A Fala Silenciosa Que A Solidão não é... Jefferson Freitas.
A Fala Silenciosa Que A Solidão não é Capaz de Calar
Numa ocasião lúdica, influenciada pelo imaginário e pelo senso poético diante de uma bela estrutura expressada com sua profundidade, os seus sentimentos e a sua personalidade, assim, um livro de romance se abre e, de repente, a realidade fica mais interessante e ganha um tom excêntrico de liberdade dentro de um cenário de época, de romantismo e atrevimento.
E logo, um sonho desperto com bastante realismo passa a acontecer, onde vejo uma venustidade fascinante que está em seu quarto desfrutando de uma dualidade no seu íntimo, pois, ao mesmo tempo que ela sente a tranquilidade de estar com a sua própria solitude, também está sedenta para que uma experiência avassaladora aconteça e tudo mude para melhor com um sabor de veemência.
A solidão tem o costume de lhe fazer companhia, mas isso não impede que as suas flores floresçam, que a viveza continue nas páginas de seus livros, que o seu foco resista e as suas fotos permaneçam, nem que os raios solares com gentileza, iluminem e aqueçam o seu lugar reservado, aconchegante, que a recebe de bom grado por um certo tempo ou por alguns instantes — uma persistência inconsciente e muito cativante.
Admirá-la não é nada cansativo, muito pelo contrário, é, sem dúvida, surpreendente, instigante: traços delicados, essência profunda, um silêncio que é difícil de ser quebrado, um pouco de melancolismo, além de uma beleza divina incomparável — características que me deixam pensativo, inspirado; provocam os meus pensamentos veementes e criativos, tão imersivos quanto um diálogo silencioso e expressivo.
