Luiz Guilherme Todeschi
Alguns jornalistas só faltam babar em frente das câmeras, ou nas páginas de grandes jornais, quando falam, escrevem ou ouvem a palavra "Lula".
Pouco importa o que os poderosos vomitem, o Brasil só tem leis para quem não faz happy hour com os poderosos em Brasília. Para os amigos tudo, para os inimigos a lei.
Orientação sexual é só orientação sexual e gênero é só gênero, nada dizem acerca do caráter ou da inteligência de uma personagem ou uma pessoa.
A mentira é o manual do departamento de comunicação de todo governo, a mídia profissional sempre manipulou conteúdos.
Chegamos a um ponto em que a máxima "vote no menos pior" já não tem nenhum significado, porque não há um menos ruim.
O ser humano é tal que nada o impede de achar justificativas para apoiar toda forma de violência contra quem ele detesta.
A imensa maioria da classe política brasileira só está preocupada com a manutenção dos seus esquemas de corrupção.
Uma das marcas da psicose de mercado em que vivemos é que tudo deve ser monetizável.
A economia da produtividade é uma catástrofe existencial e espiritual.
A publicidade já foi um espaço sofisticado de análise do comportamento contemporâneo, mas os seus praticantes ficaram mais lentos desde que decidiram acreditar que deveriam fazer um mundo melhor.
A busca por reconhecimento implica, quase sempre, a tentativa de destruir aquele de quem buscamos nosso reconhecimento.
A proibição do desejo é um estímulo profundo do desejo.
A modernidade é pura vaidade.
A obsessão pelo dinheiro destrói qualquer espírito. O fato de não percebermos isso já é indicativo dessa destruição.
Não somos uma espécie adaptada ao sucesso, mas sim ao sofrimento.
Homens e mulheres são diferentes e irredutíveis um ao outro, mesmo que isso seja um problema para a igualdade perante a lei e o Estado de Direito.
Se nos for dada a oportunidade de novo de linchar pessoas em público, o faremos sempre com gosto. Com a mesma fúria do passado.
Uma das causas de uma cultura ansiosa como a nossa é ser ela baseada, em grande parte, no mito do bem-estar existencial a partir do aumento de informação.
O procedimento de atribuição da soberania na democracia é organizar instituições que legitimam uma competição por votos. Quem vence, manda. Logo, a democracia depende estruturalmente de trazer os idiotas para si porque eles são maioria.
