Luiz Guilherme Todeschi

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⁠ELEGÂNCIA É TUDO 

Dinheiro é um cigarro
Que rápido vou consumindo
Dizem que dinheiro não compra felicidade
Mas sem ele, o que será do seu destino?
Terá dinheiro para um copo de vinho? 
Enrolo ele nas minhas mãos 
E me comporto elegante com esse traje
Levando o a boca,
Fumando seu valor e identidade. 

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UM RIO DE POESIA (CHUÁ CHUÁ)

 

                            Entrei nas pororocas do Tapajós 

Nadando contra as correntes do amazonas

                    Os dois apaixonados 

       São inteiramente inseparáveis,

                Mas deixam o poeta flutuante, inspirado,

Navegar na precisão do sossego.

         Um rio de poesia, 

          Que deixa o apaixonado renovado após um mergulho feito de alegria

     Rio que guia a lua

              Faz o sol desaparecer

     Me dá motivos para te descrever. 

                 Rio nobre do despejo

        Despeja a melancolia para bem longe dos meus desejos.

   Desengasga-me o que quero por pra fora

               O que tá incomodando-me agora.

                 Os aviums festejam na sua água doce

       Mas essa alegria acaba,

Quando o pescador da sua bajara, 

 
                                A rede retroce

      Os tristes se alegram após um banho de cheiro

       Pois para o caboclo, um banho alivia de pensar nos maus companheiros. 

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⁠MENINO POETA 

Menino da poesia
Levanta de manhãzinha 
Só para ver o sol e a terra
Se cruzando bem pertinho.
Menino, a chuva te inspira
Para escrever mais uma poesia. 
Ela molha tua pele,
Teu rosto de moleque,
Mas não inunda a tua mente madura,
Nenhum tema poético ela te furta. 

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⁠JARDINS DA ARÁBIA 

Farei dos teus desertos, jardins suspensos,
Onde haverá oásis para matar a sede
Onde a vontade de amar prevaleça onde esteve
E que a quentura vire riachos propensos.
As tendas precisam ter quintais
Flores para mil e uma noites,
Onde os tapetes não se sujem em todo instante
E que a lua crescente faça sombra com seus umbrais.
Brotará vinhas nos novos jardins árabes,
Para molhar a garganta com galhos colossais
Dará fonte de vida e novos ares.
Florescerá a paz oriental
Onde amores estarão até entre as aves
E o amor feminino como os camelos esponsais. 

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⁠SONETO #5 
SONETO DO SER AMADO

Do perfume das rosas, comigo
Sinto no Olimpo dos cuidados
Do zelo prazeroso imediato
Do amor entre íntimo e amigo.

O ato de doar tem o seu destino
Debaixo dos lençóis e na rua 
Quem contigo não falava, vira sua.
Admirador secreto vira predestino.

Ser acariciado, minha alma suscita
Sente a vontade de beijos carnais
De longe, a distância não aguenta.

Quem sabe, de paixão um pouco mais
A atividade amorosa sustenta,
O que o sofrer não se conquista. 

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⁠SONETO #4 
DIAMANTE NEGRO o amor que acabou Maysa

Amar é sentir bruta dor também, é partir
Saber a hora certa de ficar e corresponder 
Amar, é sentir medo sem mesmo saber
Que o breve amor das pessoas não vai vir. 

Ter medo do amor como nota falsa ser
Infiltrado no coração, dado a persuadir 
O diamante negro que é levado à sorrir 
Mesmo quando se ferir, sairá à crescer. 

E é nessa boa vantagem de saber amar 
Que nos deliciaremos com o terno bem
Que cura, desincha e mata o desatinar

Que se desmancha mas açoita também 
Sem dó o que nem sempre é, no que dá 
Procurar amor em caras erradas desdém. 

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⁠SONETO #3 
ESTETICISTA FACIAL 

Moça bela, secretária me atendendo
Na sua mesa, logo de manhã bem cedo
Antes de tudo, maquiagem completa
Seu nome é Marcela bela, lábios violeta. 

Ninfa das plumas rosas e sutis regalias 
Me inspirei olhando a ti que me avalias 
Meus documentos, minha três por quatro
Tua singularidade feito lua deixa rastro. 

Marcela, esmeralda desejada por Brás 
Cubas, luxuosa no brilho e com batom.
Modelo da estética artística, que trás 

A arte como um soneto agudo semitom 
Nos azulejos da moda, fugaz nas letras 
Feita escansão para se admirar o bom.

