Miguel angel asturias
Uma pessoa livre não é aquela que só recebe elogios ou só escuta verdades duras.
É aquela que consegue suportar a verdade sem quebrar, e ouvir elogios sem se tornar dependente deles.
"Toda organização distribui tarefas, riscos e oportunidades. Quando essa distribuição deixa de seguir critérios claros e passa a depender de ingenuidade, necessidade ou proximidade, surgem distorções que afetam a confiança e o engajamento."
"A nobreza não é construída, é forjada.
Essa reflexão me levou a compreender algo sobre a missão cristã: não criamos cristãos católicos; ajudamos a forjar homens e mulheres para viverem os valores, comportamentos e ensinamentos da doutrina católica.
Por isso, importa menos como alguém chega até nós e muito mais quem essa pessoa se torna depois da caminhada que realizou conosco.
O ouro é purificado pelo fogo. O caráter é fortalecido pelas provações. E a fé amadurece quando encontra propósito, verdade e testemunho.
A verdadeira evangelização não produz seguidores de pessoas; forma discípulos capazes de viver o Evangelho em qualquer lugar.
— Miguel A. Pires"
"A nobreza não é construída, é forjada. Ao longo da vida observei que títulos, cargos e aparências podem ser conquistados rapidamente; já o caráter exige tempo, renúncia e provação. Assim como o metal enfrenta o fogo para ganhar resistência, o ser humano enfrenta desafios para revelar sua verdadeira essência."
Miguel A. Pires
É foda, eu sei. Sou expoente da matemática desse mundo. Eu mexo com todas as classes, raças, credos, funções sociais e posições políticas.
No final eu sou como você. Uma pessoa que esteve no fogo cruzado de coisas além da compreensão.
Mas acontece que agora não somos mais inocentes assim; Pois essa configuração ao pouco se torna transparente conforme interagimos.
Então sejam inteligentes, reconheça a inteligência dos outros ao seu redor. É mais que poesia, é uma lição em forma de convite.
Senhor Deus Por Toda Minha Vida, Quero Sempre Te Louvar,
AO
Seu Lado Sinto Seguro e Pela Fé Espero a Graça Alcançar.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.
Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.
As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.
Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.
Mas sou brinquedo
das suas carências.
Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.
Me dê espaço.
Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.
Me dê espaço.
Era eu o sol da minha própria existência.
Era minha dor tão profunda quanto o oceano,
e minha insegurança tão vasta quanto o céu.
Mas tornaste tudo isso pequeno.
Chamam de corajoso o poeta que despiu
sua alma e conseguiu expor algo formoso.
Eu o chamo de louco!
Se sou uma carta, prefiro
que minhas linhas permaneçam em anonimato;
afinal, conheço meus pecados.
Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor; versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem haveria escrito, em seu coração se fizeram conhecidos.
Nem de tudo que leste te agradaste.
Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia; ainda assim, destes garranchos que sou,
fez poesia.
Brasil de quem?
Ora, de quem eu não sei, mas é meu também.
Meu Brasil, brasil do golpe, da ditadura, brasil de Vargas, mas também Brasil de Eunice, mãe amada
brasil com o solo manchado de vermelho, mas também regado pelas lágrimas do brasileiro. Sim, país de muitas desigualdades
mas pertencente a um Povo resplandecente, que em meio a tanta dor, encontra espaço para um sorriso
Dizíamos na segunda guerra que "A cobra vai fumar", sim, mesmo lá tinha espaço para nosso riso
Povo amado que tanto valorizo, Povo que torna do Brasil brasileiro.
Deus brasileiro, que não nasceu em palácios
ordenados a ouro, mas em um simples celeiro;
aquele que não se ausenta da alegria, mas que, enquanto seu povo canta, dança.
Sim, mente por detrás do universo, que, para si, ser grande não é mais do que um simples reflexo, mas que, mesmo assim, se fez pequeno e andou entre nós, os perversos.
Deus brasileiro, que sorri para um sorriso
banguela, que, para o tupi, é anga, que, do órfão, é lar.
Leão que não nos preza, porque somos filhos de sua reza. Sim, a este Deus brasileiro, que nasceu na simplicidade de um celeiro, me fiz poeta.
