Calar
Às vezes é preciso se perder no chão,
errar o passo, calar a razão,
rasgar o mapa, mudar de direção,
pra ouvir o eco do próprio coração.
O mundo chama isso de confusão,
mas é a alma pedindo revisão.
Quem nunca caiu fora do lugar
vive certo… sem nunca se achar.
“A história tentou calar a mulher, mas esqueceu que muitas vezes foi ela quem ensinou a primeira palavra.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A pressa diagnóstica pode calar justamente aquilo que a criança tentava comunicar.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Tratar não é apenas calar sintomas; é restaurar a comunicação onde o corpo começou a falar em forma de doença.”
Do livro Sinapses e Neurotransmissores — A Linguagem Invisível do Corpo, da Mente e da Doença, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A punição pode calar uma resposta, mas nem sempre ensina um novo caminho para viver.”
Do livro Behaviorismo — Das Bases Clássicas às Aplicações Contemporâneas, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
"Uma pessoa sábia sabe se calar, um falador fala de mais e na hora de se calar ainda tenta achar argumentos para continuar falando"...
A Fala Silenciosa Que A Solidão não é Capaz de Calar
Numa ocasião lúdica, influenciada pelo imaginário e pelo senso poético diante de uma bela estrutura expressada com sua profundidade, os seus sentimentos e a sua personalidade, assim, um livro de romance se abre e, de repente, a realidade fica mais interessante e ganha um tom excêntrico de liberdade dentro de um cenário de época, de romantismo e atrevimento.
E logo, um sonho desperto com bastante realismo passa a acontecer, onde vejo uma venustidade fascinante que está em seu quarto desfrutando de uma dualidade no seu íntimo, pois, ao mesmo tempo que ela sente a tranquilidade de estar com a sua própria solitude, também está sedenta para que uma experiência avassaladora aconteça e tudo mude para melhor com um sabor de veemência.
A solidão tem o costume de lhe fazer companhia, mas isso não impede que as suas flores floresçam, que a viveza continue nas páginas de seus livros, que o seu foco resista e as suas fotos permaneçam, nem que os raios solares com gentileza, iluminem e aqueçam o seu lugar reservado, aconchegante, que a recebe de bom grado por um certo tempo ou por alguns instantes — uma persistência inconsciente e muito cativante.
Admirá-la não é nada cansativo, muito pelo contrário, é, sem dúvida, surpreendente, instigante: traços delicados, essência profunda, um silêncio que é difícil de ser quebrado, um pouco de melancolismo, além de uma beleza divina incomparável — características que me deixam pensativo, inspirado; provocam os meus pensamentos veementes e criativos, tão imersivos quanto um diálogo silencioso e expressivo.
“Saber calar quando tudo em você quer reagir não é fraqueza — é domínio de quem já entendeu o jogo.”
Educar no Século XXI
Educar hoje não é dar tela pra calar.
É dar presença pra criar raiz.
No século do Wi-Fi em cada canto, o maior luxo é olhar no olho.
Filho não precisa de pai coach, nem de mãe influencer.
Precisa de gente que escuta sem curtir.
Que corrige sem humilhar.
Que ama sem postar.
Educar em 2026 é ensinar que borboleta no estômago não vem de notificação.
Vem de conversa na mesa, de "boa noite" falado, não mandado.
É trocar o "deixa que o Google resolve" por "vem cá que a gente descobre junto".
Porque no fim, filho não leva pro mundo o celular de última geração.
Leva o exemplo que viu em casa.
_Van Escher
Se eu precisar me calar diante da fome, dadesigualdade social e da miséria, eu nunca pertenci a essa mesa
Gênese do verso
Eu pensei em me calar,
procurei me segurar,
mas a vida logo me deu
o dom de improvisar.
Vou tentar não misturar
emoção com a razão,
pois se isso for tentado
tudo vira confusão.
É capaz de desandar
quem quiser se aventurar;
pois o que vou aqui falar
pode servir pra rimar.
O que for para ser dito,
que se fale sem frear;
que seja logo entoado,
rimado e improvisado.
Quando o mote apressar,
não corra, vai ficar feio;
procure ser mais matreiro,
não se faça de arengueiro.
O que aqui já narrei,
foi deixado no caminho;
sempre quis andar certinho
com a fé como vizinho.
Prometo sempre guardar,
esse dom que já citei;
eu me atrevo em cravar,
poeta nunca serei.
Na arte sempre há lugar
pra quem verseja com zelo;
por isso guarde com esmero
esse verso verdadeiro.
As bocas falam sem parar,
mesmo quando deveriam calar.
E no excesso de vozes,
a verdade se perde fácil
DeBrunoParaCarla
