Calar
"O asfalto não nasce pronto; ele precisa suportar o fogo e o rolo compressor para calar a terra bruta. Só quem aceita ser moldado sob pressão consegue virar a base sólida por onde o progresso caminha."
Saber calar o que o coração grita não é sobre omissão ou fraqueza, é, na verdade, uma das maiores demonstrações de força e elegância emocional que alguém pode ter. É a arte sutil de transformar tempestades internas em brisa leve para o mundo. Muitas vezes, a nossa mente e o nosso peito viram um cenário de ventanias, dúvidas e sentimentos que pesam. O impulso natural seria deixar transbordar, mas quem escolhe o silêncio compreende que nem todo mundo está pronto para acolher a nossa chuva. Há um valor sagrado em recuar, em fechar os olhos e permitir que o turbilhão aconteça apenas do lado de dentro.Nesse processo silencioso, a gente se torna o próprio abrigo. Em vez de espalhar raios e trovões por onde passa, quem domina essa arte escolhe respirar fundo e filtrar a própria dor. É como se no aconchego desse isolamento voluntário, o coração conseguisse desacelerar o vento, acalmar as ondas e transformar o caos em aprendizado. Quando finalmente voltamos a interagir com o exterior, o que entregamos aos outros não é o estrago da tormenta, mas o frescor que vem depois dela. Oferecemos paz, maturidade e uma brisa leve aquela que acalma quem está ao redor, enquanto mantemos intacto e protegido o nosso próprio mundo secreto.
_Enzo Ruchell_
Saber calar o que o coração grita é a arte de transformar tempestades internas em brisa leve para o mundo.
_Enzo Ruchell_
Superar é calar a boca do mundo sem precisar dizer uma única palavra, apenas deixando que a solidez dos seus resultados fale por você.
O cristão que precisa fechar os olhos para a injustiça, calar diante da mentira e odiar seu irmão para continuar defendendo seu político já revelou quem realmente governa seu coração.
A Fala Silenciosa Que A Solidão não é Capaz de Calar
Numa ocasião lúdica, influenciada pelo imaginário e pelo senso poético diante de uma bela estrutura expressada com sua profundidade, os seus sentimentos e a sua personalidade, assim, um livro de romance se abre e, de repente, a realidade fica mais interessante e ganha um tom excêntrico de liberdade dentro de um cenário de época, de romantismo e atrevimento.
E logo, um sonho desperto com bastante realismo passa a acontecer, onde vejo uma venustidade fascinante que está em seu quarto desfrutando de uma dualidade no seu íntimo, pois, ao mesmo tempo que ela sente a tranquilidade de estar com a sua própria solitude, também está sedenta para que uma experiência avassaladora aconteça e tudo mude para melhor com um sabor de veemência.
A solidão tem o costume de lhe fazer companhia, mas isso não impede que as suas flores floresçam, que a viveza continue nas páginas de seus livros, que o seu foco resista e as suas fotos permaneçam, nem que os raios solares com gentileza, iluminem e aqueçam o seu lugar reservado, aconchegante, que a recebe de bom grado por um certo tempo ou por alguns instantes — uma persistência inconsciente e muito cativante.
Admirá-la não é nada cansativo, muito pelo contrário, é, sem dúvida, surpreendente, instigante: traços delicados, essência profunda, um silêncio que é difícil de ser quebrado, um pouco de melancolismo, além de uma beleza divina incomparável — características que me deixam pensativo, inspirado; provocam os meus pensamentos veementes e criativos, tão imersivos quanto um diálogo silencioso e expressivo.
"Tente ser discreto, mas permita-se pensar alto. Apesar de o mundo ter mudado, calar-se nunca será a solução."
"Chega um tempo em que uma maioria de gente sensata e/ou inteligente... tende a calar-se para não ferir a ignorância de uma minoria...burra!"
Haredita Angel
04.01.22
'Um sábio' disse uma vez: Não há melhor maneira de calar um ignorante do que ignorá-lo, mas como calar a mim mesmo? Corta a breja!
Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.
Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.
Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.
Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.
As vezes se calar é a melhor coisa a fazer para que os tolos sejam reconhecidos. Calar não é sinal de medo e nem de covardia, mas sim de estratégia.
Existem coisas que fazem me calar não por covardia ou isenção, mas por aceitar o "lugar de não fala" que me deram, então opto em me manter em paz e falar apenas quando percebo que as coisas transbordam.
“Saber calar quando tudo em você quer reagir não é fraqueza — é domínio de quem já entendeu o jogo.”
