Calma
Às vezes ficar em silêncio é mais que manter a calma, é encontrar paz do exterior ao interior é conseguir ouvir seu próprio coração bater, sentir sua respiração e ter certeza de que a vida, apesar de todo caos,
pode ser vivida às vezes respirando fundo, em outras perdendo o fôlego por estar feliz...
Existem dores que não gritam, apenas se instalam dentro de nós e com uma calma assustadora, vão apagando a nossaluz por dentro e o nosso brilho por fora...
Enchente do Quintal
Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.
Você é minha calma
No turbilhão da vida, tua voz me aninha,
Farol que me guia, quando a noite é sozinha.
Teus olhos são cais, onde posso atracar,
Eu sou tempestade, mas tu sabes acalmar.
És silêncio que canta no fundo da mente,
Um sopro sereno, um abraço presente.
Na pressa do mundo, tu és contramão,
No caos da cidade, és pura canção.
Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.
Teu riso é remédio que o peito procura,
Um sopro de leveza, um toque de ternura.
És pausa bonita no correr dos dias,
A dança perfeita das nossas poesias.
Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.
Se o vento me arranca, tua mão me segura,
Na fúria do mar, és minha ternura.
E quando o amanhã parece incerteza,
Te encontro em mim, és pura clareza.
Você é minha calma, meu porto, meu chão,
Um tempo sem hora, um lar na canção.
Na pressa do mundo, eu paro e percebo:
Minha paz tem o som do teu beijo.
Você é minha calma...
Você é meu chão...
Era apenas um bilhete.
Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.
Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.
Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.
Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.
O dia termina na calma constante daquilo que não fizemos - há, no entanto, a esperança do amanhã...
“Fica o carinho pelo que fomos, e a calma aceitação de que hoje somos estranhos, unidos apenas pelas lembranças que resistiram ao tempo.”
Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.
Bozo e 100 deputados da direita pedem prisão domiciliar! Calma, após cumprir a pena, será usucapião! Daí estará em seu domicílio!
