Frases de Caio Fernando Abreu

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Quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco, feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido…

Essas que imaginam vidas vagamente inglesas, paixões contidas, silêncios demorados e gestos escassos, mas repletos de significados, preferem a estrada do leste.

Fui vivendo minha vida de maneira tão solitária, conquistando minhas coisas tão no braço, tão sempre sem nada, que aprendi a ter uma enorme admiração por mim mesmo.

"E tudo por aqui, na verdade , vai bem. Pulo os poços, quando pintam - e como pintam!"

...E sabia que de alguma forma ele continuava ali. Miúdas crateras, gretas polpudas. Em algum ponto da cama, do quarto, da mente, do espaço.

O tempo corre, a gente vai descobrindo jeitos de se proteger.

Quando se para de pedir, a gente está pronto para começar a receber.

Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar.

Dê apenas um passo por mim. E eu prometo que caminho todo o resto junto com você.

Todo melado de emoções informuláveis, saudades impossíveis, tinha vontade de pedir que ficassem com ele, que o colocassem no colo, na cama, que lhe dessem chá ou leite quente e repetissem que tudo ia ficar bem, que amanhã haveria sol...

Mas não se pode agir assim (…). Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais.

Talvez bastasse qualquer coisa, como chegar muito perto de você, passar a mão no teu cabelo e te chamar de amigo. Ou sorrir, só sorrir.

Se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.

Nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas.

As pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo.

Me mande mentalmente coisas boas, tenho tido dias tão difíceis.

Que os telefones toquem, que as cartas finalmente cheguem.

Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali.

Mas ele nem se machucava, há tanto já adivinhara os movimentos interiores prevenindo os receios.

– Você vai para a Liberdade?
– Não, eu vou para o Paraíso.
Ele sentou-se ao meu lado. E disse:
– Então eu irei com você.