Jean la bruyère

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Enquanto fotografia é tudo sobre a luz, é exatamente na ausência dela que a vida acontece lá fora.

Inserida por leovcastro

COMIDA FRIA

Lá em casa, habitualmente, não cozinhamos aos sábados. Saí para buscar o almoço com a nossa fornecedora atual, Dona Maria, que nos últimos anos abriu o portão de sua casa e começou a entregar aos finais de semana uma deliciosa feijoada, nas versões tradicional e “light”. Sorridente, falante e cortês, Dona Maria atende a todos com o seu gorro e avental branquinhos, e faz questão de dizer que tudo ali é feito com qualidade, asseio e carinho. Motivada pelo pedido de alguns clientes, estruturou a sua garagem e agora mantém meia dúzia de mesas plásticas, forradas com um tecido rendado, quatro cadeiras em cada e um freezer cheio de cervejas e refrigerantes para que os clientes possam se deliciar com a iguaria ali mesmo, caso prefiram.

Estacionei o meu carro numa rua perpendicular. Peguei a minha filha pela mão, tranquei e acionei o alarme e fui me aproximando da casa de Dona Maria. Do lado do seu portão principal, estava estacionado um carro muito bonito, com cabine dupla, cor prata e recém lavado, denotando o capricho do dono. Em um piscar de olhos, vi um rapaz de boné baixo (acho que para esconder parte do rosto) ao lado do carro, na porta do passageiro. Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, o rapaz retirou a camiseta branca, enrolou em algo (que depois fui descobrir que era uma pedra bem grande) e bateu com toda a força dos seus braços finos no vidro da porta do passageiro, fazendo cacos de vidro voarem para toda lado. Mais rápido que o The Flash, meteu a mão dentro do veículo violado, retirou algo e saiu correndo. O “algo” era uma bolsa feminina, da cor vermelho escuro. O alarme do carro bonito começou a gritar alto, chamando a atenção do dono que estava no interior da casa de Dona Maria, aguardando o almoço.

O senhor careca, proprietário do veículo, também demorou alguns segundos para entender o que havia acontecido. Já com as mãos na cabeça em desespero, ouviu o meu grito abafado. Eu apontava e sacudia a mão desocupada na direção onde o rapaz decidiu correr… Mas foi em vão. A nossa capacidade cerebral de entender a cena, agir, gritar, fazer qualquer coisa útil foi infinitamente mais vagarosa do que as pernas compridas do rapaz tomando a direção já calculada.

Na sequência, uma pequena senhora de cabelos alaranjados também apareceu e descobri que era a dona da bolsa roubada, esposa do calvo senhor. A mesma, chorosa e assustada, afirmava repetidamente que não havia dinheiro ou nada que um meliante pudesse aproveitar lá dentro, somente seus documentos, cartões, maquiagens, remédios e pertences pessoais.

Tentando concluir a minha missão ali, apesar do susto e da injeção de adrenalina, entrei na casa de Dona Maria (que nessa hora voltava da rua após procurar ajuda policial com o casal) e meu coração estremeceu diante da cena que vi. Em uma das mesas com forro rendado colocadas à disposição dos clientes, duas porções completas e caprichadas (e ainda nem tocadas) da deliciosa feijoada da Dona Maria. Aquele momento íntimo e sagrado da dupla havia sido interrompido pelo grito do alarme, e acredito que os dois, naquela mistura de emoções e sobressalto, haviam perdido o apetite.

Nessa hora, minha filha, sacudindo levemente o meu braço, pediu explicações:

– Mamãe, aquele era um ladrão?

– Sim, meu amor, era.

– Por que ele quebrou o vidro do carro do moço?

– Para pegar dinheiro, meu bem. Ele não tem trabalho e não tem dinheiro para comer. Por isso faz isso com as pessoas – Expliquei de um jeito que ela pudesse entender, sem entrar em detalhes sobre o que eu realmente pensava a respeito do destino do dinheiro (não) roubado. E ela continuou:

– Uai mãezinha, mas se ele estava com fome não era mais fácil ele pedir um prato de feijoada para Dona Maria? Ela é tão carinhosa e boazinha e faz um montão bem grande de comida…

Dizendo isso, ela pegou a sua bolsinha rosa e começou a retirar suas moedas:

– Mamãe, essas moedas aqui pagam uma feijoada?

Sem entender, respondi:

– Não meu amor, não é suficiente. Mas para quê você quer comprar outra porção? Uma só dá pra gente, mamãe já pediu e pagou.

– Eu quero comprar comida para dar para aquele rapaz. Vamos encontrá-lo. Daí ninguém fica triste. A senhorinha do cabelo engraçado não precisa chorar por causa da bolsa dela, nem o moço careca precisa ficar triste com o carro quebrado. E o rapaz não precisará mais fazer coisas ruins com outras pessoas.

Ajoelhei, abracei a minha filhinha, beijei a testinha inocente dela e nada mais consegui dizer.

Peguei a embalagem térmica com uma porção da deliciosa iguaria, busquei para mim a mãozinha miúda e fomos caminhando devagar, atravessando a rua, em silêncio.