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⁠ABC DO PARÁ 

Acerolas bem gostosas, uma pesca com avium e abacaba
Beijú bem alvo da goma saborosa,
Círio de Nazaré em Belém e Conceição em Santarém
Dindin ou flau de cupuaçú com bombom de castanha,
Égua meu irmão, mas olha já.
Farinha pura, torrada, com açaí na tigela,
Garapa de buriti e cajá,
Histórias do caboclo velho sobre o Curupira,
Ingá maduro nas margens do rio azul,
Jana Figarella e seu canto nas praias bonitas,
Kiwi na salada de fruta paraense 
Leituras de poemas sobre o carimbó do Çairé,
Mandioca no lavador se pelando, maniçoba também. 
Navio estrangeiro no encontro das águas, 
Onça miando na mata sombria de jambu e mastruz onde o cauã assobia.
Pato no tucupi amarelo, com pirarucu frito
Queijo branco na ilha do Marajó,
Rio de bauxita em Trombetas na ribanceira pequenas casinhas
Sapoti e seringa saborosos em Alter do Chão,
Taperebá e tapioca, aí que delícia! O tacacá com a goma tapajoara
Urucum bem vermelho para tingir o corpo
Ver-o-peso com seus banhos de cheiro, com vatapá de camarão 
Whisky de graviola e limão 
Xícara quentinha de café com pupunha
Yara, sua lenda e seu canto no Amazonas de reencontro, 
Zarabatana munduruku que assopra bem longe em Juruti.

Inserida por luizfelipelimasilva3

⁠SONHOS
Cada sonho contigo é um refúgio
Rios da solidão que levam à mares
Dos desejos ansiados que cantares
Com sabor, nosso amor com eflúvio.
Cada cena, passagem, sinto a criança
Que há dentro de mim, se despertar
Contigo usufruindo do verbo amar
Sem pressa, sono bom que me lança
Aos teus braços com tanto afago,
Meus lindos olhos vendo os seus
As lindas órbitas que me apego.
Teu pudor me atrai aos lábios teus
Cada toque, encosto mais perto
Sem querer acordar, fica no meu peito.
Não quero que esse sonho amoroso
Efetivo acabe, abrindo os olhos, quieto
Deixo você me dominar cuidadoso.

Inserida por luizfelipelimasilva3

⁠COBERTOR DE ÁGUAS
Essa água azul de piscina revestida
Em seu corpo, todo o azul combinado
Com a cor dos seus olhos desejados
Com o encanto e admiração fluída.
Essa água doce e saudável te veste
Com refresco e lavagem de alma
Males que se evaporam com calma
Para as profundezas donde vieste.
Teu dulçor afrodisíaco se acompanha
Com a tua essência única, lavando
A dor, trazendo a bonança tamanha.
Você nessa fotografia se expressando
Vejo um lençol de armadura, luta ganha,
Que te faz mais forte se reinventando. 

Inserida por luizfelipelimasilva3

"Inefáveis as circunstâncias, insensatos os desejos, meras incidências de desamparo;
Arquétipos inexplicáveis, sem função, sem razão;
O alheio não me comove;
Meus problemas me bastam.
Mas sucedem-se as evidências de que não estou à margem de determinadas questões;
São razões que superam a própria razão, egoísmo, egocentrismo;
Onde está a coletividade dos meus pensamentos?
E meus valores até então ilibados?
Enquanto o rompante dos acontecimentos não balbuciar aos meus ouvidos e meus instintos de defesa se colocarem a riste, estarei a espreita dos fatos, aguardando que meus limites sejam invadidos e minha covardia se torne valentia em benefício próprio, no desespero da causa por motivos insuficientes que até então meu mundinho indetectara;
Ainda é tempo, porém o tempo urge e a necessidade se torna iminente!"

Inserida por SergioVelloso

Vivendo um explícito desejo de amar, me encontro na incerteza de um alguém pra me completar, saciar essa louca vontade e aplacar esse insaciável desejo, loucura plena na lucidez, sentimentos exaltados, feronômios liberados, o torpor dos corpos, o calor das almas sedentos de prazer e dor, e porque não de amor!!!

Inserida por SergioVelloso

Não sei se sofro com intensidade os meus sentimentos funestos ou se comemoro com atrocidade as agruras a que o destino me submete, vou optar por me recolher à minha insignificância e balbuciar ao vento minhas considerações, afinal de contas, elas se perderão de qualquer forma, então porque não poupar os ouvidos alheios de minhas lamúrias...

Inserida por SergioVelloso

⁠Evolução, o verdadeiro significado da vida! 
"Seguir sim, como se não houvesse fim, a fim de conseguir enfim, ser sempre o melhor de mim!"

Inserida por SergioVelloso

⁠Um silêncio conveniente é uma voz da covardia.

Inserida por LuizVentura

A arma do morto é a consciência inexorável do vivo.

Inserida por LuizVentura

O olho que tudo vê ficou cego de seu próprio autocratismo.

Inserida por LuizVentura

O photoshop da ilusão não pode dar conta de uma reforma ampla e irrestrita.

Inserida por LuizVentura

Não devo julgar meu passado por conta de lembranças.

Inserida por LuizVentura

Dando o seu melhor você é muito mais que um vencedor.

Inserida por LuizVentura