José Echegaray
O olhar despretensioso
Fulguroso como o sol a brilhar
A poética da alma se deslumbra
No coração a palpitar
O sentimento que nasce
Da forma linda de sonhar.
Descortinou-se em mim essa paixão
Quando não consegui evitar
O sentimento que nasceu no coração
Ao me deparar com o seu olhar.
Você é a canção do amanhecer
A melodia que inspira o meu viver
Em você encontrei uma nova razão
Que preencheu o espaço vazio do coração
E eu não quero nunca mais te esquecer.
Só Deus é bom
Não aceite imitações
Nunca deixe que os bens menores
Eclipsem ou ofusquem
A realidade de Deus na sua vida
Somente Deus é verdadeiramente bom.
A arte de ensinar demanda exercer uma influência de profunda compreensão, aceitação e respeito, consciente das oscilações entre livre arbitrio e as personalidades nesta relação.
O PRESENTE
O céu nos deu as estrelas, o sol nos deu a claridade do dia. A lua nos deu a meia luz, a igreja nos deu Jesus.
Élcio José Martins
O AMOR
O amor é o encontro de almas. Viver o amor é o encontro de corpos e sentimentos. Manter o amor é cultivar o respeito, o companheirismo e o entendimento.
Élcio José Martins
Há quem não dê importância ao aparente idiota à frente da instituição, pessoalmente, prefiro um líder inteligente e suficientemente eficaz para a desinfestação do local pantanoso e nauseabundo.
O Padre não é um sindicalista, militante de partidos políticos. O Padre é o homem do Altar e do Confessionário.
Muitos vão te colocar para baixo, dizendo que não vai conseguir, agora depende de você, acreditar nos outros, ou acreditar em você mesmo.
Ninguém sabe o tamanho da luta, ou número de vezes que você caiu, chorou, mas sempre levantou ergueu a cabeça e seguiu em frente.
Você é capaz prove isso para o mundo,mas principalmente, prove isso para você.
A PONTE
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Uma ponte amarela,
abaulada sobre o rio...
Sem dizer palavra,
ela diz tudo, fio contra fio.
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Eloquente, fala-nos sobre os fluxos de gentes
a passar de um para o outro lado
do rio.
Mas também fala dos barcos
a lhe ditarem a forma:
profundo pacto
entre os homens e mulheres,
desejosos de passar por cima,
e os barcos e jangadas
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convocados a seguir por baixo.
Este curvar da ponte, humilde e quase sacro,
é a mais sutil forma do acordo
– o produto profano de um pacto –
entre todos os que queriam ir e vir:
seja na forma de passantes,
seja nos modos navegantes.
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Na Ponte – há mais – o olhar encontra
corrimãos que falam
dos que caíram n’água.
Dizem-nos alguma coisa sobre a desatenção,
sobre a imperícia,
sobre a brutalidade do empurrão.
Talvez, quem sabe,
escondam o comovente segredo de um suicida,
ou de um simples e alegre acenar de mão.
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Será, que a ponte, que liga as margens,
é também passagem
para o Outro Lado?
Será ela a cura
para a aflição?
Quantos ali deixaram seu último salto,
o derradeiro gesto
– o silêncio vivo que enfim precede
o calar eterno?
Quantos lá não abandonaram seu último grito mudo
estendido e tingido por sobre a ponte
Como se tudo... viesse de dentro de um quadro?
(E este quadro, ele mesmo atormentado,
não estaria preso à parede exposta
de alguma dimensão secreta?)
Eis que a ponte prossegue
nos dizendo tantas coisas
sobre o rio e sobre tudo.
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É amarela:
de um amarelo-berro...
Somente isso me escapa ao faro.
Porque não verde, vermelha – azul?
Como um sol estendido em linha,
ou o arco-íris de uma só cor,
ela permanece ali,
sem revelar o último dos seus mistérios:
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Uma ponte amarela
sobre o rio, sobre a vida.
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José D'Assunção Barros
[publicado na revista Opiniães, 2023]
DA SOCIEDADE INDUSTRIAL À SOCIEDADE DIGITAL
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“Sintetizemos este grande movimento entre os diferentes patamares de conhecimentos científicos que demarcam o caminho da Era Industrial à Era Digital. Com o nível científico alcançado pelas leis de Newton e pelas leis da termodinâmica – e, mais tarde, com a revolução eletromagnética que se tornou possível a partir das leis de Maxwell – vimos que a compreensão e controle do mundo cotidiano havia se expandido admiravelmente, abrindo os portais para a Era Industrial com suas duas revoluções, a mecânica e a elétrica. Mas com o nível alcançado pela combinação entre a física quântica e a relativística, no início do século XX – portanto no auge da Era Industrial – pôde-se agregar a isto tanto a compreensão do universo de escala microscópica dos elétrons e átomos, como uma melhor compreensão do universo de escala macroscópica da estrelas e galáxias.
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Este novo limiar abre os portais para a possibilidade de adentrar a Era Digital que iria se instalar décadas depois, em meados dos anos 1990. Para todos os casos, é interessante observar como os desenvolvimentos de conhecimentos científicos e inovações tecnológicas produzidos em certa Era tanto ajudam a entretecer a sociedade típica de sua época, como abre caminhos para a Era seguinte. A Era Digital não teria sido possível sem o desenvolvimento da Era Industrial, e esta dependeu de desenvolvimentos que ocorreram nas Eras que a antecederam. Os elos e saltos tecnológicos permitem que os historiadores da ciência desfiem uma história polifônica nas quais algumas melodias se desdobram de outras e todas terminam por interagir entre si, sendo importante lembrar que os progressos tecnológicos não correspondem necessariamente a concomitantes progressos sociais ou espirituais. Para o que nos interessa neste momento, a revolução digital não teria sido possível sem a combinação e desenvolvimento paralelo da física quântica e da teoria da relatividade”
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[BARROS, José D’Assunção. História Digital. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. p.28].
Normalmente queremos que as coisas mudem para nos favorecer e a lógica nos indica que o resultado esperado não acontece. Meus caros, para o resultado esperado acontecer terás que mudar o foco vetorial, não são as coisas que tem que mudar, nós é que temos e a lógica demonstrará que seremos favorecidos ao final e se não formos, é por que não é o final...........
Leis da física que nunca foram escritas:
- Todo parafuso que cai no chão desaparece embaixo de alguma coisa, mesmo que não haja lugar para se esconder num raio de muitos quilômetros.
- O parafuso sumido reaparecerá em lugar bem visível onde já havia sido procurado várias vezes, depois que tiver sido substituído e não for mais necessário.