Memórias póstumas e sua beleza
"Tempo que foi, não volta. Tempo que vem, mas que nunca chega.
Tempo que tudo leva e nada deixa; nada além de memórias póstumas e sua beleza. Tarde demais nos ensinou a amar, tarde demais nos ensinou a aproveitar.
Segundos parecem tão pouco, mas daria algumas décadas para ter de volta um segundo do seu riso. Lembro do gosto do seu bolo de trigo. Fui a um excêntrico chef em Paris, mas ele não conseguiu replicar o gosto daquele bolo.
Talvez não se trate de gastronomia. Talvez sejam suas mãos, mágicas e cheias de amor. Seja o que for, nada me trará novamente aquele sabor. Tentei ir a um show de humor, mas nem mesmo a melhor piada já contada me faria rir como você me fez.
Talvez, um dia, eu ame, delire de amor e escreva versos apaixonados.
Mas nenhuma amante poderá me presentear com os seus cuidados. O seu colo era um lugar sagrado, onde, em questão de segundos, o homem virava outra vez menino. Sinto falta daquilo.
Ah, tantas palavras que gostaria de ter dito, mas que hoje são só versos escritos; doce delírio da eternidade, em que, mais uma vez, encontrarei seu riso, em que, de novo, teremos aquela tarde com café e bolos de trigo, onde serei, novamente, o teu menino.
Teu doce e distraído menino.
Amo-te. Sonho que saiba."
Miguel Espinoso
Busque-me, discípulo
acha-me naquela estação
entre inverno e verão
Ama-me como uma noiva
recém casada; aonde foi
o teu amor?
Enxerga-me outra vez, como
pôde se esquecer? Com os
teus olhos, jamais irá me ver.
Enxerga-me, pois, de olhos fechados.
Procura-me ver, com o teu coração
e me verás novamente, sentirás outra
vez.
Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestes de linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve
Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho?
Permita-me cativar-te, não te escondas de mim.
Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor
Te encontrou.
E se a vida for um jackpot?
E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?
Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.
A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.
Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.
Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.
Ainda Vou Me Lembrar de Você
Quando o tempo apagar as feições que eu decorei,
e a poeira dos anos cobrir as estradas que andamos,
quando os dias passarem depressa sem nos importarmos
com os mapas rasgados e os sonhos que eu desmontei.
Mesmo que o mundo dê voltas que eu nunca previ,
e o destino me leve pra longe de onde te conheci,
ainda vou me lembrar de você.
Vai ser numa tarde qualquer de um outono distante,
ou talvez no acorde de uma velha canção esquecida.
A memória virá como um vento furtivo e constante,
trazendo um recorte de quando você preenchia a vida.
O cheiro do café quente pela manhã na cozinha,
ou o eco de um riso perdido no meio da rua vazia,
farão com que a mente, por um segundo sozinha,
retorne ao exato cenário da nossa antiga alegria.
Lembrarei de como a sua voz acalmava a tormenta,
das noites de insônia trocando palavras banais.
O tempo é um rio que corre de forma violenta;
arrasta as presenças, mas não lava os nossos sinais.
As coisas miúdas, que pareciam não ter importância,
serão os gatilhos que vão encurtar a distância:
o jeito que você olhava antes de confessar um medo,
a mania de guardar cada dor como um grande segredo.
Não será com a angústia de quem perde e não sabe aceitar,
nem com o pranto de quem implora pro passado voltar.
O luto da despedida, com os anos, se torna semente,
e o que era vazio floresce de um jeito indulgente.
Eu serei outra pessoa, com outras marcas no rosto,
construindo outras casas, descobrindo outro gosto,
mas um pedaço de mim estará para sempre ancorado
naquela versão de nós dois que ficou no passado.
A ausência, aos poucos, se veste de paz silenciosa;
já não corta como o vidro, nem fere feito navalha.
Ela vira um farol de uma luz solitária e formosa,
que não guia o meu barco, mas ilumina a batalha.
E assim seguirei, colecionando novas chegadas,
cruzando outros mares, trilhando outras estradas,
vivendo o milagre comum que é sobreviver.
