Luiz Guilherme Todeschi
É urgente percebermos que o Poder Judiciário tem vocação à ação totalitária no contexto social e político quando não encontra freios e contrapesos ao seu exercício da lei.
Nunca se mentiu tanto no mundo como em nossa época. Aos poucos, ninguém mais acredita em ninguém porque todo mundo está no modo marketing de ser automático. A característica instrumental desse modo é que tudo é meio para se atingir um fim.
A cultura corporativa respira a mentira como método.
Tenho certeza de que estamos fadados à extinção.
Assim como uma bela mulher fácil tomada pelos ares do entorpecimento, a modernidade dança à beira do abismo que ela mesma criou.
Só os desesperados reconhecerão a esperança quando ela sorrir sobre o mundo.
Uma das maiores contradições do mundo moderno é nos ter legado mais vida e ao mesmo tempo não saber o que fazer com essa longevidade. A longevidade em si revelou nossa futilidade.
Nunca o mundo temeu tanto a falta de sentido como nossa época, justamente por tomar a si mesma como o sentido máximo de tudo que já existiu no passado.
Os artistas estão sempre lambendo as botas do poder, apesar de se dizerem contrários ao poder.
As expectativas são um dos caminhos mais curtos para o vazio. A prova é que, uma vez realizadas, perdem todo o valor em pouco tempo. E quando não realizadas, tornam a vida pura ansiedade para o nada.
Tem gente por aí que fala em felicidade ser um direito, um dever ou uma escolha. Felicidade é, na maioria das vezes, puro acaso.
Idiotas com pós-graduação dirão que o progresso que vivemos nos últimos anos é a prova de que podemos nos libertar da mecânica do destino.
Um dos traços de profunda ignorância política é achar que alguém seja perfeito na representação do bem comum ou que alguma instituição seja plena em sua função.
Empreendedorismo é um movimento educacional que visa desenvolver pessoas dotadas de atitudes empreendedoras e mentes planejadoras.
Mantenho uma resistência empedernida à psicanálise. E não por negar sua eficácia, mas pelo sentimento de estar repassando a outrem um poder que gosto de buscar em mim mesmo. O mais comum, sei-o bem, é olhar para o lado ou para cima quando nos sentimos vulneráveis. Eu escolho olhar para dentro – focar na resistência em lugar da delegação – pela crença de que tanto o conforto quanto a defesa estão aguardando apenas que eu gire a maçaneta.
O envelhecer e o medo de ser esquecido
Há uma diferença sutil, mas decisiva, entre durar no tempo e permanecer na memória. A
longevidade, por si só, não garante continuidade simbólica; ela apenas estende a
existência biológica. O que persiste depois não é o tempo vivido, mas o quanto esse tempo
foi distribuído entre outros.
Uma vida longa, quando centrada apenas em si, tende a produzir um efeito paradoxal:
acumula anos, mas não necessariamente significado compartilhado. Ao longo do tempo,
ocorre um declínio natural das redes sociais — amigos se afastam, gerações se renovam,
contextos mudam. Se não há um movimento contínuo de dedicação ao outro, de
construção de vínculos e participação na vida alheia, essa rede não se renova. Ela se
contrai.
A memória, nesse sentido, não é um atributo individual. Ela é um fenômeno distribuído.
Sobrevive na medida em que é sustentada por múltiplos pontos — pessoas que lembram,
contam, reinterpretam. Quando alguém vive predominantemente para si, reduz o número
desses pontos. E quando a longevidade se combina com essa baixa capilaridade social, o
resultado é uma presença que se apaga rapidamente após o fim.
Há ainda um outro fator: o tempo prolongado expõe o indivíduo a possíveis controvérsias
tardias, mudanças de percepção, revisões de imagem. Diferente de uma trajetória
interrompida ou intensamente compartilhada, a vida longa pode diluir narrativas,
fragmentar significados, ou mesmo enfraquecer a coesão daquilo que seria lembrado.
Em contraste, dedicar-se ao outro funciona como um mecanismo de propagação. Cada
relação construída é um vetor de memória futura. Cada impacto na vida alheia é uma
extensão indireta da própria existência. Assim, o que define a permanência não é quanto
tempo se vive, mas quantas vidas foram tocadas — e com que intensidade.
No limite, a longevidade sem vínculo tende ao silêncio. Já a vida compartilhada, mesmo
que mais curta ou discreta, encontra formas de continuar ecoando
Os seus olhos.
Nos seus olhos, um oceano profundo,
Onde a alma mergulha e encontra o seu mundo.
Um brilho que acende a mais densa escuridão,
E revela a beleza de cada emoção.
Nos seus olhos, um espelho da alma,
Onde a verdade se mostra, sem nenhuma calma.
Um olhar que me prende, me encanta e me guia,
E me leva a um lugar onde a felicidade irradia.
Nos seus olhos, um amor que transcende,
Um sentimento puro, que jamais se rende.
Um laço que nos une, forte e verdadeiro,
Um amor que me faz sentir completo e inteiro.
Nos seus olhos, encontro a minha paz,
A calmaria que acalma e me satisfaz.
Um porto seguro, onde posso me abrigar,
E no seu amor, para sempre me entregar.
