estrelas e as nuvens
A lua, não o sol
Morcegos ao redor
Na sobra das árvores
A coruja lhe arrancou um olho
Beberam-lhe o sangue
Ouviu-se um som de blues
Um solo tocando sem parar
A ponta a se quebrar
Os olhos ardendo
Vozes e assovios
Vozes celestiais querendo me levar
Assovios de realidade tentando me trazer
E eu quero o meu sangue de volta
Mesmo que o mundo desmorone
Mesmo se um trator passar por cima de mim, da mina casa
Estou morto, num bar
Jimi Hendrix sola sem parar
E aquele pianista famoso
Que Elvis não parava de admirar
Blues e Reggae no bar pós-morte
Uma floresta antiga, intocada
A mata virgem, o Éden
Bob Marley vem montado num Leão
Com lobos me dar saudação
Babuínos me levam para a casa de Soul
Depois de uns drinks Amy foi e eu caí
Nos braços de Janis, um sorriso, cores e som
Paz finalmente, comentei com John e Raul
Eles sorriam e o reggae não parava
Ninguém sabia as horas, ninguém recisava
Infelizmente o trem dos bends distorcidos chegou
E fui embora ao som de um bom Rock n Roll
Page solava, era jovem e no Led não estava
Numa nuvem doida pousou o trem e eu desci
Cheguei em casa e escrevi tudo que vi até aqui.
Caminho sem caminhante?
Caminhante sem caminho?
Porque caminho está em caminhante?
Como caminhante em caminho?
Quando caminho em caminhante?
Eu caminho em você?
Você caminha como caminhante, quando?
Contraditório em pluralidade
'Caminho do caminhante' criado por herói a caminhantes que usam pequenos valores igual 'Jornada do herói' criada por caminhante a heróis que usam grandes valores
* Herói como mensageiro do coração X Caminhante como mensageiro do cérebro
Sr"X" - Um herói criando caminho...
Caminhante que desbrava os dias
Nesse eterno viver a caminhar
Te ocupes com o que é necessário,
E o resto, deixe ver no que vai dar.
Longe, bem longe vai o dia
A noite se faz bem ligeira
Se não te ocupas com afinco
Logo, logo, se passou o tempo
Que ficou a ver estrelas...
Estas te esperam certamente
Após a lida verdadeira
Onde te entregues sorridente
Acompanhando a lua faceira.
Sou caminhante do silêncio profundo no eco do meu próprio ser que habita uma imensidão de vidas e ainda vejo tudo florescer.
Sou autor da minha própria história? Pode ser...
Sou caminhante do meu próprio bosque? Perdido talvez...
Sou sujeito de minhas próprias ações? Se for...hora de fazer escolhas...
Se tudo está no texto, tenho escolhas? Dentro de certas normas...quem sabe...
Sou leitor do resultado final desta minha trama livresca, chamada vida? Sem dúvidas...
A caminhada pela 'estrada da vida' torna-se menos desafiadora quando o caminhante resiste às paradas desnecessárias ou as propostas atraentes dos atalhos.