Mas saiba que, no fundo do peito de quem se entregou,
a marca deixada é profunda, não pode ceder.
Quando os invernos pesarem e o meu passo cansar,
quando o último brilho do mundo ameaçar se apagar...
Ainda vou me lembrar de você.
A Medida do Sacrifício
Era como um artesão que constrói a mais bela das moradas, esculpindo cada pilar com as próprias mãos feridas, polindo o assoalho com as próprias lágrimas. Ele ergueu as paredes de madeira para abrigar você da tempestade, abriu janelas para que a luz da manhã beijasse o seu rosto e preparou a mesa com o que havia de mais precioso em sua própria vida. Ele fez tudo isso sabendo, desde o momento em que cortou a primeira tábua, que você trancaria a porta por dentro e o deixaria do lado de fora, na chuva.
Ele desceu de um trono intocável para caminhar sobre a poeira das estradas que você mesmo pavimentou com distância e esquecimento. Foi o pastor que deixou as pastagens seguras para entrar na floresta mais escura e hostil, absolutamente ciente de que a ovelha perdida, ao ser encontrada, tentaria fugir de volta para os espinhos.
Na matemática fria dos homens, o amor é um investimento que exige retorno. Ninguém derrama água limpa em terra seca sem a garantia de que a flor vai brotar. Mas a lógica dEle sempre desafiou as regras da troca. Ele não plantou a semente exigindo a colheita do seu afeto; Ele plantou porque a sua essência é dar vida, mesmo àqueles que se acostumaram com o deserto. Ele viu a traição antes que o beijo fosse dado no jardim. Ele ouviu a negação antes que o galo cantasse na madrugada. Ele sentiu o peso da rejeição antes que o martelo fosse erguido.
O Rei do universo despiu-se de sua glória para vestir a vergonha de uma cruz áspera, pagando uma conta incalculável por um devedor que, muitas vezes, rasgaria o recibo com indiferença. Ele olhou através da eternidade, viu as suas falhas, a sua ausência, os dias em que o nome dEle seria apenas um eco distante na sua rotina, e ainda assim respirou fundo e decidiu seguir em frente.
Não houve nenhuma ingenuidade em sua entrega. Ele não caminhou para o Gólgota iludido, esperando que o mundo inteiro o abraçasse arrependido. Ele marchou para o sacrifício com a clareza cortante de quem conhece o abismo do coração humano. No ápice daquela tarde escura, a maior prova de graça não foi apenas o fôlego que se esvaiu, mas a aceitação silenciosa da sua recusa. Entre a terra que o rejeitava e o céu que se calava, a verdade foi cravada na história para sempre: ele te amou sabendo que não seria correspondido.
Pense nessa análise..aquilo que fazemos dia apos dia, buscando satisfazer alguns desejos, isso sim vai moldando vc conforme o tempo..nós estamos construindo e não destruindo a nós mesmos.. identidade é maneira como constrói e não sobre algo já construído.
Como punhado de areia, neste lugar meu eu se esvai.
Neste jardim, há singular essência que supre a ausência que havia em mim.
Neste coral, ouço um canto tão encantador que até meu espírito amargo se encantou.
Amei outro amor e, por essa razão, todo meu ser, em choro, sangrou.
Fui navegador de uma solene e triste pintura, sobre a qual um navegador, sem enxergar terra à vista, por um turvo azul navegou.
Mas ouvi um assobio e fiz dele farol, tão visível como um fio de lã vermelha.
Teu cortejo, tão sedutor, fez com que o efeito do canto daquela sereia se dissipasse; nesse momento, meu afeto queima por outro desejo.
Fecho meus olhos sob as estrelas e trago longo suspiro... Sinto o vento como amigo, amigo de velha data, companheiro de ressaca.
E a lua, tão distante, tornou-se íntima amante.
Todos os dias, ao entardecer, vou àquela árvore e como dos frutos dos seus ramos; vejo restaurada minha juventude, imaculada, como a verdade, generosa como a bondade, pura como a inocência.
Torno-me, neste banquete, um com aquela singular essência.
- Miguel Espinoso
