Ferreira de castro
Não se anule a ponto de colocar a sua felicidade pautada, exclusivamente, em outra pessoa. Pois, se um dia está pessoa deixar-lhe, a sua vida irá partir junto com a ela.
Viva o presente tomando atitutes que constituirão as bases para o seu futuro. Já o seu passado, deixe-o relegado no seu tempo.
É preciso combater esta síndrome que contaminou as relações humanas no mundo contemporâneo: AMIZADE não é UTILIDADE!
Transição
E nos bosques de minha alma
Se esconde o tempo
Onde um dia eu fui feliz
Em que não havia marcas
Não havia cicatriz
Eu era inteira e segura
Não temia a solidão
Que hoje me tem como prisioneira
Sem carinho e sem razão
Oh alma sofrida venha aqui
Me dê sua mão
Não deixe a nostalgia roubar seu brilho
Tirar sua fé e ferir seu coração
O passado é só história
Que mora apenas na memória
Cuide então do seu presente
não deixe que ele passe em vão
Ele é sua semente que irá colher alí na frente
Olhe adiante , pise no chão
E quando o “ontem” na porta do “hoje” bater
Seja firme não se deixe amolecer
Diga Adeus e agradeça pelo que te fez crescer
Mas não se envolva, feche a porta e se abra para um novo amanhecer.
Amor apaixonado
Tem que ser de repente
De forma inesperada
Com cara de hora errada
Prá paixão acontecer
Paixão é pedra bruta
Que precisa lapidar
Para o amor poder nascer
Amor é coisa que leva tempo
É paciente, é persistente
Faz a alma florescer
Paixão é bom e necessário
Mas o amor é o protagonista
É aquele que mais exige
E que nos faz amadurecer
Me diz, se ao menos hoje já pensou em alguém que não fosse você?
Então se sente confiante o suficiente pra julgar os males do mundo?
Reflita: qual porcentagem dos seus pensamentos durante o dia incluem Deus, toda a humanidade ou ao menos a criação?
A curiosidade encerra o desejo de saber, de ver, de conhecer. Ela é o princípio da sabedoria, o combustível do desenvolvimento.
"Curiosidades do mundo"; Editorial Notícias Quarto Minguante.
A falácia da abnegação é se sujeitar a situações que te fazem sentir "solidão" mesmo acompanhado, simplesmente pelo medo de estar sozinho!
Todo ser humano idolatra os seus mártires, subversores e promotores da “liberdade”; tudo para se autodenominar livre. Tolos, ignorantes e idiotas que não se vêem amarrados a formas de domínio passiva, seguindo feliz todos os passos que são ditados.
A vida é como o estado de embriaguez, hora vivemos a euforia, hora a reflexão; uma não existe sem a outra.
Aqueles que me prejudicaram, desejo apenas o tempo; porque de todos os males que me causaram não precisei retribuir, como um telespectador, o vi chegar como. Também não espero desfrutar desse ocorrido com satisfação, mas sim demonstrar solidariedade. A maior maldição não virá de uma vingança própria, mas da consciência do individuo mesquinho. Assim elevo-me frente aos meus inimigos.
Existem atos que poderiam ser bons, mas tendem a maldade. Não existe caridade quando associada à promoção pessoal, adoção sem educação, amor sem liberdade, carinho sem respeito... Pois do contrario, o ato pode ser drástico; o vento pode refrescar em um dia de calor, mas também pode machucar quando associado à areia.
A sociedade “evoluiu” para o descarte de tudo, inclusive das pessoas. A partir do momento em que não existe mais nada de bom ou de novo à oferecer, os defeitos ficam mais volumosos e a solução escolhida é o descarte. Não importa se a pessoa está passando por um tempo difícil, se existem dores por traz, se precisa ainda mais do outro. Atualmente, faz-se muito o discurso sobre empatia, mas beira a hipocrisia. Não existe mais aquela reflexão dos antigos, de olhar para o que aquela pessoa tem de bom e tentar ajudar, curar as dores, resgatar... é mais fácil usar o apontamento dos erros como uma lástima pessoais e abandonar. Dentro da tentativa de compreender o outro lado penso que a cultura do descarte vem desse novo coletivo, dos discursos radicais de tolerância reduzida, dos exemplos próximos... . Não importa se a troca traz algo muito pior, segue a moda. O aspecto negativo desta tendência está nas consequências, pois essa cultura deixa cicatrizes que resultam em superficialidade, individualismo, desapego e outros. Entre a anulação e a dedicação existe o meio termo.
Um relacionamento duradouro é como uma grande árvore: é importante que se faça a seleção do bom solo para colocar as melhores sementes, prover manutenção e cuidado que ela pode se tornar robusta e duradoura, renovando ciclos com seus frutos e novas sementes. Problemas acontecem quando caem sementes de ervas daninhas em um solo fértil, tirando seus nutrientes e mudando a composição; ou ainda quando não se atenta para um solo ruim, com um entorno comprometido e desperdiça sementes boas; há ainda aquela árvore que cresce com uma raiz superficial e ao primeiro vento forte vai tombar; ou aquelas em que não se faz adubação e por mais que ela jogue folhas secas para repor nutrientes, um dia pode morrer. Por isso, para quem sofre, meu conselho é: avalie melhor onde você planta suas melhores sementes, observe o entorno, o histórico, ... porque existem solos que superficialmente parecem bons mas os problemas estão nas camadas de baixo, assim como existem árvores que deixam sementes ruins.
Palavras são munição dos demagogos, hipócritas, manipuladores, bajuladores, ... . O que realmente importa são as atitudes.
As respostas e sinais estão postas pelo caminho, basta reflexão, sabedoria, sensatez, ..., mas principalmente silenciar autossabotagens. O que quero dizer com isso? Buscamos respostas em lugares mirabolantes, as vazes até paga-se para escutar algo que já foi dito através de deduções, “intuições”, “red flags”, percepções, correlações e diversas outras formas de “desvendar” indagações. Contudo, seria muito mais fácil aceitar respostas, mesmo que elas contrariem nossas vontades! Quando disse “autossabotagem” é porque a maioria das pessoas se deixam motivar por carências, medos, comodidade e diversos outros sentimentos paralisantes. Negar o óbvio só traz perda de tempo, dores, frustrações e outras consequências postas como “aprendizado” que entendo ser desnecessário.
