Jean la bruyère
Rostinho com
rostinho pra cá,
pezinho com
pezinho pra lá,
e agora
uma voltinha
pra ti ver
ir embora e
voltar pra
eu ter
este sorriso
que não
vou esquecer.
Vamos lá de
novo meu bem
dançar eu sei
que não sei,
mas tentar
faz tão bem.
Mesmo sem música
neste vai e vem,
deste ta longe e
ta perto também.
Quero que se lembre de onde vim
Lá eu era feliz
Meu mundo era uma sapatilha de pontas e só, dó, ré, mi...
Padê burrê, assemblé, brisé, piruetas.
Meus problemas eram com os laços, fitas, tutu e os belos saltos no palco
Meu palco, minha vida
Meu inferno
Tempo maldito que me fez errar o caminho
Desviar do destino
Aprontar armadilhas para eu cair
Perder o ultimo passo
A ultima dança
A ultima chance
Já não tem holofotes
Nem sorriso, nem aplausos
Nem coxia, nem tutu, nem sapatilhas
As luzes se apagaram
O show terminou
Crise financeira quase sempre é o dinheiro mudando de mãos. A grande sacada para supera-la é descobrir com quem ele esta.
"Abra o seu coração para a verdadeira felicidade, Deus o ajudará a encontra-la e quando isso acontecer, sentirá ela transbordar de você e atingir outras pessoas, então saberás que nada mais importa por que isso não tem preço."
Reflexos
Reflexos de destinos desconhecidos
Aproximam caminhos distantes
Luzes apagadas de lâmpadas queimadas
Acendem a vontade de ver você
Lua
Sol
Via láctea
Vênus e
Marte
Viajantes sem rumo
Remando para o apogeu galáxial da natureza real.
Sol lá
Do re dizem
O que o me fez sentir
Da lindeza do olhar
Até a doçura do ouvir
Fá só me sofre
Sol amanhece os dias
Lá te perdi
Si nas ondas não te vejo
Do me faz sonhar
Vou sorrir até não ter mais forças...
E quando eu estiver lá no chão, só peço que me recomponha
Segure a minha mão
Não me deixe cair
Se cair, juro que não sei mais se
Levanto...
Pois vá,
Vá mesmo,
Fique para lá
Longe, a deus dará.
Evitando-me
Desviando-me,
Quem sabe cruzastes meu caminho mais uma vez,
Mas vá pensando,
Pois não será desta vez.
Tudo que pude oferecer
foram minhas palavras para você,
Tentei te dizer
Mas já cansei de escrever.
Manteve meu coração
por muito tempo em tuas mãos
Mas não soube segurá-lo
Dispenso teu amor escasso,
E esse teu fracasso de desculpas esfarrapadas.
Nem a vitória dos corruptos leva as pessoas a refletir sobre o que poderiam ter feito para evitá-la.
AQUELA DATA
Hoje pela manhã olhei o calendário e lá estava ela mais uma vez. Aquela data. Uma vez por mês isso acontece e aquele número que me acerta como uma flecha. Sei que para maioria das pessoas não passa de uma data qualquer, mas para mim já significou muito. Hoje costumava ser o nosso dia. Era sempre algo muito especial, mas o silêncio do celular pela manhã me joga na cara a realidade de que esse não passará de um dia normal. Um almoço solitário e um jantar sentado no sofá da sala. Ninguém para mandar flores e nem para buscar no cair da noite. No lugar disso um dia inteiro relembrando a sua rotina e tentando imaginar onde você estaria a cada momento. No fundo sei que não passa de um número bobo em uma folha de papel e que isso não deveria mais mexer tanto comigo, mas a saudade é um imposto que a vida cobra de quem foi muito feliz por um instante. Então me liberto e me permito relembrar: do seu sorriso, do seu perfume, da sua covinha e da forma como os seus olhos brilhavam quando encontravam os meus. Já que é impossível não pensar, tento te transformar em uma lembrança que não seja dolorosa. Lembro-me dos nossos dias juntos e o quanto você me fazia bem. Tento imaginar como seria esse dia se ainda estivesse comigo. Como foi mesmo que chegamos até aqui? Onde foi que o amor que eu imaginava ser para a vida toda se tornou uma triste lembrança de calendário? Acho que nunca conseguirei olhar para essa data como faço com todas as outras. Aquele número ali parece sempre me encarar e dizer: “não era para ser assim”, “não era esse o plano”. Será mesmo? O que eu sei é que amanhã o número será outro, e então terei um mês até que aconteça novamente. O que me resta é suportar essas vinte quatro horas de lembranças. Um dia inteiro para lembrar aquilo que fico outros vinte nove fingindo que esqueci.
Sinestesia da Saudade
Ensurdecem-me os olhos e grito você
Mas não tão perfumado para tocá-la
Cega-me a boca e respiro você
Mas não tão perto para escutá-la
Cala-me o nariz e agarro você
Mas não tão barulhento para vê-la
Entope-me a pele e ouço você
Mas não tão colorido para chamá-la
Isola-me os ouvidos e enxergo você
Mas não tão gritante para cheirá-la
Ah! Essa saudade me perturba
Sem você não escuto, não vejo
Não falo, não inalo, NÃO VIVO!
Uma peça quebrada você poderá consertá-la, mas, por mais importante que seja por vezes não há condições de refazê-la, assim contradiz o erro, você pode fazê-lo e refazê-lo muitas vezes, agora consertá-lo, aí está o problema.
Você não pode parar o tempo para quê nós possamos viver mais tempo juntos, então, sente-se ao meu lado e vamos esperar nós envelhecermos para que a gente possa ter nosso momento eterno juntos.
Lá vem eu na madrugada...dançando na ladeira, batucando na avenida. Lá vem eu, desfilando na passarela, sambando...caindo na dança, tirando os sapatos, bailando. Lá vem eu, hoje os meus versos tão mais aflorados, vou rodopiar na poesia, sambar no mar !
Sim , ás vezes nos perguntamos : " Porque Meu Deus , porque ? “ mas , lá na frente vemos que isso que aconteceu que nós indagamos foi necessário para uma realização maior , melhor , mais emocionante do que se tivesse sido na hora em que queriamos , espere , tudo têm a sua hora !
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