Antes de sair dali ainda pude observar novamente a mesa posta para o casal. Corações aflitos e comida fria.

Inserida por nivea_almeida

Cultive a beleza se gosta de vê-la.
Se gosta se sentir o amor cultive-o também...

Inserida por Nelsonpensador

A gente passa a vida falando na morte; torna-se íntimo, mas esquece de levá-la a sério.

Inserida por MaluMoraes

A casa das memórias
(Victor Bhering Drummond)

A velha casa ainda estava lá.
Preservando memórias, mistérios
E provocando medos.
Eram só retratos na parede
Pinturas e rabiscos na alma
Incapazes de fazer mal a nenhuma
Criatura sequer.
Abri a porta, senti o cheiro das coisas guardadas.
Sentei no sofá; voltei nos anos
E encontrei a festa do dia do batizado
Sendo celebrada novamente
Nas sala do meu coração.
(Outono no Sul - Registros de uma Casa Velha, 2017)

Inserida por victordrummond

Tratando-se de relações humanas ganha a guerra quem tem a hombridade de vencê-la não com a força, mas com o exemplo

Inserida por rogerio_d_oliveira

Quando nos encontramos ,
prometemos que não haveria promessas...
Nossos passos seriam à "la Vinicius de Moraes",
eternos enquanto durassem.
No entanto, cá estamos nós
amalgamados até o fim,
ou até a eternidade.
Cika Parolin

Inserida por CikaParolin

Fui lá olhar as estrelas e você estava sorrindo para mim!
Sergio Fornasari

Inserida por sergiofornasari

''É tão doloroso ama-la e ao mesmo, não poder te-la.”

Inserida por whoisclaire

Bom dia vida!
Bom despertar para um novo dia,
ou outro dia, ou será apenas mais um dia?
_Sei lá, sabe?
_Você decide!
Seja qual for sua decisão será sempre a certa,
o que muda é apenas o tempero para saboreá-lo.
Dia agitado... tempero salgado!
Dia morno... tempero de forno, moderado!
Dia corrido... xiii exagerou no moído, colocou muita pimenta!
Dia de calor... hummm tem na parada o amor!
E então?
Escolheu seu panorama de hoje?
Não precisa escolher um tipo, faça do seu tipo
É assim: Faça seu dia de acordo com seu tipo que venha com sua carinha, tão linda como animadinha tão doce quanto suave de se ver e tocar.

Inserida por Annnttonious13

O mundo não dirá a direção correta, cabe a você acha-la.

Inserida por umhomemeumacaneta

Um dia chegaremos lá, eu creio e continuarei lutando :).

Inserida por cordeirofabio31

Inerte, refazer no retiro aposento,vejo o mundo lá fora,tão apavorante,mas nem tanto estranho como eu.

Inserida por LAPYERRE

Talvez as estrelas nos olhem lá de cima nos contando e contemplando. Talvez sejamos, para elas, cadentes ou então firmes e reluzentes e, que nossos brilhos as alimentem de Amores e Esperanças.

Inserida por LuizVentura

Todo mundo vira poeta na madrugada...
Porque lá, a solidão congela o coração...
E até a sua alma se sente abandonada...
Assim, escrever passa a ser a sua salvação!

Pedro Marcos

Inserida por PMarcos

FECHEI OS OLHOS E PENSEI NO SEU SORRISO.
Em um milésimo de segundo sinto meu rosto formigar, meu lábio se abrir e lentamente abro meus olhos, dou uma piscada profunda e apenas sinto meu rosto sorrir por lembrar do seu riso.

Inserida por lucasfps92

Meu coração precisa entrar em festa
Há muito tempo a solidão me infesta
Sei lá, sei lá
Amor, se mereço sofrer
Sei lá se fiz por merecer

Hoje a alegria quer trocar de bem comigo
E sou capaz de apostar se for preciso
Que nesse papo de amor
Ninguém sai vencedor
Por que trazer pra mesa desamor?

Vem, me dá mais um trago
Deixa amanhã eu pago
Pendure a minha amargura
Hoje ninguém me segura
Quem for falar de tristeza
Não vai sentar nessa mesa

Inserida por pensador

Eu te perdoo se não puder me amar, por não tê-la amado primeiro.

Inserida por tatyanenicklas

Depois das seis

Lá se vai mais um dia
e ao por do sol, o medo aflinge
a noite é minha inimiga.
Dela não me aprazo;
muitos a aproveitam,
e nela escrevem suas histórias;
baladas, bebidas, amores.
Mas na vida, nem tudo são flores.
Ela pra mim tem outro sentido,
as forças não têm subsistido
aos pensamentos que me consomem,
segundos viram horas,
o sono tranforma-se em um pesadelo acordado;
as vezes penso tudo isso ser uma inverdade,
que todas noites tragam consigo,
crises intensas de ansiedade.
Pessoas almejam crescer, trabalhar, construir;
A magnitude do sonhar humano é inefável,
não cansam de idealizar,
mas nem o maior desses desejo é comparável
ao meu anseio pelo sol raiar.

Inserida por Luizteixeira08

A verdade é brisa que atravessa as folhagens, branda e contumaz, e você pode senti-la.

Inserida por leovcastro